quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Quinhentos, 286 - 290


A cidade seguinte era uma jaula de concreto, vidro e aço. Ali, as pessoas tinham amor por suas empresas.


Assim são os amantes do progresso: seu fetiche é a tecnologia e a corporação é a mãe. Perde-se o sabor do contato, multiplica-se os efeitos da violência.


O horror de um futuro cibernético, onde morrerá toda a essência humana e reinará o impulso elétrico, me encheu de desgosto.


Pelo reflexo, eu lhes mostrei as chagas que se estão causando, bem como o amargo fim desta obra.


Pela compaixão, eu lhes indico que a maior empresa é a convivência, que há de ser mais mãe do que este ambiente artificial.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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