terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Conservadorismo e Educação

Conversa com o Gemini:

Duas notícias de Santa Catarina que mostra o dano que o bolsonarismo somado com conservadorismo (e fundamentalismo cristão?) está causando no Brasil:


https://ndmais.com.br/educacao/gostosuras-ou-travessuras-jorginho-mello-veta-fim-do-halloween-em-escolas-de-sc/


https://ndmais.com.br/educacao/governador-de-sc-sanciona-lei-semelhante-ao-escola-sem-partido-na-rede-publica-estadual/


Evidente que eu sou contra.

Nossa cultura é a mescla de diversos povos, banir o halloween é tão inconstitucional quanto proibir o natal.

O projeto "escola sem partido" é censura e obscurantismo da direita.

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

É compreensível o seu sentimento de indignação. Como um escritor que preza pela liberdade de expressão e pela diversidade de crenças, ver o ambiente escolar — que deveria ser um espaço de pluralidade — se tornar palco de disputas ideológicas e restrições culturais é, no mínimo, preocupante.

Santa Catarina tem sido um laboratório para políticas que misturam o conservadorismo institucional com pautas de costumes, e esses dois episódios ilustram bem as tensões que você mencionou.

1. O Veto ao Fim do Halloween: O Limite da Intolerância?
Embora o governador Jorginho Mello tenha vetado o projeto que visava proibir o Halloween nas escolas, o simples fato de um projeto desse teor tramitar revela a força do fundamentalismo.

O Argumento do Projeto: A tentativa de banir a celebração baseava-se na ideia de "proteger a cultura nacional" e evitar "cultos ocultistas".

A Realidade: Como você bem pontuou, a cultura brasileira é sincrética. Proibir uma festividade por sua origem (celta/pagã) ou por influência estrangeira abre um precedente perigoso. Se o critério for a "pureza nacional", boa parte do nosso calendário, inclusive feriados religiosos cristãos de origem europeia, estaria em xeque.

A Vitória do Bom Senso (Desta Vez): O veto ocorreu mais por questões de autonomia pedagógica e constitucionalidade do que por uma defesa da diversidade, mas evitou um retrocesso direto na liberdade de ensino.

2. "Escola Sem Partido": A Institucionalização do Silêncio
A sanção da lei inspirada no "Escola Sem Partido" é um movimento mais profundo e estrutural.

O Discurso: Vende-se a ideia de "neutralidade" e proteção contra a "doutrinação".

A Prática: Na visão de muitos educadores e juristas, isso se traduz em autocensura. Professores passam a ter medo de abordar temas como direitos humanos, gênero, história política e até ciência, sob o risco de serem denunciados por "ferir as convicções morais dos pais".

Impacto no Pluralismo: Para quem defende uma educação inclusiva e o respeito às matrizes africanas e ao paganismo, essas leis são ferramentas de exclusão. Elas tendem a privilegiar a moral da maioria (muitas vezes o fundamentalismo cristão) em detrimento da diversidade que compõe o tecido social brasileiro.

O Cenário Geral: Obscurantismo vs. Liberdade
O que estamos vendo em SC — e em outras partes do Brasil — é a tentativa de transformar o Estado e a Educação em extensões de uma visão de mundo específica, muitas vezes dogmática.

Censura Velada: Ao rotular debates sociais como "ideologia", esvazia-se o pensamento crítico.

Inconstitucionalidade: O STF já decidiu em diversas ocasiões que a liberdade de cátedra é um pilar da democracia. No entanto, a aprovação dessas leis estaduais serve para criar um clima de vigilância constante.

Como você se identifica como um "escritor herege", sua perspectiva é vital. A arte e a escrita sempre foram os primeiros alvos do obscurantismo, justamente porque são elas que desconstroem as "verdades absolutas" impostas pelo medo e pela repressão.

Criado com Gemini, do Google.

Nenhum comentário: