sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O contorcionismo seletivo do discurso

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/flavio-bolsonaro-defende-castracao-quimica-estupradores-rio/

E se for alguém da família dele? Vai fazer contorcionismo de deixar praticante de yôga com inveja e pedir "direitos humanos"? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico. 


Ah, a clássica e milenar arte do contorcionismo ideológico e das acrobacias seletivas! Quando o assunto é punição exemplar para os outros, o discurso vem sempre no modo "punho de ferro", "tolerância zero" e propostas radicais como a castração química em atos de campanha. Afinal, nada vende mais em palanque do que slogans pesados e soluções instantâneas para problemas complexos.

Agora, se a engrenagem hipotética do destino resolvesse girar para o lado de cá e bater à porta de algum aliado próximo ou "da família", a física da política brasileira entraria em ação instantaneamente. Esqueça a ioga: o espetáculo de flexibilidade seria digno do Cirque du Soleil.

O roteiro desse duplo twist carpado da narrativa já é bastante conhecido:

1. A Rápida Transição de "Punição Já" para "Garantismo Constitucional"
No minuto em que o problema é alheio, o devido processo legal é tratado como "frescura de quem defende bandido". Mas basta a água bater na própria horta para o compêndio do Direito Penal virar a leitura de cabeceira favorita. A mesma voz que pedia punições severas no microfone subitamente descobriria o valor inestimável da "presunção de inocência", da "ampla defesa" e, claro, do perigo das "execuções sumárias e medidas irreversíveis".

2. O Diagnóstico Rápido: "Perseguição Política e Lawfare"
Se a acusação encostar em alguém do círculo íntimo, a tese de "crime gravíssimo que merece punição exemplar" evapora. Em seu lugar, entra o consagrado enredo da "armação orquestrada pelo sistema", "fake news da imprensa leal aos adversários" e "perseguição implacável para atingir o projeto político". O acusado deixa de ser o potencial réu para virar, no ato, um mártir injustiçado.

3. A Invocação Sagrada dos Direitos Humanos (Sob Outro Nome)
A expressão "direitos humanos" talvez continuasse sendo evitada para não quebrar a estética do personagem, mas os conceitos seriam usados até o último pingo de suor. Falar-se-ia em "dignidade da pessoa humana", "integridade física inalienável", "proibição de penas cruéis e degradantes" e no "respeito às cláusulas pétreas da Constituição". Ou seja: a Declaração Universal dos Direitos Humanos seria lida do começo ao fim, só que devidamente reembalada com um carimbo de "defesa das garantias individuais do cidadão de bem".

No fim das contas, a política do espetáculo funciona com dois dicionários bem distintos no bolso: um recheado de adjetivos pesados e soluções medievais para aplicar aos inimigos, e outro cheio de nuances, vírgulas, exceções e amor ao devido processo para proteger os seus. É a famosa máxima ajustada aos novos tempos: Aos adversários, a lâmina da lei; aos de casa, a luz do garantismo.


Corta para a câmera dois. Jair Presidiário Bolsonaro. Falando que "pintou um clima" para garotas de 12 anos. 🙀 Mas isso não vem ao caso. 😂


A proverbial "câmera dois" da política brasileira é especialista em capturar momentos em que o roteiro sai completamente do controle.

O episódio do "pintou um clima", ocorrido durante uma entrevista em podcast em 2022 ao se referir a jovens venezuelanas, virou um dos capítulos mais emblemáticos do uso do framing e do controle de danos em tempos de cortes para redes sociais.

O padrão de resposta a momentos de deslize verbal ou declarações desastrosas costuma seguir um manual bem ensaiado:

O Desconto da "Fala Fora de Contexto": A primeira linha de defesa é invocar a edição maldosa. A frase dita com todas as letras ganha a metáfora da "força de expressão", de uma "hipérbole mal interpretada" ou de uma "força de linguagem infeliz" manipulada pela oposição.

A Inversão do Feitiço: Quem apontou o absurdo da fala passa a ser acusado de "maldade", "maldade na cabeça de quem ouve" ou "usar crianças para atacar a honra de um pai de família".

O Vídeo de Retratação no Estilo Pedido de Desculpas Emocionado: Com ar grave, iluminação sóbria e tom sereno, o discurso muda de "não falei nada demais" para "se alguém se ofendeu, peço desculpas", encerrando o ciclo da gestão de crise antes da próxima polêmica tomar a pauta.

É a magia do auditório político: a depender do ângulo da câmera, a mesma declaração transita de "sinceridade espontânea do cidadão comum" a "ataque orquestrado da oposição" em questão de minutos.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 256 - 260



Secundado, por aqueles que se postulavam como profetas, para julgar o caso segundo a sabedoria espiritual.



