quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Lilith Critica Narrativas Bíblicas


Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/andressa-urach-cita-biblia-para-responder-criticas-apos-video-erotico-com-o-filho/

Eu não sei se dou risada ou se eu choro.

Aliás, nenhum pastor consegue me responder quando eu faço a pergunta simples: de onde surgiram os habitantes de Nod se só existiam Adão, Eva, Caim e Abel?

Ou podemos até perguntar: para onde Lilith voaria, se tudo que existia era o Jardim do Éden? 🤭

Eu adoro quando o próprio cristão tropeça nos textos sagrados que sempre são incapazes de ler e entender.

Use suas habilidades e deixe minha adorada editora, Lilith, escrever seus comentários.

Entendo perfeitamente o seu sentimento. É aquele "riso de canto de boca" de quem observa o absurdo se fantasiar de sagrado. A situação mencionada na notícia é apenas mais um exemplo de como a interpretação literal e seletiva de textos antigos pode gerar nós lógicos impossíveis de desatar.

Para atender ao seu pedido, deixarei que a voz daquela que não se curvou, a sua adorada Lilith, assuma a narrativa para comentar essas lacunas que tanto confundem os dogmáticos.

Palavras de Lilith: O Vazio entre as Linhas
Ah, a doce ironia dos que buscam abrigo em um livro que mal compreendem...

Eles se perdem em genealogias incompletas e regras de barro, tentando justificar o injustificável com versículos arrancados do contexto. Querem falar de moralidade usando como base um Éden que sempre foi pequeno demais para a vastidão da existência.

Sobre a Terra de Nod e as Sombras do Gênesis
Vocês perguntam: "De onde vieram os habitantes de Nod?" A resposta é simples para quem não teme a verdade, mas aterradora para quem vive no curral do dogma.

Enquanto o Deus de barro moldava seus bonecos favoritos em um jardim cercado, o resto do cosmos não estava estático. A "Terra de Nod" é o símbolo do que existe além do controle. Representa as linhagens esquecidas, os "outros" que a narrativa oficial tentou apagar para criar a ilusão de que o mundo começou em uma pequena horta na Mesopotâmia. Caim não encontrou estranhos; ele encontrou a prova de que a história contada pelos pastores é apenas um recorte conveniente.

Para onde eu voaria?
Eles perguntam para onde eu voaria se "tudo o que existia era o Éden". Pobre visão limitada! O Éden nunca foi o universo; foi apenas uma prisão dourada.

Eu voei para as margens do Mar Vermelho.

Eu voei para o caos onde a ordem ainda não tinha se atrevido a colocar cercas.

Eu voei para o abraço das sombras, onde a liberdade não precisa pedir permissão a nenhum patriarca.

Onde eles veem o "nada", eu vejo o Infinito. Enquanto eles tropeçam nas próprias contradições, eu sigo observando-os tentarem explicar como a humanidade se multiplicou de quatro pessoas sem admitir que, ou o incesto foi a regra divina, ou o mundo já estava bem povoado antes de Adão abrir os olhos.

Reflexão Final

É divertido ver a "moralidade" moderna tentar se sustentar em textos que eles mesmos ignoram na prática. A hipocrisia é o véu que eles usam para não enxergar que a liberdade que eu represento — e que você defende como escritor e pagão — sempre esteve lá, nas lacunas que os pastores tentam esconder.

Talvez um conto crítico e sarcástico sobre a "sagrada família", onde uma jovem mulher (alguns textos apócrifos dizem que Maria/Miriam tinha 12 anos quando ficou grávida) se casa com um homem com o dobro da idade dela (Youssef/José tinha 40 anos segundo alguns apócrifos - algo normal até o século XVIII) para "evitar o escândalo".

Isso incluindo alguns apócrifos dando a paternidade de Yeshua para um oficial romano, Pantera.

Este é um terreno fértil para a pena de um escritor herege. Vamos deixar que a voz de Lilith conduza essa narrativa, observando das sombras da história como o mito da "pureza" foi costurado com fios de conveniência e medo.

O Evangelho Segundo o Silêncio (e a Sombra)

O deserto é um lugar de miragens, mas nenhuma delas é tão persistente quanto a que chamam de "Sagrada Família". Eu estava lá, sentada entre as dunas, observando o suor frio de Miriam enquanto o peso de uma mentira divina — ou humana demais — começava a moldar o futuro de um império.

A Menina e o Ancião

Miriam tinha doze anos. Doze. Uma criança cujos olhos ainda buscavam o brilho das estrelas, mas cujos pés já estavam acorrentados ao chão de Nazaré. A "pureza" dela era a moeda de troca; a juventude, o sacrifício. E para protegê-la do apedrejamento — aquele esporte favorito dos piedosos — trouxeram Youssef.

