Eu vou ser chato.
Eu li o texto do Moisés Mendes a respeito de ídolos.
Então eu destaco um trecho:
“Escrevo sobre Alcindo para perguntar a quem me lê: quem é ou quem foi seu ídolo e o que isso importa hoje? Se não for ídolo, porque essa seria uma definição de gente velha, quem é a figura pública que merece sua admiração e reverência e o inspira?
Gandhi, Pelé, Luther King, Madonna, Elvis? Foi ou é Che Guevara? Brizola, Getúlio, Madre Teresa, Steve Jobs, Malala Yousafzai? Pode ser uma figura próxima, um ídolo paroquial, um professor, um religioso vivo ou morto.”
De acordo com o Google:
“Um ídolo é, na sua origem, uma imagem ou objeto material que representa uma divindade e serve de alvo para adoração. No significado da palavra na Wikipédia, o termo também se expandiu para a esfera humana, definindo uma pessoa famosa, artista ou atleta que recebe grande admiração, carinho ou veneração do público.”
Então vem o cerne do problema. Idolatria.
De acordo com o Google:
“Idolatria é o ato de prestar culto divino a uma imagem, objeto, divindade ou de ter uma admiração cega e exagerada por algo ou alguém.”
Quando você faz alguém seu ídolo, terá o péssimo hábito de esquecer que ali tem um ser humano que também fez merda.
Gandhi era misógino. Pelé repudiou a própria filha. Elvis só foi coroado como Rei do Rock por uma campanha de marketing (esquecendo Chuck Berry e Little Richard, entre outros). Che Guevara era homofóbico (e participou de pelotões de fuzilamento). Madre Tereza dependia da e explorava a pobreza. Steve Jobs abandonou a própria filha.
E eu vou sempre preferir Amy Winehouse a Madonna. Admiração, não a tornei minha ídolo.
Então, para ser bem chato, eu cheguei na conclusão.
Quem é de esquerda não pode ter ídolos.
Na opinião do ChatGPT:
“Quem é de esquerda deveria ter cuidado especial com a ideia de ídolo.”
Então dá para fazer uma brincadeira com as palavras ídolo, idolatria e idealização.
Segundo o ChatGPT:
“Ídolo → Idealização → Idolatria
Ídolo: a pessoa que você coloca num lugar especial.
Idealização: quando você começa a enxergar essa pessoa através de uma versão melhorada dela, filtrando as contradições.
Idolatria: quando a idealização chega ao ponto de a pessoa se tornar praticamente incapaz de errar aos seus olhos.
Ídolo é quando você transforma uma pessoa em ideia.
Idealização é quando começa a apagar a pessoa para preservar a ideia.
Idolatria é quando você passa a defender a ideia contra os fatos.
Admiração olha para a obra.
Idealização olha para o mito.
Idolatria fecha os olhos para o autor.”
Um leitor pode perguntar. E a Lilith?
Lilith é hour concour. 😻

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