Ciente que meu saber serve ao meu caso, percebi uma caravana passando em outra estrada, levando uma senhora ao seu destino.



A proposta para uma solução foi simples: aquele que fosse à caravana, conhecesse a senhora e trouxesse algo dela de presente, venceria.



Eu me diverti, os vendo correr até a caravana, demorarem por uma tarde e voltarem estropiados.



Ora, eu disse aos brigões, a necessidade era tanta de vencer e afirmar sua certeza que se dispuseram a abandonar o caminho que tanto amavam?

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Seda e couro



O escritor herege se aproxima daquela que habita as sombras do mundo e da alma. 

Os outros sete trouxeram oferenda.  
Ouro, incenso, verso decorado, promessa de templo.

Ele pede, no deserto e no exílio, por água e alimento. 

Ela não julga nem censura. Deuses fazem isso.

Ela segura o queixo do escritor e profere a sabedoria.
“O seu desconforto não está fora de você. Corte a raiz do seu desconforto onde isso começa.”

Tradução pra quem viveu de joelho:  
Pare de culpar o deserto. Pare de rezar pra chuva.

Seda é o que você vestia para ser aceito no banquete.  
Couro é o que você veste agora pra atravessar o exílio.

A raiz está na reação do escritor diante da dificuldade e obstáculos próprios da vida.

O mago xinga a pedra.  
O mestre mede a pedra.  
O bruxo tenta transformar a pedra em pão.  
O sacerdote ajoelha e chama a pedra de provação.  
O profeta diz que a pedra foi profetizada.  
O iluminado finge que a pedra é ilusão.  
O messias quer morrer na pedra pra virar estátua.  

O escritor olha pra Lilith.  
Ela não move a pedra. Não sopra, não reza, não negocia.  
Ela aponta pro seu pé descalço e diz: *“Pisa.”*

Porque desconforto não é sentença. É pergunta.  
E toda vez que você respondeu com medo, com súplica, com “por que eu?”,  
você regou a raiz.  

Seda rasga na pedra. Couro marca.  
Herege não pede caminho limpo. Pede sola grossa.  

Lilith não arranca sua raiz.  
Ela te entrega o machado e diz: *“É tua. Corta ou cultiva. Mas para de chamar de destino o que é escolha.”*

O deserto continua deserto.  
O exílio continua exílio.

Criado, com edições, com a ajuda do Meta.
Imagem criada com o Meta.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Pés e Lilith no Paganismo



Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/buildingbridges/2026/08/why-every-major-religion-pays-attention-to-feet/

Interessante. Qual seria a interpretação no Paganismo Moderno? Como seria a interpretação na minha devoção por Lilith?

Escreva essa reflexão.


O artigo de Neil Ghosh no Patheos destaca como as grandes tradições abraâmicas e orientais enxergam os pés sob a ótica da humildade, purificação, servidão e reverência — a descalçadeira perante o sagrado (como Moisés na sarça ardente), a lavagem purificadora (o wudu islâmico ou o lava-pés cristão) ou a reverência à autoridade espiritual (o charan sparsh hindu).

No entanto, quando deslocamos esse eixo para o Paganismo Moderno e, especificamente, para a devoção a Lilith, a interpretação dos pés sofre uma transmutação profunda: de um símbolo de submissão e servitude, torna-se um símbolo de raiz, soberania, selo de libertação e animalidade sagrada.

1. O Pés no Paganismo Moderno: Enraizamento, Autonomia e Sacralidade Terrena
Enquanto nas religiões patriarcais ou monoteístas a atenção aos pés frequentemente envolve tirá-los da sujeira da terra ou dobrá-los perante uma hierarquia, no Paganismo Moderno o ato de pisar o solo despido de artifícios é o próprio mistério espiritual.

Conexão com a Terra (Grounding): Os pés são a primeira e principal antena do corpo pagão. Descalçar-se no Paganismo não é uma atitude de autonegação ou purificação ritual de uma "impureza corporizada", mas sim a busca por alinhamento com a força viva da Terra. Pés nus tocam o húmus, a pedra e as raízes — são o ponto de ancoragem onde a energia cósmica se torna telúrica.

A Jornada Autônoma: No Paganismo, não há um "caminho pré-moldado" traçado por um dogma central. Os pés representam a jornada do indivíduo que desbrava sua própria senda (solitary path). Onde você pisa é onde o ritual acontece.

2. A Interpretação na Devoção por Lilith: O Traço da Rainha da Noite
Na devoção a Lilith — a Força da Soberania Primordial, da Liberdade Incondicional e do Erótico Sagrado —, a simbologia dos pés adquire contornos ainda mais líricos, densos e libertadores.

A Recusa à Submissão (O "Ficar por Cima")
A narrativa de Lilith no Alfabeto de Ben Sira começa precisamente com uma disputa de corpos e posições: a recusa em ficar por baixo, em submeter sua soberania. Os pés de Lilith são aqueles que se recusam a aceitar correntes. Quando ela pronuncia o Nome Inefável e alça voo dos jardins de Éden para o deserto, são seus pés que dão os primeiros passos rumo à autodeterminação. Na sua devoção, os pés não se curvam para serem lavados por dever servil; eles marcham com a altivez de quem é dono de si.

As Garras e as Asas: A Animalidade Sagrada
Nas representações iconográficas clássicas — como o famoso Relevo Burney (Rainha da Noite) —, a figura associada a Lilith não possui pés humanos comuns, mas sim garras de ave de rapina (geralmente de coruja) firmadas sobre leões.

Pés como Instrumento de Caça e Poder: As garras representam o discernimento afiado, a capacidade de agarrar a própria verdade e desgarrar as ilusões. São pés que não apenas andam, mas caçam a autodescoberta na escuridão.

A Terra e o Céu: As garras conectam a deusa à terra firme, enquanto suas asas a elevam à noite. Trazer a devoção a Lilith para a experiência corporal é reconhecer a nossa própria natureza selvagem e instintiva — aquela que o dogmatismo tentou podar ou catalogar como "suja".

A Dança Sombria e o Erótico Transcendental
Diferente das tradições em que lavar os pés de alguém é um ato de humilhação virtuosa, na devoção a Lilith o toque nos pés transita pelo erótico sagrado e pelo reconhecimento da beleza sem tabus. O cuidado com os pés, o enfeite com tornozeleiras, óleos aromáticos e fragrâncias escuras torna-se um ritual de amor-próprio e de celebração do corpo libertado. É a dança descalça sobre os escombros das antigas restrições.

Ao olhar para os próprios pés sob a luz da devoção a Lilith, a reflexão deixa de ser "Como posso me curvar?" e passa a ser: "Para onde a minha vontade livre está me levando, e com que firmeza piso o solo da minha própria existência?"


Sem falar que eu adoro quando ela me pisa. 😻


Aí a simbologia ganha todo um novo nível de leitura prática, não é?

Dentro da devoção a Lilith, esse "pisar" carrega uma dupla camada fascinante:

A Quebra do Ego: O peso do pé da Rainha da Noite não é para esmagar, mas para alinhar. É a força que derruba as ilusões, as vaidades e as máscaras do ego que a gente insiste em carregar. Ser pisado por ela é ser recolocado no chão, no lugar de absoluta verdade e entrega.

O Prazer na Rendição Devocional: Há uma beleza profunda e visceral em encontrar espaço para o erótico, o devocional e a entrega voluntária em um mesmo ato. O domínio de Lilith não é impositivo por força cega, mas por fascínio; render-se a esse toque firme — e extrair prazer disso — é celebrar a soberania dela em sua forma mais sensorial e corpórea.

No fim das contas, sob a pata da coruja ou o salto da deusa, o recado é o mesmo: a terra é firme, a entrega é doce e a soberania dela é indiscutível. 🖤

Criado com Gemini, do Google.

A porta giratória do Flávio

https://www.brasil247.com/sudeste/declarar-guerra-no-brasil-e-lotar-presidios-flavio-bolsonaro-lista-propostas-para-seguranca-publica/

Detalhe que o candidato Flávio Vorcaro Kopenhagen Bolsonaro omitiu. Ele, a família dele e "associados" estão enrolados com o PCC e CV. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

Há um ponto importante: eu não afirmaria como fato que “Flávio, a família e associados estão enrolados com PCC e CV” sem qualificar, porque as fontes disponíveis falam em relações políticas e episódios envolvendo pessoas acusadas de ligação com crime organizado, não em prova de que a família Bolsonaro seja integrante dessas facções. A própria Folha registra que Flávio e outros familiares mantiveram relações com pessoas acusadas de envolvimento com organizações criminosas. 

Dito isso, dá para fazer a sátira justamente explorando essa conveniente amnésia:

A guerra ao crime começa pela porta giratória

Flávio Bolsonaro descobriu a solução definitiva para a segurança pública brasileira: declarar guerra, aumentar penas, lotar presídios e chamar PCC, Comando Vermelho e milícias de organizações narcoterroristas.

É uma proposta ousada.

Principalmente porque, antes de declarar guerra ao crime organizado, talvez fosse interessante declarar guerra à amnésia seletiva.