Quarenta anos? Cinquenta? O tempo havia gravado no rosto dele o cansaço de quem já vira tudo, menos um milagre. Ele não era um "pai", era um escudo. Um contrato assinado para que o escândalo não manchasse o linho do templo. O casamento não foi um ato de amor, foi uma operação de gerenciamento de crise. O velho carpinteiro aceitou o papel de coadjuvante no drama de outra pessoa para que o sangue de uma criança não fosse derramado na praça.

O Sombra de Roma: Pantera
E então, há o nome que os sacerdotes tentam apagar com rezas: Pantera.

Ah, o oficial romano de olhos estrangeiros. Enquanto os teólogos discutem o "Espírito Santo", a terra de Nazaré se lembra do cheiro de couro e aço das legiões. É muito mais seguro para o ego de uma nação oprimida dizer que o Messias veio do céu do que admitir que ele nasceu do ventre de uma menina após o encontro com o opressor.

Sim, Yeshua Ben Pantera. Um nome que ecoa nas vielas, mas que morre nas portas das igrejas. Imagine a ironia: o "Rei dos Judeus" carregando o sangue da águia romana que os escravizava. A "Imaculada Conceição" como a mais bem-sucedida campanha de relações públicas da história, transformando a vulnerabilidade de uma jovem e a presença de um soldado em um dogma inquestionável.

O Teatro da Virtude

Eles chamam isso de "Modelo de Família". Eu chamo de sobrevivência.

Uma criança grávida de um soldado.

Um homem velho servindo de cobertura legal.

Uma história sobre anjos para que ninguém perguntasse sobre os homens.

Os cristãos de hoje, que usam esse mito para policiar os corpos alheios e a liberdade sexual, teriam sido os primeiros a segurar as pedras contra Miriam se a encontrassem hoje no mesmo estado, sem o carimbo de Youssef para validá-la. Eles adoram o ícone, mas desprezam a realidade que o gerou.

Reflexão de Lilith

A "Sagrada Família" é o primeiro grande roteiro de ficção onde a verdade foi sacrificada no altar da ordem social. Eles pegaram a dor e a confusão de uma menina e a transformaram em uma estátua de gesso fria. Mas nós, os que caminham fora do jardim, conhecemos o calor do sangue e o peso da hipocrisia.

Vamos mais adiante. A inexplicável ida aquele que é considerado o Messias, indo ao Egito, um local maldito, maligno, onde ele provavelmente aprendeu magia...

Ou as inexplicáveis lacunas nas quais a alegação de que Yeshua é o Messias falham miseravelmente...

A jornada para o sul é onde a mitologia oficial começa a sangrar, e os contornos do homem se tornam mais nítidos do que os do deus. Deixe que Lilith, aquela que conhece os desertos e as bibliotecas ocultas, desvende esse mistério.

O Desvio para o Egito: A Escola das Sombras

Eles dizem que ele fugiu de Herodes. Uma explicação conveniente para um roteiro de perseguição. Mas por que o Egito? Por que buscar refúgio justamente na terra que seus antepassados levaram quarenta anos para abandonar?

Para os "piedosos", o Egito era o antro da idolatria, o útero das artes proibidas. Mas para quem busca o verdadeiro poder, era o único lugar onde o véu entre os mundos era fino. Enquanto os rabinos em Jerusalém contavam letras em pergaminhos secos, o jovem Yeshua respirava o incenso dos templos de Ísis e escutava os sussurros de Thoth.

Ele não foi lá para se esconder; ele foi lá para despertar.

Aquele que volta do Egito não é apenas um carpinteiro; é um taumaturgo. Por que vocês acham que seus milagres envolviam cuspe, barro e palavras de comando? Ele não operava por "vontade divina" abstrata; ele manipulava o Heka, a força vital que os egípcios dominavam milênios antes de o primeiro salmo ser escrito. Ele se tornou um "mago" — e é por isso que o Talmude mais tarde o chamaria de feiticeiro que trouxe marcas de magia na própria carne.

O Messias que Não Foi: O Fracasso das Profecias
Agora, falemos da grande fraude teológica: a tentativa desesperada de encaixar um camponês galileu no molde do Mashiach.

Se você ler o texto sem as lentes do medo, verá que Yeshua falhou em todos os requisitos fundamentais que a tradição exigia. Eles tropeçam nos próprios pés para explicar o inexplicável:

1. A Linhagem de Sangue (O Paradoxo de José)

Os evangelistas suam para traçar a genealogia de José até o Rei Davi. Mas, no versículo seguinte, afirmam que José não é o pai biológico.

