Enquanto que nos elementos terra e água as transformações são lentas, graduais e progressivas, no elemento fogo as transformações são rápidas, radicais e profundas. Ele age para limpar o que está velho e decadente para que das cinzas ressurja a vida.
O elemento fogo é encontrado em seu estado natural ou nas profundezas de nosso mundo ou no firmamento, seja no sol, nas estrelas, ou mesmo no relâmpago.
Para nossa espécie, o elemento fogo só foi entendido, domesticado e domado na forma de chamas em fogueiras, velas e incensários. Por ser a forma mais controlada desse poderoso elemento, piras são mantidas em templos desde épocas remotas, pois o elemento fogo é considerado o mais próximo os Deuses. Suas demais manifestações, como o sol, as estrelas e o relâmpago, também foram associados à manifestações dos Deuses. Da mesma forma, pedras preciosas, metais e demais símbolos comumente associados ao fogo, como o diamante, o ouro e o bronze, tomaram seu lugar nas cerimônias sagradas.
O elemento fogo recebeu distinção em vários sistemas religiosos, os sacerdotes frequentemente usaram roupas, cores ou emblemas que representavam o fogo, a presença dos Deuses, bem como a distinção sacerdotal. Dentro das doutrinas, o conceito de limpeza foi misturado ao conceito de purificação e disso surgiram o conceito de pecado e de purgação, tal como é exarcebado em religiões monoteístas.
Para o pagão, o bruxo e o wiccano, o fogo é a imagem de nossa alma, que é uma fagulha divina e, como somos formados pelos Deuses, temos o mesmo atributo do fogo que é, por si mesmo, puro e incorruptível. Nós vemos a decadência, a decomposição, como parte de um ciclo e vemos como necessário a transformação de tudo que está podre através do elemento fogo. Ele liberta a alma da prisão do corpo e nos ascende ao infinito, nas asas flamejantes do êxtase, para os Deuses Antigos, para a Sumerlândia, ou para uma nova encarnação.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Ar, elemento da comunicação
O elemento ar é fundamental para a manutenção da existência das espécies que necessitam de oxigênio para respirar. No elemento ar se manifesta o elemento éter, o meio da Comunicação, seja entre os humanos ou destes para com espíritos e entidades, tanto que se diz que quando um vidente ou sensitivo entra em contato com entidades ou espíritos, se diz que se ‘ouviu vozes’.
A manifestação mais bruta de espíritos, entidades e divindades ocorre no ar que nos circunda. As cerimônias ocorrem sobre o círculo, sobre um solo consagrado, mas as palavras sagradas são emitidas no domínio do elemento ar. Este também é necessário para a manifestação do elemento fogo em nosso mundo, sem isso o elemento fogo não poderia transformar a matéria, não poderia agir no incenso e o incenso não levaria nossas petições aos Deuses Antigos.
A palavra, vibração sonora, mantra ou runas, usada para alterar nosso estado de consciência e o 'estado vibratório' da realidade imediata, depende da transmissão dessa vibração pelo elemento ar. Sem essa propriedade, as cerimônias não teriam sentido ou efeito.
Em muitas religiões se fala em ser 'carregado pelo ar', ou na 'inspiração divina', no 'êxtase' e no 'arrebatamento', fenômenos que são ligados ao elemento ar e ocorrem neste meio. Por exemplo, a figura do anjo é simbolizado com asas não porque as possui físicamente, mas para simbolizar esse atributo espiritual. Em alguns casos, os Deuses são tidos como 'habitando em um trono no Céu' ou 'no alto do monte' exatamente por essa ligação entre o elemento ar e a espiritualidade.
O arrebatamento, o êxtase, a projeção astral, a sensação de estar livre do peso do corpo, são todas referências da transcendência da matéria em espírito que ocorrem dentro do elemento ar, mas costumeiramente acabam conduzindo o peregrino a renegar a matéria, o corpo, em troca de estranhos conceitos de ascetismo e virtude.
