quarta-feira, 17 de abril de 2024

O cálice e a adaga

Recapitulando.

Patheos foi adquirido por um grupo associado ao NRA, ao conservadorismo e ao fundamentalismo cristão.
Muitos colunistas pagãos e ateus saíram do Patheos. Os ateus criaram o OnlySky, que também fechou as portas. Eu não vi algo parecido entre os pagãos. Alguns permanecem no Patheos, o Pagan Square deixou de ser interessante e restou o Wild Hunt.

Erick Dupree, depois de sair do Patheos, foi vender seu monoteísmo diânico no Wild Hunt.
Ele começa errado no título do artigo.

“Tudo começou no amor.”

Amor é um sentimento e uma palavra. Nós falamos muito, mas praticamos pouco.

Continuando.

“Em seu livro inovador The Spiral Dance , Starhawk conta a história da Deusa Estelar, que, sozinha, incrível e completa dentro de si, viu seu reflexo no vasto abismo e se apaixonou por si mesma. Foi a partir desse amor que ela criou toda a existência. Do amor nasceu a humanidade e do seu amor tudo começou.”

Amar o seu reflexo é narcisismo, não é amor.
Contradição evidente. Sendo essa Deusa pré existente, então não começou com o amor.
Eu, como diletante do amor e aluno de pensadores melhores do que eu, posso dizer que não existe amor sem que exista o oposto, mas não antagônico.
A teologia diânica não se sustenta. Que reflexo o abismo pode produzir? Não é o abismo parte dessa mesma Deusa solitária? Não é o reflexo uma imagem, uma parte, dela mesma? Amar a si mesmo é egoísmo. Sem a existência do outro, do diferente, do oposto, nada pode ser criado ou gerado.

Continuando.

“Remove-se um “Deus” onipresente e uma práxis de pecado, redenção e perdão, e os substitui pela permissão para encontrar significado em um amor generativo, sem gênero e abrangente.”

Não existe diferença entre um Deus e uma Deusa onipresente. Onde tem algo absoluto, reina a tirania, a ditadura. Fica evidente que o conceito de Deus de Erick é o mesmo do cristão, o mesmo das religiões abraâmicas. Pior, ele cometeu o mesmo erro de confundir sexo com gênero.

Eu devo lembrar que o Deus Cristão não é o nosso Deus. Nós não podemos nem iremos fechar essas feridas transformando a Deusa em uma inversão travestida do Deus Cristão.

A Deusa é o Ventre e o Túmulo, Ela é o Campo para ser arado. O Deus é a Lança e o Arado, ele é o Semeador. Sem o Hiero Gamos, não existiria o universo, a vida e a humanidade.

Esta é uma falha das chamadas “religiões da Deusa”, sobretudo de suas vertentes mais feministas ao ponto de serem misândricas. A Deusa é incapaz de dar, receber, inspirar amor se negamos a Ela sua sexualidade, sua sensualidade, sua feminilidade. Ao omitir, negar e diminuir a importância do Deus, ao tornar a Deusa uma Santa Ameba, nós estamos negando a sacralidade do desejo, do prazer, do corpo, do sexo e do amor. Ao negar que a Deusa precisa de um Consorte nós tornamos o sagrado feminino mais uma triste imitação do ascetismo cristão. Como pode haver amor?

Se a Deusa é antiga e amplamente presente em diversas culturas, o Deus também o é. Na antiguidade, havia sociedades matriarcais, patriarcais, sedentárias, nômades, caçadoras-coletoras, agrário-pecuaristas. Culturas diferentes, crenças diferentes, Deuses diferentes. Assim como a Deusa-Mãe, a Deusa-Serpente, a Deusa Terra, é uma constante, o Deus Pai, o Deus Touro, o Deus Céu é igualmente constante, portanto são contemporâneos.

A união do Deus com a Deusa era tão importante que sobreviveu ao aculturamento cristão até os dias de hoje, custa entender porque exatamente no Paganismo Moderno, queiram fazer o mesmo que as religiões abraâmicas fizeram, divorciando o Deus da Deusa. Nós sofremos com as consequências desse divórcio.

Sem a Deusa, o Deus se torna violento, ciumento, vingativo.

Sem o Deus, a Deusa se torna frígida, histérica, rancorosa.

Sem o Deus, quem irá arar a terra? Sem o Deus, quem irá semear a semente? Sem o Deus, quem irá ceifar o trigo? Sem o Deus, quem irá nos conduzir para dentro do ventre da terra? Sem o Deus, quem irá colocar o cetro no trono? Sem o Deus, a Deusa não pode ser coroada e o trono fica vazio.

terça-feira, 16 de abril de 2024

Filósofas da antiguidade

Autora: Margarita Rodrigues.

Primeiro, vêm a beleza, a atração física e o desejo sexual. E, se tudo for além das aparências, talvez você se encontre subindo a Escada de Diotima.