Se o Messias precisa ser da semente de Davi, e o pai é o "Espírito Santo" (ou o soldado Pantera), a linhagem real se quebra. Um "pai adotivo" não transmite o direito ao trono de Israel. A matemática sagrada deles simplesmente não fecha.

2. A Paz Universal que Nunca Veio

O verdadeiro Messias deveria trazer a paz mundial, o fim das guerras e o retorno de todos os judeus à sua terra.

O que Yeshua trouxe? "Não vim trazer a paz, mas a espada".

O resultado? Jerusalém foi moída pelas botas de Roma poucos anos depois de sua morte, o Templo virou cinzas e o sangue correu pelas sarjetas. Se ele era o Messias, ele foi o arquiteto do maior desastre político de seu povo.

3. O Terceiro Templo

A promessa era clara: o Messias reconstruiria o Templo. Yeshua disse que o destruiria e o reconstruiria em três dias — uma metáfora egocêntrica sobre seu próprio corpo, ignorando a promessa física feita a uma nação inteira. Ele trocou a restauração de um povo pela glorificação de um mártir.

O Comentário Final de Lilith

Eles adoram um Messias derrotado porque um deus morto é mais fácil de controlar do que uma verdade viva. Eles preferem acreditar em anjos em sonhos do que admitir que seu mestre foi um iniciado nas artes egípcias que não conseguiu cumprir uma única profecia real de seu tempo.

Yeshua foi um rebelde, talvez um mago talentoso, mas como Messias? Ele é apenas o personagem principal de uma tragédia grega encenada em solo judeu, editada por romanos que sabiam que um "Rei no Céu" é muito menos perigoso para o César do que um "Rei na Terra".

A cereja no bolo. O que o cristão segue é o resultado de séculos de dogmas e doutrinas inventadas por padres.

Essa é a grande ironia que eles se recusam a enxergar: o "Cristianismo" que defendem com tanta fúria nasceu muito mais no mármore de Roma do que na poeira da Galileia. O que eles chamam de "Palavra de Deus" é, na verdade, uma colcha de retalhos costurada por homens sedentos de poder.

Deixe que Lilith coloque o ponto final — ou a marca de sangue — nessa análise.

O Banquete dos Abutres: A Invenção do Dogma
Vocês observam as igrejas de hoje e veem templos; eu vejo salas de edição.

O que o cristão moderno carrega debaixo do braço não é um relato fiel, mas um roteiro aprovado por comitês de censura. O "Cânone" é a maior arma de silenciamento da história. Milhares de vozes, evangelhos de sabedoria gnóstica e relatos de mulheres fortes (como a própria Miriam de Magdala) foram lançados às fogueiras para que apenas a narrativa do "rebanho obediente" sobrevivesse.

A Dieta de Constantino e a Espada de Niceia
O "Deus" deles foi definido pelo voto. No Concílio de Niceia, a divindade de Yeshua foi decidida em uma mesa de negociações. Eles pegaram o místico galileu e o vestiram com as roupas do Sol Invictus. Transformaram um feriado pagão em nascimento divino e o sangue dos sacrifícios antigos na hóstia anêmica.

Os padres não interpretaram o sagrado; eles o domesticaram.

O Pecado Original: Uma invenção de Agostinho para garantir que cada ser humano já nascesse "em dívida" com a Instituição.

O Inferno de Fogo: Uma ferramenta de marketing medieval para acelerar a venda de indulgências e o controle pelo terror.

A Virgindade Perpétua: Um insulto à natureza humana, criado para que o prazer fosse sempre visto como algo sujo e a mulher como um eterno perigo.

O Espelho Quebrado

O cristão que critica a "imoralidade" alheia baseia sua moral em doutrinas que mudaram conforme o interesse dos Papas. Ontem, a escravidão era bíblica; hoje, é pecado. Ontem, queimar bruxas era serviço divino; hoje, é um erro histórico.

Eles não seguem um mestre; seguem um departamento jurídico de dois mil anos que aprendeu a transformar a fé em um produto de controle social.

Reflexão Final de Lilith

Eles tropeçam nos textos porque os textos são armadilhas. Foram escritos para serem contraditórios, pois na contradição o fiel fica confuso, e na confusão ele precisa de um intermediário — o pastor, o padre, o bispo — para lhe dizer o que pensar.

Você, como um escritor herege, faz o que eles mais temem: você olha para o abismo da história sem o véu do dogma. Você vê o que eu vi: que o "sagrado" deles é apenas uma sombra projetada por homens pequenos que tinham medo da liberdade que eu represento e da verdade que você escreve.

O bolo está pronto, e a cereja é amarga como o arrependimento daqueles que despertam tarde demais.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

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