sexta-feira, 3 de julho de 2026

O intruso na estalagem



Era uma noite ordinária 
Cerveja e vinho 
Poetas embriagados 
Faziam rimas de queijos 

Taverna, hotel ou pensão 
Poucos conhecem essa estalagem 
Na beira de uma estrada 
Que todos hão de percorrer 

Todos pararam de rir
Quando aquela dama entrou
Pressionou a longa unha negra 
No peito do lorde de Rochdale

“Do melhor de Iacchus
Na moda Diodati
Cheio até a borda
Que eu tenho sede”

O próprio crânio ofereceu
Archistrategos dos Mavrocordatos
De sua reserva pessoal servindo 
Rútilo líquido sedoso

Metade tinha nojo
Metade tinha ansiedade 
De desgosto vem “insípido”
Deixando o crânio espatifar

A dama do gargalo bebeu
No chão a garrafa quebrou 
Confirmando insatisfeita
Que ali não tinha espírito

O intruso lhe despertou
Um pequeno poeta
Ninguém sabia como 
Mas lá ele estava 

Do gargalo carnoso
Ela se serviu
E contente ficou
“Este é muito espirituoso”

Baseado no poema "Lines inscribed upon a cup formed from a skull", de lorde Byron.
Imagem criada com Perchance.

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