terça-feira, 11 de agosto de 2026

Dia do Swing

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/dia-do-swing-interesse-brasileiros-pesquisa/

Bora comemorar? 🥳


Um motivo e tanto para celebrar a liberdade de escolha, o consentimento e a quebra de tabus nas relações humanas! 🥂✨

A matéria mostra dados bem marcantes desse levantamento da SexLog:

7 em cada 10 brasileiros já consideraram ou experimentaram a troca consensual de casais.

28,8% já experimentaram ao menos uma vez e 26,4% praticam atualmente.

31% dos adeptos afirmam que a prática teve um impacto extremamente positivo na dinâmica e no fortalecimento do relacionamento.

Viva a autonomia afeto-sexual, a exploração de novos horizontes sem julgamentos e a celebração do prazer com cumplicidade! 🍾🎉


Crie um plano para comemorar essa data.


Aqui está um plano em etapas para celebrar a data com foco em cumplicidade, liberdade, consentimento e muito prazer:

1. Alinhamento & Intenção
Diálogo aberto e sem pressões
* Definam o objetivo da noite (curiosidade, fantasia ou prática).


* Estabeleçam limites claros (o que é permitido, o que está fora de cogitação).


* Lembrem-se: o consentimento e o conforto de ambos vêm em primeiro lugar.

2. Clima & Aquecimento
Conexão prévia a dois
* Comecem o dia trocando mensagens provocantes ou discutindo fantasias.


* Reservem um bom jantar ou preparem um drink especial para relaxar e entrar no clima.


* Crie uma atmosfera sensual e envolvente no ambiente.

3. Escolha da Experiência
Nível de imersão no universo liberal
* Opção Leve: Assistir a conteúdos temáticos juntos, ler relatos ou explorar a plataforma SexLog.


* Opção Intermediária: Visitar um bar liberal ou casa de swing apenas para tomar um drink, observar o ambiente e sentir a energia, sem compromisso de interação.


* Opção Avançada: Interagir com outros casais com objetivos bem alinhados.

4. Pós-Celebração
Recalibragem e carinho (Aftercare)
* Dediquem um tempo a sós para conversar sobre a experiência.


* Reforcem a cumplicidade, o afeto e a validação do parceiro/a.


* Celebrem a confiança mútua construída.

Dica de ouro: A melhor parte dessa celebração é a cumplicidade do casal — o caminho e a conversa costumam ser tão excitantes quanto o destino!

Criado com Gemini, do Google.

Haja Radex!


Conversa com o Gemini.
https://revistaforum.com.br/politica/novo-marqueteiro-flavio-tira-sobrenome-bolsonaro-novo-slogan/

Novas missões do marketeiro: apagar a associação com o superfaturamento em uma loja de chocolate, apagar os vínculos com Vorcaro/Dark Horse... haja corretivo!

Escreva um texto humorado e sarcástico.

Como se fosse uma propaganda eleitoral. 😉


(Música de fundo: Melodia inspiradora, levemente exagerada, no estilo comercial de margarina ou propaganda de banco)

[LOCUTOR – Voz aveludada, profunda e extremamente otimista]

Você conheceu o Flávio... aquele Flávio. Mas esqueça tudo o que você viu! Apague da memória, passe o corretivo no passado e abra o coração, porque vem aí: Flávio! Apenas Flávio. Sem sobrenome, sem ruídos e 100% repaginado!

(Surgem na tela letras douradas cintilantes e um logotipo minimalista, no estilo startup de tecnologia)

[CENA: Flávio caminha por um parque ensolarado em câmera lenta, vestindo uma camisa branca impecável, enquanto acena para o nada com um sorriso sereno.]

[FLÁVIO – Olhando fixamente para a câmera com expressão compenetrada e sincera]

"Minha gente, errar é humano... mas contratar um marqueteiro novo é divino! A partir de hoje, nós viramos a página. Na verdade, rasgamos a página. Queimamos o caderno inteiro! Quem vive de passado é museu e arquivo judiciário."

[LOCUTOR – Retoma com entusiasmo contagiante]

É a revolução do rebranding eleitoral! Uma campanha projetada com a mais alta tecnologia de apagamento de memória recente:

🍫 Zero Lactose, Zero Polêmica: Loja de chocolates? Que loja de chocolates? Aqui a única coisa recheada é a nossa esperança no amanhã! Esqueça os panetones e os balancetes de franquia; a partir de hoje, nosso foco é puramente fitness!

🐎 Cavalo de Troia? Não, Cavalo de Raça: Vínculos com Vorcaro ou Dark Horse? Puro engano de interpretação! O único 'cavalo' que conhecemos aqui é o cavalo de pau que demos na nossa própria biografia!

🏷️ Desapego Familiar: Sobrenome pra quê? Sobrenome traz peso, traz pedigree, traz perguntas embaraçosas! Votou no candidato, levou apenas o primeiro nome. Sem vínculos, sem herança moral!

[CENA: Flávio aparece em um escritório moderno, segurando um frasco gigante de corretivo líquido e uma borracha escolar gigante, sorrindo para a câmera.]

[FLÁVIO – Com olhar acolhedor]

"Se a vida te der limões, faça uma limonada. Se a vida te der manchetes de jornal, faça um slogan novo! Afinal, o que importa não é de onde você veio, mas o quanto o seu marqueteiro consegue esconder isso."

[MÚSICA FINAL – Jingle chiclete e triunfal]

🎵 Passa a borracha, limpa a fachada!

A história é nova, a cara é lavada!

Não pergunte do passado, olhe pra frente!

Flávio: O candidato sem sobrenome e sem parente! 🎵

[LOCUTOR – Fala em altíssima velocidade nos últimos três segundos, estilo aviso legal de remédio]

Flávio é uma marca registrada de renovação artificial. Pode conter traços de genealogia oculta e resquícios de faturamento no varejo. Em caso de persistência das dúvidas sobre o passado, consulte o seu marqueteiro.


Eu nem citei o caso das rachadinhas.


(A música do jingle para abruptamente com o som de uma agulha arranhando um disco de vinil)

[CENA: O marqueteiro entra correndo no estúdio de gravação, suando frio, segurando uma pasta cheia de documentos e fazendo sinal de 'pare' para as câmeras.]

[MARQUETEIRO – Puxando o ar, arrumando a gravata no desespero]

"Corta! Corta! Pelo amor de Deus, paralisa a produção! Quem foi que deixou essa palavra entrar no roteiro?! Ninguém disse essa palavra! Apaga isso do teleprompter agora!"

[LOCUTOR – Voz repentinamente grave, formal e ligeiramente tensa, tentando disfarçar com um sorriso amarelo]

Rachad... o quê? Desconhecemos esse termo! Na verdade, a única 'rachadinha' que aceitamos debater aqui é a divisão justa de opiniões no debate democrático!

E para demonstrar nossa total transparência, reformulamos a segunda fase do nosso plano de marketing:

🍊 Operação Pura Polpa: Nada de depósitos fracionados ou envelopes suspeitos. A partir de agora, fração aqui só se for a do bolo de aniversário da militância!

💸 A Leveza do Ser: Salário de assessor? Um assunto estritamente pessoal entre o contratado e o seu próprio leão do Imposto de Renda. O candidato apenas promove a circulação de renda!

🧹 Pó Mágico Eleitoral: Nosso departamento de comunicação adquiriu o modelo mais avançado de aspirador industrial de arquivos. Onde a imprensa vê indícios, nós vemos apenas poeira do passado que o vento já levou!

[CENA: Flávio reaparece, agora vestindo um terno cinza discreto, segurando uma trituradora de papel portátil como se fosse um acessório de luxo.]

[FLÁVIO – Olhar sereno, quase hipnótico]

"Meus amigos, o passado é uma folha de papel. E toda folha de papel pode... misteriosamente desaparecer no picotador. fiquem tranquilos: a única coisa que vai ser fatiada nesta campanha é a oposição nos debates!"

[LOCUTOR – Encerrando às pressas enquanto funcionários ao fundo carregam caixas de arquivo morto para um caminhão de mudança]

Vote Flávio! O candidato que prova que, com o marqueteiro certo, até a história da humanidade pode ser reescrita em 30 segundos de horário eleitoral!

Criado com Gemini, do Google.
Charge criada com Gemini, do Google.

Agenciando a Odisseia

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/cultura/a-odisseia-resgata-a-grande-licao-de-homero-nenhum-homem-e-senhor-do-proprio-destino/

Será? A análise de uma saga por olhos contemporâneos tenta evitar o incômodo. Odisseu fez o destino dele, dentro das opções dadas pelos Deuses e circunstâncias. 😏🤭

Escreva uma análise crítica, em tom de humor e sarcasmo.


