domingo, 20 de setembro de 2026

O microondas do voto

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pilili-urna-eletronica-completa-30-anos-2026/

Aproveita. Porque, do jeito que a coisa anda, não teremos mais eleição.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


30 anos de “pilili”. Aproveita, porque talvez seja a última vez. 😏

O famoso pilili da urna eletrônica está completando 30 anos.

Trinta anos dizendo ao eleitor:

“Pronto. Você votou.”

Que som bonito.

Quase uma trilha sonora da democracia brasileira.

Só que, olhando para o estado das coisas, dá vontade de perguntar:

“Pronto. Você votou… e agora?”

Porque existe uma possibilidade bastante brasileira de chegarmos ao futuro assim:

— Bom dia. Vim votar.

— Votar?

— Sim.

— Ah, meu senhor… isso era antigamente.

— Mas eu tenho título!

— Temos que atualizar o cadastro.

— Para quê?

— Para saber em qual democracia o senhor pretende votar.

😐

A urna completa 30 anos justamente quando uma parte do país parece empenhada em transformar eleição em atividade suspeita, resultado em teoria conspiratória e democracia em serviço opcional.

A urna diz PILILI.

O sujeito responde:

— Não acredito nesse pilili.

A urna:

— Mas eu nem falei nada.

— PILILI COMUNISTA!

É uma situação curiosa.

Durante décadas, a urna eletrônica foi justamente uma das grandes modernizações do processo eleitoral brasileiro. O TSE destaca os mecanismos de segurança, os testes públicos e as diferentes etapas de auditoria do sistema.

Mas aparentemente chegamos ao ponto em que discutir tecnologia eleitoral virou menos uma questão de informática e mais uma questão de fé.

E aí fica complicado.

Porque contra argumento técnico você apresenta outro argumento técnico.

Contra teste de segurança, apresenta outro teste.

Contra auditoria, apresenta documentação.

Agora, contra:

“EU SEI QUE ROUBARAM PORQUE EU SEI!”

fica difícil competir.

É praticamente uma religião.

Só que existe uma diferença importante:

democracia não depende de acreditar cegamente na urna.

Depende de instituições, fiscalização, transparência, regras, auditoria e participação pública.

E, principalmente, de uma coisa extremamente inconveniente:

aceitar que o voto do outro vale tanto quanto o seu.

Talvez seja justamente isso que esteja ficando velho.

Não a urna.

A ideia de que só existe democracia quando o resultado agrada a gente.

Então parabéns ao Pilili pelos 30 anos.

Que ele continue fazendo seu trabalho.

Que continue dizendo:

PILILI.

Você votou.

Seu voto foi registrado.

Agora cabe à democracia continuar existindo para que alguém possa ouvir esse som de novo na próxima eleição.

Porque, dependendo do rumo que certas paixões políticas resolverem tomar, daqui a alguns anos talvez a gente precise visitar um museu para escutar o lendário:

“Pilili.”

Ao lado de uma máquina de fax, um telefone público e um dinossauro.

E a plaquinha:

“Democracia brasileira — 1985–2026.”

😏

Criado com ChatGPT.

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