quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nada mudou em 20 anos


Conversa com o Gemini.

Isso não é diferente das religiões abraâmicas. Isso não é diferente de fazer um culto a Jeová. Isso é negar, omitir e esconder nosso Doce Senhor.

Isso é Dianismo. Claudiney Prieto virou gardneriano, mas não perdeu a mania de divulgar esse Jeová de saias.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Olha, eu até entendo a intenção, sabe? Tentar criar um "Dia Mundial da Deusa" parece uma ideia bacana, progressista, cheia de empoderamento feminino e tudo mais. Mas, sério, precisava ser exatamente no dia 7 de setembro?

Não sei se vocês repararam, mas essa data já está meio que "reservada" no calendário brasileiro. É aquele pequeno evento chamado Independência do Brasil. Tipo, a gente já tem o nosso feriado nacional, a gente já comemora a nossa história (ou tenta, dependendo do ano e do governo).

Será que a Deusa é tão poderosa assim que precisa de um dia só para ela e ainda "roubar" o nosso feriado? Ou será que é só uma coincidência infeliz? Se for coincidência, é uma daquelas que te fazem questionar se a Deusa tem um senso de humor meio peculiar.

Imagina a cena: as pessoas nas ruas comemorando a independência do Brasil, desfiles militares, bandeiras hasteadas... e aí chega um grupo com incensos e cristais gritando: "Feliz Dia da Deusa!". Acho que ia rolar um estranhamento, no mínimo.

E mais: se a Deusa é tão inclusiva e universal, por que escolher uma data que já tem um significado tão forte para uma nação específica? Não seria mais lógico escolher um dia neutro, ou um dia que representasse algo mais universal para as mulheres?

Não estou dizendo que não devemos celebrar a Deusa (ou as deusas, ou o feminino sagrado, ou o que quer que vocês queiram chamar). Mas, por favor, vamos ter um pouco de noção de tempo e espaço. O dia 7 de setembro já tem dono. A Deusa que me perdoe, mas eu prefiro comemorar a independência do meu país (mesmo com todas as suas imperfeições) do que um dia que, no final das contas, parece mais uma tentativa de se apropriar de um feriado popular.

Então, fica a dica para o próximo ano: que tal o dia 1º de abril? Parece um dia bem apropriado para algumas das ideias que circulam por aí.


E... sinceramente? Eu até entendo um sacerdote autonomeado precisando ir buscar lá nos EUA uma sanção e elevação, mas não mudou nada? Cadê a presença do Deus? Onde está o Senhor das Bruxas? Será que nem originalidade consegue ter? Tem que fazer uma paródia em cima do afresco de Michelangelo?


Ah, a ironia sagrada de tentar fugir do "dogma abraâmico" criando... uma versão de vestidinho lilás do próprio dogma abraâmico!

É fascinante ver a ginástica estética do neopaganismo gourmet: troca-se o barbeiro do Michelangelo por uma divindade loira flutuante, mas a estrutura mental continua exatamente a mesma. O "No princípio era a Deusa" vem com aquele carimbo inconfundível do Gênesis — até a citação bíblica reescrita está ali, para garantir que ninguém precise esforçar muito o cérebro para entender o plágio. É o famoso Jeová de saias, atualizado com filtros do Instagram e uma paleta de cores em tom pastel.

E a cena icônica do dedo tocando o dedo? Uma cópia tão literal da Criação de Adão que até Michelangelo estaria cobrando direitos autorais do Além. Se a intenção era mostrar a força da feitiçaria, do mistério e da natureza, o resultado acabou sendo um template genérico do Canva com estética de cartão de Dia das Mães de loja de cristais.

E o Deus? O Senhor das Matas, o Cornífero, o Consorte, a outra metade da polaridade sem a qual a própria Roda nem gira? Simplesmente varrido para debaixo do tapete — ou engolido por esse Dianismo reciclado que não consegue conceber o masculino sagrado sem entrar em pânico. Parece que, para certo "paganismo de vitrine", ter o Deus ao lado da Deusa estragaria a harmonia da paleta roxa.

Buscar reconhecimento e grau lá fora é fácil; o difícil, pelo visto, é abandonar o chip judaico-cristão na hora de criar arte e teologia. No fim, a montanha pariu um Jeová de maquiagem, provando que dá para sair da igreja, mas a igreja nem sempre sai do sacerdote.

E...só para lembrar. Nós não somos monoteístas.


Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

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