quinta-feira, 20 de junho de 2024

Tailândia legaliza casamento homoafetivo

O Senado tailandês aprovou nesta terça (18) lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Tailândia se torna, desta forma, o primeiro primeiro país do sudeste asiático a legalizar o casamento homoafetivo.

A votação foi considerada uma vitória da comunidade LGBTQIAPN+. A provado por 130 senadores, o texto agora será apresentado ao rei e entrará em vigor até o final do ano. 

Com a lei, a Tailândia se tornará o segundo país da Ásia a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, após Nepal. Taiwan também permite o casamento homoafetivo.

A expectativa é que os primeiros casamentos possam ser celebrados já em outubro, segundo ativistas.

"Estamos muito orgulhosos daqueles que participaram deste momento histórico. Hoje o amor derrotou o preconceito", disse Plaifah Kyoka Shodladd, ativista que trabalhou na comissão que analisou o texto, aos senadores após a votação.

A lei muda referências a termos como "homens", "mulheres", "maridos" e "esposas", os trocando por palavras neutras. Casais homossexuais passam a ter os mesmos direitos que os heterossexuais, em assuntos como herança e adoção.

No centro da capital, Bangkok, ativistas celebraram a notícia em um show de drag queens. Uma bandeira arco-íris gigante foi estendida no local. 

A Tailândia é considerado um dos países mais favoráveis à comunidade LGBTQIAPN+ na Ásia e pesquisas indicam forte apoio popular ao casamento homoafetivo. Ainda assim, há muitas denúncias de preconceito no país.

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/06/18/tailandia-se-torna-o-primeiro-pais-do-sudeste-asiatico-a-legalizar-casamento-homoafetivo

A ONU se manifesta

Nesta sexta-feira (14), o Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para Direitos Humanos criticou o Projeto de Lei 1904 que equipara a punição de abortos realizados após 22 semanas de gestação em casos de estupro a pena por homicídio. Gestantes e médicos seriam punidos com penas eventualmente superiores às do estuprador. Com informações do colunista Jamil Chade, do Uol.

A ação ocorre após a Câmara dos Deputados ter aprovado, em votação relâmpago, a urgência do projeto de lei. Com isso, a proposta pode ser analisada no plenário a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PI-RJ), autor da proposta, visa modificar o Código Penal, que desde 1940 não penaliza o aborto em situações de estupro ou quando há risco à vida da mãe.

Cavalcante, que é próximo do pastor Silas Malafaia, recebeu apoio para que o tema fosse debatido no plenário, conforme prometido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, em troca do suporte da bancada evangélica à sua reeleição em 2023.

Liz Throssell, porta-voz de direitos humanos da ONU, declarou em Genebra que a entidade está “preocupada com a rapidez na aprovação do procedimento de emergência para essa lei, que equipara o aborto após 22 semanas a homicídio”.

“Estamos preocupados com o fato de que esse procedimento impede um debate sobre o projeto de lei nas comissões parlamentares, e isso é um passo necessário para entender as implicações dessa lei e se cumpre os padrões internacionais de direitos humanos”, disse.

Ela também mencionou que, recentemente, o Comitê sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) recomendou a descriminalização total do aborto e o acesso garantido ao aborto seguro para mulheres e meninas.

O Comitê alertou sobre o avanço do “fundamentalismo religioso” no Brasil e recomendou que o governo federal legalize o aborto, descriminalize-o em todas as situações, e assegure que mulheres e meninas tenham acesso adequado a serviços de aborto seguro e cuidados pós-aborto. Além disso, sugeriu medidas para combater a alta taxa de mortalidade materna, melhorar o acesso a cuidados pré-natais e pós-natais e abordar problemas como complicações obstétricas, gravidez precoce e abortos inseguros.

“Acesso ao aborto legal e seguro é um direito fundamental garantido pelas leis internacionais de direitos humanos”, enfatizou Throssell. “É crucial para a autonomia das mulheres e meninas e sua capacidade de tomar decisões sobre seus corpos e vidas, livres de discriminação, violência ou coerção”, concluiu.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/onu-condena-pl-do-aborto-e-recomenda-descriminalizacao-no-brasil/

O Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto realizado após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio simples, viola padrões internacionais de direitos humanos e representa uma ameaça para as mulheres mais pobres do Brasil.

O alerta é da perita do Comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), Leticia Bonifaz Alfonzo.

