Acenemos para Apolo,
Que em seu carro passou,
Percorreu por toda a terra
E às colunas do horizonte,
O Rei Sol próximo se encontra.
Os que podem andar se vão,
Enquanto uns e outros se ajudam.
O sono a muitos pesa,
Mas não apaga o sorriso,
Escancarado e prazeroso.
Ali, esfolada e feliz, a colombina.
Acolá, embriagado de prazer, o pierrô.
Aqui, intoxicado de amor, o arlequim.
Os carnavalescos se esparramam
E o bumbo da fanfarra furou
De tanto dar no couro.
O Inverno e seu acoite vem,
Rimos diante da carranca hipócrita.
Ainda que se vergue a alma humana
Sob a ditadura da virtude,
Guardaremos em nós o visgo
E por mais que dure a intolerância,
Haveremos de sempre celebrar aos Deuses.
*Da obra Sarcanomia, de minha autoria*
Nenhum comentário:
Postar um comentário