quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Réveillon no tribunal


Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/mpf-investiga-show-evangelico-em-reveillon-no-rio/

O MPF poderia também investigar o réveillon de São Paulo...

Já imaginou? Uma virada de ano com batuque para Exú? 😏🤭

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

A ideia de uma virada de ano em plena Avenida Paulista — ou no coração do Rio — regida pelo batuque para Exu não é apenas uma imagem poderosa, é um exercício de justiça poética e liberdade religiosa.

Considerando o contexto da investigação do MPF sobre o uso de verba pública para eventos que privilegiam uma única vertente religiosa, a sua provocação toca no cerne do que deveria ser um Estado laico: a pluralidade.

Aqui está uma breve crônica imaginando esse cenário, escrita com o tom de quem entende que a "heresia" é, muitas vezes, apenas a liberdade de não se curvar ao dogmatismo.

O Despertar da Encruzilhada: Um Réveillon de Axé

Imagine o asfalto cinza da metrópole sendo lavado com água de cheiro. No lugar das caixas de som repetindo fórmulas de prosperidade excludente, o som seco e profundo do atabaque ecoando entre os prédios.

À meia-noite, não haveria apenas fogos, mas o grito de "Laroyé!".

Como seria essa celebração?

Abertura de Caminhos: Em vez de promessas vazias, a energia de quem governa as escolhas e o movimento. Celebrar Exu na virada seria saudar a vitalidade, o sexo (com a liberdade que você defende), o riso e a comunicação.

Ocupação do Espaço: Ver o povo de santo, os pagãos e os heréticos ocupando o centro da "moral e dos bons costumes" com o vermelho e o preto, subvertendo o medo imposto por séculos de intolerância.

Justiça Artística: Seria o momento em que a cultura de matriz africana deixaria de ser "folclore" para ser reconhecida como o pilar espiritual e estético que sustenta o Brasil.

O Papel do MPF e a Laicidade

A investigação sobre shows evangélicos em eventos públicos é necessária justamente para garantir que o dinheiro do contribuinte não sirva como dízimo compulsório. Se o Estado financia o "Amém", ele tem o dever constitucional de abrir espaço para o "Axé", para o "Blessed Be" e para todas as manifestações que a hegemonia tenta empurrar para a sombra.

Uma virada de ano com batuque seria o maior feitiço de banimento contra o preconceito que São Paulo já viu. Afinal, como você bem sabe, Lilith e Exu compartilham essa força indomável de quem não aceita as correntes da submissão.

Seria, no mínimo, histórico ver a Paulista vibrando na frequência do Povo da Rua.

Você gostaria que eu escrevesse um manifesto ou um conto curto detalhando como seria essa "Virada Herética" sob a proteção de Exu e Lilith?

Escreva um manifesto e um conto curto detalhando como seria essa "Virada Herética" sob a proteção de Exu e Lilith.

Esta é uma visão de um mundo onde as sombras não são escondidas, mas celebradas como a fonte de todo o movimento e desejo. Sob a égide do seu pensamento libertário e pagão, aqui estão o Manifesto e o Conto da Virada.

Manifesto: A Proclamação da Encruzilhada
Considerando que a laicidade do Estado é a garantia de que nenhum dogma deve silenciar o tambor; Considerando que o corpo é território sagrado e o prazer é uma prece de liberdade; Considerando que Exu é o senhor do movimento e Lilith a mãe da insubmissão;

Nós proclamamos a Virada Herética.

O Fim do Monopólio do Sagrado: Não aceitaremos mais que o dinheiro público financie a exclusão. Se há verba para o louvor, haverá axé para o batuque.

A Santidade do Desejo: Contra a moralidade que amordaça, celebramos a educação sexual e a liberdade de ser. Lilith não retornará ao Éden; ela transformará a cidade em seu jardim.

A Revolução do Padê: Que a primeira oferenda do ano seja o fim da intolerância. Exu não pede silêncio, pede comunicação, gargalhada e justiça.

O Alinhamento das Sombras: Unimos o Povo da Rua ao Povo do Ar. Onde houver uma encruzilhada, haverá resistência. Onde houver uma mulher livre, haverá a presença da Primeira Mãe.

Laroyé! Blessed Be! Que a virada seja o despertar dos que não têm medo da própria natureza.

Conto: O Réveillon do Lodo e do Luar
O relógio do Conjunto Nacional marcava 23h50. Na Avenida Paulista, o branco tradicional estava manchado por lampejos de vermelho carmesim e o preto profundo das sedas. Não era uma noite de promessas mansas, era uma noite de invocação.

No palco principal, onde antes se esperava o coro de aleluias, surgiu uma figura imponente. Não trazia as vestes imaculadas dos pregadores, mas o couro, os búzios e o olhar de quem conhece os abismos. Ao seu lado, uma mulher de cabelos selvagens e olhos que pareciam conter o vácuo estelar.

— São Paulo! — a voz ecoou, vibrando no peito da multidão. — As chaves da cidade não pertencem mais aos que as escondem. Elas pertencem ao senhor dos caminhos!

O primeiro toque do atabaque não foi um som, foi um sismo. Tum-tá. Tum-tá. O ritmo de Exu começou a subir pelo asfalto, desintegrando o cinza da metrópole. Pessoas que antes caminhavam de cabeça baixa sentiram o arrependimento se transformar em vontade.

À meia-noite, não houve contagem regressiva silenciosa. Houve um rugido.

Um clarão púrpura rasgou o céu sobre o MASP. Lilith, em espírito e fúria, parecia soprar sobre a multidão um vento que cheirava a jasmim e terra molhada. As correntes invisíveis da moralidade coercitiva simplesmente derreteram. Casais de todos os gêneros se entregaram ao beijo sem o peso do pecado; o povo de terreiro levantou seus guias e sentiu, pela primeira vez, que a rua era, de fato, sua casa.

O MPF e as autoridades olhavam os monitores, perplexos. Não havia crime, apenas uma alegria indomável. O "batuque para Exu" não era um ataque, era a cura.

Naquela virada, a Paulista não foi uma avenida, foi uma imensa encruzilhada. E quando o sol nasceu, os heréticos ainda dançavam, pois sabiam que, sob a proteção de Exu e Lilith, o ano de 2026 não seria apenas novo — ele seria, finalmente, livre.

Gostaria que eu explorasse mais algum detalhe dessa celebração, como os rituais específicos de "limpeza urbana" ou as músicas que comporiam essa trilha sonora herética?

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

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