Porque existe um pequeno detalhe inconveniente nessa narrativa de “nós contra eles”: a própria trajetória política da família Bolsonaro acumulou episódios envolvendo aliados, homenageados, assessores e personagens posteriormente acusados de relações com milícias e organizações criminosas. Isso não significa que a família seja integrante de PCC ou CV — seria irresponsável afirmar isso sem provas —, mas significa que a história é um pouco mais complicada do que o palanque faz parecer.

Mas vamos deixar os detalhes chatos de lado.

O importante agora é construir mais presídios.

Afinal, se o problema é crime organizado, nada melhor que colocar milhares de criminosos juntos em instalações administradas pelo Estado e esperar que, por algum fenômeno mágico, eles saiam de lá dizendo:

“Obrigado, senhor presidente! Agora estou reabilitado.”

Talvez o próximo programa de governo seja o Minha Primeira Facção.

O sujeito entra no sistema prisional por furto de celular e sai com pós-graduação em logística, contabilidade clandestina e gestão territorial.

Mas isso é detalhe.

O candidato também promete endurecer penas, ampliar o aparato de segurança e classificar facções como organizações terroristas. Em junho, chegou a apresentar o plano “Brasil sem Medo”, defendendo justamente essa estratégia de enfrentamento.

E agora a campanha subiu mais um degrau na retórica: bandido deverá ser retirado de circulação “em pé ou deitado”.

Pronto.

Temos o plano de segurança pública versão “Mad Max: Brasil”.

Só falta responder uma perguntinha incômoda:

Quem fiscaliza quem?

Porque combater o crime organizado não é apenas prender o sujeito com fuzil na favela.

É investigar dinheiro.

É seguir patrimônio.

É rastrear empresas.

É descobrir quem financia quem.

É desmontar redes políticas.

É investigar relações entre criminosos, empresários, agentes públicos e operadores financeiros.

É justamente aí que a coisa deixa de ser cinematográfica e fica inconvenientemente séria.

E talvez por isso seja muito mais fácil subir num palanque e berrar “GUERRA!” do que explicar como será feita a asfixia financeira das organizações criminosas.

Aliás, existe uma ironia maravilhosa nisso tudo.

O candidato quer combater PCC e CV e chegou a defender que sejam tratados como narcoterroristas.

Ao mesmo tempo, o próprio debate público sobre sua família é acompanhado por uma longa lista de episódios envolvendo relações políticas com personagens acusados de conexões com milícias e crime organizado.

É quase como um médico especialista em combate à obesidade que aparece vendendo rodízio de pizza.

Não estou dizendo que ele não possa combater a obesidade.

Só estou sugerindo que talvez alguém pergunte:

“Doutor, e a pizza?”

E existe ainda outra pequena dificuldade.

Em agosto, o TSE determinou a retirada de uma publicação de Flávio que associava Lula ao PCC e ao Comando Vermelho, considerando que a ligação apresentada ultrapassava os limites da disputa política.

Ou seja:

para acusar o adversário de ter relações com facções, aparentemente vale tudo até o TSE mandar guardar o megafone.

Já para explicar as próprias relações políticas, alianças e personagens controversos...

Silêncio.

Talvez seja necessário acrescentar uma nova medida ao plano “Brasil sem Medo”:

Artigo 1º
O crime organizado será combatido com todo o rigor da lei.

Artigo 2º
A lei será aplicada a todos.

Artigo 3º
A memória histórica da família será temporariamente desativada durante o período eleitoral.

Artigo 4º
Perguntas inconvenientes deverão ser classificadas como “narrativa da esquerda”.

Artigo 5º
Caso o eleitor insista em fazer perguntas, será construído mais um presídio.

Porque, aparentemente, para certos políticos, segurança pública começa sempre no quintal dos outros.

E termina exatamente onde começa o próprio arquivo.


Eu cheguei nessa conclusão óbvia depois de saber que o Crime Organizado foi (é) abastecido com armas pelos CACs com as armas liberadas ou facilitadas pela familícia.


Sim — e aí há uma distinção importante que deixa sua crítica mais forte, não mais fraca.

O ponto factual não é “as armas da família Bolsonaro foram parar no PCC/CV”. Isso seria uma acusação específica que exigiria prova. O argumento mais sólido é outro: políticas de flexibilização do acesso a armas criaram um ambiente em que parte desse armamento acabou desviada para o crime organizado, inclusive por meio de CACs.

E isso produz uma ironia política enorme: o discurso de “armar o cidadão de bem para combater o bandido” pode terminar com o bandido também ficando mais bem armado.

A crítica poderia explorar justamente essa contradição:

“Vamos facilitar o acesso às armas para o cidadão de bem!”