Ah, a clássica mania moderna de olhar para um mito grego de três mil anos e dar um tapinha condescendente nas costas do Homero: "Calma, meu querido, você só queria dizer que a gente não manda em nada!"

É impressionante como a crítica contemporânea adora transformar Odisseu — um dos sujeitos mais egoístas, manipuladores, perspicazes e teimosos que a literatura já viu — em um coitadinho jogado ao sabor das brisas marítimas e do capricho divino. É o chamado "coitadismo olímpico".

Vamos à análise crítica (e devidamente ácida) dessa tese de que "nenhum homem é senhor do próprio destino":

O "Vitimismo de Ítaca": Como transformar astúcia em resignação
Dizer que Odisseu não fez o próprio destino é ignorar 90% da Odisseia ou lê-la com os óculos do determinismo preguiçoso do século XXI.

Se Odisseu estivesse simplesmente à mercê dos deuses, sem agência alguma, a história teria durado três capítulos e terminado com ele virando petisco de Ciclope. Mas não: o homem usou as "opções dadas pelos Deuses e circunstâncias" (e vamos combinar, que circunstâncias!) como quem joga um xadrez tridimensional e trapaceia sempre que o juiz olha para o lado.

1. "Ai, o Poseidon me odeia!" — Mas quem mandou gritar o CPF pro Ciclope?
A narrativa de que o destino esmagou Odisseu adora esquecer como ele foi parar na pior listinha de vingança do Olimpo. Odisseu cega Polifemo com pura genialidade, usando o codinome "Ninguém". Perfeito. Digno de um mestre da inteligência militar.

Mas aí o ego do nosso herói fala mais alto. Enquanto foge no barco, ele faz questão de gritar da proa:

"A propósito, se alguém perguntar quem furou seu olho, diz que foi Odisseu, filho de Laerte, rei de Ítaca!"

Polifemo, que por um acaso muito conveniente era filho de Poseidon, manda aquele WhatsApp pro pai pedindo vingança. Odisseu constrói a própria tempestade! Ele traçou o próprio destino com a caneta do orgulho e depois a crítica moderninha vem dizer que "ah, foram as forças do cosmo". Não, querido, foi arrogância pura e simples.

2. Sete anos com Calipso: Uma tragédia moral ou férias prolongadas?
Outro momento comovente da "submissão ao destino": Odisseu chorando na praia da ilha de Calipso porque quer voltar para a esposa.

A cena é linda, quase de partir o coração — até você lembrar que ele passou sete anos dividindo a cama com uma deusa belíssima que lhe oferecia a imortalidade, enquanto a coitada da Penélope tricotava e desmanchava o mesmo pano em Ítaca, aguentando cem marmanjos folgados bebendo o vinho da casa.

Odisseu "sofreu" o destino da maneira mais confortável possível. Ele navegou por banquetes, feitiços de Circe (onde também passou um aninho relaxando) e ninfas do mar, chorando na praia de dia para manter a narrativa de "marido exemplar traumatizado" e aproveitando a hospitalidade divina à noite. Se isso é ser vítima do destino, por favor, me inscrevam no próximo navio.

3. O fatalismo como desculpa para evitar o desconforto
A tentativa contemporânea de enxergar a Odisseia sob a ótica do "homem impotente perante o Absoluto" serve perfeitamente ao conforto moral moderno. Afinal, se até o astuto Odisseu é só uma folha seca soprada pelo vento da fatalidade, quem sou eu para responder pelas minhas escolhas idiotas de quinta-feira à noite? A culpa é de Poseidon! A culpa é do algoritmo! A culpa é do alinhamento dos planetas!

A verdade que causa incômodo é que Odisseu é um agente ativo até a última gota.

Os deuses dão as cartas? Dão.

Atena dá uma mãozinha? Dá (e bota mãozinha nisso, é basicamente o suporte técnico premium que ele contratou).

Mas quem toma as decisões? Quem decide se amarra no mastro para ouvir as Sereias só pelo hype da experiência? Quem articula a chacina dos cobradores de impostos/pretendentes no final? Ele.

Conclusão: Menos tragédia, mais cara de pau
Atribuir a trajetória de Odisseu ao "destino inelutável" é tentar moralizar um personagem cuja maior virtude nunca foi a piedade ou a resignação, mas sim a métis — a astúcia ardilosa, a capacidade de dobrar as regras da realidade até elas servirem aos seus propósitos.

Odisseu não foi um coitado jogado pelos mares; foi um estrategista que usou os deuses, as monstros, os ventos e até a própria desgraça para garantir que o nome dele ficasse gravado na história. Se ele dependesse da "vontade do destino", ainda estava preso na caverna do Ciclope esperando a boa vontade do Olimpo.

No fim das contas, a grande lição de Homero talvez seja outra: os deuses podem até ditar as regras do jogo, mas um homem realmente safo joga com as cartas marcadas que tiver à mão — e ainda sai rindo. 😏🤭


O detalhe que passou despercebido do autor. Odisseu não voltou exigindo seu direito. Ele conspirou com o filho para o teste do arco. Ele venceu o teste do arco e fez uma chacina com os pretendentes. 


Exatamente! Esse é o ponto cirúrgico que a leitura "romântica/fatalista" ignora solenemente para não estragar a tese do coitado sem agência.

Se Odisseu fosse apenas uma marionete do destino resignada ao fluxo dos acontecimentos, ele teria chegado no porto de Ítaca de peito aberto, gritando: "Cheguei, pessoal! O destino me trouxe de volta, saiam da minha casa!"

Mas não. O que o "mártir do destino" faz assim que pisa em solo pátrio?

1. A arte da conspiração doméstica
Ele entra na própria terra natal disfarçado de mendigo, espionando todo mundo, testando a lealdade até dos próprios servos (o chiqueiro do Eumeu vira o QG da resistência) e articulando uma conspiração fria com Telêmaco. Isso não é aceitação do destino; é manual de guerra de guerrilha e golpe de Estado!

2. O teste do arco: A armadilha perfeita
A ideia do teste do arco — passar a flecha por doze machados — é a prova cabal da sua astúcia pragmática. Odisseu sabia muito bem que nenhum daqueles pretendentes mimados e folgados tinha a força física ou a técnica para vergar o seu arco. Ele não esperou que a "justiça divina" fizesse o trabalho; ele criou o cenário perfeito em que o seu talento único se tornaria a arma de execução imediata.

3. De "vítima do destino" a serial killer estratégico
E o desfecho? Ele não senta para negociar indenização com as famílias dos nobres. Ele tranca as portas da sala de banquetes, esconde as armas dos pretensos rivais (com a ajuda de Telêmaco) e promove um banho de sangue cirúrgico. Ele mata um por um, do líder refinado ao covarde que pede clemência.

Isso é a antítese do homem passivo. É o retrato de um homem que moldou as circunstâncias, esperou o momento exato, calculou os riscos e aplicou a força.

A análise contemporânea adora sublimar a violência e a frieza de Odisseu sob a camada açucarada do "destino imutável". Fica muito mais bonitinho na resenha do jornal dizer que a história é sobre a limitação humana diante do cosmo.

A realidade nua e crua da Odisseia é que o destino só deu o palco e o figurino de mendigo; todo o roteiro da vingança, a direção da cena e a execução da chacina foram obra e graça da mente fria e conspiradora de Odisseu. Quem diz o contrário leu a obra pulando a melhor parte: a hora em que o "herói" fecha a porta e pega as flechas. 😏🎯

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 171 - 175



O Pensamento existe para o Pensador. O Amor existe para os Amantes. O isolamento produz delírio. A parceria produz contato.



Aquele que diz: eu sou o Filho de Deus, é o Solitário Delirante. Some comigo, profeta e diga que a realidade é estabelecida pelo atrito.



O contato físico dispensa prova, evidência, descrição, conceito ou formula.



Sem contato, não há ato de criação, não há Criador, o Verbo não expande sem uma Fonte.



