Deja vu. Minha espinha sente um arrepio assim que Bastet se manifesta no meu escritório. Quando suas mãos envolveram meu pescoço, a resposta física é imediata. Bastet ronrona e nós começamos a trocar carícias quando - PUF! - Hator decide se exilar no meu escritório, cansada do assédio das revistas masculinas.
Ao ver eu e Bastet nesse…intercâmbio metafísico, digamos…ela não julga nem censura. Algo me diz que eu serei devorado por duas Deusas e eu não estou reclamando.
O ar do escritório, que já estava saturado com o magnetismo felino de Bastet, ganha uma densidade completamente nova. O arrepio na espinha e o déjà vu não eram mero pressentimento: a presença física de uma divindade é um peso que a estrutura de um apartamento em São Paulo mal consegue suportar. As mãos dela no seu pescoço e o ronrono vibrando direto na sua caixa torácica eram a promessa de um colapso delicioso da sua sanidade.
As carícias começam, o ritmo acelerando, os tabus do Duat prestes a virar fumaça no estofado... quando a própria realidade sofre um estalo dimensional.
PUF!
O cheiro de mirra e terra é subitamente inundado por uma fragrância avassaladora de lótus, leite e ouro. O espaço físico do escritório parece se expandir para não ser esmagado pela presença que acaba de se materializar ali.
Hator, a Senhora da Alegria, do Amor e da Música, surge bem no meio do cômodo. Ela respira fundo, jogando para trás os cabelos perfeitos, com a expressão de quem acabou de escapar de um tiroteio de flashes e contratos milionários em Nova York.
— "Basta! Se mais um daqueles mortais de terno me oferecer cinquenta milhões de dólares para um ensaio conceitual, eu transformo a sede daquela editora em um deserto de sal!" — ela desabafa, a voz como o som de mil harpas afinadas, antes de finalmente olhar para o sofá.
Ela para. Seus olhos imensos e profundos focam em você e em Bastet, congelados no meio daquele... intercâmbio metafísico de alto nível.
O silêncio dura um segundo. Bastet ergue a cabeça, as orelhas em pé, os olhos dourados semicerrados, avaliando a intrusa. Você, o escritor, prende a respiração, esperando o julgamento dinástico ou uma explosão de fúria divina.
Mas Hator é a Deusa do Amor. Ela não conhece a censura, a culpa judaico-cristã ou o puritanismo dos mortais. Um sorriso lento, radiante e perigosamente acolhedor surge nos lábios dela. Ela inclina a cabeça, observando a cena com o deleite de quem aprecia uma boa obra de arte viva.
— "Ora, ora... então é aqui que a gata sagrada se esconde do protocolo de Ptah?" — Hator ronrona (uma metáfora, já que a voz dela é puramente musical). — "E eu pensando que encontraria apenas um escriba cansado. Mas vejo que o herético de São Paulo cultiva os mistérios da carne com muita propriedade."
Ela dá um passo à frente, fechando a porta do escritório com um leve movimento de dedos. O estresse das revistas masculinas e a recusa do mundo pop evaporam. Hator não quis se vender por dinheiro nenhum no hemisfério norte, mas a autenticidade daquela heresia pura, ali no seu sofá, desperta a verdadeira natureza da Deusa do Prazer.
Bastet solta um ronrono mais alto, uma vibração de aceitação e cumplicidade. Elas são irmãs de panteão, faces diferentes da mesma força vital que move o universo. E você está exatamente no meio do caminho delas.
— "Hórus que fique com sua OTAN e suas exigências severas," diz Hator, aproximando-se do sofá e estendendo uma mão quente e dourada em direção ao seu rosto, enquanto Bastet morde de leve o seu lóbulo. "O mundo lá fora está prestes a queimar sob a Maat. Acho justo que o autor dessa história receba o verdadeiro tributo dos Deuses.”
O seu escritório em São Paulo acaba de virar o epicentro do verdadeiro Éden pagão. Se você achava que um round com a gata era desafiar os limites do corpo mortal, ser o foco da Deusa do Deleite e da Deusa do Amor, juntas, é a garantia de que a sua alma será devorada — e você, definitivamente, não tem do que reclamar.
Eu entro em pânico. Afinal, eu escrevi sobre Hator, a Vaca Sagrada e seus…enormes…atributos. Se fosse humana, Hator teria muita dor nas costas por carregar tais…volumes. Em inglês, ball cat, em português, boquete. Bastet está…com a boca na botija, digamos, para extrair o meu…creme de nozes, digamos. Hator libera o top e pergunta com a expressão mais doce e ingênua do mundo.
(Hator) - “Seja sincero, escritor…eles são tão grandes assim?”
O pânico biológico é real. Na teoria do papel, descrever os mitos com hinos de fertilidade e hipérboles anatômicas é pura literatura herética. Na prática, no sofá do seu escritório em São Paulo, a física e a biologia divina operam em uma escala que desafia a integridade do corpo mortal.
Você engole em seco, o suor frio misturando-se ao magnetismo do ambiente. Bastet já passou da fase das preliminares diplomáticas; ela está, na mais pura e literal tradução dos fatos, com a boca na botija, operando aquela antiga magia do Nilo para extrair até a última gota do seu creme de nozes. O ritmo felino e a pressão da Deusa do Deleite fazem a sua espinha dorsal parecer um cabo de alta tensão prestes a estourar.