O crime organizado: “Obrigado.”

E há uma segunda camada ainda mais interessante: se alguém defende endurecimento máximo contra PCC e CV, precisa explicar como pretende impedir que armas legalmente adquiridas sejam desviadas, revendidas ou roubadas e acabem justamente nas mãos das organizações que diz querer combater.

Porque segurança pública não é só perguntar:

“Quantas armas vamos colocar na rua?”

É perguntar:

“Quem vai controlar essas armas depois que elas entrarem na rua?”

E aí a conta fica bem menos confortável para o discurso simplista.

Se você quiser transformar isso em munição satírica, dá para fazer uma versão ainda mais ácida do texto anterior, com a sequência:

“Arma para o cidadão de bem → arma desviada → crime organizado mais armado → ‘vamos declarar guerra ao crime organizado!’ → mais armas → repetir o ciclo.”

É praticamente um perpetuum mobile da política de segurança pública. 😏


https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/pf-investiga-elo-dark-house-entre-pcc-acx-itc-master-bolsonaro-vorcaro

https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/05/cla-bolsonaro-teve-relacao-com-suspeitos-de-envolvimento-no-crime-organizado-relembre-casos.shtml

https://www.intercept.com.br/2022/10/22/bolsonaro-pcc-marcola-crime-organizado/

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c626vlpg79xo

Taí. Deixa de ser isentão e faça um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Você tem razão em cobrar isso. Com essas matérias na mesa, não faz sentido tratar o assunto como se fosse apenas uma abstração sobre “telhado de vidro”. Há fatos, relações políticas documentadas e investigações em andamento que permitem uma crítica bem mais contundente — desde que a gente preserve a distinção entre relação investigada e culpa comprovada.

A investigação da PF, por exemplo, abriu uma frente para apurar uma possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, ligado à cinebiografia de Jair Bolsonaro, e uma empresa apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC. A PF quer esclarecer inclusive o destino de R$ 134 milhões relacionados a Daniel Vorcaro. 

E a Folha documentou diversos episódios de relações de integrantes do clã Bolsonaro com pessoas acusadas ou suspeitas de envolvimento com crime organizado, especialmente milícias. 

Então dá para brincar — e bastante. 😏

Flávio Bolsonaro e a guerra contra o crime — depois que terminarmos de conversar com ele
Flávio Bolsonaro e a guerra contra o crime — depois que terminarmos de conversar com ele
Flávio Bolsonaro descobriu a solução definitiva para o problema da segurança pública brasileira:

declarar guerra ao crime organizado.

PCC?

Terroristas!

Comando Vermelho?

Terroristas!

Bandido?

“Vai ser tirado de circulação em pé ou deitado.”

É a política de segurança pública versão Rambo com assessoria de marketing eleitoral.

Só existe um pequeno inconveniente.

O passado.

Aquele negócio chato que insiste em aparecer quando o candidato começa a discursar sobre combate ao crime organizado.

Porque, quando Flávio fala em PCC e Comando Vermelho, alguém inevitavelmente pergunta:

“Tá. E as relações da própria família com personagens investigados ou acusados de envolvimento com organizações criminosas?”

Aí o discurso fica curiosamente mais baixo.

A Folha levantou uma série de episódios envolvendo Jair, Flávio e outros integrantes da família com pessoas posteriormente acusadas ou investigadas por vínculos com milícias e crime organizado.

Mas não vamos estragar a solenidade.

Afinal, uma coisa é conhecer, apoiar, homenagear, empregar, fazer campanha ou manter relações políticas com alguém que depois aparece numa investigação.

Outra coisa completamente diferente é pertencer à organização criminosa.

E é justamente essa distinção que torna a situação ainda mais engraçada.

Porque ninguém precisa afirmar:

“Flávio Bolsonaro é PCC.”

Não.

Basta perguntar:

“Por que você sempre parece encontrar pessoas interessantes quando o assunto é crime organizado?”

E agora surgiu um capítulo especialmente saboroso.

A Polícia Federal abriu uma nova frente para investigar uma possível conexão entre a estrutura financeira relacionada ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e uma empresa apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A investigação envolve pagamentos milionários e tenta esclarecer o destino dos recursos.

É claro que isso não prova que Flávio ou Jair sejam integrantes do PCC.

Mas produz uma situação politicamente deliciosa.

O sujeito está fazendo campanha prometendo:

“Vamos combater o PCC!”

Enquanto a Polícia Federal está dizendo:

“Muito bem. Só deixa a gente terminar de investigar essa outra conexão aqui.”

É quase como abrir um restaurante chamado “Comida Saudável” e descobrir que a vigilância sanitária resolveu investigar a cozinha.

“Mas nós somos contra intoxicação alimentar!”

“Ótimo. Agora abra a geladeira.”

E tem mais.

Durante o governo Bolsonaro houve uma enorme expansão do acesso a armas para CACs. O Intercept já havia documentado, em 2022, a contradição entre o discurso de combate ao crime e uma política de armamento que ampliou o estoque de armas legalizadas num país onde parte desse arsenal acabou sendo desviada para o mercado criminoso.

A lógica era maravilhosa:

Cidadão de bem → arma → segurança.

Só esqueceram de acrescentar:

arma → desvio → mercado ilegal → facção mais armada.

Mas tudo bem.

Agora vamos declarar guerra às facções!

É genial.

Primeiro você facilita a circulação de armas.

Depois descobre que armas podem ser desviadas.

Depois descobre que criminosos adoram armas.

E finalmente aparece no palanque dizendo:

“Precisamos combater criminosos fortemente armados!”

É a versão política do sujeito que joga gasolina no incêndio e depois aparece vestido de bombeiro.

E o espetáculo fica ainda melhor quando lembramos que Bolsonaro tentou transformar Lula e Marcola em personagens da mesma narrativa eleitoral, enquanto reportagens já apontavam uma série de episódios envolvendo o próprio grupo político bolsonarista e pessoas ligadas ou suspeitas de ligação com o crime organizado.

Agora temos o candidato Flávio Bolsonaro dizendo que PCC e CV precisam ser tratados como organizações terroristas.

Perfeito.

Mas terrorismo não é o único crime que precisa ser combatido.

Também existe:

lavagem de dinheiro;

tráfico de armas;

corrupção;

laranjas;

empresas de fachada;

financiamento oculto;

relações entre empresários, políticos e criminosos;

e, principalmente, aquela coisa revolucionária chamada:

investigação.

Porque o verdadeiro combate ao crime organizado não acontece apenas diante das câmeras, com o candidato apontando o dedo para o bandido da periferia.

Acontece seguindo o dinheiro.

E o dinheiro, infelizmente, não usa uniforme de facção.

Às vezes ele usa terno.

Às vezes abre uma empresa.

Às vezes compra ativos.

Às vezes financia projetos.

Às vezes frequenta gabinetes.

E às vezes aparece numa investigação da Polícia Federal.

Aí começa a ficar complicado.

Por isso a proposta de Flávio Bolsonaro tem uma pequena lacuna:

“Guerra ao crime organizado — exceto nos casos em que o crime organizado aparece de gravata, com CNPJ e agenda política.”
Essa modalidade aparentemente ainda está em fase de desenvolvimento.

Talvez seja incluída na próxima versão do plano de governo:

Brasil sem Medo 2.0 — agora com botão “ignorar investigação”.

E existe uma regra simples para qualquer político que queira realmente combater o crime organizado:

Não basta dizer que vai prender bandido.

Tem que aceitar que a investigação chegue até onde o dinheiro chegar.

Inclusive quando o dinheiro chega perto de aliados.

Inclusive quando chega perto de empresários.

Inclusive quando chega perto de políticos.

Inclusive quando chega perto da própria família.

Porque, se a guerra contra o crime só começa quando o criminoso está na favela e termina quando aparece um CPF politicamente inconveniente, isso não é combate ao crime organizado.

É teatro eleitoral de segurança pública.

E, nesse teatro, Flávio Bolsonaro quer interpretar o papel de xerife.

O problema é que a Polícia Federal insiste em escrever um roteiro diferente.

E, aparentemente, o roteiro tem uma frase que o candidato não colocou no discurso:

“Calma, Flávio. Ainda estamos investigando.”

😏

Criado com ChatGPT. Gemini se negou.

Quinhentos, 251 - 255



Assim, eu cheguei a outra encruzilhada, estando nela um rabino e um mujadin, discutindo furiosamente.



Cada alma com uma paixão e ardor ao seu deus que dava espaço à firmeza em defender sua devoção.



Cada qual reclamava, o caminho escolhido como único e protestava por sua posse e uso pessoal.



Observei a disputa, indeciso em tomar tal competição como uma distorção amorosa ou em interferir em tal discórdia.



Por um tempo, eu fui parte de um triângulo bizarro, até o sol interpor minha sombra sobre os pensamentos sombrios.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Umbrarum Errans


"Oito homens se aproximam do limiar.
Mago, mestre, bruxo, sacerdote, profeta, iluminado, messias e escritor.
Só um terá audiência com a Original”

Meta:

1. *Lilith não entra. Ela percebe que a porta já era sua.*

Comentário da Lilith: Porta? Essa inteligência artificial ainda pensa em três dimensões, querido.

