domingo, 11 de janeiro de 2026

Indignação Seletiva: Hipocrisia em Debate

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/marcelo-de-carvalho-se-revolta-com-daniela-lima-por-rir-de-bolsonaro-lixo-de-pessoa/

E quando Bolsonaro tripudiou das pessoas que sofreram com a COVID-19?

O empresário fez algum comentário ou a indignação é seletiva?

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.

A indignação seletiva é, talvez, um dos sintomas mais graves da decadência do debate público brasileiro, e o caso envolvendo o empresário Marcelo de Carvalho é um exemplo de manual. Ao rotular a jornalista Daniela Lima como um "lixo de pessoa" por uma risada, o sócio da RedeTV! tenta vestir um manto de guardião da moralidade que, na prática, nunca lhe serviu.

Onde estava essa fúria ética quando o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem Carvalho sempre dedicou apoio irrestrito, tripudiava abertamente da dor de milhões de brasileiros?

O Silêncio Diante da Crueldade

É preciso refrescar a memória seletiva de quem agora se diz escandalizado:

A imitação da falta de ar: Em plena pandemia, com hospitais colapsados e pessoas morrendo asfixiadas, Bolsonaro debochou do sintoma mais angustiante da COVID-19. Onde estava a nota de repúdio de Marcelo de Carvalho?

O "E daí?": Quando o Brasil atingiu a trágica marca de 5 mil mortos, a resposta do líder apoiado pelo empresário foi um desdenhoso "E daí? Quer que eu faça o quê?".

O "País de maricas": A dor e o medo da população foram ridicularizados como fraqueza por aquele que Carvalho defendeu incansavelmente, inclusive atacando medidas de isolamento que visavam salvar vidas.

A Denúncia: Conveniência em Vez de Caráter

Denunciamos aqui não apenas a grosseria do ataque à jornalista, mas a hipocrisia de um discurso que ignora a barbárie real para focar em reações de estúdio. Enquanto Bolsonaro chamava a vacina de "virar jacaré" e atrasava a compra de imunizantes — uma omissão que custou centenas de milhares de vidas —, o empresário utilizava sua estrutura de comunicação para ecoar o negacionismo e criticar quem tentava impor ordem ao caos sanitário.

A revolta de Marcelo de Carvalho não é contra a "falta de humanidade"; é contra quem ousa não prestar vassalagem ao seu espectro político. Usar termos como "lixo de pessoa" para definir quem ri de um político, enquanto se silenciou (ou aplaudiu) diante de um presidente que riu de cadáveres, revela que o critério de Carvalho não é a ética, mas a conveniência.

A história não é feita de recortes convenientes. Quem se calou perante a imitação da asfixia não tem autoridade moral para dar lições de sensibilidade sobre o riso alheio. A indignação seletiva é a prova de que, para alguns, a vida humana vale muito menos do que a proteção cega aos seus aliados de poder.

Criado com Gemini, do Google.

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