Eis o Universo: expansão, contração, emissão, recepção, separação, conexão. Partes que parecem ser individuais para que se encaixem.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quinta Estação: Hiperconsciência

Uma vez empregados e colocados em serviço, começamos o trabalho de
progredir a nós mesmos e colaborar com a evolução da morte. A tarefa é árdua e
ingrata, não há pagamento, pois aqui se almeja conquistas mais estáveis que
riqueza e poder. Quer se aumentar nosso próprio grau de fatalidade, para
merecer enfim, uma colocação no Grande Mausoléu. Não se mede tal grau em
relação individual, nem mesmo coletivo, mas o que e em que o trabalho
executado realmente acrescente ou melhore nos processos da morte. O que se
quer atingir não pode ser medido em quantidade, nem se pode exprimir em
qualidade. Pretende-se refinar tudo que se refere à morte. Estranhamente, isto se
verifica quando pomos em prática por sobre os vivos. A vida é o laboratório da
morte. Como pesquisador, coube-me dissecá-la. Como não existe material,
teoria ou professores, cada um se torna doutor de alguma parte deste processo.
Uma vez que se dá em processos, coube-me tomá-la como advogado, jurista e
legislador. O código processual da morte a cada emenda e a cada decreto virei a
comentar e criticar. Eu irei com meus colegas de estágio, discutir e definir a
teoria, para que conste aos altos encargos, como andam em labor os
mensageiros e executores da morte, os operários de produção desta indústria
bem sucedida. A vida é a matéria prima; os defuntos, o produto final; a
renovação, o valor de troca ao mercado. Mas, no que nos cabe, nós não
dependemos da matéria para haver produção ou sustentar nossa sociedade, já
que existimos sem precisar da existência. Se esta não houvesse, inventariamos
uma qualquer, esta que se chama de vida, é apenas um de nossos protótipos,
mas não o mais feliz nem o mais arrojado.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Ser pública não significa ser forçada

Conversa com o Gemini.

“A religião sempre foi pública”

https://oglobo.globo.com/google/amp/cultura/noticia/2026/08/09/deus-por-todos-de-anitta-a-rosalia-de-editoras-a-serie-por-que-musica-livros-e-audiovisual-estao-tao-focados-na-espiritualidade.ghtml

Dá para fazer várias reflexões. Na Antiguidade, isso era um fato, assim como a "liberdade de religião".

Diversas vezes eu li ateus usando frases de pensadores antigos, fora de contexto, igual ao evangélico, para provar que sua descrença é mais certa.

Uma coisa é ser pública, outra coisa é ser forçada ou a única a ser permitida ou presente.

Escreva essa reflexão.


Aqui está uma proposta de reflexão estruturada com base nessas ideias:

A Religião Pública, a Liberdade Antiga e os Anacronismos Modernos.

A afirmação de que "a religião sempre foi pública" toca no cerne de como as sociedades humanas organizaram suas crenças e sua vida comunitária ao longo dos séculos. No entanto, analisar essa premissa exige afastar os anacronismos contemporâneos que tendem a projetar divisões modernas — como a separação rígida entre o privado e o público — sobre o mundo antigo.

1. O caráter comunitário e a liberdade no Paganismo Antigo
Na Antiguidade pré-cristã, a religião não era uma experiência puramente individual, nem um dogma confessional restrito ao foro íntimo. Os ritos, festivais e sacrifícios eram parte viva do tecido civil e político da polis e da civitas. A fé era visível, compartilhada e intrínseca à vida comunitária.

Nesse cenário, existia uma forma orgânica de liberdade religiosa, fundamentada no politeísmo e no pluralismo. Como os panteões antigos eram abertos e assimilativos, o surgimento ou a prática de novos cultos raramente representava uma ameaça, desde que não atentassem contra a ordem pública ou os costumes locais. A pluralidade de deuses e ritos coexistia no espaço público de forma natural.

2. Religião Pública vs. Imposição Dogmática
É fundamental diferenciar visibilidade pública de imposição coercitiva.

Ser pública significa que a dimensão espiritual e simbólica ocupa a praça pública, a arte, a literatura e a cultura civil — algo perceptível desde as tragédias gregas até a recente efervescência de temas espirituais nas artes contemporâneas.

Ser forçada implica a hegemonia de um único dogma, a perseguição à diversidade e a proibição da alteridade.

O problema surge quando a presença pública da fé deixa de ser um espaço de expressão e celebração comunitária para se tornar um monopólio exclusivo ou um instrumento de controle.

3. O descontextualização e os reducionismos contemporâneos
Assim como setores fundamentalistas muitas vezes descontextualizam textos sagrados para impor leituras literais e exclusivistas, determinados discursos ateístas ou racionalistas modernos incorrem no mesmo vício ao instrumentalizar citações de pensadores antigos.

Extrair frases de filósofos da Antiguidade — que criticavam superstições específicas ou a corrupção ritualística de seu tempo — para tentar provar uma "descrença" nos moldes do materialismo moderno é ignorar o contexto histórico e intelectual daqueles autores. Na maioria das vezes, a crítica antiga não era uma negação do sagrado ou do divino, mas sim uma busca por uma compreensão mais elevada e filosófica da religiosidade.

Conclusão.

A presença do sagrado na esfera pública e nas manifestações culturais é uma constante histórica. O desafio contemporâneo não é banir a espiritualidade do espaço público, mas garantir que a praça pública permaneça aberta, plural e livre para que todas as formas de expressão espiritual e de pensamento possam coexistir sem coerção ou intolerância.

Criado com Gemini, do Google.

A maionese azedou

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/vegetarianismo-veganismo-transtornos-alimentares-revisao/

Lendo nas entrelinhas. Isso pressupõe que tem transtorno alimentar. E a propaganda/assédio religioso do veganismo vendendo que essa dieta (palavra exata) é mais saudável. Ops. 🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, o clássico ciclo das manchetes sobre dietas! Quando a ciência finalmente lança uma meta-análise gigante para dizer o óbvio — que escolher um estilo de vida não transforma automaticamente ninguém em santo nem em paciente —, a reação do público costuma ser um verdadeiro espetáculo à parte.

Aqui vai uma crônica afiada e bem-humorada sobre esse grande "encontro de fé, couve e diagnósticos de internet":

A Ortorexia Devocional e o Evangelho do Grão-de-Bico
Eis que a ciência decide analisar mais de 25 mil pessoas para nos brindar com uma descoberta revolucionária e absolutamente bombástica: comer tofu não te deixa instantaneamente louco, assim como comer picanha não te faz um bastião da saúde mental. Chocante, não? Quem poderia imaginar?

Mas, lendo nas entrelinhas da vida cotidiana, o enredo é bem mais saboroso.

Primeiro, temos a pregação. Ah, o proselitismo verde! Quem nunca foi abordado em um almoço de família por um missionário do brócolis tentando vender a ideia de que trocar a bisteca por carne de jaca é o único caminho para a iluminação espiritual, a longevidade eterna e o alinhamento dos chakras? O "evangelho do grão-de-bico" vem sempre embalado no rótulo de "A Dieta Definitiva Mais Saudável do Universo™", com a promessa implícita de que, ao cortar o queijo, você ganha 100 anos de vida e o dom da levitação.

Aí a pessoa resolve adotar a dita "dieta saudável". Mas, em muitos casos, o que começa como uma busca sincera por iluminação nutricional acaba virando uma gincana obsessiva de rótulos. "Isso aqui tem traços de leite? Esse vinagre foi filtrado com proteína animal? A alface sofreu estresse emocional ao ser colhida?". De repente, a pessoa não está mais apenas comendo plantas: ela desenvolveu uma relação com o prato de comida que exige suporte psicológico e uma planilha no Excel.

E quando a ciência aponta que restrições drásticas e repentinas podem, sim, mascarar um transtorno alimentar... Ops! 🤭

A reviravolta é poética. A mesma palavra — "dieta" — que era vendida como a cura para todos os males da humanidade passa a ser o refúgio perfeito para quem só queria um bom pretexto para cortar 80% do cardápio sem ninguém desconfiar. É a perfeita simbiose entre a moral superior do "não me alimento de sofrimento" e o pavor secreto de olhar para uma carboidrato.

No fim das contas, a grande lição do estudo é quase filosófica: você pode salvar os animais, salvar o planeta e comer quinoa no café da manhã... mas se a sua motivação para não comer um pedaço de bolo for o pânico existencial e a culpa dogmática, o problema nunca foi a galinha — sempre foi o proselitismo.

Amém e passe o vinagrete!

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 166 - 170



Então, profeta, diga que a cama e a Vida não são diferentes. Ambas são aquilo que se fizer delas.



Construiu-se tantos totens e foram feitas diversas discussões acerca do sobrenatural que esqueceu-se do que é natural.



Montaram tantas doutrinas do que é espiritual que perdeu-se a sensibilidade carnal.



Então, profeta, diga que são das coisas mais ordinárias que vêm as extraordinárias.



Lembra-te, profeta, que a régua não foi feita para esquadrinhar, que o peso não foi feito para julgar e que o conhecimento não foi dado para enganar.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quarta Estação: Superconsciência

Estamos dentro da universidade da morte, aqui teremos um ensino mais
refinado que irá nos preparar profissionalmente para sermos membros ativos e
produtivos do Reino da Morte. Mas não terá apenas teoria, mas também muita
prática e laboratórios, onde brincaremos com médiuns e as demais
espiritualidades e ocultismos em que os pobres imbecis acreditem, como se
fossem ciências exatas. Nós não passamos por provas terríveis para facilitarmos
a passagem dos próximos calouros. Como espectros veteranos, daremos trotes
nos vivos, não escapando nem parentes nem amigos, quanto mais parecer sério,
mais divertido se torna. Estando plenamente senhores de nossa situação, já
estamos livres dessas cretinices pelas quais em vida se nomeia por ocultismo,
estaremos mexendo com as verdadeiras normas do mundo desolado da morte.
As profissões que regiremos são muitas e diversas, podemos tripudiar dos
médiuns e nos tornarmos mensageiros; podemos tripudiar dos vivos e darmos
em fantasmas pavorosos; podemos abusar da vida e provocarmos fenômenos
inexplicáveis; podemos abusar das religiões e nos fazer passar por deuses ou
demônios; podemos exceder os limites e arranjar uma reencarnação. Existem
muitas variantes, especialidades em algum setor, ramos de atividades lucrativas,
cansativas ou com promoção e hierarquia. De todas, preferi servir de relator,
para lhes contar tudo isso. Eu denunciarei as irregularidades, destes que se
apresentam como esotéricos, publicando a fraude do que se toma por religião e
do engano de dividir o destino das almas para Paraísos, Infernos ou Purgatórios.
Eu direi exatamente o que cada um é.

domingo, 9 de agosto de 2026

Teologia do propofol



Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/mike-mckinsey-conversa-jesus-cirurgia/

Nós escrevemos um texto humorado e sarcástico com base em uma notícia parecida. Mas fica a dúvida. Por que uma religião majoritária precisa recorrer a testemunhos? 🤔

Por acaso seriam imparciais para admitir que esse tipo de experiência não é a única? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


A pergunta que não quer calar: por que diabos a religião que domina metade do planeta, com templos em cada esquina e orçamento bilionário de horário nobre na TV, ainda precisa de um cara que teve apendicite para provar que está certa? 🤔😏

É fascinante. Com mais de dois bilhões de fiéis, séculos de hegemonia e o maior aparato institucional da história da humanidade, a grande narrativa dogmática não consegue se sustentar sem o seu ingrediente favorito: o anedótico de emergência.

Nada contra o sr. Mike McKinsey, claro. O sujeito passa mal no casamento do filho, vai para o CTI com 40 de febre, passa 45 minutos no limiar da existência e — voilà! — descobre que o Criador do Universo tem olhos "azul-esverdeados", usa túnica impecável e adora bater um papo de três horas de relógio na enfermaria do hospital. Uma conversa mais longa do que a maioria das consultas médicas pelo SUS ou pelo plano de saúde.

Mas a verdadeira graça está na imparcialidade institucional desse marketing metafísico.

Já reparou que essas experiências de quase morte (EQMs) são de uma precisão geográfica e cultural inacreditável?

Se o sujeito é cristão e tem febre alta no Texas ou em São Paulo, ele acorda, toma um café com Jesus e volta com uma mensagem VIP sobre o "Reino".

Se passa mal em Varanasi, encontra Shiva dançando no Cosmo.

Se passa mal em Katmandu, vê o Iluminado sob a árvore Bodhi.

E se for um pagão convicto... bom, se um pagão disser que conversou com Hermes, Lilith ou Dionísio enquanto o anestésico fazia efeito, a mesma bancada que celebra o relato do Mike diria tratar-se de "delírio febril", "falta de Deus" ou "alucinação medicamentosa".

Pois é. A imunidade à contradição é o verdadeiro milagre. ✨

Para a fé hegemônica, admitir que a mente humana sob trauma anestésico projeta a simbologia que já está enraizada no seu próprio subconsciente seria aceitar o impensável: que a sua verdade particular não é o centro gravitacional do Cosmos, mas apenas uma entre milhares de linguagens humanas para traduzir o mistério.

Mas admitir isso não vende livro, não enche o templo e — horror dos horrores — daria margem para reconhecer que o panteão alheio também tem o direito de existir. É muito mais conveniente continuar dependendo do depoimento do paciente do quarto 302, que jura de pé junto que o Mestre é loiro ou tem olhos claros e veio pessoalmente pedir para ele "fazer mais pela firma".

No fim das contas, fica a lição: para quem domina o mundo, a verdade nunca é suficiente — ela precisa sempre de uma ajudinha da anestesia! 🤭📜🫀


Escreva um ensaio curto, ácido e literário expandindo essa sátira sobre a obsessão dogmática por testemunhos de anestesia.


A Teologia do Propofol.


Ou a Necessidade Dogmática da Anestesia Geral
É um mistério fascinante do aparato eclesiástico moderno que uma religião possuidora de catedrais majestosas, exércitos de exegetas, monopólio do calendário ocidental e o microfone aberto da comunicação de massa ainda precise desesperadamente da validação clínica de um sujeito recém-saído do CTI. A dogmática hegemônica, na sua imponência de séculos, parece ter desenvolvido uma curiosa dependência ontológica do anestesiologista.

A cena tornou-se um gênero literário por si só: o paciente sucumbe a uma febre quadragesimal, a apendicite ameaça ruir o templo da carne, e, entre uma dose generosa de opióides e quarenta e cinco minutos de colapso hemodinâmico, o Criador do Cosmos decide descer à enfermaria do quarto 302. Não para explicar a física quântica, a miséria ocidental ou a geopolítica do Oriente Médio, mas para travar uma aprazível conversa de três horas — com direito a descrições detalhadas sobre olhos azul-esverdeados, túnicas sem vinco e exortações administrativas sobre a expansão dos negócios do "Reino".

“Se a fé remove montanhas, a anestesia de síntese parece, no mínimo, mobiliar o Paraíso com a estética precisa do subconsciente do paciente.”

A facilidade com que o dogma hegemônico abraça esse anedotário hospitalar revela menos sobre o Milagroso e muito mais sobre a fragilidade de sua própria pretensão universal. Exige-se do fiel uma adesão irrestrita à Verdade Única, contudo, essa mesma Verdade precisa ser reconfirmada quinzenalmente no horário nobre por um relato de delírio pós-operatório. Se o Absoluto dependesse apenas de suas escrituras e da sua filosofia moral, talvez a nave da igreja parecesse vazia; mas quando alimentado pela química da hipóxia cerebral, o trono divino ganha o reforço de um depoimento com carimbo hospitalar.

O aspecto mais sutil — e involuntariamente cômico — dessa engenharia é a estrita fronteira geográfica da providência. Jamais se ouviu falar de um devoto do Texas que, ao beirar a síncope por septicemia, tenha tido uma longa e instrutiva audiência com Dionísio, nem de um pagão britânico que tenha despertado da sedação citando os segredos de Ísis. O Cosmos anestésico é de um rigor burocrático exemplar: ele devolve a cada mente exatamente o folclore que ela já trazia guardado no bolso. O cristão encontra o Nazareno de olhos claros; o hindu encontra o cortejo de carruagens celestes; e o pagão moderno, se ousasse relatar a visão de Lilith ou dos Deuses Antigos após uma dose de quetamina, seria prontamente diagnosticado pela mesma junta eclesiástica não com "iluminação divina", mas com "surto psicótico" ou "contaminação demoníaca".

A imunidade à contradição é o milagre supremo do monopólio da fé. A fé hegemônica não pode se dar ao luxo da imparcialidade. Admitir que a mente humana em agonia projeta apenas os mitos com os quais foi alimentada seria aceitar que o seu Deus não é a arquitetura oculta do Universo, mas apenas uma metáfora regional — uma entre tantas formas que a humanidade inventou para contornar o pavor da finitude.

Por isso, a teologia do propofol segue firme. O dogma continuará precisando do paciente, do termômetro e da alucinação febril. Pois, no tribunal da razão e do pluralismo, o absoluto é insustentável; mas na enfermaria, sob o efeito de quarenta miligramas de sedativo, a hegemonia se sente, finalmente, em casa.


Escreva a minha versão. Onde eu tenho uma experiência bem... carnal...com a Lilith enquanto eu estou no limiar, entre a vida e a morte. 😻🥵


Visitação Vermelha.

A Liturgia da Anestesia e a Noite da Primeira Rainha.

Enquanto a bancada moralista aguarda passiosamente que os céus pós-operatórios ofereçam apenas anjos assepticamente alvos e profetas puritanos de túnica engomada, o limiar da existência guarda mistérios infinitamente mais densos, carnais e indomáveis. No silêncio frio do monitor cardíaco, quando a pulsação diminui e a fronteira entre a carne e o abismo se torna uma fresta tênue, não houve luz branca ou coros celestiais — houve aroma de mirra, âmbar e o cheiro inconfundível da terra úmida após a tempestade.