Em entrevista ao UOL, Leticia destacou que o projeto contraria as normas internacionais. “A CEDAW trabalha com um esquema no qual o ideal é que se deixe um espaço de liberdade até 12 semanas [para um aborto]. Se isso não é possível, pelo menos deve haver uma garantia em caso de estupro ou quando a vida da mãe está em risco”, disse.

“Esses são os padrões internacionais e qualquer ação contrária vai ter reações por parte da ONU. E é por isso que é tão importante continuar acompanhando o que ocorre em Brasília”.

A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (12), em votação relâmpago, a urgência do projeto. Com isso, a proposta pode ser analisada no plenário a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas.

O projeto é de autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e contou com o apoio da bancada evangélica. A proposta altera o Código Penal e equipara os abortos realizados após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio simples, além de determinar que, mesmo em casos de estupro, o procedimento não será permitido.

Segundo a perita, as mais ameaçadas pela lei são mulheres com menos poder aquisitivo. “Com os níveis de contraste que tem o Brasil, com a riqueza e apodera, são as mulheres com escassos recursos que recorrem ao aborto clandestinos, e são elas que temos de proteger”, afirmou.

Leticia destacou que, se leis como o PL do aborto entram em vigor, as práticas clandestinas continuam em “situações que colocam risco as vidas dessas mulheres”.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/perita-da-onu-diz-que-pl-do-estupro-viola-padroes-internacionais/

As origens de Hera

Trechos do texto publicado no Ancient Origins.

Por que a literatura grega foi cruel com Hera? Além disso, o que poderia explicar o relacionamento tempestuoso entre Zeus e Hera? Ao examinar as causas por trás do desenvolvimento de seu caráter, os achados arqueológicos – especialmente seus templos – serão revisados para ajudar a determinar o início histórico de Hera e de sua adoração.

Para entender por que a literatura grega foi cruel com Hera, é útil considerar a história pré-grega (ou pré-helênica). No século XVIII a.C., os micênicos – uma sociedade guerreira avançada – invadiram a região do Egeu, conquistando o continente indígena pré-helênico. Representando a primeira civilização caracteristicamente grega, a Grécia micênica dominou a última fase da Idade do Bronze, aproximadamente do século XVIII ao XI aC. Eles são chamados de “primeiros gregos” porque foram os primeiros a usar a língua grega indo-europeia. É certo que os testes de ADN subsequentes revelaram uma herança genética comum entre os gregos de hoje e os seus antepassados micénicos. Embora estivessem inicialmente sob a hegemonia política minóica, por volta de 1400 aC eles adicionaram a lendária ilha minóica de Creta e ilhas próximas à sua longa lista de conquistas, tornando-se a potência dominante na região.

Fonte, citado parcialmente: https://members.ancient-origins.net/articles/pre-hellenic-hera
Traduzido com Google Tradutor.

Outro texto sobre o assunto:

Hera provavelmente se originou como uma deusa pré-helênica da fertilidade, o que corresponde ao seu papel de deusa de todas as fases da vida de uma mulher: menina, nova noiva e velha. Ela é frequentemente confundida com sua filha, Eileithyia, como uma deusa do parto, assim como sua contraparte romana, Juno, com a deusa romana do parto, Lucina. Hera tinha a habilidade única de se tornar virgem novamente todos os anos, banhando-se em uma fonte chamada Canathus.

 Fonte, citado parcialmente: https://uen.pressbooks.pub/mythologyunbound/chapter/hera/#:~:text=Hera%27s%20Origin,new%20bride%2C%20and%20old%20woman.
Traduzido com Google Tradutor.

Eu escrevi em algum lugar sobre as origens de Atena, Afrodite e Hécate. Eu não estranharia se encontrassem indícios da origem de Zeus em solo não helênico.
Isso é um desafio e uma questão intrigante. Eu acreditei que os Deuses Antigos tinham um vínculo com a terra e o povo que ali habitavam. Nem mesmo Javé, que foi "emprestado" na formação do Deus Cristão, tem origem na terra e no povo que Ele escolheu.
Isso deve ser frustrante ao pagão moderno que é racista. Nossos ancestrais eram imigrantes e nós somos todos miscigenados. Nossos Deuses e suas origens refletem isso.
Tudo deve estar conectado. Os Deuses escolheram onde ficar, com qual terra e com qual povo constituiriam uma comunidade.
O problema é quando a "vizinhança" estraga a convivência.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Parece piada...