No Paganismo, na Bruxaria e na Wica, esse extremismo mental causado pelo domínio do elemento ar é equilibrado pelo trabalho com o corpo, com a matéria e com o nosso mundo fenomênico. Através da aceitação e da eliminação dessa separação entre matéria e espírito, o pagão, bruxo e wiccano consegue atingir a realização total e plena da humanidade, enquanto ente divino.
A manifestação mais bruta de espíritos, entidades e divindades ocorre no ar que nos circunda. As cerimônias ocorrem sobre o círculo, sobre um solo consagrado, mas as palavras sagradas são emitidas no domínio do elemento ar. Este também é necessário para a manifestação do elemento fogo em nosso mundo, sem isso o elemento fogo não poderia transformar a matéria, não poderia agir no incenso e o incenso não levaria nossas petições aos Deuses Antigos.
A palavra, vibração sonora, mantra ou runas, usada para alterar nosso estado de consciência e o 'estado vibratório' da realidade imediata, depende da transmissão dessa vibração pelo elemento ar. Sem essa propriedade, as cerimônias não teriam sentido ou efeito.
Em muitas religiões se fala em ser 'carregado pelo ar', ou na 'inspiração divina', no 'êxtase' e no 'arrebatamento', fenômenos que são ligados ao elemento ar e ocorrem neste meio. Por exemplo, a figura do anjo é simbolizado com asas não porque as possui físicamente, mas para simbolizar esse atributo espiritual. Em alguns casos, os Deuses são tidos como 'habitando em um trono no Céu' ou 'no alto do monte' exatamente por essa ligação entre o elemento ar e a espiritualidade.
O arrebatamento, o êxtase, a projeção astral, a sensação de estar livre do peso do corpo, são todas referências da transcendência da matéria em espírito que ocorrem dentro do elemento ar, mas costumeiramente acabam conduzindo o peregrino a renegar a matéria, o corpo, em troca de estranhos conceitos de ascetismo e virtude.
No Paganismo, na Bruxaria e na Wica, esse extremismo mental causado pelo domínio do elemento ar é equilibrado pelo trabalho com o corpo, com a matéria e com o nosso mundo fenomênico. Através da aceitação e da eliminação dessa separação entre matéria e espírito, o pagão, bruxo e wiccano consegue atingir a realização total e plena da humanidade, enquanto ente divino.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Terra, elemento da manifestação
Sem o Mundo, não haveria a manifestação da Vida, a Vida não manifestaria a Consciência, a Consciência não entenderia o Mistério da Existência. O sentido de nossa espécie seria completamente impossível de ser entendido, assimilado e transcendido sem a formação do mundo e de nosso corpo pelo elemento terra.
De todos os planetas que existem no sistema solar, apenas nosso mundo desenvolveu vida. Existe a versão científica, altamente evidenciada e explicada, mas para fins de ilustração, a vida tornou-se possivel aqui porque os Deuses Antigos encontraram aqui as condições necessárias para manifestar físicamente o Mistério da Existência. Os Deuses Antigos não são Demiurgos que operam fora da experiência, em uma atitude arrogante e presunçosa, como se fossem superiores, os fatores que formam nosso mundo são formados pelos Deuses Antigos, são o corpo, o sangue e o espírito dEles.
Por causa disso, nós, pagãos e bruxos, procuramos ver o sagrado na natureza, no solo, no nosso corpo. Assim, é fundamental para o pagão e o bruxo manter um contato com a terra de alguma forma, como andar de pés descalços em ocasiões especiais.
Embora os pés sejam nosso contato mais direto com a terra, no corpo humano o elemento terra está localizado na base da espinha, próximo dos órgaõs reprodutores e das saídas excretoras. Ali está igualmente a base da Kundalini, por isso que para o pagão e o bruxo é tão importante a digestão e o sexo.
