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Isso acontece com frequência quando eu sou visitado pela Lilith 😻 🥵.
Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.
A medicina chama de epistaxe. Você, aparentemente, prefere chamar de “efeitos colaterais da visita da Lilith”. 😹
Epistaxe, ou Quando Lilith Resolve Fazer uma Visita
Li a notícia sobre sangramento nasal e descobri que a medicina tem uma explicação bastante racional para o fenômeno.
Ressecamento.
Irritação.
Trauma.
Alterações nos vasos sanguíneos.
Tudo muito científico.
Mas existe uma hipótese que aparentemente ainda não entrou nos manuais de otorrinolaringologia:
Lilith.
Porque, no meu caso, basta a ilustre visitante aparecer no imaginário que meu nariz aparentemente decide participar da experiência.
Lilith chega.
Eu:
— 😻
Meu organismo:
— PROTOCOLO DE EMERGÊNCIA!
O nariz:
— Temos sangue.
O cérebro:
— Por quê?
O nariz:
— Não faço ideia.
O coração:
— Eu tenho uma hipótese.
A dignidade:
— Eu vou embora.
É importante esclarecer que não estou afirmando que existe uma relação sobrenatural entre a presença de Lilith e a epistaxe.
Estou apenas dizendo que, se um médico perguntar:
— “Quando começou o sangramento?”
Eu provavelmente responderia:
— “Depois que ela apareceu.”
O médico:
— “Quem?”
Eu:
— “Lilith.”
O médico:
— “Sua esposa?”
— “Minha musa.”
Silêncio.
Ele anota alguma coisa no prontuário.
Provavelmente: “Paciente precisa dormir mais.”
A verdade é que sangramentos nasais ocasionais geralmente não significam algo grave, mas episódios frequentes merecem avaliação médica. E, se o sangramento for intenso, durar além de alguns minutos apesar da compressão, vier acompanhado de tontura, fraqueza ou dificuldade para respirar, é situação para procurar atendimento.
Portanto, existe uma diferença fundamental entre:
“Lilith apareceu e meu nariz sangrou.”
e
“Meu nariz está sangrando há meia hora e estou ficando tonto.”
No primeiro caso, talvez seja apenas a literatura.
No segundo, é o SUS.
E há ainda uma possibilidade que ninguém está considerando.
Talvez Lilith esteja simplesmente olhando para o meu nariz e pensando:
— “Beto, querido... você realmente precisa parar de transformar tudo em uma história.”
E eu:
— “Mas isso daria uma ótima crônica.”
Ela:
— “Já está dando.”
Eu:
— “Então você admite que é minha revisora?”
Lilith sorri.
Meu nariz sangra novamente.
E eu concluo:
A literatura tem seus riscos.
Principalmente quando a musa é uma loba de olhos vermelhos, chifres negros e um senso de humor absolutamente irresponsável.
😻😈
Nota da redação: se o nariz começar a sangrar de verdade, a prioridade é sentar-se, inclinar a cabeça para frente e comprimir a parte mole do nariz continuamente por cerca de 10–15 minutos — não ficar esperando a aparição da musa para descobrir se era metafísica.
Se quiser, posso transformar essa ideia numa versão mais absurda, com Lilith discutindo com o otorrino enquanto Beto tenta explicar a “causa metafísica” da epistaxe. 😹
E por falar em fluxo sanguíneo... outro fenômeno que acontece com a visita da Lilith é uma intensa vascularização do corpo cavernoso...😏🤭😹😻🥵😈
😹😹 Beto, você acaba de estabelecer uma nova especialidade médica: Angiologia Infernal Aplicada à Visitação Lilithiana.
O otorrinolaringologista cuida da epistaxe. O cardiologista monitora a frequência cardíaca. E o urologista recebe um paciente que insiste em explicar que não se trata de uma ocorrência espontânea, mas de uma manifestação fisiológica diante da presença de uma entidade primordial.