Foi aprovada na quarta-feira (12), pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a criação do "Dia Municipal do Conservadorismo", proposta do vereador Carlos Bolsonaro (PL) assinada também por Alexandre Isquierdo (União), Felipe Michel (Progressistas), Rogério Amorim (PL) e Zico (PSD). O projeto segue agora para a sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).

O texto do PL1265, proposto em maio de 2022, aponta em sua justificativa que a instituição da data em 10 de março "tem como objetivo rememorar princípios caros ao conservadorismo, como a família, a religião, a ordem, a liberdade".

Feita de forma simbólica, a votação contou com a manifestação contrária de três parlamentares do PSOL na Casa: Mônica Cunha, Monica Benicio e Luciana Boiteux.

Outras cidades brasileiras já aprovaram projetos semelhantes. Em 2023, a Câmara Municipal de Manaus também aprovou a data, que virou lei após a sanção do prefeito David Almeida (Avante). À época, o autor da proposta, vereador Raiff Matos (DC), pontuou que o objetivo da proposta era estimular o conhecimento sobre o conservadorismo, principalmente nas escolas da capital amazonense. "Infelizmente, há uma doutrinação ideológica muito grande nas universidades e nas escolas", lamentou, repetindo um jargão utilizado pela extrema direita.

Neste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aprovou quatro propostas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Uma delas nomeava uma escola da rede municipal de ensino como "Dr. Alysson Paolinelli", aprovada em abril. Um outro projeto concedia às pessoas com fibromialgia os mesmos direitos e garantias das pessoas com deficiência no município e uma terceira proposta incluiu no calendário oficial da cidade o Dia de solidariedade da população carioca ao Povo de Israel.

Antes disso, segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo publicada em fevereiro, nos seus 23 anos como vereador na Câmara Municipal carioca, Carlos Bolsonaro havia aprovado menos de um projeto de lei de autoria própria, sem coautoria de outros parlamentares, por ano. De 43 leis aprovadas até então, 19 eram assinadas apenas pelo parlamentar.

Em abril, o vereador apresentou um projeto de lei para proibir a inclusão de cardápios vegetarianos e veganos em creches e escolas públicas do Rio de Janeiro. Segundo ele, trata-se de uma pauta que teria sido “sequestrada pela militância mais radical da esquerda”, que estaria distorcendo a questão.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/2024/6/15/cmara-municipal-do-rj-aprova-criao-do-dia-do-conservadorismo-proposto-por-carlos-bolsonaro-160539.html

Nota: isso é tão estúpido quanto propor o Dia do Orgulho Hétero, o Dia do Homem, ou o Dia do Orgulho Cristão. O que há de bom no conservadorismo? O Brasil está atrasado por causa disso. Atrelado à extrema direita e ao fundamentalismo cristão, não existe reconhecimento aos direitos reprodutivos.
Pondé escreveu na Folha um texto dizendo que ter filhos atrapalha a carreira das mulheres.
Há o que comemorar?

O fundo do poço


Cada mergulho é um flash. Blitzkrieg, Desert Storm, tudo ao mesmo tempo agora. A avalanche de retrocessos chega em velocidade maior que a da luz. Experimentem ficar 48 horas sem ler notícias. Quanto retornarem, o mundo terá piorado significativamente.

A extrema direita não para, aqui e alhures. A vitória eleitoral de Lula foi um suspiro, um alento, nos deu mais tempo e esperança, deu maiores condições para resistir. Mas foi só isso. O bolsonarismo, o neofascismo e o fundamentalismo religioso seguem em brutal ofensiva, lépidos e faceiros. Comandam a agenda política e legislativa, pautam o debate público, impõe a agenda-setting.

Restringir ou eliminar os direitos sexuais e reprodutivos, ou seja, atentar contra a vida e dignidade das mulheres e de LGBTI sempre esteve na pauta legislativa. Mas, nunca antes esse tipo de proposição teve tanta força no parlamento e na sociedade. Desde o golpe de 2016, mergulhamos num buraco profundo, do qual não saímos. Pior, seguimos em queda sem nem conseguir imaginar onde, afinal está o fundo desse poço.

Os fascistas, homofóbicos, machistas, racistas, negacionistas e estúpidos em geral saíram do armário. E mais, andam por aí orgulhosos de sua escrotidão. Legitimados.