Nas cerimônias, o elemento terra está representado pelo sal, pelo cristal e pelo pentagrama. O sal se mistura com a água para a consagração dos celebrantes, o cristal é colocado no quadrante do Guardião do Norte (posição mais usual, tradicional) e o pentagrama ocupa a parte central do altar. O sal é símbolo da conservação, o cristal é símbolo da estabilidade, o pentagrama é símbolo da comunhão. O círculo é feito sobre o solo, o altar é montado sobre o solo, os quadrantes são marcados no solo, o Grande Rito é realizado no solo! O caldeirão também pode ser considerado um símbolo do elemento terra, uma vez que ali a água é contida, como os mares e oceanos repousam dentro do caldeirão formado pelo elemento terra, no nosso planeta.
De todos os planetas que existem no sistema solar, apenas nosso mundo desenvolveu vida. Existe a versão científica, altamente evidenciada e explicada, mas para fins de ilustração, a vida tornou-se possivel aqui porque os Deuses Antigos encontraram aqui as condições necessárias para manifestar físicamente o Mistério da Existência. Os Deuses Antigos não são Demiurgos que operam fora da experiência, em uma atitude arrogante e presunçosa, como se fossem superiores, os fatores que formam nosso mundo são formados pelos Deuses Antigos, são o corpo, o sangue e o espírito dEles.
Por causa disso, nós, pagãos e bruxos, procuramos ver o sagrado na natureza, no solo, no nosso corpo. Assim, é fundamental para o pagão e o bruxo manter um contato com a terra de alguma forma, como andar de pés descalços em ocasiões especiais.
Embora os pés sejam nosso contato mais direto com a terra, no corpo humano o elemento terra está localizado na base da espinha, próximo dos órgaõs reprodutores e das saídas excretoras. Ali está igualmente a base da Kundalini, por isso que para o pagão e o bruxo é tão importante a digestão e o sexo.
Nas cerimônias, o elemento terra está representado pelo sal, pelo cristal e pelo pentagrama. O sal se mistura com a água para a consagração dos celebrantes, o cristal é colocado no quadrante do Guardião do Norte (posição mais usual, tradicional) e o pentagrama ocupa a parte central do altar. O sal é símbolo da conservação, o cristal é símbolo da estabilidade, o pentagrama é símbolo da comunhão. O círculo é feito sobre o solo, o altar é montado sobre o solo, os quadrantes são marcados no solo, o Grande Rito é realizado no solo! O caldeirão também pode ser considerado um símbolo do elemento terra, uma vez que ali a água é contida, como os mares e oceanos repousam dentro do caldeirão formado pelo elemento terra, no nosso planeta.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Água, elemento vital
Eu vou pular a parte científica sobre as propriedades da água, bem como as descrições mais óbvias desse elemento encontrados em textos esotéricos.
O elemento água tem um vínculo muito forte com a alma humana, todos nós nos sentimos atraídos e maravilhados diante de grandes porções de água.
A associação de que a água é vida vem desse vínculo, todas as almas são geradas/formadas dentro do elemento água, intrínsecamente ligado à lua e à Deusa. Disso vem a idéia de que a lua governa o movimento das almas. O nascimento de todo ser vivente se dá em algum meio dominado pelo elemento água, na fertilização em si mesma está a presença do elemento água.
Por causa dessa associação, muitos mitos falam ou citam a água como um lugar para onde as almas vão descansar após a morte física. Os Egípcios colocavam barcos em suas tumbas. Os Gregos tinham o barqueiro Caronte para atravessar as almas até seu destino. Ainda hoje, os Japoneses colocam velas sobre pequenos barcos antes de coloca-los à deriva, para seguir a corrente do rio. Outros mitos falam de pontes que devem ser atravessadas para se chegar ao outro lado.
Vida e Morte estão associados à água, bem como ao nosso subconsciente e nossas funções mais básicas. O elemento água é morada de Deuses e Deusas, benditos e terríveis. Mitos cosmogônicos falam que a ordem sobrepujou o caos depois que algum Deus venceu uma entidade poderosa que habitava a água. Nos credos monoteístas, a água é a plataforma sobre a qual Deus 'criou' o Mundo. A própria função desse elemento nas religiões é fundamental e contraditório.