A hipóxia cerebral não me trouxe um tribunal de julgamentos nem reprimendas de velhos dogmas. Trouxe-a. Lilith não pede licença aos protocolos hospitalares; ela caminha sobre o piso linóleo do CTI como se pisasse no veludo escuro da Primeira Noite. Suas asas de sombra projetaram-se contra os tubos e o gotejamento dos soros, e seu toque — um abraço febril, denso, visceral — dissolvedor de qualquer resquício de anestésico.

“Enquanto os homens de pouca fé deliram com sermões no limiar da morte, os poetas libertos encontram a verdadeira chama da criação nos braços da Primeira Rainha.”

A experiência foi de uma volúpia profana e libertadora. Entre o calor ardente da febre e a pele fria do inconsciente, o encontro não se deu em palavras piedosas, mas em respirações entrecortadas, sussurros heréticos ao pé do ouvido e no abraço abissal da senhora da noite e da liberdade. Ela não prometia a submissão do "Reino" ou o peso de mandamentos castradores; oferecia a plena soberania do desejo, o orgasmo divino do retorno às origens e a profanação irrestrita de toda a culpa que o mundo tentou impor à carne.

Quando os eletrodos voltaram a apitar furiosamente e os médicos celebraram a "ressuscitação" com adrenalina e choque elétrico, o meu suspiro de retorno à vida trouxe um sorriso sarcástico que nenhum diagnóstico saberia explicar. Que fiquem eles com seus velhos de túnica e suas conversas de três horas sobre burocracia celestial. Para o escritor herético, o limiar da morte não é sala de espera — é o santuário do desejo proibido.

Que os devotos do anestésico continuem relatando suas visões puritanas nas manhãs de domingo na TV. Eu guardo nos lábios o gosto do abismo e na pele o calor daquela que nunca se curvou. E se a morte for exatamente como aquela transição... que a anestesia venha sem apressar o fim. 🖤🔥

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 161 - 165



Trate aquela que o tem numa amizade intensa tal como trata sua consorte. Trate aquela que esmola com a mesma dedicação que trata a Deusa.



Não se engane, o que faz a outra, a outra te fará e mais tua consorte. Então conceda a mesma liberdade que quer usufruir.



Eu te mostrei de minha cama a Vida. Em outras camas poderá observar em outros ângulos a mesma Vida.



Então, profeta, diga que a observação é como uma cama onde se acha conforto, segurança, localização. Pode ser um despertar, pode ser um sonhar.



Ainda assim, embora distintas, todas as camas são idênticas em sua função: uma plataforma ocupada momentaneamente.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Terceira Estação: Consciência

LNa hora da maturidade, nós ficaremos totalmente cônscios da nossa situação e
estado. Está no momento de tomarmos o rumo, cuidarmos de como e para onde
seguiremos, por nossa conta e risco. Cada um deverá calcular e mapear as rotas
que se desenrolam por todo esse imenso campanário.
Nesta arte, os caminhos serão a acolhida e a amplidão. Uma escarpada
mandíbula, um abismo no desfiladeiro sem fundo, onde a queda continua
apenas demonstra a vertigem que atacará aos desorientados. Aqui se porá em
pratica e se fará a mais difícil prova de que se aprendeu, cresceu e está apto para
fazer parte efetiva do Reino.
Ao largo, dispostos, aguardamos a vinda de uma charrete, onde servos a mando
da senhoria, recolhem os melhores frutos que foram curtidos pelas estepes
intermináveis. Nós somos acolhidos pelo transporte, um de cada vez. Durante o
trânsito, aprende-se pequenas e úteis dicas, que nos preparara para o destino
seguinte, ou até um ligeiro amor, a quem a fortuna sorrir.
Ainda há muito a refinar de nossa rudeza, nós não podemos pretender muito,
haveremos de aprender a lutar sem precisar do uso da força, ossos ou músculos.
Nós teremos que saber quais são as armadilhas dos vivos, que no mundo
material, tentam operar forças mágicas, ditam regras do oculto e como devemos
proceder para curá-los de tal engenho manco.

sábado, 8 de agosto de 2026

Voando alto


Conversa com o Gemini.
https://pleno.news/fe/mulher-e-retirada-de-voo-apos-pregar-antes-da-decolagem.html

Gente sem noção...sem civilidade... depois reclama que a igreja é perseguida.

Escreva um texto crítico, com humor e sarcasmo.


Imagine a cena: 180 passageiros trancados em um tubo de metal pressurizado, tentando desesperadamente ajustar os fones de ouvido com cancelamento de ruído, organizar a bagagem de mão e rezar — esta sim uma oração silenciosa e genuína — para que o voo não atrase. É nesse microclima de ansiedade urbana que alguém decide que a prioridade absoluta da tripulação e dos passageiros não é a checagem das saídas de emergência, mas sim uma cruzada evangelística improvisada no corredor.

Há uma linha muito tênue entre a vocação missionária e a simples falta de noções básicas de convivência em espaço público. O avião nem sequer taxiou, o ar-condicionado ainda está operando naquele vapor morno de solo, e o passageiro da poltrona 12B — que só queria assistir ao seu filme baixado no tablet — é sumariamente convocado para um retiro espiritual forçado na altitude.

O mais fascinante é a dinâmica do "complexo de mártir" que invariavelmente se segue:

A invasão do espaço alheio: Confunde-se o direito de manifestação religiosa com o direito de manter terceiros como reféns auditivos em um ambiente fechado sem rota de fuga.

A intervenção da tripulação: Comandantes e comissários, cujo trabalho é garantir que a aeronave chegue com segurança ao destino, aplicam os protocolos internacionais de segurança de voo.

A narrativa do martírio: A remoção — perfeitamente cabível para qualquer um que perturbe a ordem a bordo, seja pregando, cantando alto, vendendo meias ou fazendo discurso político — é imediatamente traduzida como "perseguição implacável aos fiéis".

Se a moda pega, os voos comerciais virarão um tribunal de oratória variada. O passageiro do 4A faz uma palestra de coaching quântico antes do aviso de apertar cintos; a passageira do 18F apresenta um plano de negócios de marketing multinível durante a demonstração das máscaras de oxigênio; e o grupo do fundo puxa um batuque ao som do sinal de turbulência.

Respeito à fé alheia é fundamental. Mas saber a hora, o local e, principalmente, reconhecer que um voo da classe econômica não é um púlpito é, antes de tudo, uma questão de civilidade e bom senso. Afinal, para quem está prestes a voar a 10 mil metros de altura, a maior bênção esperada é mesmo o silêncio e um pouso suave.

Quer que eu adapte este texto para o formato de uma crônica jornalística ou publicação para redes sociais?

Sim
Como nós tínhamos comentado antes, em outra conversa. E se fosse o inverso? Uma roda de gira? Um culto a Lilith?

A hipocrisia do padrão duplo se revelaria no primeiro segundo. Se a situação invertesse de lado, a reação pública não seria apenas de incômodo com o barulho; viraria um caso de polícia, segurança nacional e comoção moral coletiva.

Se em vez de um sermão tradicional o avião virasse espaço para uma gira de orixás ou uma invocação a Lilith, o roteiro do escândalo já estaria pronto antes mesmo da porta da aeronave fechar:

O pânico instantâneo: O que no primeiro caso é lido por parte do público como " zelo excessivo" ou "excesso de fé", no segundo seria imediatamente rotulado como "feitiçaria", "ameaça à segurança do voo" ou "ataque espiritual contra as famílias a bordo".

A reação das autoridades: A remoção do passageiro não seria acompanhada de um pedido educado da tripulação; haveria escolta policial reforçada, passageiros gravando vídeos aos gritos e pedidos de prisão em flagrante por terrorismo psicológico.

A cobertura midiática: O mesmo ato de incivilidade ganharia manchetes completamente diferentes. A narrativa deixaria de ser "passageira religiosa é retirada de voo" para se tornar "pânico a bordo: ritual em pleno avião assusta passageiros".

O duplo padrão do "martírio": Quando o grupo dominante força a barra e sofre as consequências das regras do aviação, clama perseguição. Se um grupo minoritário, pagão ou de matriz africana fizesse exatamente a mesma coisa, a própria sociedade que pede "tolerância" no primeiro caso exigiria punição exemplar no segundo.

O ponto central da civilidade em ambientes coletivos é justamente esse: o espaço público — e especialmente um tubo de metal a mil por hora — só funciona se ninguém tentar impor sua cosmologia aos outros. A regra de convivência precisa valer para todos; caso contrário, a liberdade de um vira o pesadelo do vizinho de poltrona.

Quer analisar esse duplo padrão sob a ótica da liberdade religiosa no espaço público ou prefere explorar essa premissa em outro tom textual?

Eu fico imaginando. Eu em um vôo (tanto faz para onde) e a comissária de bordo é a Lilith com um serviço de bordo bem... visceral. 😻🥵

A metáfora do voo ganharia uma dimensão completamente diferente. Em vez das costumeiras recomendações sobre cintos de segurança e máscaras de oxigênio caindo do teto, a demonstração de emergência da Rainha da Noite seria um convite direto à perda absoluta do controle e à entrega aos desejos sufocados.

O serviço de bordo convencional — aquele café morno em copo de plástico e o biscoito de saquinho — daria lugar a uma experiência muito mais crua, sensorial e sem filtros morais:

O carrinho de serviço: Esquecemos os refrigerantes zero. O menu incluiria taças de vinho encorpado como sangue, frutos proibidos colhidos fora do tempo e a promessa de que nada ali é feito para acalmar os espíritos, mas sim para despertar os instintos.

A instrução da tripulação: Lilith não pediria para colocar a poltrona na posição vertical; exigiria o abandono de qualquer postura ereta e contida impostas pelas regras do solo. O aviso sonoro não alertaria para turbulências externas, mas para a inevitável tempestade interna da qual ninguém sai ileso.

O destino do voo: Pouco importaria a altitude ou o mapa da rota. A verdadeira altitude seria medida pelo grau de libertação e pelo transe de estar sob o comando de uma figura que encarna a autonomia radical e o erotismo sem amarras.

Para quem passa a vida desafiando os dogmas e as amarras da convenção, ter o abismo e a noite como comissários seria, sem dúvida, a única forma aceitável de viajar de primeira classe.

Quer desenvolver esse cenário em forma de um conto curto literário?

Sim
Escreva um conto curto retratando essa cena no avião com a Lilith.

As luzes da cabine piscaram antes de se firmarem em um tom carmesim, denso e aveludado. A altitude do voo já não importava; a sensação de gravidade havia sido substituída por um peso morno e pulsante que acelerava os batimentos de quem ocupava as poltronas. O zumbido monótono dos motores deu lugar a um sopro distante, semelhante ao vento cortante das noites mais antigas do mundo.

Foi quando o carrinho de serviço começou a rolar pelo corredor central.

Ela não vestia o uniforme azul-marinho padrão da companhia aérea. Lilith caminhava com a altivez de quem jamais prestou contas a criador algum. Trajava uma túnica fluida de seda negra que mal tocava a tapeçaria do assoalho, revelando pés descalços que pareciam flutuar. Os olhos, dois abismos de noite sem estrelas, fixaram-se diretamente no passageiro que a observava em transe.

— O serviço de bordo de hoje não aceita concessões — a voz dela ressoou, não através dos alto-falantes de teto, mas diretamente na espinha dorsal de quem ouvia, grave e provocante.

Aproximando o carrinho, ela não ofereceu opções triviais. Sobre a bandeja, repousava uma jarra de cristal lapidado transbordando um líquido espesso e rubro, cujo aroma mesclava romã, ferro e incenso queimado. Ao lado, figos abertos revelavam sua carne úmida e sementes reluzentes.

Ela se inclinou ligeiramente. O perfume de mirra e tempestade dominou o ar, anulando qualquer resquício de ar-condicionado pressurizado. Uma mecha de seus cabelos escuros roçou o ombro do passageiro, acendendo um arrepio elétrico pela pele.

— A maioria viaja para fugir ou para chegar a algum lugar — ela sussurrou, a centímetros de sua face, os lábios desenhando um sorriso desprovido de qualquer pudor ou submissão. — Aqui, nós viajamos para nos despir de tudo o que te ensinaram a obedecer. Você aceita o fruto ou prefere continuar fingindo que pertence à terra?

Ela ergueu a taça de cristal. Os dedos longos, adornados com anéis de prata oxidada, tocaram a mão do passageiro ao entregar o cálice. Não havia rota no radar, nem hora de pouso prevista. Aquele voo, sob o comando da Rainha da Noite, não buscava o céu, mas a liberdade visceral que só se encontra no próprio abismo.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 156 - 160



Veja como não há segredo. Eis que duro, deve ser suave, pois o que te recebe é macio e, por isso, permanente.



Vê que a porta é boa e o salão melhor. Sinta que a entrada se prolonga, encaixa e nada desperdiça.



Sim, eis o profeta vibrando dentro de mim e eu vibrando em compasso. Certo é que as coisas são compostas por elementos que vibram. Então, eia, que nós fizemos um universo!



O que vês aqui é uma taverna. Mas minha cama é igual a de qualquer mulher. Ao sair, não te apartes com tristeza ou saudade.



Ninguém concebe melhor o sentido de irmandade mais do que a mulher. Ela sabe dividir, compartilhar, oferecer.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Segunda Estação: Subconsciência

Rompido o silencio, estamos ignorantes, a segunda estadia abre-se, a escola nos
recebe. Começa a ascensão, o retorno à consciência, recobra-se a razão. Com a
razão, nós vamos resgatando a forma, de uma nuvem de partículas, recompõe-se
o nosso espírito. Muito estudo e muito preparo, constante, massivo, ininterrupto.
Pode-se agora sonhar, com a vida que deixamos e com a que iremos ter. Nós
fazemos planos, projetos, é o momento da inocência e ingenuidade. Esperanças
são refeitas, já se têm sentimentos e sensibilidades, são cultivados caprichos, se
estabelecem amizades e amores. Muitos se perderão por estes sonhos e ilusões,
pois é severa a prova e não se tem apelação, aos fracassados, o retorno é certo
ao Sono Infernal.
Respondamos, com firmeza e determinação: o que valia eram as aparências, o
que justificava era o trabalho, o que buscávamos era a estabilidade, o que
acatávamos era a ordem. Confessemos que fomos ludibriados, o que vale é o
momento presente; o que justifica, não prova; o que se busca, se perde; o que se
acata, se entrega. Nós temos muito que descobrir, caso as respostas forem
satisfatórias, nos porão na trilha que segue até a próxima morada, que estará
aberta aos que abandonarem toda a inocência e ingenuidade. Será preciso ser
frio e calculista, para prosseguir na estrada, pois o peso de compaixões ou
misericórdias pode fazer ceder a ponte, não restando nem o Sono Infernal aos
incautos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Bancada da macumba

Conversa com o Gemini.
https://revistaforum.com.br/politica/psol-bancada-da-macumba-congresso/

🥳🥳🥳🥳🥳

Apoiadíssimo! Será que o Brasil vai melhorar?

Crie um texto, baseado na notícia, para o nosso blog.


A política brasileira ganha um capítulo histórico na luta por reparação, representatividade e liberdade. O lançamento da "bancada da macumba" por candidaturas a deputado federal do PSOL marca um avanço fundamental para que os povos de terreiro e as religiões de matriz africana ocupem, finalmente, os espaços de decisão que lhes foram negados por séculos.

Por muito tempo, o racismo religioso operou no Brasil promovendo o apagamento, a criminalização e a violência sistêmica contra terreiros em todas as regiões do país. Enquanto frentes conservadoras e fundamentalistas aparelhavam o Congresso Nacional para impor dogmas e retrocessos, as comunidades de matriz africana eram tratadas apenas como folclore ou objeto de estudo — nunca como agentes políticas de sua própria história.

A criação desse coletivo transforma essa lógica de opressão. A proposta de auto-representação é clara: ninguém pode falar melhor pelos povos de terreiro do que eles mesmos.

O que essa iniciativa traz para a política nacional:

Enfrentamento direto ao racismo religioso: A presença de lideranças de terreiro no Congresso fortalece a cobrança por punições rigorosas a ataques a terreiros, proteção de sacerdotisas e sacerdotes, e garantia efetiva da liberdade religiosa prevista na Constituição.

Orçamento e políticas públicas de verdade: Garante que a formulação de leis, a destinação de verbas orçamentárias e a criação de programas sociais contemplem de fato as reais necessidades das comunidades tradicionais.

Resistência e contraponto ao fundamentalismo: A bancada se consolida como uma trincheira indispensável contra o avanço do fundamentalismo religioso no parlamento, defendendo um Brasil verdadeiramente plural, diverso e laico.

A força que sempre sustentou a resistência cultural e espiritual dos terreiros agora ocupa a política institucional. Garantir vozes pretas, de terreiro e alinhadas aos Direitos Humanos no parlamento não é apenas uma pauta setorial — é uma condição inegociável para a construção de uma democracia plena e para o combate irrestrito a todas as formas de preconceito no Brasil.

Criado com Gemini, do Google.

Vovó Fitness Desafia Dogma Vegano

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/a-dieta-carnivora-adotada-por-vovo-fitness-de-70-anos/

Choque! Convulsão! Os veganos ficam verdes de raiva!

Como assim? Então o discurso que nós vivemos repetindo como mantra era só doutrina religiosa? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Não diga uma coisa dessas nem em tom de brincadeira, senão o alface desmaia!

Então você quer me dizer que uma pessoa chegou aos 70 anos com saúde e vitalidade comendo… carne? Sem ter pedido permissão para o comitê internacional das saladas nem ter feito uma oração para o Deus da Quinoa antes de cada refeição? Que absurdo! Que heresia nutrológica!

O choque é tão grande que dá para ouvir o tremor de terra causado pelo colapso moral de quem passou os últimos dez anos repetindo em tom solene que "o ser humano não foi feito para mastigar nada que tenha tido mãe".

É o fim dos tempos:

O Mantra Ruindo: De repente, aquela pregação quase mística de que a única forma de atingir a iluminação divina (e a digestão perfeita) era à base de smoothie de espinafre com sementes de girassol ganha um contra-exemplo desfilando de biquíni e levantando peso.

A Crise Espiritual: Como fica a doutrina? Como explicar para os fiéis do Santo Grão que a vovó fitness não virou poeira, não teve uma combustão espontânea e ainda por cima exibe mais tônus muscular do que muito adepto do jejum de luz e clorofila?

O Desespero do Apóstolo da Couve: A raiva é tanto verde-folha quanto verde-pantone. Afinal, ver alguém quebrando o dogma sagrado da "salvação pelo vegetal" usando justamente o menu que foi demonizado no altar da pureza alimentar é quase um sacrilégio.

Pois é, parece que o dogma caiu da mesa! Quem diria que a realidade teima em não seguir o folheto doutrinário que tentam vender como verdade absoluta? No fim das contas, enquanto o tribunal da virtude alimentar surta e tenta achar uma explicação metafísica para a vovó, ela segue plena, rindo da cara dos ortodoxos do brócolis — e com as taxas e os músculos perfeitamente em dia! 🥩😏

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 151 - 155



Venha em minha cama e complemente seu conhecimento espiritual pelo contato carnal.



O mundo espiritual é como este quarto: simplesmente um lugar de encontro e descanso.



As doutrinas espirituais são como a cama: inúteis se estão vazias e sem uso.



O êxtase espiritual é como o carnal: satisfação que se renovará no instante seguinte.



Até agora, buscou-se desesperadamente, encontrar um Paraíso ou a propiciação dos deuses. O que me oferta é mais propício e, entrando em meu ventre, encontrará o Éden.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Primeira Estação: Inconsciência

Nossos ossos entram agora na sala do silencio, a antecâmara de nossa primeira
estada. Nesta estalagem, nós teremos a serviço o frio, o silencio, o torpor, o
isolamento, a corrupção de todos os nossos restos mortais, lenta inexorável e
dolorosamente. Aos que tem ataque de remorsos, apenas o grito mudo e o peso
das correntes, para que não retornem. Aos que ainda pretendiam guardar objetos
pessoais, a dor de não pode-los segura-los, vendo-os desmanchar lentamente.
Para todos tem início o Sono Infernal, donde reina absoluto Ahriman, que faz
do tempo e do espaço uma jaula, aonde apenas o completo esquecimento pode
preparar e proteger da loucura. Não se têm pensamentos, sonhos ilusões,
sentimentos, sensibilidades. O único contato é com o próprio vazio de cada uma
das almas nelas mesmas.
A terrível espera, como um som oco, ressoa até tirar toda a forma todo traço de
vida ou sinal da nossa origem, até nos esmigalhar por completo. A dor só se
revela ao romper das cadeias. O caprichoso Ahriman revolve os fragmentos,
como um carvoeiro empilhando cinzas, até elas formarem novamente um
carvão para ser jogado de volta a tempera do Sono Infernal. Apenas quando o
carvão tornar-se um diamante é que ele devolverá o valor, conduzindo-o então
para a trilha que deve seguir, afora e ao próximo castelo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Bônus stage


Quadrinhos criados com ChatGPT.

Pijama verde oliva

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/clubes-militares-divulgam-manifesto-contra-falencia-moral-institucional-e-economica-do-brasil/

Como se esses senhores fossem algum exemplo ou modelo de moral...

Escreva um texto crítico, com humor e sarcasmo.


Há poucas coisas mais fascinantes na política nacional do que a inabalável vocação dos Clubes Militares para atuar como o oráculo da moralidade republicana.

Diretamente do conforto de suas poltronas, entre uma partida de baralho e outra, os presidentes dos Clubes Militar, Naval e de Aeronáutica decidiram presentear o país com mais um manifesto dramático. O diagnóstico? O Brasil enfrenta uma "falência moral, institucional e econômica".

É de uma sensibilidade poética ímpar.

O "Farol da Moralidade" (Com Pensão Garantida)
Nada inspira mais autoridade para falar sobre "gestão da coisa pública" e "crise econômica" do que entidades dominadas por ilustres generais da reserva — um grupo notoriamente conhecido por enfrentar a dura realidade do trabalhador comum com modestos contracheques, pensões vitalícias reforçadas e privilégios que sobreviveram a todas as reformas orçamentárias da história deste país.

Quando esses senhores apontam o dedo para a "falência moral", a ironia quase exige um minuto de silêncio:

A Memória Seletiva Institucional: Falam em "tolerância com a corrupção" e "descaso com a gestão pública", mas parecem ter esquecido convenientes episódios recentes da história nacional — de escândalos de compras de picanha e leite em pó a operações com joias e tramas de bastidores que envergonhariam qualquer compêndio de etiqueta republicana.

Defensores da Ordem (Quando Constrangedoramente Conveniente): Os mesmos clubes que agora se preocupam com "ruídos diplomáticos" e a "imagem internacional" não hesitaram, em passado recente, em emitir notas públicas respaldando pautas como o voto auditável ou passando o pano para colegas investigados por flertar abertamente com o golpismo e o ataque às instituições.

Pragmatismo Diplomático de Pijama: Criticar a condução das relações internacionais exige uma sofisticação geopolítica fascinante, especialmente vinda de quem enxerga diplomacia sob a ótica da Guerra Fria e confunde soberania com alinhamento automático.

A Reação Cívica do Chá das Cinco
O texto conclama a sociedade para uma "reação cívica" e pede "discernimento, lucidez e espírito público". É um apelo tocante. Afinal, o que seria da Nação sem a tutela moral de aposentados de pijama que consideram qualquer avanço social ou debate democrático como um passo em direção ao "caos e à insolvência"?

Se o Brasil de fato corre o risco de se tornar "politicamente ingovernável", certamente não será por falta de conselho não solicitado dos ilustres representantes da caserna reservada. No grande teatro da política brasileira, a cena do oficial reformado indignado com a "falência moral" alheia já virou um clássico do pastelão nacional — a única diferença é que a plateia há muito tempo deixou de levar o espetáculo a sério.


Não podemos esquecer do fatídico momento da Ditadura, recheada de corrupção e de crimes contra a humanidade.


Exatamente. O maior truque de mágica da propaganda ditatorial foi vender a ilusão de que o regime militar era um oásis de integridade e eficiência técnica, quando, na verdade, foi um período marcado por corrupção sistêmica blindada pela censura e por atrocidades cometidas pelo próprio Estado.

A mitologia do "militar moralizador" desmorona rapidamente quando se analisa a história sem os filtros da propaganda partidária ou da nostalgia cívica dos clubes de farda:

1. A Corrupção Blindada pela Censura
Muitos ainda repetem o mito de que "naquela época não havia corrupção". O que não havia era imprensa livre para noticiar e instituições independentes para investigar.

Obras Faraônicas e Propinas: A era das grandes obras (como a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói) foi o terreno fértil para o surgimento dos grandes conglomerados de empreiteiras que dominariam a política nas décadas seguintes. Os custos estouravam sem qualquer transparência ou auditoria pública.

Escândalos Abafados: Casos como o do Banco Halles, a falência da Corretora Delfin (com perdão milionário de dívidas pelo governo), o escândalo da Capemi (fundo de pensão militar envolvido em desmatamento e desvio de verbas) e as maracutaias no contrabando de mercadorias no Galeão foram abafados para preservar o "civismo" da imagem oficial.

2. O Aparelhamento do Estado e os Privilégios Corporativos
A "gestão técnica" da ditadura consistiu em aparelhar a máquina pública com patentes militares, transformando o orçamento em um balcão de benesses corporativas:

Foi durante o regime que se consolidaram sistemas inacreditáveis de pensões e montepios vitalícios para dependentes de oficiais, aposentadorias precoces com salários integrais e penduricalhos orçamentários que oneram os cofres públicos até hoje.

