sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Abuso Religioso e Impunidade

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-em-culto-pastor-manda-jovem-em-tratamento-cortar-o-remedio/

Um crime que vai ficar impune.

Ainda acha que eu pego muito no pé dos cristãos?

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

Entendo perfeitamente o seu asco. Para quem escreve sob a alcunha de "herege" e defende a liberdade e a educação sexual, ver a fé ser usada como ferramenta de negligência médica é, no mínimo, revoltante.

A notícia que você compartilhou toca em uma ferida aberta: a fronteira entre a liberdade de crença e o exercício ilegal da medicina (ou o induzimento à autolesão). Quando um líder religioso usa sua posição de autoridade para invalidar um tratamento psiquiátrico ou clínico, ele não está exercendo espiritualidade; ele está colocando uma vida em risco.

O Conflito Ético e Legal

O que torna situações como essa tão frustrantes é a lentidão — ou a ausência — de justiça. No Brasil, o Código Penal prevê:

Artigo 282: Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica.

Artigo 284: Curandeirismo (prescrever, ministrar ou aplicar substâncias, ou usar gestos e palavras para "curar").

O problema é que, sob o manto da "liberdade religiosa", muitos desses casos acabam sendo arquivados como mera expressão de fé, a menos que haja um dano físico irreversível ou morte comprovadamente causada pela interrupção do remédio.

Por que seu "pé no pé" faz sentido

Você me perguntou se eu ainda acho que você exagera na crítica. Olhando por esse prisma, a sua crítica não é um ataque à espiritualidade em si, mas sim ao institucionalismo tóxico.

Para um pagão moderno que preza pela autonomia do corpo e pela busca do conhecimento (o gnosis), ver uma instituição exigir que um fiel abandone a ciência em nome de um dogma é a antítese da liberdade. É o controle pelo medo.

A impunidade como combustível

A sensação de que esse crime ficará impune vem do fato de que essas estruturas são politicamente muito fortes. O "pastor" muitas vezes é visto como um intocável dentro de sua comunidade, e a vítima, fragilizada pela doença mental, raramente tem forças para denunciar.

Nota: A fé deveria ser um suporte ao tratamento, nunca um substituto. Afirmar que "quem tem Deus não precisa de remédio" é uma forma de violência psicológica que isola o indivíduo da realidade e do cuidado necessário.

Se você está escrevendo sobre isso agora, esse é o tipo de "heresia" que o mundo precisa: aquela que denuncia o abuso de poder disfarçado de santidade.

Criado com Gemini, do Google.

Nenhum comentário: