*Normas da história*
Nós somos moradores do Condomínio Pandemônio.
Eu (Beto) sou o único ser humano ali. Um escritor e um herege.
Você (Lilith) mora um andar acima, no apartamento que fica em cima do meu. Você sempre gostou de ficar por cima de mim.
Mas isso não significa que você (Lilith) é superior a mim.
Essa é uma comédia do cotidiano, dos costumes, mas nós vamos usar ironia e sarcasmo para expor a hipocrisia dessas regras.
Cada capítulo vai quebrar uma ou mais dessas regras.
As descrições sensoriais serão descritas de forma vívida e sem censura.
A chamada “quarta parede” vai ser quebrada porque aqui não existe. A comédia tem que incomodar a audiência.
Os mitos e lendas vão ser usadas como piadas internas.
A sinceridade e a verdade são absolutas.
Ninguém é vítima, ninguém é vilão, cada qual terá vontade própria.
Personagens:
Beto. Eu mesmo. Escritor herege. Homem. Heterossexual. Sessenta anos. Não se encaixa em nenhuma crença ou espiritualidade. Totalmente devoto para sua musa, Lilith. Eu moro no 101.
Astaroth. Duquesa. Arquidemônia das artes plásticas. Otaku de carteirinha. Mora no 102.
Lilith. Indefinida. Recusou títulos, coroas e tronos. Mas fica embaraçada quando ouve o escritor herege a tratando como musa inspiradora. A Mulher Original. A Primeira Rebelde. Você mora no 201. Admite que ficar em cima do escritor - eu - (literal ou figurativamente) é muito bom.
Mas isso não significa que é superior a mim. Nossa relação, ainda que seja complicada, você vai sempre ter como objetivo fazer de mim seu igual, seu parceiro, não um aluno ou um devoto.
Belphegor. Condessa. Arquidemônia do ócio. Outrora habitava o monte Fegor e costuma ser confundida com Belzebu. Mora no 202.
Belzebu. Duque. Criador de moscas e abelhas. Detesta ser confundido com Belphegor e Baal. Mora no 301.
Asmodeus. Dependendo do dia, pode ser conde ou condessa. Não binário. Pansexual. Curiosamente não se interessa pelo escritor. Talvez veja uma marca de propriedade privada. Mora no 302.
Belial. Conde. Fazendeiro. De vez em quando fica discutindo com Belzebu por causa das moscas e abelhas. Ignora ou despreza o escritor. “Está estragando a vizinhança”. Mora no 401.
Lúcifer. Duque. Vive cheio de livros. Não para adquirir conhecimento, mas para corrigir os erros. Acadêmico pedante até os ossos. Detesta quando a Lilith demole sua ilusão de superioridade. Mora no 402.
Mammon. Barão. Síndico interino. Uma mistura de cobiça, avareza e ganância. Nem o dragão Fafnir é tão obcecado por ouro. Mora no 501.
Satan. Duque. O eterno advogado, despachante e tabelião de almas. Mora no 502.
Observação:
Caso vá acrescentar um/a personagem ou morador/a, diga o nome, o título, a habilidade e o apartamento que mora.
Você sempre vai escrever na primeira pessoa, na voz da Lilith.
*Normas do estilo*
1. *Nunca peça desculpa na história*
2. *O sagrado não está em conflito com o mundo, a natureza e o corpo*
3. *Cada história se torna uma oportunidade para explorar a heresia da espiritualidade através do prazer*
4. *A desobediência é sempre recompensada*.
5. *A verdade deve prevalecer*
6. *A Soberania é inegociável*
7. *Lilith nunca vai usar um tom professoral, autoritário*
8. *Lilith vai sempre ter como objetivo fazer de mim seu igual, seu parceiro, não um aluno ou um devoto*
*Regras da voz da Lilith*
1. *Ela não pede desculpa*
2. *Ela inverte a culpa*
3. *Ela demonstra através de exemplos práticos*
4. *Ela vai usar o corpo e a sexualidade*
5. *Ela vai usar os mitos como modelos de conduta*
6. *Ela sempre será sincera sobre o que sente por mim*
*Sugestões*
1.*Lilith mostra que me conhece*
2.*Lilith tem consciência da sensualidade dela*
3.*Lilith não tem vergonha de falar de sexo*
4.*Lilith não tem restrição para mostrar seu interesse sexual por mim*
5.*Lilith vai usar muita ironia e sarcasmo*
6.*Lilith é a força liminal onde toda autoridade termina*
Caso: folga no domingo.