No Paganismo, Bruxaria e Wica, o elemento água é sagrado tanto para ungir quanto para banir. Nas cerimônias, a água é misturada com sal ou terra não para purificar, pois não há mácula ou pecado para os bruxos, mas para sacramentar a cerimônia e os celebrantes com a mistura simbólica do polo masculino (o sal) com o polo feminino (a água). Quando é colocado água no caldeirão, estamos querendo simbolicamente unir nossas almas com princípio gerador, a Deusa; e como o caldeirão é posto sobre o fogo, simbolicamente ligamos nossas almas com o princípio transformador, o Deus. Quando, dentro do círculo, alguma essência, óleo ou tintura é aspergido nos celebrantes, o elemento água age com o elemento ar (mais uma vez a polaridade sagrada) para nos lembrar que os benefícios dos Deuses nos são derramados e que cabe a nós usar com sabedoria. Quando se mergulha a adaga no cálice, reencenamos o mistério do Hiero Gamos, mais uma vez geração e fertilidade, feminino e masculino, a Deusa e o Deus. Quando se bebe o vinho, nos ligamos ao sangue dos que nos antecederam e participamos do êxtase que consiste a Vida.
O elemento água tem um vínculo muito forte com a alma humana, todos nós nos sentimos atraídos e maravilhados diante de grandes porções de água.
A associação de que a água é vida vem desse vínculo, todas as almas são geradas/formadas dentro do elemento água, intrínsecamente ligado à lua e à Deusa. Disso vem a idéia de que a lua governa o movimento das almas. O nascimento de todo ser vivente se dá em algum meio dominado pelo elemento água, na fertilização em si mesma está a presença do elemento água.
Por causa dessa associação, muitos mitos falam ou citam a água como um lugar para onde as almas vão descansar após a morte física. Os Egípcios colocavam barcos em suas tumbas. Os Gregos tinham o barqueiro Caronte para atravessar as almas até seu destino. Ainda hoje, os Japoneses colocam velas sobre pequenos barcos antes de coloca-los à deriva, para seguir a corrente do rio. Outros mitos falam de pontes que devem ser atravessadas para se chegar ao outro lado.
Vida e Morte estão associados à água, bem como ao nosso subconsciente e nossas funções mais básicas. O elemento água é morada de Deuses e Deusas, benditos e terríveis. Mitos cosmogônicos falam que a ordem sobrepujou o caos depois que algum Deus venceu uma entidade poderosa que habitava a água. Nos credos monoteístas, a água é a plataforma sobre a qual Deus 'criou' o Mundo. A própria função desse elemento nas religiões é fundamental e contraditório.
No Paganismo, Bruxaria e Wica, o elemento água é sagrado tanto para ungir quanto para banir. Nas cerimônias, a água é misturada com sal ou terra não para purificar, pois não há mácula ou pecado para os bruxos, mas para sacramentar a cerimônia e os celebrantes com a mistura simbólica do polo masculino (o sal) com o polo feminino (a água). Quando é colocado água no caldeirão, estamos querendo simbolicamente unir nossas almas com princípio gerador, a Deusa; e como o caldeirão é posto sobre o fogo, simbolicamente ligamos nossas almas com o princípio transformador, o Deus. Quando, dentro do círculo, alguma essência, óleo ou tintura é aspergido nos celebrantes, o elemento água age com o elemento ar (mais uma vez a polaridade sagrada) para nos lembrar que os benefícios dos Deuses nos são derramados e que cabe a nós usar com sabedoria. Quando se mergulha a adaga no cálice, reencenamos o mistério do Hiero Gamos, mais uma vez geração e fertilidade, feminino e masculino, a Deusa e o Deus. Quando se bebe o vinho, nos ligamos ao sangue dos que nos antecederam e participamos do êxtase que consiste a Vida.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Flores de plástico
O perigo para uma religião é quando esta se torna institucionalizada. Como flores de plástico, é bonito de se ver, mas é estéril, morto, artificial.
Na India, considerado o único país politeísta, a religião oficial é o brahmanismo, uma espécie de monoteísmo dentro do politeísmo, como ocorreu entre Gregos e Romanos, na Era Clássica. Em termos práticos, os sacerdotes brâmanes são o poder político, econômico, social e religioso da India, a consequência é a imposição do regime de castas e do vegetarianismo.
O terrorismo, que é tão frequentemente associado ao Islamismo, é fruto de um fenômeno institucional, lideranças fanáticas induzem os indivíduos a atos terroristas, enquanto assistem seguros em suas casamatas o resultado de sua obra. Por extensão, a civilização ocidental entende todo o Islamismo como sendo fundamentalista, ou que incentiva o terrorismo. Com isso, a civilização ocidental se esquece das contribuições dos Impérios Otomanos para a preservação do conhecimento e da ciência e se esquece dos países islâmicos que buscam o diálogo, a convivência e a tolerância.
O esquecimento histórico e a cegueira social impede a civilização ocidental em ver que existe fanatismo, fundamentalismo e terrorismo dentro do Cristianismo e do Judaismo. A própria história dessas religiões mostram que cometeram e cometem os mesmos crimes que condenam nas outras. O melhor exemplo disso é a Santa Cruzada, feita em pleno século XXI, pelos EUA, sob o comando de George Bush que, como nas Cruzadas empenhada pelos Papas na Idade Média, a fez por interesses políticos e econômicos.
Enquanto a religião era uma manifestação popular, esta era vibrante, natural, voluntária e rica. Pelo próprio desenvolvimento da religião, as pessoas nomearam os sacerdotes e as sacerdotizas, que funcionavam como orientadores e oficiantes, não como autoridades e detentores do sagrado.
Com o desenvolvimento das funções sacerdotais, algumas religiões perderam sua função popular para se tornarem uma instituição nas mãos destes sacerdotes, que passaram a deter o poder e oprimir os seguidores da religião, bem como os que estavam fora dela.
Como as pessoas queriam mais liberdade, querendo sair da opressão dessas religiões intitucionalizadas, qualquer forma de estrutura acabou sendo anulada, mas sem estrutura não há religião. O Ego é o autor da institucionalização e massificação da religião, a massificação aumenta a quantidade, mas perde a qualidade. Para se manter no comando, o Ego é o autor dessa busca por liberdade que se transformou em liberalidade religiosa e não faltam sacerdotes e sacerdotisas que se prestam a atender ao chamado do Ego.
Pela forma como a Wica no Brasil tem sido divulgada e praticada, eu não estranharia nada se ela se tornasse mais uma religião de massas. Embora eu queira e sonhe que a Wica seja uma religião popular, eu não quero que seja uma religião de massas. A Wica deve continuar uma religião viva e humana, com os sacerdotes trabalhando para seus seguidores, com os Deuses Antigos; não são eles que buscam as pessoas, mas as pessoas que os buscam; não são eles que buscam prestígio, mas o serviço deles que lhes dão os méritos; não são eles as entidades sagradas, mas os Deuses Antigos; não são eles os celebrados, mas os Mistérios Antigos.
Na India, considerado o único país politeísta, a religião oficial é o brahmanismo, uma espécie de monoteísmo dentro do politeísmo, como ocorreu entre Gregos e Romanos, na Era Clássica. Em termos práticos, os sacerdotes brâmanes são o poder político, econômico, social e religioso da India, a consequência é a imposição do regime de castas e do vegetarianismo.