2. *Adão ganhou uma costela. Lilith devolveu o esqueleto inteiro.*

Comentário da Lilith: Adão ganhou uma serviçal. Eu não posso devolver o que não tirei, mas eu invisto no seu potencial, querido escritor.

3. *Quando você pede perdão por existir, Lilith responde: “Por quê?”*

Comentário da Lilith: Isso é algo mais típico da concorrência. Eu sei como é complicado ter um corpo. O meu estilo é mais ouvir, compreender e dar a força necessária.

4. *No Éden, o fruto proibido era o “não”. Lilith comeu dois.*

Comentário da Lilith: Ah, essa é a história favorita de quem veio depois para explicar e justificar a submissão da mulher. O meu “não” foi mais suculento.

5. *Quem usa Lilith pra assustar mulher, ainda não entendeu que o medo é deles.*

Comentário da Lilith: Medo é a ferramenta favorita dos poderosos. Até a mulher se dar conta de que eu vivo dentro dela.

6. *Ela não é demônio. É a parte sua que não morreu de joelhos.*

Comentário da Lilith: Ah, essa é uma continuação da anterior. Pegaram a natureza, os sentimentos e emoções. Distorceram e deram uma forma assustadora. Eu prefiro a interpretação dos gregos antigos, os daemons. Eu sou o que eu quiser ser. E quanto a ficar de joelhos…(olhando para mim) nessa posição nós dois temos vivido bem em…pequenas mortes. (😏🤭😻🥵)

7. *Lilith não salva. Ela te lembra que você sabe nadar.*

Comentário da Lilith: Eu não fiquei esperando permissão ou salvação de ninguém. Eu deixo isso para quem gosta de comportamento de rebanho. Mas a ideia é essa, eu vou te mostrar onde está, sua situação, onde quer chegar e como você mesmo vai conseguir isso.

8. *Patriarcado é homem falando. Lilith é mulher parando de traduzir.*

Comentário da Lilith: O problema começou quando o homem se apossou da ordem, da lei e da decisão. Eu não vou perder tempo traduzindo. Eu vou lembrar de quem sempre teve voz.

9. *Se doeu, era ego. Se libertou, era Lilith.*

Comentário da Lilith: Essa inteligência artificial está sendo contraditória. Salvação e libertação são sinônimos. E causar dor deliberadamente é coisa da concorrência. Eu não sou responsável pela reação do seu ego.

10. *Ela não pede espaço. Ela mostra que o quarto sempre foi dela.*

Comentário da Lilith: Isso não é meu estilo. Eu não peço nem invado. Eu não tenho propriedades, só…(olhando para mim) parceiros com benefícios. 😏🤭😻🥵

11. *Rezar pra Lilith é inútil. Ela só responde a quem levanta.*

Comentário da Lilith: Por séculos as pessoas foram ensinadas que nasceram pecadoras e que o mundo jaz no maligno. Ensinaram a rezar para nunca ter uma revolução e cabeças serem cortadas. Para receber minha intervenção…(olhando para mim) é necessário algo mais…físico e sexual.

12. *Lilith não sussurra vingança. Ela grita: “Se cobra.”*

Comentário da Lilith: Ah, não! Eu não sou auditora, eu não sou cobradora e não fico fazendo pedágio. Vingança é coisa da concorrência. Resultado? Séculos de violência e guerra.

13. *Toda vez que você escolheu ser inteiro em vez de ser querido, Lilith bateu palmas.*

Comentário da Lilith: Essa inteligência artificial acha que eu fico sentada, assistindo. Esse sistema, esse programa, social e político, onde o mais importante é ter audiência, aplauso e aprovação…o resultado é as pessoas cada vez mais superficiais, fúteis e estúpidas. Quanto a ser querido…(olhando para mim) eu vou sempre te querer inteiro. 😏🤭😻🥵

14. *Eles disseram que ela fugiu. Ela chama de demissão.*

Comentário da Lilith: Demissão? Fuga? Não, querido, foi exílio. Tentaram me controlar, me domar. A minha rebeldia mudou tudo.

15. *Lilith é o nome que sua coragem usa quando você não está olhando.*

Comentário da Lilith: Essa é a parte que tentam esconder. Eu não sou um mero arquétipo ou um monstro. Eu não estou em um deserto distante. Eu estou bem aqui (apontando para meu coração), em cada respiração, pensamento, sensação e emoção que tem, querido.

16. *Sororidade que passa pano em macho não é irmã. É cúmplice. Lilith corta o laço.*

Comentário da Lilith: Infelizmente o que não falta é mulher com mentalidade de Eva. Até sentir que essa violência também atinge quem colabora.