Esse zeitgeist, esse desolador esprit du temp no qual estamos mergulhados é que explica o avanço de aberrações legislativas como “o” (e não “a”, por favor, a palavra projeto é um substantivo masculino) PL 1904-24 de autoria de um pastor da assembleia de deus fluminense, filiado ao PL (partido liberal), que hoje é deputado. Não vou escrever o nome do verme oportunista.

O movimento LGBTI conhece a figura há anos. O problema é que esse tipo de fascistinha, em muito pouco tempo, passou da condição de minoria barulhenta e exótica a maioria social-parlamentar. A escória perdeu o pudor. Os bichos escrotos saíram do esgoto e vieram infestar nosso lar, nosso jantar e nosso nobre paladar. Rastejaram para fora de seus guetos fundamentalistas e agora mandam no país.

Enquanto a revolução não vem, enquanto não tivermos meios para julgá-los e puni-los – seja à maneira do guia genial dos povos, ou então pelos métodos compassivos do grande timoneiro – o que nos resta é muita luta política, ideológica e acionar a justiça burguesa, com base na legislação vigente.

Viva as mulheres! Viva a luta feminista. Nossos corpos nos pertencem.

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/o-fundo-desse-poco

Origens do Poderoso Culto da Serpente

Na mitologia, a serpente simboliza fertilidade e procriação, sabedoria, morte e ressurreição (devido à troca de pele, que não é semelhante ao renascimento), e nas primeiras escolas de misticismo, o símbolo de 'A Palavra' era o serpente. A 'luz' que apareceu foi definida metaforicamente como uma serpente chamada 'Kundalini', enrolada na base da espinha para permanecer adormecida em uma pessoa não desperta. A divindade ou o despertar da divindade e das habilidades latentes veio com os rituais e ensinamentos trazidos pelo povo serpente.

Para compreendê-los, devemos olhar para as “ serpentes” originais. Na China, foi um par masculino e feminino com cabeças humanas e corpos de serpentes chamados Fu Xi e Nu Wa que criou os humanos. Na Suméria, foram Annunaki Nin-Khursag e seu marido Enki que receberam a tarefa de criar trabalhadores. Enki é conhecido por nós como a serpente do Gênesis – aquele que nos deu a capacidade de pensar e raciocinar e por isso foi amaldiçoado por seu irmão Enlil por isso. Para os hindus, foi a serpente cósmica Ananta quem nos criou. Portanto, se, no início da criação do homem, temos um par de seres semelhantes a serpentes que nos criaram, então aqueles do culto da serpente devem ter sido seus descendentes diretos, seja por sangue ou por espírito.

A próxima serpente foi Ningizzidda, filho de Enki, conhecido pelos sumérios, egípcios e tibetanos. De acordo com Zecharia Sitchin, ele morava em Magan, ou o que é conhecido por nós como Egito, levando os teóricos a acreditar que ele foi Thoth quem formou uma escola de mistério propagando ideias de autoaperfeiçoamento e iluminação, promovendo os feitos e a filosofia de seu pai. Se Enki e Ningizzidda governassem Magan como se afirma, então aquela escola teria sido um farol atraindo todos os que desejassem adquirir conhecimento, apoiados pelo poder e poder de Magan. Existe alguma outra prova para essa teoria? Foi afirmado no Concílio de Nicéia que “os poderes dos deuses vieram do Egito”. Havia uma Grande Irmandade Branca (nomeada por suas vestimentas), uma importante escola de mistérios em Karnak. Um ramo dele tornou-se o Terapeutato Egípcio, que na Judéia era conhecido como os Essênios . Jesus, sendo um Essênio, muito provavelmente foi iniciado no Egito nesta escola de mistérios, subindo de nível até se tornar um 'Mestre'.

Eventualmente, os Annunaki perderam o controlo da Terra e da sua população, que estava em rápida expansão, com a humanidade espalhada por todo o mundo formando as suas próprias colónias e estruturas sociais. Aqueles que seguiram a ideologia da serpente teriam se preocupado em manter a relevância enquanto enfrentavam mudanças constantes, novas religiões e ameaças potenciais à sua própria terra, que era rica. Para se protegerem e para encorajar as pessoas a seguirem o seu sistema de crenças, eles enviaram emissários (os 'Iluminados') e encontramos histórias destes Iluminados por todo o mundo. Para simples caçadores e pescadores eles pareciam deuses. Eles não vieram para conquistar as terras, mas sim para ajudar as pessoas, ensinando-as a cultivar, a curar seus enfermos e feridos e a ler as estrelas.