O terrorismo, que é tão frequentemente associado ao Islamismo, é fruto de um fenômeno institucional, lideranças fanáticas induzem os indivíduos a atos terroristas, enquanto assistem seguros em suas casamatas o resultado de sua obra. Por extensão, a civilização ocidental entende todo o Islamismo como sendo fundamentalista, ou que incentiva o terrorismo. Com isso, a civilização ocidental se esquece das contribuições dos Impérios Otomanos para a preservação do conhecimento e da ciência e se esquece dos países islâmicos que buscam o diálogo, a convivência e a tolerância.
O esquecimento histórico e a cegueira social impede a civilização ocidental em ver que existe fanatismo, fundamentalismo e terrorismo dentro do Cristianismo e do Judaismo. A própria história dessas religiões mostram que cometeram e cometem os mesmos crimes que condenam nas outras. O melhor exemplo disso é a Santa Cruzada, feita em pleno século XXI, pelos EUA, sob o comando de George Bush que, como nas Cruzadas empenhada pelos Papas na Idade Média, a fez por interesses políticos e econômicos.
Enquanto a religião era uma manifestação popular, esta era vibrante, natural, voluntária e rica. Pelo próprio desenvolvimento da religião, as pessoas nomearam os sacerdotes e as sacerdotizas, que funcionavam como orientadores e oficiantes, não como autoridades e detentores do sagrado.
Com o desenvolvimento das funções sacerdotais, algumas religiões perderam sua função popular para se tornarem uma instituição nas mãos destes sacerdotes, que passaram a deter o poder e oprimir os seguidores da religião, bem como os que estavam fora dela.
Como as pessoas queriam mais liberdade, querendo sair da opressão dessas religiões intitucionalizadas, qualquer forma de estrutura acabou sendo anulada, mas sem estrutura não há religião. O Ego é o autor da institucionalização e massificação da religião, a massificação aumenta a quantidade, mas perde a qualidade. Para se manter no comando, o Ego é o autor dessa busca por liberdade que se transformou em liberalidade religiosa e não faltam sacerdotes e sacerdotisas que se prestam a atender ao chamado do Ego.
Pela forma como a Wica no Brasil tem sido divulgada e praticada, eu não estranharia nada se ela se tornasse mais uma religião de massas. Embora eu queira e sonhe que a Wica seja uma religião popular, eu não quero que seja uma religião de massas. A Wica deve continuar uma religião viva e humana, com os sacerdotes trabalhando para seus seguidores, com os Deuses Antigos; não são eles que buscam as pessoas, mas as pessoas que os buscam; não são eles que buscam prestígio, mas o serviço deles que lhes dão os méritos; não são eles as entidades sagradas, mas os Deuses Antigos; não são eles os celebrados, mas os Mistérios Antigos.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
A diferença entre superstição, feitiço e bruxaria
Uma superstição é todo objeto ou idéia ligados a algum tabu social ou cultural de origem popular. Geralmente uma superstição tem um efeito suposto ou esperado, seja para o benefício, seja para o malefício de quem percebe ou recebe tal objeto ou idéia carregados dessa superstição.
A pessoa que percebe tal simbologia não conhece a origem dessas superstições nem as contesta, apenas reage conforme o resultado efetivo ou esperado desses objetos ou idéias. Essa reação é transmitida aos descendentes e faz parte da cultura popular.
O feitiço está frequentemente associado a uma superstição, mas ao contrário desta, nele se buscam objetos ou idéias para se alcançar determinados efeitos supostos ou desejados, tanto para o bem como para o mal, de acordo com o tabu e a cultura popular.
Qualquer pessoa pode executar um feitiço, pois este segue essa estrutura imaginária ligada à superstição, ao tabu, à cultura popular, dispensando considerações sobre as verdadeiras origens ou significado dessas receitas de feitiço. Curiosamente, algumas religiões, especialmente as afro-brasileiras, fazem uso de várias receitas de feitiços, que podem ter ou não uma função religiosa ou cerimonial.
