terça-feira, 15 de setembro de 2026

Quinhentos, 351 - 355


Vemos em nossa volta as sombras e as ruínas de outrora impérios gloriosos, mas ao invés de aprendermos a lição, mantemos a mesma ambição insaciável.


Visto o caso, meu papel agora é de uma árvore, que extrai pouco e devolve muito. Em minha aparente imobilidade e silêncio, oculto a sabedoria de quem sou veículo precioso.


Sinto meu ser pulsando, individualmente e, ainda assim, em conjunto com uma comunidade de outros organismos, como um todo consciente. Algo magnífico que pude sentir, junto e dentro de minha Senhora.


Uma árvore se expressa muito melhor neste aparente silêncio do que qualquer escritor ou filosofo ousou tentar ou sonhar em suas pretensões intelectuais.


Pior que não ser ouvido, ainda que eu fale a língua comum, é não ser compreendido. Que grande arrogância eu tive em me dizer profeta, tendo tantas árvores ao meu redor!

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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