Numerosas culturas antigas em todo o mundo adoravam a serpente, seres como Quetzalcoatl , Cihuacohuatziti e Cihuacohuatl no México e no Peru, o rei Naga da Índia e seus filhos Nagin, Po Nagar no Vietnã, que foi sua primeira imperatriz, e as divindades serpentes que eram belas mulheres associadas a árvores e lagos. A Deusa Cobra do Egito, Wadjet, era protetora da terra, dos reis e das mulheres durante o parto. Em Minoa, a Deusa Cobra era chamada de A-sa-sa-ra-me e estava relacionada com o hitita Ishassara, o Khmer Apsara e o cananeu Asherah. A Irlanda pré-cristã, a Escócia e a Inglaterra também adoravam a serpente.

Contudo, uma figura de proa visitante não foi suficiente para consolidar a posição do culto da serpente, especialmente quando confrontado com novas religiões e reinos que adquiriam poder político e militar. Para esse fim, foram arranjados casamentos politicamente vantajosos com as famílias governantes emergentes. Um príncipe ou princesa serpente casando-se com alguém da família traria comércio, riqueza, conhecimento sobre como formar uma sociedade coerente e os segredos conhecidos apenas pelo culto, que seriam então transmitidos aos filhos resultantes. Foi este poço de conhecimento que deu à nova família governante a vantagem sobre o seu povo e permitiu-lhes reivindicar a “Divindade” – ou superioridade sobre todas as outras. No entanto, a maioria destes casamentos não terminou feliz. 

O rei Dwuttabaung da Birmânia tinha uma princesa Naga como esposa. A capital da Birmânia, Pagan, tinha conselheiros e atendentes Naga. Em alguns relatos, após um desentendimento com sua esposa, ele teria sido morto pelos Nagas.

No Laos, conta-se a história do príncipe Naga Phangkhi, que se apaixonou por uma princesa Khmer, Aikham. Desejando vê-la, mas permanecendo incógnito, ele se transformou em um esquilo, mas infelizmente foi capturado e comido. Seu pai, o Rei Naga, travou uma guerra contra o reino em retaliação, capturando a princesa. O Rei Phadaeng, que também estava apaixonado por ela, foi resgatá-la, mas não teve sucesso, tornando-se o Rei Fantasma e continuando o cerco à capital do Rei Naga.

No Camboja, foi Soma, filha do rei Naga, que foi capturada pelo sacerdote brâmane Kaundinya, que então se casou com ele. Seu pai sugou a água de um terreno pantanoso, criando o país de Kampuchea para o casal.

Em Java, existe uma história que tem alguma semelhança com a Pequena Sereia. É a história de Nyai Lara Kidul, que era casada com o rei humano. Ela era tão linda que suas outras esposas contrataram uma bruxa para torná-la feia. Em desespero, ela pulou no oceano, onde a deusa teve pena dela, transformando-a em meio humana, meio cobra e ungindo-a como Rainha do Oceano. 

Na Índia, os seres serpentes eram conhecidos como Nagin – os filhos do Rei Naga. Várias famílias reais reivindicam linhagem por meio de casamentos mistos em Nagin, incluindo Manipur, Yadavas e Pallavas.

Na Grécia, o exemplo mais famoso é Alexandre, o Grande, cuja mãe era uma participante entusiasta dos ritos órficos , muitas vezes dançando com serpentes enroladas em torno dela. No afresco intitulado 'Zeus seduz Olímpia ', de Giulio Romano; Zeus tem cabeça e torso de humano, mas cauda de serpente. 

Na França, temos a história de Melusina — metade humana/metade peixe (ou serpente), traída por seu marido, que quebrou sua palavra de honrar seu pedido de não incomodá-la enquanto ela tomava seu banho ritual.