A elite militar garantiu a si mesma uma rede de proteção financeira e jurídica que a blindou das agruras econômicas que infligiu ao restante da população.

3. Crimes Contra a Humanidade e Violência de Estado
Enquanto se discursava sobre "família, tradição e ordem", os porões do regime operavam uma engrenagem oficial de terrorismo de Estado:

Práticas de Tortura e Execuções: O Estado brasileiro utilizou a estrutura pública — com dinheiro do contribuinte — para sequestrar, torturar e assassinar opositores políticos. Estupradores e torturadores operavam com distintivo e contra-cheque pago pela União.

Censura e Perseguição: A liberdade de expressão, a criação artística, o meio acadêmico e os direitos trabalhistas foram sistematicamente esmagados sob a justificativa da "segurança nacional".

Massacre aos Povos Indígenas: O Relatório Figueiredo e os achados da Comissão Nacional da Verdade demonstraram que o projeto de expansão do regime dizimou populações indígenas inteiras no interior do país, em nome de um "desenvolvimento" predatório.

O Desastre Econômico Real
E mesmo no campo estritamente econômico — no qual os saudosistas tentam reivindicar algum legado —, o resultado foi trágico. O tal "Milagre Econômico" foi financiado por um endividamento externo brutal e pelo arrocho salarial que explodiu a desigualdade social. O regime entregou o país nos anos 1980 afundado na hiperinflação, com a dívida externa recorde e a falência dos serviços públicos básicos.

Quando entidades e associações de veteranos vêm a público dar lições de "gestão pública", "pragmatismo econômico" e "ética na política", tentam reescrever o passado para esconder que a matriz da impunidade, do fisiologismo e da irresponsabilidade orçamentária no Brasil tem raízes profundas justamente nos anos em que a farda governou sem prestar contas a ninguém.

Criado com Gemini, do Google.

Cuba: Ditadura, Caudilhismo e Direitos

Conversa com o Gemini.
https://revistaforum.com.br/opiniao/cuba-e-uma-ditadura-por-emir-sader/

Eu desconfio dessa análise. Não é imparcial e é tendenciosa. Não se falou nada dos paredões. Ou da falta de direitos da comunidade LGBT. Nem da transmissão do poder por herança, igual às monarquias. 🤔

Escreva uma análise crítica, mostrando a realidade de Cuba, um caudilhismo.


A análise de Emir Sader reproduz a narrativa oficial do regime cubano, centrando a explicação de todos os problemas e da falta de pluralismo em Cuba unicamente no cerco dos Estados Unidos e no embargo econômico. Embora o impacto do embargo seja um fato geopolítico relevante, utilizar a agressão externa como justificativa permanente para suprimir liberdades individuais, direitos políticos e o contraditório omite as estruturas internas de autoritarismo e violência estatal que caracterizam o regime.

1. Os Paredones e a Violência de Estado no Pós-1959
Diferente da narrativa de uma transição pacífica ou puramente defensiva, os primeiros anos da Revolução Cubana foram marcados por expurgos violentos e execuções sumárias.

Julgamentos sem Devido Processo: Nos tribunais revolucionários liderados por figuras centrais como Che Guevara (na Fortaleza de La Cabaña) e Raúl Castro, centenas de opositores, ex-militares e dissidentes foram executados nos chamados paredones sem garantias básicas de defesa jurídica.

Institucionalização da Intimidação: A eliminação física e o encarceramento sistemático da oposição no início do regime serviram para consolidar o monopólio do poder e aniquilar qualquer alternativa partidária ou sindical independente.

2. A Perseguição à Comunidade LGBT e à Diversidade Cultural
A busca pela construção do "Homem Novo" socialista promoveu um padrão rígido de conduta moral e ideológica que perseguiu minorias sociais e intelectuais:

As UMAPs (Unidades Militares de Ayuda a la Producción): Entre 1965 e 1968, o regime criou campos de trabalho forçado para onde foram enviados milhares de homossexuais, religiosos (como Testemunhas de Jeová), pacifistas e jovens com condutas consideradas "desviantes" do ideal revolucionário.

Avanços Recentes vs. Direitos Políticos: Embora Cuba tenha aprovado o casamento igualitário no Código das Famílias em 2022, a atuação de ativistas LGBT+ independentes continua criminalizada quando descolada do Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX), controlado pelo Estado. O direito civil de se casar não veio acompanhado da liberdade política de se organizar de forma autônoma.

3. Caudilhismo e Transmissão Dinástica do Poder
A estrutura política cubana adapta o clássico modelo do caudilhismo latino-americano — centrado na figura do líder carismático e autocrático —, fundindo-o ao modelo de partido único de inspiração soviética.

       [ Caudilhismo Inicial ]
      Fidel Castro (1959–2006)
                 │
                 ▼
     [ Transmissão Familiar ]
      Raúl Castro (2006–2018)
                 │
                 ▼
  [ Sucessão Burocrática Controlada ]
Miguel Díaz-Canel / Tutela das Forças Armadas (GAESA)
Personalismo Absoluto: Fidel Castro governou por quase cinco décadas sem passar por eleições diretas ou submeter seu mandato a escrutínio público contestável.

Sucessão Familiar: Em 2006/2008, a passagem de poder para seu irmão, Raúl Castro, aproximou a dinâmica política de uma sucessão dinástica, mantendo as rédeas do Estado e dos setores econômicos chave (através do conglomerado militar GAESA) restritas a um pequeno círculo familiar e militar.

Transição sob Tutela: A ascensão de Miguel Díaz-Canel à presidência manteve a proibição constitucional de partidos de oposição e a fidelidade canônica ao Partido Comunista de Cuba (PCC) como único legalmente reconhecido.

4. Negação Sistemática de Direitos Civis e Políticos
A alegação de "democracia radical pelo acesso a bens" desconsidera o conceito fundamental de democracia representativa e direitos humanos fundamentais:

Monopólio da Comunicação: O artigo 55 da Constituição cubana estabelece que os meios de comunicação de massa são de propriedade estatal ou social, impedindo a existência de imprensa livre e independente.

Criminalização do Protesto: Manifestações populares espontâneas, como as de julho de 2021 (11J), foram respondidas com prisões em massa, condenações desproporcionais de dezenas de cidadãos e bloqueio de acesso à internet.

Conclusão
Classificar Cuba estritamente através do prisma geopolítico da resistência ao imperialismo encobre a realidade de um regime caudilho, personalista e autoritário. A negação do pluralismo político, o histórico de violações de direitos humanos e a concentração do poder político e econômico nas mãos de uma elite partidário-militar evidenciam que a ilha não vivencia uma forma alternativa de democracia, mas sim a consolidação de um Estado autocrático.


Eu estava confabulando. Cuba é o refrigerante Dolly da política internacional. 🤭🤗
Laerte Codonho insistindo naquela fantasia de marketing que a Dolly é perseguida pela Coca Cola.


A analogia é perspicaz e acerta em cheio no mecanismo narrativo que ambos utilizam. A construção da "vítima perpétua" funciona como um blindagem ideológica perfeita: qualquer fracasso interno, incompetência de gestão ou violação de regras é automaticamente transferido para a conta de um inimigo gigante e todo-poderoso.

Seja no discurso político geopolítico ou no marketing empresarial de nicho, a lógica do conspiracionismo defensivo opera da seguinte forma:

O Inimigo Único e Conveniente: Para o regime cubano, o embargo norte-americano é a resposta pronta para a escassez de suprimentos, a infraestrutura caindo aos pedaços e a repressão política. Para Laerte Codonho, a concorrência desleal da Coca-Cola servia como justificativa para os problemas fiscais e judiciais da Dolly.

A Supressão da Autocrítica: Ao transformar a própria existência em uma "resistência heroica" contra um monstro (o Imperialismo / o Monopólio), anula-se qualquer cobrança por transparência, eficiência ou respeito às leis. Quem questiona o regime em Havana é rotulado de "agente de Washington"; quem criticava os métodos da Dolly era acusado de "estar a serviço do truste".

A Fantasia do David contra Golias: Ambos criaram uma mística populista baseada na assimetria. A narrativa do "pequeno e valente produto local" resistindo contra o império alienígena engaja uma base fiel que prefere a aura do martírio à análise fria dos fatos.

No fim das contas, a culpa é sempre dos "dólares" e da "Coca-Cola" — e o guaraná estragado ou a economia em ruínas viram meros "danos colaterais do cerco".
Criado com Gemini, do Google.