Era uma noite ordinária
Cerveja e vinho
Poetas embriagados
Faziam rimas de queijos
Taverna, hotel ou pensão
Poucos conhecem essa estalagem
Na beira de uma estrada
Que todos hão de percorrer
Todos pararam de rir
Quando aquela dama entrou
Pressionou a longa unha negra
No peito do lorde de Rochdale
“Do melhor de Iacchus
Na moda Diodati
Cheio até a borda
Que eu tenho sede”
O próprio crânio ofereceu
Archistrategos dos Mavrocordatos
De sua reserva pessoal servindo
Rútilo líquido sedoso
Metade tinha nojo
Metade tinha ansiedade
De desgosto vem “insípido”
Deixando o crânio espatifar
A dama do gargalo bebeu
No chão a garrafa quebrou
Confirmando insatisfeita
Que ali não tinha espírito
O intruso lhe despertou
Um pequeno poeta
Ninguém sabia como
Mas lá ele estava
Do gargalo carnoso
Ela se serviu
E contente ficou
“Este é muito espirituoso”
Baseado no poema "Lines inscribed upon a cup formed from a skull", de lorde Byron.
Imagem criada com Perchance.

Nenhum comentário:
Postar um comentário