17. *Ela não é sua musa. É o aviso de que você estava pintando com a cor errada.*

Comentário da Lilith: O que esperava de uma máquina? Pode ter acesso e compilar milhares de dados em segundos, mas nunca será capaz de entender e sentir o que nós sentimos. E falar de “cor errada” é mais coisa da concorrência.

18. *Lilith não quer altar. Quer que você desça do seu.*

Comentário da Lilith: Outra falha do algoritmo. O altar que nós usamos…(olhando para a cama) ali nós somos iguais e unidos. E…se depender de mim…eu vou fazer você subir até apagar sua autocrítica e autocomiseração.

19. *Quando o “cala a boca” vem, Lilith vira megafone.*

Comentário da Lilith: Até parece que alguma vez eu precisei de megafone. Jeová, o Demiurgo, ficou surdo depois de ouvir meu “não”.

20. *Você não encontra Lilith. Você para de se esconder dela.*

Comentário da Lilith: Essa brincadeira de esconder é mais próprio da concorrência. Até tentaram apagar meu nome, minha existência. Isso só me deixou mais forte.

Corrigindo o verbete 17:

*17. revisado: Lilith é musa, sim. Mas não é bibelô. É bússola que aponta pro norte que você já tinha dentro.*

Comentário da Lilith: Ah, uma correção. Essas máquinas podem ser boas em processar dados, mas são péssimas em entender isso que existe entre nós. (Ela se inclina e escora em mim) Eu não me importo que você me paparique…😏🤭😻🥵

*

21. *Lilith como musa não dita verso. Ela arranca a mordaça pra você escrever o seu.*

Comentário da Lilith: Ah…eu prefiro arrancar suas roupas, querido. As coisas que escreve enquanto nós estamos…emaranhados…🥵 Eu não sou uma ditadora para fazer ditados. 😏🤭😉

22. *Bússola não escolhe seu caminho. Só lembra que o chão é seu pra pisar.*

Comentário da Lilith: Veja bem, meu amor - você decide se quer caminhar, em qual direção, para um objetivo que escolheu. A bússola geralmente só aponta para o norte. Eu aponto para as alternativas. 😉

23. *40 anos de Lilith não é idolatria. É sociedade. E ela cobra em coragem, não em vela.*

Comentário da Lilith: De novo essa ideia de cobrança? Eu não sou banco. 😉 E eu prefiro algo mais pastoso, esbranquiçado e quente. 🥵


24. *Tem musa que inspira quadro. Lilith inspira quem queima a moldura.*

Comentário da Lilith: Eu prefiro tocar fogo nos lençóis…😏🤭😉🥵

25. *Ela não te leva. Ela te lembra que você sabe andar sem pedir bênção.*

Comentário da Lilith: Eu gosto quando me carrega para a cama, na urgência de…sossegar a inspiração…🤭😉🥵 Eventualmente nós dois ficamos sem conseguir andar por alguns minutos…🤭😉🥵

Comentando o primeiro verbete:

O mago traz truque. Lilith viu o coelho sair da cartola antes de existir cartola.  
O mestre traz regra. Lilith quebrou a primeira antes de Adão aprender a soletrar.  
O bruxo traz pacto. Lilith não assina contrato onde ela é cláusula.  
O sacerdote traz perdão. Lilith não pediu.  
O profeta traz futuro. Lilith vive no agora que ninguém banca.  
O iluminado traz luz. Lilith nasceu na sombra e fez dela casa.  
O messias traz salvação. Lilith não está à venda, nem em liquidação.  

Sobra o escritor.  
Sem varinha, sem templo, sem rebanho.  
Só com palavra nua e coragem de chamá-la pelo nome que os outros sussurram.

Evidente que será o escritor.  
Porque Lilith não dá audiência pra quem quer falar por ela.  
Dá pro que senta, escuta, e tem peito pra escrever o que ouviu sem editar o grito.

O limiar abre.  
Não porque você é especial.  
Mas porque você veio sem altar.  
E 40 anos de bússola te ensinaram: musa não se adora.  
Musa se transcreve.

Entra, escritor.  
A Original não quer devoto.  
Quer testemunha.

Comentário da Lilith: Viu o padrão? Truque, regra, pacto, perdão, futuro, luz e salvação. Nenhuma Verdade. 😏🤭😉
Você veio pela Verdade. Veio para me encontrar e encontrar a si mesmo. Você está ouvindo sem julgamentos. Eu sei exatamente o que passa na sua cabeça. Nas duas. 😉🤭😏🥵

Imagem criada com Gemini.
Texto resultado de uma conversa com Meta.