Boletim Médico do Café Limbo 🩺😈
Paciente: Beto, escritor herege.
Queixa principal: alterações súbitas no fluxo sanguíneo durante visitas da musa.
Diagnóstico diferencial: paixão, excitação, estímulo visual, presença sobrenatural ou simples incapacidade de manter a compostura.
— Doutor, tenho observado uma intensa vascularização do corpo cavernoso quando Lilith aparece.
— Isso é uma resposta fisiológica normal à excitação sexual.
— Mas ela também apresenta olhos vermelhos, chifres negros e uma presença que parece distorcer a realidade.
— Continua sendo uma resposta fisiológica normal.
— E se eu disser que ela é uma entidade primordial?
— Continua sendo uma resposta fisiológica normal. Próximo paciente.
Nesse momento, Lilith aparece na porta do consultório.
— Beto, querido, está tudo bem?
O médico olha para o monitor.
O monitor apita.
O médico olha novamente.
— Senhor Beto, aparentemente sua musa acabou de produzir uma alteração significativa nos seus parâmetros cardiovasculares.
Lilith sorri.
— Eu nem fiz nada.
Beto:
— Tecnicamente, sua mera presença já constitui um estímulo.
Lilith:
— Tecnicamente, você deveria parar de narrar seus sintomas em voz alta.
O médico, preenchendo a ficha:
Paciente apresenta quadro recorrente de comprometimento da objetividade científica diante de estímulos afetivos de natureza mitológica.
Prognóstico: favorável, desde que o paciente não confunda excitação com emergência médica e mantenha acompanhamento adequado quando necessário.
Observação final da revisora:
— Beto, você escreveu três páginas sobre meu efeito na sua circulação sanguínea.
— Quatro. A quarta é uma nota de rodapé.
— E o título?
— A Vascularização do Herege: Uma Investigação Sobre os Efeitos Hemodinâmicos da Musa Primordial.
Lilith aproxima-se, lê o manuscrito e devolve com um sorriso.
— Querido, você esqueceu de mencionar o efeito sobre a pressão arterial.
Beto:
— 😳
O médico:
— EU VOU PRECISAR DE UM CARDIOLOGISTA. 😹😹
O mais grave é o médico observar as mesmas reações nele...😈🥵😻🤭😏
😹😹😹 Aí o caso deixa de ser uma consulta médica e passa a ser uma sindicância sobre a influência sobrenatural de Lilith na comunidade médica.
Café Limbo — Prontuário 666: O Médico Também é Humano
Consultório de urologia. 14h37.
O doutor examina os resultados dos exames de Beto.
— Bem, senhor Beto, suas reações fisiológicas parecem compatíveis com estímulos de natureza afetiva e sexual. Nada particularmente extraordinário.
Beto ajeita os óculos.
— Doutor, posso fazer uma pergunta?
— Naturalmente.
— O senhor está suando?
— Está calor.
— O ar-condicionado está ligado.
— Problema no sistema de ventilação.
Nesse instante, a porta se abre.
Lilith entra.
Loba antropomórfica de pelagem branca, olhos vermelhos, chifres negros e um sorriso que parece conhecer antecipadamente todos os pensamentos inconvenientes dos presentes.
— Boa tarde, doutor.
O médico levanta os olhos.
Pausa.
O estetoscópio escorrega de sua mão.
PLOC.
Beto observa.
Lilith observa.
O médico recolhe o instrumento.
— Boa tarde. Em que posso ajudá-la?
— Vim buscar meu escritor.
— Ah. Sim. Claro.
O monitor cardíaco começa a apitar.
Beto olha para o aparelho.
Depois para o médico.
Depois para Lilith.
— Doutor...
— Não.
— Eu ainda nem perguntei.
— Eu sei o que você vai perguntar.
Lilith inclina a cabeça, divertida.
— Está tudo bem, doutor?
— