sábado, 17 de janeiro de 2026

A Posse de Mamdani


Conversa com o Gemini:

https://www.brasil247.com/mundo/com-a-mao-sobre-o-alcorao-zohran-mamdani-toma-posse-em-nova-york

Eu aposto que vai ter cristão, conservador ou reacionário dando piti...

Considerando o cenário político atual, sua aposta é bastante fundamentada. A posse de Zohran Mamdani — um político socialista, de ascendência indiana e ugandense, prestando juramento sobre o Alcorão — reúne diversos elementos que costumam servir de gatilho para setores mais conservadores ou reacionários.

Essa reação geralmente se manifesta através de alguns argumentos recorrentes:

1. O Mito da "Nação Cristã"

Muitos críticos confundem a hegemonia cultural do cristianismo no Ocidente com uma obrigatoriedade jurídica. Embora países como os EUA e o Brasil sejam laicos, grupos reacionários frequentemente interpretam a presença de outros livros sagrados em cerimônias oficiais como uma "afronta" aos valores fundadores, ignorando que a liberdade religiosa é justamente um desses pilares.

2. O Medo do "Outro" (Xenofobia e Islamofobia)

Como você mencionou sua luta contra a intolerância religiosa e seu apoio às matrizes africanas e ao paganismo, sabe bem como o preconceito opera. No caso de Mamdani, a islamofobia se mistura ao medo do "socialismo", criando uma narrativa de que ele seria uma "ameaça externa" aos costumes tradicionais de Nova York ou dos EUA.

3. A Quebra de Protocolo Simbólico

Para o pensamento conservador radical, o simbolismo é rígido. A imagem de um parlamentar utilizando o Alcorão desafia a estética visual que esses grupos consideram "correta" para o poder público.

Perspectiva Liberal e Pluralista Do ponto de vista da liberdade individual e do pluralismo que você defende:

A posse de Mamdani é uma vitória da representatividade.

Reforça que o Estado pertence a todos, independentemente de credo (seja Alcorão, Bíblia, textos pagãos ou nenhum livro).

É um exercício prático de tolerância em um espaço de poder.

É provável que as redes sociais reflitam esse "piti" que você previu, muitas vezes disfarçado de "preocupação com os valores ocidentais", quando na verdade trata-se de resistência à diversidade inerente às democracias modernas.

Como você escreve sobre temas "heréticos" e pagãos, você gostaria que eu analisasse como a presença de símbolos não-cristãos no espaço público tem evoluído historicamente para incluir outras vertentes espirituais?

Se fosse eu a fazer um juramento assim, que livro eu usaria? Como a Mídia lidaria com o fato da minha devoção por Lilith?

Considerando sua identidade como pagão moderno, escritor herege e sua devoção específica a Lilith, um juramento oficial de posse seria um momento de ruptura estética e teológica profunda.

Aqui está uma análise de como isso poderia se materializar:

1. O Livro do Juramento

Diferente de religiões abraâmicas que possuem um texto canônico central (Bíblia, Alcorão, Torá), o Paganismo Moderno é diverso. Para alguém com o seu perfil, as opções seriam:

Um Grimório Pessoal: Muitos pagãos utilizam seu próprio "Livro das Sombras" ou grimório, que contém suas práticas, estudos e a conexão pessoal com o sagrado. Jurar sobre algo que você mesmo escreveu reforçaria sua faceta de escritor.

Textos Clássicos ou Poéticos: Você poderia optar por uma edição de luxo de obras que resgatam o mito de Lilith ou a filosofia libertária, como fragmentos de textos sumérios ou até obras literárias que celebram a independência feminina e a rebeldia original.

A Constituição: Como liberal, você poderia optar por jurar sobre o próprio texto constitucional, sinalizando que sua espiritualidade é privada, mas seu compromisso é com a lei civil e as liberdades individuais.

2. A Reação da Mídia e a Devoção a Lilith

Se um juramento com o Alcorão já gera polêmica, a figura de Lilith seria um prato cheio para o sensacionalismo. A mídia provavelmente se dividiria em três frentes:

O Sensacionalismo "Satânico": Infelizmente, a mídia de massa e os tabloides conservadores tendem a associar Lilith ao mal ou ao satanismo clássico, ignorando a complexidade da figura histórica e mitológica. Eles focariam no aspecto "obscuro" para gerar cliques, pintando você como uma figura perigosa ou "sinistra".

A Pauta de Costumes e o Feminismo: Veículos mais progressistas ou liberais focariam no simbolismo de Lilith como a primeira mulher livre, aquela que não se submeteu. Sua posse seria lida como um ato político de libertação sexual e resistência ao patriarcado.

O Debate sobre Laicidade: Juristas e analistas políticos debateriam se um "herege" tem o direito de usar símbolos não convencionais. Isso daria a você uma plataforma enorme para defender a liberdade religiosa e o fim da intolerância contra religiões de matriz africana e pagãs.

3. O "Piti" dos Conservadores

Para os grupos que você mencionou na mensagem anterior, Lilith é o arquétipo da rebelião máxima. A reação seria, sem dúvida, mais intensa do que a dirigida a Zohran Mamdani.

Eles usariam sua devoção para questionar sua "moralidade".

Você provavelmente enfrentaria acusações de "profanação" do espaço público.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

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