https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pilili-urna-eletronica-completa-30-anos-2026/
Aproveita. Porque, do jeito que a coisa anda, não teremos mais eleição.
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
30 anos de “pilili”. Aproveita, porque talvez seja a última vez. 😏
O famoso pilili da urna eletrônica está completando 30 anos.
Trinta anos dizendo ao eleitor:
“Pronto. Você votou.”
Que som bonito.
Quase uma trilha sonora da democracia brasileira.
Só que, olhando para o estado das coisas, dá vontade de perguntar:
“Pronto. Você votou… e agora?”
Porque existe uma possibilidade bastante brasileira de chegarmos ao futuro assim:
— Bom dia. Vim votar.
— Votar?
— Sim.
— Ah, meu senhor… isso era antigamente.
— Mas eu tenho título!
— Temos que atualizar o cadastro.
— Para quê?
— Para saber em qual democracia o senhor pretende votar.
😐
A urna completa 30 anos justamente quando uma parte do país parece empenhada em transformar eleição em atividade suspeita, resultado em teoria conspiratória e democracia em serviço opcional.
A urna diz PILILI.
O sujeito responde:
— Não acredito nesse pilili.
A urna:
— Mas eu nem falei nada.
— PILILI COMUNISTA!
É uma situação curiosa.
Durante décadas, a urna eletrônica foi justamente uma das grandes modernizações do processo eleitoral brasileiro. O TSE destaca os mecanismos de segurança, os testes públicos e as diferentes etapas de auditoria do sistema.
Mas aparentemente chegamos ao ponto em que discutir tecnologia eleitoral virou menos uma questão de informática e mais uma questão de fé.
E aí fica complicado.
Porque contra argumento técnico você apresenta outro argumento técnico.
Contra teste de segurança, apresenta outro teste.
Contra auditoria, apresenta documentação.
Agora, contra:
“EU SEI QUE ROUBARAM PORQUE EU SEI!”
fica difícil competir.
É praticamente uma religião.
Só que existe uma diferença importante:
democracia não depende de acreditar cegamente na urna.
Depende de instituições, fiscalização, transparência, regras, auditoria e participação pública.
E, principalmente, de uma coisa extremamente inconveniente:
aceitar que o voto do outro vale tanto quanto o seu.
Talvez seja justamente isso que esteja ficando velho.
Não a urna.
A ideia de que só existe democracia quando o resultado agrada a gente.
Então parabéns ao Pilili pelos 30 anos.
Que ele continue fazendo seu trabalho.
Que continue dizendo:
PILILI.
Você votou.
Seu voto foi registrado.
Agora cabe à democracia continuar existindo para que alguém possa ouvir esse som de novo na próxima eleição.
Porque, dependendo do rumo que certas paixões políticas resolverem tomar, daqui a alguns anos talvez a gente precise visitar um museu para escutar o lendário:
“Pilili.”
Ao lado de uma máquina de fax, um telefone público e um dinossauro.
E a plaquinha:
“Democracia brasileira — 1985–2026.”
😏
Criado com ChatGPT.
Nenhum comentário:
Postar um comentário