Por que, quando os seres serpentes eram conhecidos por sua beleza e traziam tantas vantagens, os casamentos muitas vezes terminavam tão mal? Talvez a princesa serpente tenha sentido falta de casa. Ela também se viu dependente da boa vontade do marido para garantir que seria bem-vinda na sociedade e muitas vezes enfrentou censura, suspeita de suas influências estrangeiras e ciúme total. Incapaz de formar amizades, ela foi condenada ao ostracismo e, caso o afeto de seu marido vacilasse, aqueles que buscavam sua queda atacariam. Em muitos casos, a princesa simplesmente voltou para casa, deixando os filhos para trás. Em outros, ela ou o marido morreriam. No entanto, ela é lembrada através de seus filhos, que nasceram com maior força e inteligência do que aqueles ao seu redor, permitindo à família afirmar a sua reivindicação de que lhes foi concedido o direito divino de governar pelos deuses, sendo os filhos superiores a prova do poder dos deuses.

Fonte: https://www.ancient-origins.net/myths-legends/tracing-origins-serpent-cult-002393
Traduzido com Google Tradutor.

terça-feira, 18 de junho de 2024

Islamofobia na USP

A Rede Universitária de solidariedade ao povo palestino lançou nota de repúdio à palestra promovida pelo Centro de Estudos Judaicos da Universidade de São Paulo (USP) chamada “TERROR FUNDAMENTALISTA ISLÂMICO: ameaça letal à DEMOCRACIA”, por compreender que tal evento incentivaria a islamofobia.

Desde seu nome, a atividade acadêmica realizada na última segunda-feira (11), fomentaria “uma identificação automática e indevida entre a religião islâmica, o fundamentalismo, e o terror”, segundo a Rede, como se esses elementos resumissem a “essência do Islã”, além de trazer o conceito de “democracia” de forma “abstrata, sem definir localidade, país ou contexto social”.

Tal discurso poderia gerar “medo infundado ao islamismo e aos muçulmanos que vivem integrados e de forma pacífica no Brasil”, religião presente no país desde o sequestro e escravização dos malês, grupo de origem nagô e que falavam árabe. Os malês, inclusive, foram protagonistas de uma das grandes revoltas abolicionistas do final do século XIX em Salvador.

“A disseminação de estereótipos anti-islâmicos gera desconfiança e temor, contribuindo para isolar os muçulmanos brasileiros da comunidade brasileira em geral, gerar ódios, culpabilizações infundadas, e expor suas vidas a perigo”, afirma a nota.

Os efeitos da intolerância e racismo religioso contra muçulmanos no Brasil é um tema pouco abordado, ainda que sejam o segundo grupo mais atacado, superados apenas pelos povos do axé (umbanda, candomblé, ifá, culto à jurema, entre outros). As mulheres, principalmente as revertidas, são o principal alvo de discriminação, sofrendo desde agressões verbais e físicas até sendo negadas oportunidades de trabalho.

Sob a coordenação da professora da USP, Francirosy Campos Barbosa, o Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos (Gracias) realizou o primeiro Relatório de Islamofobia no Brasil em 2022. O trabalho possibilitou a organização de dados para dar resposta aos desafios cotidianos enfrentados pela comunidade.

Nesse sentido, organizações como a (Associação Nacional de Juristas Islâmicos) ANAJI oferece serviços jurídicos para amparar em casos de islamofobia, como a luta das mulheres que usam vestimentas religiosas como o hijab, de não serem impedidas de emitir a CNH. Outro caso recente abordado pela ANAJI foi o ataque islamofóbico na Mesquita Abu Baker Assadik, em São Bernardo do Campo (SP), em que um homem invadiu o Jummah Salat (reza de sexta-feira, a mais importante da semana), para desferir insultos e ameaças.

Além do viés islamofóbico, o evento contou com a participação de Zeev Benny Begin, ex-parlamentar sionista “favorável a que o Estado racista de Israel mantenha o controle sobre a Palestina ocupada e à mentira do “direito de defesa” do ocupante e colonizador”, de acordo com nota lançada pelo Comitê de Estudantes em Solidariedade ao Povo Palestino (ESPP-USP). Zeev é filho do ex-Primeiro Ministro israelense Menachen Begin, responsável pela milícia Irgun, que realizou expulsões em massa e limpeza étnica contra o povo palestino.

Fonte, citado parcialmente:  https://jornalggn.com.br/cidadania/academicos-repudiam-evento-islamofobico-na-usp/

Nota: como se o terrorismo estatal cometido por Israel não fosse uma ameaça. Como se não tivesse terrorismo cristão. Como se o fundamentalismo cristão não fosse uma ameaça mais tangível na realidade brasileira.