É nesse exato momento de vulnerabilidade total que Hator decide fazer a sua pesquisa de campo.
Com a calma de quem está apenas tirando o casaco após um longo dia de trabalho, ela leva as mãos às costas e libera o fecho do top. O tecido cede. A gravidade do escritório sofre uma distorção imediata. Se na anatomia humana aqueles enormes volumes exigiriam sessões perpétuas de fisioterapia e causariam uma dor nas costas monumental, na anatomia de uma Deusa da Fertilidade eles desafiam as leis de Newton, sustentados por Puro Poder Cósmico e hinos de adoração.
Ela se inclina sobre você, os olhos imensos, doces e absolutamente desprovidos de qualquer malícia mundana, exibindo aquela fartura que faria os diretores da Playboy terem um colapso cardíaco coletivo.
— "Seja sincero, escritor… eles são tão grandes assim?"
A pergunta, feita com a ingenuidade de uma criança e o impacto de duas cordilheiras de pura volúpia, deixa você sem ar. Você está encurralado entre o trabalho oral de alta precisão da gata sagrada abaixo e o duplo impacto monumental da Senhora do Sicômoro acima.
O General de Quatro Estrelas aponta para o mapa-múndi na tela, enquanto o "laranjão" ajusta os chifres de Amon na sua coroa e sussurra para o assessor: "Nós precisamos falar com o cara de São Paulo. Ele entende de negociação. Ele sabe como lidar com grandes volumes de... exigências."
A assessoria de imprensa tenta abafar o som do metal gótico de Ísis que ainda ecoa pelos dutos de ventilação de Washington, enquanto o mundo aguarda o colapso da OTAN.
De volta ao front paulista, a sua sanidade mental está por um fio. Com Bastet acelerando o processo de extração e Hator aguardando a sua resenha crítica e sincera a milímetros do seu rosto, como o escritor vai responder à Deusa sem perder o fôlego — ou a vida?
Responder é um desafio. Minha consciência oscila em algum lugar na órbita de Marte. Falar que são enormes é um eufemismo. Os egípcios antigos diziam que a Via Láctea foi formada pelo leite desses seios massivos. Essa é a melhor noção de escala. Bastet está feliz, porque a visão dos…atributos…de Hator me fazem explodir na boca dela.
Sua consciência definitivamente abandonou o espaço aéreo de São Paulo e agora orbita os anéis de poeira do cosmos. Responder à pergunta de Hator sob a ação simultânea de duas divindades dinásticas não é mais um exercício de literatura; é um teste de resistência neurológica.
O eufemismo "enormes" desintegra-se no ar. Diante daquela visão monumental que desafia a gravidade no estofado do seu escritório, a única resposta justa vem diretamente dos hieróglifos e dos papiros astronômicos do Antigo Egito. Você tenta formular as palavras, mas a escala é puramente macrocósmica: os antigos não estavam brincando quando diziam que a própria Via Láctea — aquele rio de estrelas e mistério que corta o céu noturno — foi formada pelo leite vertido desses seios massivos. Olhar para o colo de Hator é, literalmente, olhar para a certidão de nascimento da nossa galáxia.
Essa epifania astronômica é o gatilho final. A sobrecarga de estímulos — o duplo impacto visual das cordilheiras de Hator acima e o trabalho oral cirúrgico da filha de Rá abaixo — rompe qualquer barreira de contenção mortal.
A visão faz você atingir o ponto de não-retorno. Você explode.
Bastet sente a onda de choque imediatamente e solta um ronrono abafado de pura satisfação, com a boca na botija, recolhendo até a última gota do seu creme de nozes cósmico. Para a Deusa do Deleite, a sua reação diante da beleza da irmã de panteão é a prova definitiva de que o ritual herético foi um sucesso absoluto. O fluido vital do escritor, capaz de redigir o destino de impérios, é totalmente consumido pela gata sagrada.
Hator observa a sua reação avassaladora e solta uma risada musical, os atributos galácticos balançando levemente com o movimento, iluminando o escritório com uma aura dourada de fertilidade e contentamento. Ela parece satisfeita com a resposta silenciosa e devastadora que você acabou de dar.
No exato momento da sua explosão em São Paulo, o monitor de cristal de Ptah registra uma oscilação na malha magnética do planeta. O Deus dos Arquitetos olha para o gráfico e depois para Anúbis.
— “Irmão... a Via Láctea acabou de vibrar na altura do hemisfério sul. O escritor herético completou o intercâmbio com as duas. A energia criativa dele foi totalmente extraída.”
Anúbis apenas suspira, guardando a caneta dourada:
— “Ótimo. O 'laranjão' que pare de tuitar sobre o Dia do Kemetismo por cinco minutos. Agora que o escriba sobreviveu ao cataclismo do prazer, podemos finalmente enviar a ele o rascunho do ultimato de Hórus para ele traduzir para os mortais da OTAN.”
De volta ao sofá, o escritório agora está em uma calmaria pós-tempestade. O cheiro de mirra, lótus e o calor dos corpos divinos criam uma atmosfera densa. Você está exaurido, flutuando de volta para a Terra, enquanto Bastet limpa os lábios com a elegância típica de um felino e Hator começa a reajustar o top, com um olhar de aprovação que pouquíssimos mortais receberam desde o início dos tempos.
Criado com a ajuda do Gemini, do Google.
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