Sabemos sobre ela graças a Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.). Em uma obra de Platão (428/427 a.C. - 348/347 a.C.), ele recorda as lições que aprendeu daquela mulher "muito sábia".

Em um vídeo de animação da BBC, o filósofo britânico Nigel Warburton explica o que é a fascinante escada.

Segundo Sócrates, Diotima dizia que "o desejo pelo corpo" de uma pessoa que consideramos bonita é "apenas o primeiro degrau de uma escada" que nos leva a valorizar "a forma da beleza".

Ele é um meio para o "fim superior" de apreciar a ideia abstrata da beleza, segundo Warburton.

Diotima acreditava que "para aprender sobre a beleza, é preciso reconhecer, em primeiro lugar, a beleza física do amante desejado". E, se você for racional, irá também admirar a beleza física de outras pessoas.

Subimos então ao degrau seguinte, para "observar a beleza que fica além das aparências, a beleza da sabedoria e do conhecimento, a beleza de mentes belas, mesmo aquelas que residem em corpos que não são particularmente bonitos".

O último degrau é conseguir "reconhecer a forma da própria beleza, a noção abstrata, pura, geral da beleza". Nela, também estão presentes as "qualidades morais da bondade".

Desta forma, Diotima acreditava que, se você ficar encantado com o físico de uma pessoa, você estará subindo o primeiro degrau de uma escada que pode levar você "a apreciar, de forma mais intelectual, a beleza universal".

Diotima é uma dentre quatro figuras femininas de destaque na filosofia grega que merecem ser apresentadas.

Diotima e o amor

Mariana Gardella é doutora em filosofia e professora da Universidade de Buenos Aires, na Argentina. Ela é a autora do livro Las Griegas: Poetas, Oradoras y Filósofas ("As gregas: poetas, oradoras e filósofas", em tradução livre).

"É verdade que existem poucas evidências sobre as filósofas gregas, mas isso não costuma ser impeditivo quando estudamos certos filósofos gregos sobre os quais também não temos muitas informações", explicou ela à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Para ela, "sempre se lança um manto de dúvida sobre as filósofas que, às vezes, acaba sendo um pouco excessivo – e os estudiosos observam os testemunhos com profundo ceticismo".

Seu livro abordou o tema do ponto de vista contrário: acreditar um pouco mais nos poucos testemunhos e fontes existentes. Mas ela adverte que Diotima é uma figura complicada: "existem muitas dúvidas se ela realmente existiu".

A obra de Platão na qual Sócrates apresentou os ensinamentos de Diotima é O Banquete. O texto em que ela aparece como personagem é dedicado ao eros, ao amor.

"E, na vez de Sócrates falar sobre o amor, ele diz que irá mencionar o discurso que ouviu de Diotima, que é especialista em assuntos eróticos", prossegue a professora.

"Sócrates também afirma que ela é sacerdotisa da cidade de Mantineia e, além de conhecer os assuntos do desejo e ter sido sua professora, ela ofereceu sacrifícios aos deuses para retardar a chegada de uma peste."

De fato, na obra de Platão, Sócrates afirma: "Tudo o que sei sobre o amor, devo a ela."

Em um trecho do diálogo entre ambos, Diotima faz uma pergunta sobre o amor e Sócrates responde que, se ele soubesse a resposta, "não admiraria sua sabedoria, nem procuraria você para aprender essas verdades".

Mas voltemos às dúvidas. Martini Fisher é historiadora e escritora australiana, autora do artigo Diotima and the Philosophy of Love ("Diotima e a filosofia do amor", em tradução livre).

No artigo, ela defende que os eruditos da Alta Idade Média e da Antiguidade nunca questionaram a existência de Diotima, que teria vivido no século 5 a.C.

"Os primeiros textos sobre Diotima também demonstram que ela era respeitada por suas habilidades e sua posição na sociedade", explica Fisher. "Por exemplo, a comédia O Eunuco, de Luciano, escrita no século 2 d.C., começa mencionando Diotima, Targélia e Aspásia, como prova de que houve mulheres filósofas."

Em um livro emblemático sobre o tema, Historia Mulierium Philosopharum ("A história das mulheres filósofas", em tradução livre), de 1690, Giles Ménage também não coloca em dúvida a existência de Diotima.

Mas pesquisadores posteriores, como o filósofo americano Allan Bloom (1930-1992), acreditam que Diotima não tenha existido. Chegou-se a cogitar a possibilidade de que ela fosse o reflexo de outras mulheres da época.

A filósofa Zoi Aliozi, mencionada pelo escritor britânico Will Buckingham, afirma que, seja ela "fictícia ou não, sua vez teve poderosa influência nos argumentos de Sócrates e, portanto, na história da filosofia como a conhecemos".

Por outro lado, o Museu do Brooklyn, nos Estados Unidos, destaca, em um breve texto sobre Diotima, que "em O Banquete, praticamente se atribui a ela a invenção do método socrático de perguntas e respostas".

"Contrariando os argumentos de que Diotima seria uma criação literária que serviu de porta-voz a Platão, acadêmicas feministas observaram, nas suas palavras, uma visão 'feminina' de uma ética do cuidado que a diferencia dos seus contemporâneos masculinos", conclui o texto do museu.

Mas, para Gardella, o importante é "dar a ela o devido valor".

"Não se sabe ao certo se as coisas foram assim, mas este não pode ser um impedimento para que se faça um esforço de contar uma nova versão da história da filosofia, diferente da canônica, incluindo as vozes dessas mulheres, reais e de historicidade duvidosa, que nos permitem entender como elas eram observadas e representadas."

Temistocleia, professora de Pitágoras
No século 6 a.C., surgiu uma figura que temos certeza de que existiu.

O importante historiador grego Diógenes Laércio (180-240) nos conta sobre Temistocleia, embora o filósofo Porfírio (c. 234 - 304/309), no livro A Vida de Pitágoras, refira-se a ela como Aristocleia.

Seja qual for o seu nome, o fato é que os dois escritores destacam que ela foi professora de Pitágoras (571/570 a.C. - 500/490 a.C.) e ensinou a ele as doutrinas éticas.

Acredita-se que ela tenha sido sacerdotisa, ligada ao culto do deus Apolo.

"A biografia de Pitágoras é enriquecida pela presença de muitas filósofas", explica Gardella. "Temistocleia é sua professora, Teano é sua esposa ou discípula e ele tem três filhas filósofas: Myia, Damo e Arignote."

De fato, Pitágoras foi o primeiro filósofo a aceitar mulheres discípulas. Ele chegou a ser chamado de feminista.

Há quem acredite que a influência de Temistocleia sobre Pitágoras tenha sido um dos motivos que levaram o matemático a permitir professoras na sua escola.

"As mulheres não são incorporadas aos grupos pitagóricos como esposas, mas como filósofas", segundo Gardella. "Elas aprendem as doutrinas de Pitágoras e as ensinam, elas transmitem esse conhecimento. Este é o caso típico de Temistocleia."

Hipárquia, a cínica
A jovem Hipárquia (c. 350 a.C. - c. 280 a.C.) pertencia a uma família aristocrática. Ela tinha muitos pretendentes ricos, nobres e belos, mas recusou a todos.

Ela havia se apaixonado perdidamente por um homem mais velho, o filósofo Crates de Tebas (c.365 a.C. - c.285 a.C.). E disse aos seus pais que, se não a deixassem se casar com ele, ela colocaria fim à própria vida.

"Seus pais pedem a Crates que a convença a não se casar com ele", conta a pesquisadora.

Ele tentou atender ao pedido de diversas formas, até que, um dia, "ele tira a roupa em frente a ela e diz: 'este é o noivo e estes são meus bens. Se você quiser viver comigo, precisa viver como eu vivo.'"

Era o século 4 a.C. e Crates era cínico, discípulo de Diógenes de Sinope (412 a.C. - 323 a.C.), também conhecido como Diógenes, o Cínico – ou "o Cão". E Hipárquia renunciou a todas as suas riquezas e comodidades para se casar com ele.

"O matrimônio é mencionado nas fontes e é chamado de 'casamento de cães'", prossegue Gardella. "O cão é um símbolo muito importante para o cinismo porque os cínicos se propunham a viver como cães."

"Cínico", em grego, significa "canino", que se comporta como um cão.

"A ideia era viver com simplicidade, com o mínimo possível, de forma independente, libertar-se do material, voltar para a natureza, sem ter vergonha", explica a professora. "Um dos principais objetivos dos cínicos era questionar as normas e valores socioculturais que nos tornam escravos."

Essa independência não se referia apenas ao material, mas aos desejos, como o desejo da honra, de ocupar cargos políticos e de ter prestígio.

Diferentemente de muitas mulheres da sua época, Hipárquia não ficou dentro de casa. Ela se dedicou a viver como cínica.

"As mulheres na Grécia costumavam se vestir com uma túnica e um manto, o que deixava entrever muito pouco do corpo", segundo Gardella.

"Mas Hipárquia usava o mesmo que todos os cínicos, apenas um manto duplo, sem túnica. Ela ficava seminua, como Crates, o que era muito escandaloso."

Em uma ocasião, Hipárquia entrou em um banquete, um espaço tradicionalmente destinado à socialização dos homens. Embora houvesse mulheres no local, elas se dedicavam à dança e à música.

Nessa reunião, Hipárquia teve uma discussão com o filósofo cirenaico Teodoro, o Ateu (340 a.C. - 250 a.C.). Ela apresentou a ele um sofisma, como conta o historiador Diógenes Laércio:

"O que não puder ser considerado 'prática de injustiça', quando feito por Teodoro, também não seria chamado de 'prática de injustiça', se o fizesse Hipárquia. Quando Teodoro bate em si próprio, não comete uma injustiça; então, Hipárquia também não cometerá injustiça se bater em Teodoro."

O filósofo não respondeu. Ele preferiu levantar o manto e revelar seu corpo nu, o que não a perturbou.

"Esta é 'a que deixou a lançadeira junto ao tear'?", perguntou Teodoro, em referência ao papel tradicional de tecer, exercido por muitas mulheres.

"Sou eu, Teodoro", respondeu Hipárquia. "Você acha que tomei uma decisão errada ao usar para minha educação o tempo que iria perder no tear?"

Gardella defende que este testemunho é importante porque "é a primeira reivindicação pela educação das mulheres na boca de Hipárquia: não vou perder meu tempo tecendo, não fiz mal em abandonar o tear, vou me dedicar à minha educação."

Hipárquia escreveu várias obras, mas só chegaram até nós os títulos, como Hipóteses Filosóficas e Perguntas para Teodoro.

Ela viveu no período helenístico, quando as mulheres tinham mais acesso à educação. Por isso, não estranha que ela soubesse escrever, segundo a professora.

"Diógenes elogia a grande cultura filosófica e a elegância de raciocínio de Hipárquia, comparando-a a Platão", destacam Giulio de Martino e Marina Bruzzese, no livro Las Filósofas: Las Mujeres Protagonistas en la Historia del Pensamiento ("As filósofas: as mulheres protagonistas na história do pensamento", em tradução livre).

Aretê e o hedonismo

Também no século 4 a.C., encontramos uma filósofa chamada Aretê, filha de Aristipo de Cirene (435 a.C. - 356 a.C.), discípulo direto de Sócrates e fundador da escola cirenaica.

"Trata-se de uma escola hedonista que defende que o propósito da ação não é alcançar a felicidade, como propunham muitos filósofos gregos, mas conseguir o prazer", explica Mariana Gardella.

"Existem testemunhos de que Aretê assumiu a escola fundada pelo pai, escreveu uma grande quantidade de obras e foi professora de muitos discípulos."

"Aretê desempenha um papel muito importante na transmissão das doutrinas cirenaicas de geração em geração", destaca a professora, "mas não temos nenhum testemunho que transcreva palavras que ela tenha dito, nem trechos dos seus tratados."

Os cirenaicos acreditavam que nossas ações precisam levar a conseguir o prazer e evitar a dor.

"Mas não se trata de satisfazer qualquer tipo de prazer, nem de ir atrás de qualquer prazer, mas, sim, poder fazê-lo com certa medida, para que essa busca não nos destrua", segundo Gardella.

"Aretê tinha legitimidade entre os cirenaicos e era reconhecida por todos, não só por ser filha e discípula de Aristipo, mas por ser líder da escola e professora de outros cirenaicos."

"E um dado curioso é que não existem testemunhos de outras mulheres cirenaicas. Aretê é a única filósofa cirenaica de que temos conhecimento."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72042n9g15o.amp

segunda-feira, 15 de abril de 2024

A orgia do padre

Um padre polonês, identificado como Tomasz Z, foi condenado a 18 meses de prisão por crimes sexuais e envolvimento com drogas. Ele foi acusado após um incidente durante uma orgia, na qual um garoto de programa desmaiou devido ao uso excessivo de pílulas para disfunção erétil.

A orgia ocorreu entre os dias 30 e 31 de agosto de 2023 em um prédio pertencente à paróquia da Santíssima Virgem Maria dos Anjos, em Dabrowa Gornicza. Após o desmaio do profissional do sexo, os frequentadores impediram a entrada dos paramédicos, exigindo a intervenção da polícia para prestar socorro.

Durante o julgamento, Tomasz Z contestou o número de padres presentes na reunião e afirmou que “vale a pena ler qual é a definição de orgia”. Ele foi condenado por crimes sexuais, fornecimento de drogas e por não prestar assistência ao garoto de programa desmaiado.

O caso gerou um grande escândalo envolvendo as dioceses de Sosnowiec e Dabrowa Gornicza. Embora não estivesse entre os acusados, o bispo Grzegorz Kaszak, que administrava a unidade de Sosnowiec, renunciou ao cargo. Kaszak abriu uma investigação que concluiu pela demissão de Tomasz Z de todas as funções clerigais.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/padre-polones-organiza-orgia-e-e-condenado-a-18-meses-de-prisao/

Nota: o padre não foi preso por causa da orgia. Mas por ter dado uma dose excessiva de medicamentos e por ter impedido o socorro do profissional do sexo. Quem me dera que todas as igrejas fossem assim 🤭😏.

Os corpos endossexo

Autor: Amiel Modesto Vieira.

Desde meados dos anos 2010 o movimento intersexo tem atuado em terras brasileiras. Um dos vários desafios que temos enfrentado para nos fazermos reconhecidos, e conhecidos, é retirar a ideia da sociedade brasileira de que somos hermafroditas.

Essa ideia remonta aos tempos gregos e à sua mitologia que fazia parte da sociedade daquela época. De forma bem resumida, uma ninfa apaixonada por hermafrodito fundiu seu corpo com o dele, e daí a ideia que carregamos até os dias de hoje, de que o intersexo é um corpo com dois sexos dentro dele.

A intersexualidade, mais do que isso na realidade, contempla vários estados de uma condição biológica que até onde se tem conhecimento são mais de 40. Isso quer dizer que resumir estes estados a um corpo com dois sexos seria reduzir demais suas manifestações.

Assim, pode-se dizer que retirar do senso comum esse resumo e mito é uma tarefa hercúlea. Ao mesmo tempo, pessoas no movimento acham que deveríamos facilitar a comunicação com o público e falar menos “biologiquês”, ou “mediquês”. Confesso que esse é um dos mais importantes dos nossos desafios.

Ao mesmo tempo, por nossa condição estar ligada aos hormônios e às características sexuais do corpo humano, creio que desatrelar nossa biologia do mitológico é urgente. Ainda mais se lembrarmos que, por causa disso, no passado já despertamos a curiosidade e o desejo sexual pelo exótico. Porém, precisamos reiterar que não somos itens de exibição, mas sim parte da evolução humana, e não uma aberração ou anomalia.

A sociedade em que vivemos deseja regular tudo, ela normatiza nossa vida e nossa sexualidade. O rosa e o azul são parte da regulação que parece acontecer só por fora. Utilizamos o prefixo “endo” para ressaltar que esta regulação se apresenta até nas taxas hormonais ou nos nossos cromossomos.

Para melhor entendimento, é preciso saber que na endonormatividade (Nowakoski; Sumerau; Lampe, 2020) há um número padrão para as taxas hormonais estarem no lugar, e que os nossos cromossomos só podem ser xx ou xy. Assim, outras formas de se comportarem, tais como xyy, xxy ou x0 estariam fora desse padrão. Desta maneira, essa regulação se importaria não somente com o externo do nosso corpo, mas também com o que está dentro.

Essas padronizações estão ligadas às características sexuais do corpo humano. Nos corpos endossexo (Carpenter et al, 2022) , ou seja, não-intersexo, estas características são observadas pelos médicos, como por exemplo os genitais, que devem estar no tamanho correto, e se suas taxas hormonais e cromossomos nos exames aparecerem como o esperado. E no que diz respeito à sexualidade, espera-se que no futuro cumpram a heterossexualidade, que estejam preparados para casar e se reproduzir.

A endonorma, ao ver corpos que apresentam diferentes estados intersexo, trata logo de utilizar o “apagador cirurgiador”. Este corpo alterado para ser tal qual o endossexo nunca deixará de ser intersexo, pois apesar de se mudar a forma original, os corpos que tentaram mudá-lo nunca o verão como endossexo, mas sim como o corpo intersexo que chegou.

Apesar de buscar fazer com que o leitor entenda o mundo do qual falo, que a seu ver pode parecer estranho e longe da imaginação, ele está todos os dias ao seu lado: no metrô, no ônibus, no trem, no elevador, no vizinho do apartamento, ou ainda na casa do outro lado. Talvez passemos desapercebidos ou até despertemos uma certa estranheza a seus olhos, e por mais que a endonorma queira nos eliminar, somos muitos, e MUITO resistentes.

Fonte: https://revistaforum.com.br/opiniao/2024/3/27/por-que-falamos-endonormatividade-por-amiel-modesto-vieira-156391.html

domingo, 14 de abril de 2024

Under my skin

Com sua costumeira burrice, Caturo, aquele português pagão esquisito, publicou uma imagem que diz muito sobre a confusão mental dele.


Eu não tenho certeza se foi proposital, ou se o Caturo é tão obstinado assim.
No expositor vê-se o estereótipo do que Caturo acredita ser o padrão do europeu.
Nota-se que as figuras são (ou parecem ser) Barbie e Ken, bonecos artificiais, feitos de plástico.
Isso está bem longe da realidade, como a história, a antropologia, a arqueologia e a sociologia relatam.
Observando o expositor, uma mãe e duas crianças, supostamente muçulmanas. Outro estereótipo (racista, preconceituoso) que só faz sentido na mente doente do Caturo.

Então ele publicou outra imagem que é um corolário do estereótipo concebido pelo Caturo.


Todas as mulheres retratadas aqui tem uma cútis rosada. Não há uma única morena. Isso é absurdamente errado, principalmente quando falamos do sul da Europa.
Muitos nativos da Espanha, Portugal e Itália estão fora desse delírio ideológico romântico do Caturo sobre os "verdadeiros europeus".
Pensando nisso, eu fui atrás de outra imagem postada pelo Caturo.


O próprio Caturo admite que existem portugueses mais morenos. Mas por inúmeras postagens, esses portugueses seriam menos lusitanos.
Mas ele diz que não é uma questão de pele.
A quem quer enganar? 😏🤭



sábado, 13 de abril de 2024

Alerta ao Brasil

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) preocupações acerca do crescimento de grupos neonazistas no Brasil ao longo dos últimos anos. Um relatório preliminar, entregue no último sábado (6), reuniu dados presentes em diferentes levantamentos. O documento classifica o cenário atual como "alarmante".

A pesquisa da antropóloga Adriana Dias, falecida no ano passado é apontada como uma das referências. Ela constatou que as células de grupos neonazistas cresceram 270,6% no Brasil no período entre janeiro de 2019 e maio de 2021, se espalhando por todas as regiões do país. Esse fenômeno teria sido impulsionado pela disseminação dos discursos de ódio e de narrativas extremistas. Sem punição, eles se propagam com mais facilidade. Segundo a pesquisa, no início de 2022, haviam mais de 530 núcleos extremistas no país. Seus participantes compartilham o ódio contra feministas, judeus, negros e população LGBTQIAP+.

Outro levantamento citado é o da agência Fiquem Sabendo. O documento aponta que de janeiro de 2019 a novembro de 2020 foram abertos 159 inquéritos pela Polícia Federal por apologia ao nazismo. Esse número, referente a um período inferior a dois anos, supera o total de 143 investigações abertas ao longo de 15 anos, entre 2003 e 2018.

O documento do CNDH destaca ainda que, no ano de 2021, foram recebidas e processadas 14.476 denúncias anônimas pela Central Nacional de Crimes Cibernéticos, canal mantido pela organização não governamental SaferNet com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Também há menção ao levantamento do Observatório Judaico sobre eventos antissemitas e correlatos ocorridos no país entre 2019 e 2022.

Além dos dados, foram citados alguns casos concretos em que foram apreendidos artefatos ligados ao nazismo como fardas, armas e bandeiras, além de artigos e peças decorativas com imagens e símbolos como rosto de Hitler e a suástica. O CNDH também chama atenção para o crescimento dos ataques em escolas, lembrando que em diferentes ocorrências o agressor fazia uso de simbologia neonazista. É citado, por exemplo, o episódio ocorrido em dezembro de 2022, quando um estudante de 16 anos matou quatro pessoas em escolas em Aracruz (ES). Ele vestia farda militar acompanhada de uma braçadeira com um símbolo nazista.

Criado pela Lei Federal 12.986/2014, o CNDH deve promover e defender os direitos humanos no país através de ações preventivas, protetivas e reparadoras. Embora seja vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, atua com autonomia.

Dos 22 conselheiros, 11 são representantes da sociedade civil, eleitos em encontro nacional convocado por edital público. Os outros 11 são representantes do poder público, que são indicados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pelo Ministério das Relações Exteriores, pela Polícia Federal, pelo MPF, pelo Conselho Nacional de Justiça, pela Defensoria Pública da União, pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, dentre outros.

A expectativa do CNDH é de que o relatório contribua para as discussões do 55ª Reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que deverá ocorrer em Genebra, na Suíça, entre o final de junho e o início de julho. Na ocasião, uma nova edição do relatório sobre os esforços mundiais para o combate à glorificação do nazismo e do neonazismo será apresentado pela indiana Ashwini K.P., relatora especial sobre as formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias conexas.

O documento traz informações específicas de diferentes países. Na edição apresentada durante a 53ª Reunião Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU ocorrida no ano passado, o Brasil é citado pelo seu quadro preocupante envolvendo o aumento da violência contra as mulheres, a discriminação contra afrodescendentes e as ameaças à população indígena.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU é composto por 47 Estados-membros, eleitos na Assembleia Geral das Nações Unidas para mandatos de três anos. Anualmente, são realizadas três reuniões, nos quais são discutidos diversos temas. Embora suas resoluções não sejam de cumprimento obrigatório, elas contribuem para pressionar os países por medidas.

O CNDH informa que vem mantendo diálogo institucional com a relatora especial Ashwini K.P. e trabalha produzir um relatório final. Com o intuito de avançar nos dados sobre o crescimento do neonazismo no país, a partir desta quarta-feira (10), uma comitiva de conselheiros estará em Santa Catarina. Eles estarão acompanhados ainda de parlamentares, de lideranças da sociedade civil e de integrantes da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que é vinculada ao Ministério do Direitos Humanos e da Cidadania.

Durante a passagem por Santa Catarina, a comitiva do CNDH irá visitar as cidades de Florianópolis e Blumenau. O estado do sul do país é um dos que mais gera preocupações. Somente no município de Blumenau, foram mapeadas 63 células neonazistas na pesquisa de Adriana Dias.

A agenda da comitiva da CNDH inclui reuniões com autoridade públicas municipais e estaduais, com representantes institucionais e com especialistas que pesquisam o tema. Uma das questões a ser discutida será a aplicação de um Questionário de Evidências, para identificar elementos envolvendo a propagação da ideologia nazista.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-04/conselho-leva-onu-alerta-sobre-avanco-do-neonazismo-no-brasil

Nota: completa-se, ano que vem, 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Tanto no Brasil, quanto nós EUA e Europa, o nazismo e o fascismo tem reaparecido. Muitos grupos se aproveitam do rancor do cidadão médio comum, aponta algum "bode expiatório" e capitaliza isso, de forma política, social ou financeiramente.

Jesus pede medida protetiva

Autor: Ricardo Neggo Tom.

Um pedido de socorro chega dos céus e nós, que estamos acostumados a invocar por uma intervenção divina em nossas vidas, agora nos deparamos com um clamor reverso e angustiado. Jesus, o salvador da humanidade, entrou com uma medida protetiva contra a parte do segmento evangélico que está destruindo a sua vida e a boa imagem que ele construiu entre os seres humanos. Cansado de se ver associado a gente da pior espécie, que usa o seu nome para justificar suas más ações e legitimar um projeto de poder que é muito mais diabólico do que santo, o filho do homem - e também da mulher, porque não existe filho sem mãe – decidiu abrir o coração para o povo brasileiro e revelar as agruras que vem sofrendo há anos, desde que lobos em pele de cordeiro começaram a se apresentar como seus ungidos e seguidores.

Considerando que nem na cruz ele sentiu tanta dor, Jesus conta que só ele e ele sabem o que tem se passado durante todo esse tempo. Constituindo a si mesmo como advogado, ele ingressou com o pedido de proteção contra Silas Malafaia e Michelle Bolsonaro que, segundo ele, lideram a perseguição contra ele e têm feito a cabeça de milhares de pessoas para assediá-lo. Quanto ao assédio moral, Cristo alega que a conduta dos acusados caracteriza comportamento abusivo, frequente e intencional, que se dá por meio de gestos agressivos, línguas estranhas, jejuns e orações contrárias às suas recomendações, que ferem a sua integridade física, espiritual e psíquica, pondo em risco a sua função de salvador da humanidade e o ambiente social ao qual ele teria a missão de controlar.

Jesus Cristo explica que há anos vem recebendo instruções confusas e imprecisas quanto ao trabalho que precisa desempenhar, o que pode induzi-lo a cometer erros e injustiças. Como exemplo, ele cita o pedido de Michelle Bolsonaro para que ele destrua a esquerda que, segundo palavras do próprio Jesus, apesar das falhas, é o lado que mais tem se preocupado com os mais pobres, aqueles que ele sempre soube que faz parte da sua função proteger e amparar. “Essa mulher é uma cobra! Eu não aguento mais ela querendo me dar ordens como se fosse minha chefe”, desabafa o Messias. Ele também alega que está cansado de receber pedidos de trabalhos supostamente urgentes e sem necessidade por parte de pessoas que ele nem sabe quem são, o que lhe acarreta uma sobrecarga de tarefas no dia a dia. “Querem que eu resolva tudo o que eles fazem de errado. Eu já estou cansado disso. Há muito tempo eu já havia pedido socorro através do meu querido sambista Almir Guineto, e ele compôs a música “Saco cheio”. Era uma mensagem divina, mas eles não entenderam. ”, revela o filho de Maria.

Críticas e brincadeiras de mal gosto feitas em público também foram citadas por Jesus em seu pedido à justiça. Sobre essas acusações, ele lembra das ocasiões em que o pastor Marco Feliciano pediu a senha do cartão de crédito a um fiel, e de quando Malafaia conclamou um jejum em seu nome contra a Covid em plena pandemia, e as mortes aumentaram. “Eu me senti ultrajado, humilhado, reduzido a um bolsonarista sem cérebro. Como puderam me ridicularizar dessa forma diante do mundo? Muitos deixaram de acreditar em mim por causa disso. Tem gente que não quer nem ouvir falar no meu nome, achando que era eu mesmo quem queria pegar o dinheiro daquele pobre homem ou quem deixou de socorrer milhares de pessoas que morreram na pandemia. Isso não pode ficar impune. ” Ele também cita a história contada por Damares Alves, de que ele teria subido num pé de goiabeira para espiá-la. “Essa senhora é uma víbora! Vive me pedindo coisas absurdas e me colocando em situação vexatória. Outro dia ela queria que os evangélicos governassem o Brasil, e pediu para que eu me passasse por presidente da república e levasse a culpa pelas besteiras que eles iriam fazer ”

A respeito das torturas sofridas, Jesus diz que é pressionado dia e noite por vozes que ficam clamando o seu nome e lhe pedindo para fazer o mal contra pessoas inocentes. Ele conta que, certo dia, se deparou com uma multidão ajoelhado em volta de um pneu rezando o pai-nosso e pedindo intervenção militar em seu nome, o que lhe despertou uma enorme vontade de enviar um raio sobre aquela gente como castigo, mas pensou que perderia a razão se o fizesse e preferiu apelar para a lei em busca de justiça. Sobre as alegações de sequestro e cárcere privado, ele explica que durante séculos foi mantido nessa condição pela Igreja Católica, enquanto pessoas eram jogadas vivas na fogueira da Santa Inquisição, sob a égide da sua vontade para elas. Ele se defende e diz que jamais teria ordenado tamanha crueldade e perversão humana. “Isso é coisa de bandido! Eu nunca apoiei isso. ”, diz ele indignado.

Ele se indigna ainda mais quando fala dos traficantes evangélicos e dos milicianos cristãos que dizem ser seus seguidores, e que estão ocupando territórios em comunidades periféricas em seu nome. “Não sei porque essa gente me persegue tanto assim. Eu só fiz o bem para a humanidade. Agora, até criminosos dizem que eu sou cúmplice deles. Será que essa gente quer me ver morto novamente? ”, emociona-se o filho adotivo de José. Segundo Jesus, parte da igreja evangélica, a qual ele chama de “raça de víboras”, é que hoje o mantém sob sequestro e cárcere privado, tentando impedir que ele se comunique com todos e prove ao mundo que Deus não tem dono e nem escolhidos especiais. “Eles expulsam pessoas de outras religiões em meu nome, condenam os diferentes ao inferno, inventam que eu abomino pessoas que não me seguem, pedem dinheiro em meu nome. Eu nunca faria isso. Eu também pretendo processá-los por injúria, calúnia e difamação, e pedir uma indenização bilionária como ressarcimento da minha imagem. ”, desabafa mais uma vez o amigo de Maria Madalena. Acrescentando que o dinheiro da indenização seria revertido para ajudar aos necessitados. “Isso seria o maior castigo para eles que odeiam os mais pobres. ”, vibrou.

Jesus também está movendo diversos processos contra pessoas que fazem insinuações levianas quanto a sua origem e descendência. “Ficam falando que eu sou “filho de Davi”, sendo que ele matou um soldado para despojar da sua mulher. Outros falam que o meu pai é o “deus de Israel”, sendo que eu sou persona non grata naquele lugar. Tem evangélico que diz que a minha mãe era uma mulher qualquer e que apenas foi usada por meu pai para me dar à luz. E a minha reputação, como fica? Outros fingem que gostam de mim e ficam me chamando de “rei dos reis” para me bajular. Mas eu conheço o coração dessa gente. Eles podem enganar a vocês, a mim não. ” Cristo espera que a justiça acate logo o seu pedido de proteção contra as pessoas que só se aproximam dele para pedir favores absurdos e perturbar a sua paz. Ele também nega que tenha criado igrejas e que seja o líder do cristianismo no mundo. “Eu nunca fundei cristianismo nenhum. Isso foi uma mentira que Constantino inventou a meu respeito. Olha quanta gente o cristianismo já excluiu, invalidou, torturou e matou ao longo da história. Acha que eu tenho alguma coisa a ver com isso? Eu nunca mandei matar ninguém! ”, rebate o príncipe da paz.

Por fim, Cristo faz mais um desabafo emocionado, exige respeito com a sua história de vida e reitera que quer distância dos detratores do seu nome. “Parem de mentir a meu respeito! Eu nunca fui branco, nem loiro de olhos azuis. Eu nunca fui rei. Eu nunca estive ao lado dos poderosos. Eu nunca dei poder e nem autoridade a ninguém. Eu não matei Joana D’arc. Eu não conheço a Michelle. Eu não sou o deus do Malafaia. Eu não sou o dono da Universal! Eu não botei o Mendonça no STF. Eu nunca estive com a Flordeliz. Eu nunca andei com o Robinho. Eu não sou 100% Neymar. Eu não torço para time nenhum. Eu não votei no Bolsonaro. Eu não apoio intervenção militar. Eu não sou o senhor dos Exércitos. Eu não gosto de armas. Eu não sou golpista. Eu não sou capitalista. Eu não quero governar o Brasil. Eu não marcho com hipócritas. Eu não ouço música gospel brasileira. Eu não gosto de sertanejo universitário. Eu não sou um pneu. Eu não sou um E.T. Eu não recebo o dinheiro do seu dízimo. E eu não vou voltar! Parem de mentir sobre mim! Isso é pecado! ”, finalizou o palestino.

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/jesus-cristo-pede-medida-protetiva-contra-michelle-bolsonaro-silas-malafaia-e-outros-falsos-cristaos