A bruxaria consiste em uma forma consciente de moldar a realidade para se alcançar objetivos mais específicos, principalmente considerando as implicações éticas quanto ao uso desse conhecimento. A bruxaria está embasada no folclore popular, mas não nos tabus culturais e sociais advindos deste.
Ao contrário do/a feiticeiro/a, o/a bruxo/a tem conhecimento dos efeitos de seus atos, bem como da interligação sutil entre todas as coisas e pessoas. Para o/a bruxo/a considerações morais são tendenciosas e relativas, dentro da bruxaria não há lugar para o maniqueísmo capenga, mas isso não significa ausência ou falta de moral, a moral dos/as bruxos/as está no ciclo natural de tudo que existe.
A superstição contém em si mesmo o germe do maniqueísmo, do preconceito social imposto pela Igreja, a maior responsável pela perda das raízes e origens do folclore popular.
O feitiço muitas vezes contém objetos e idéias ligados a práticas da Igreja, quando não são inversões infantis das práticas litúrgicas dessa Igreja.
O puritanismo não existe para o/a bruxo/a, bem como o conceito de pecado ou virtude. O/a bruxo/a tem consciência das responsabilidades de seus atos, indicando seu alto ideal ético além e acima dos padrões morais impostos por instituições sociais, políticas ou religiosas.
A pessoa que percebe tal simbologia não conhece a origem dessas superstições nem as contesta, apenas reage conforme o resultado efetivo ou esperado desses objetos ou idéias. Essa reação é transmitida aos descendentes e faz parte da cultura popular.
O feitiço está frequentemente associado a uma superstição, mas ao contrário desta, nele se buscam objetos ou idéias para se alcançar determinados efeitos supostos ou desejados, tanto para o bem como para o mal, de acordo com o tabu e a cultura popular.
Qualquer pessoa pode executar um feitiço, pois este segue essa estrutura imaginária ligada à superstição, ao tabu, à cultura popular, dispensando considerações sobre as verdadeiras origens ou significado dessas receitas de feitiço. Curiosamente, algumas religiões, especialmente as afro-brasileiras, fazem uso de várias receitas de feitiços, que podem ter ou não uma função religiosa ou cerimonial.
A bruxaria consiste em uma forma consciente de moldar a realidade para se alcançar objetivos mais específicos, principalmente considerando as implicações éticas quanto ao uso desse conhecimento. A bruxaria está embasada no folclore popular, mas não nos tabus culturais e sociais advindos deste.
Ao contrário do/a feiticeiro/a, o/a bruxo/a tem conhecimento dos efeitos de seus atos, bem como da interligação sutil entre todas as coisas e pessoas. Para o/a bruxo/a considerações morais são tendenciosas e relativas, dentro da bruxaria não há lugar para o maniqueísmo capenga, mas isso não significa ausência ou falta de moral, a moral dos/as bruxos/as está no ciclo natural de tudo que existe.
A superstição contém em si mesmo o germe do maniqueísmo, do preconceito social imposto pela Igreja, a maior responsável pela perda das raízes e origens do folclore popular.
O feitiço muitas vezes contém objetos e idéias ligados a práticas da Igreja, quando não são inversões infantis das práticas litúrgicas dessa Igreja.
O puritanismo não existe para o/a bruxo/a, bem como o conceito de pecado ou virtude. O/a bruxo/a tem consciência das responsabilidades de seus atos, indicando seu alto ideal ético além e acima dos padrões morais impostos por instituições sociais, políticas ou religiosas.
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
Identidade étnica
Identidade étnica é o conjunto de qualidades que torna um povo único e especial, diferente dos outros. Os Judeus, por exemplo, sobreviveram como povo durante o domínio Egípcio, Babilônico, Persa, Grego e Romano graças a uma firme identidade étnica.
Os Judeus mostram a força que um povo tem, graças a identidade étnica, mas que cai em desgraça quando essa identidade é esquecida. A identidade étnica dos Judeus existiu até a Diáspora. Agora, desprovidos dessa identidade étnica, os Judeus decaíram de suas qualidades enquanto povo, nas constantes guerras contra os Palestinos, Libaneses e Sírios.
