LNa hora da maturidade, nós ficaremos totalmente cônscios da nossa situação e
estado. Está no momento de tomarmos o rumo, cuidarmos de como e para onde
seguiremos, por nossa conta e risco. Cada um deverá calcular e mapear as rotas
que se desenrolam por todo esse imenso campanário.
Nesta arte, os caminhos serão a acolhida e a amplidão. Uma escarpada
mandíbula, um abismo no desfiladeiro sem fundo, onde a queda continua
apenas demonstra a vertigem que atacará aos desorientados. Aqui se porá em
pratica e se fará a mais difícil prova de que se aprendeu, cresceu e está apto para
fazer parte efetiva do Reino.
Ao largo, dispostos, aguardamos a vinda de uma charrete, onde servos a mando
da senhoria, recolhem os melhores frutos que foram curtidos pelas estepes
intermináveis. Nós somos acolhidos pelo transporte, um de cada vez. Durante o
trânsito, aprende-se pequenas e úteis dicas, que nos preparara para o destino
seguinte, ou até um ligeiro amor, a quem a fortuna sorrir.
Ainda há muito a refinar de nossa rudeza, nós não podemos pretender muito,
haveremos de aprender a lutar sem precisar do uso da força, ossos ou músculos.
Nós teremos que saber quais são as armadilhas dos vivos, que no mundo
material, tentam operar forças mágicas, ditam regras do oculto e como devemos
proceder para curá-los de tal engenho manco.
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