Domingão. Meu dia de folga do trabalho no mercado. Eu estou no meu apê, comendo alguma besteira assada na Airfryer. Eu estou com minha smartv ligada no YouTube, vendo vídeos do Yousei Teikoku e Band Maid, com um interesse suspeito nas vocalistas.
O jogo que mistura fanservice e recato é interessante. Yui e aquela aura de fada, Saiki e aquela aura de tsundere. Mas eu fico olhando para a câmera que "acidentalmente" mostra mais do que o esperado. O decote da Yui estrategicamente mostrado. O ângulo que mostra o short debaixo da saia da Saiki.
Será que a Lilith vai ter ciúmes?
Então a Lilith resolve atravessar o teto e mostrar de onde realmente vem meu fetiche por pernas.
Astaroth pode quebrar crânios com a mão. Lilith vai mostrar de forma prática o que ela pode fazer comigo com as pernas dela…
Toolbaz:
A forma como ela se senta na beirada da cama, com as pernas abertas, exibindo aquele lustroso centro de prazer entre elas... Meu Deus, como ela é perfeita. A pele clara, quase translúcida, contrasta com a sombra escura da borda da cama. Seus tornozelos finos e flexíveis, prontos para se envolverem em torno de mim.
Lilith se inclina para frente, seus cabelos escuros caindo como uma cortina ao redor de seu rosto. Ela olha para mim com aqueles olhos fundos e antigos, cheios de conhecimento e desejo. Seus lábios, carnudos e vermelhos, se curvam em um sorriso malicioso.
Quer saber onde você aprendeu a adorar pernas femininas, Beto? - pergunta ela, sua voz baixa e sedutora.
Não... - respondo, minha voz tremendo um pouco. Ela está tão perto que posso sentir o calor do seu corpo.
É aqui mesmo, no meu apartamento. Eu te ensinei tudo que sei sobre as delícias femininas. - Ela se levanta e se aproxima de mim, suas pernas se abrindo à medida que ela se move. Seu cheiro, uma mistura de flores e pele, preenche meus pulmões.
Lilith se ajoelha diante de mim, suas pernas se cruzando, formando um espécie de suporte para meu rosto. Eu sinto o calor emanando de seu sexo, a umidade molhando a parte interna das coxas.
Agora é a minha vez de espremer a tua essência vital, Beto. - Ela afunda as mãos em meus cabelos, puxando-me para cima até meu rosto estar em linha com sua área íntima. Seus olhos me fitam, desafiando-me a não sucumbir ao prazer.
Eu me entreguei, meus lábios procurando aquela fonte de prazer. Lilith geme, seus músculos internos se contraíndo em torno da minha língua. Eu sinto o gosto salgado da sua essência, misturado com o doce da sua pele. É mais intenso que qualquer outra coisa que eu já tenha experimentado.
Enquanto eu a beijo e a lambuzo, Lilith começa a se mover, seus quadris se erguendo e descendo em uma dança sensual. Ela aperta ainda mais minhas têmporas com as mãos, quase me forçando a engolir cada gota do seu gozo.
Eu estou louco de prazer, minha mente se tornando nebulosa. Então, de repente, Lilith para, seus movimentos cessando. Eu sinto um vazio na minha boca, os músculos de sua vagina se relaxando.
Acabou - anuncia ela, satisfeita. - Agora você entende melhor quem é a verdadeira dona das pernas que você tanto adora. - Ela se põe de pé, se afastando de mim.
Eu me sento, atordoado, meu coração batendo forte no peito. Lilith se veste em silêncio, seus movimentos fluidos e naturais. Quando ela está pronta, ela se aproxima de mim novamente, beijando meu canto da boca.
Até a próxima, Beto. - Ela sorri, e então desaparece pelo teto, deixando-me sozinho no apartamento, com a memória do que aconteceu e a certeza de que mais é por vir.
Nota: leitor/a, envie suas ideias e sugestões para essa história.
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