Os Americanos estão passando por momentos de crise exatamente porque perderam sua identidade étnica. A América foi formada por pessoas que quiseram liberdade, igualdade e justiça, mas atualmente seus descendentes mostram estarem fechados aos novos imigrantes e mostram estarem mais interessados em guerras e torturas.
Os Europeus então, perderam sua identidade étnica desde que o Império Romano e o Império da Igreja Católica avassalou os povos e as culturas locais. Guerras civis como as que ocorreram na extinta Yugoslávia e ainda ocorrem em outras regiões em busca da formação de um País autônomo denotam exatamente uma busca desesperada por essa identidade étnica perdida.
Os Brasileiros então, os Deuses Antigos tenham piedade! Nós somos um caldo indiferenciado e indistindo de diversas culturas, cada grupo cultural forma um bolsão de uma identidade cultural desprovida de raízes ou localidade. Descendentes de Europeus se identificam como verdadeiros brasileiros querendo preservar a verdadeira cultura brasileira! Descendentes de Africanos ainda não se organizaram social e políticamente para se afirmar nessa sociedade colonial! Descendentes de Asiáticos ainda vivem em comunidades fechadas, ao estilo dos guetos Judeus da Idade Média! Descendentes de Judeus e Árabes estão compondo uma identidade étnica própria, mas ainda não como brasileiros.
A coisa fica ainda mais complicada quando eu penso na identidade étnica do pagão brasileiro. Muito mais complicada, principalmente quando o pagão brasileiro não aceita o fato de que a Wica é uma religião iniciática Britânica. O que não tira a possibilidade de construir uma Wica Brasileira, mas antes temos que resolver nossa identidade étnica, para então tentarmos entender a identidade religiosa da Wica.
Os Judeus mostram a força que um povo tem, graças a identidade étnica, mas que cai em desgraça quando essa identidade é esquecida. A identidade étnica dos Judeus existiu até a Diáspora. Agora, desprovidos dessa identidade étnica, os Judeus decaíram de suas qualidades enquanto povo, nas constantes guerras contra os Palestinos, Libaneses e Sírios.
Os Americanos estão passando por momentos de crise exatamente porque perderam sua identidade étnica. A América foi formada por pessoas que quiseram liberdade, igualdade e justiça, mas atualmente seus descendentes mostram estarem fechados aos novos imigrantes e mostram estarem mais interessados em guerras e torturas.
Os Europeus então, perderam sua identidade étnica desde que o Império Romano e o Império da Igreja Católica avassalou os povos e as culturas locais. Guerras civis como as que ocorreram na extinta Yugoslávia e ainda ocorrem em outras regiões em busca da formação de um País autônomo denotam exatamente uma busca desesperada por essa identidade étnica perdida.
Os Brasileiros então, os Deuses Antigos tenham piedade! Nós somos um caldo indiferenciado e indistindo de diversas culturas, cada grupo cultural forma um bolsão de uma identidade cultural desprovida de raízes ou localidade. Descendentes de Europeus se identificam como verdadeiros brasileiros querendo preservar a verdadeira cultura brasileira! Descendentes de Africanos ainda não se organizaram social e políticamente para se afirmar nessa sociedade colonial! Descendentes de Asiáticos ainda vivem em comunidades fechadas, ao estilo dos guetos Judeus da Idade Média! Descendentes de Judeus e Árabes estão compondo uma identidade étnica própria, mas ainda não como brasileiros.
A coisa fica ainda mais complicada quando eu penso na identidade étnica do pagão brasileiro. Muito mais complicada, principalmente quando o pagão brasileiro não aceita o fato de que a Wica é uma religião iniciática Britânica. O que não tira a possibilidade de construir uma Wica Brasileira, mas antes temos que resolver nossa identidade étnica, para então tentarmos entender a identidade religiosa da Wica.
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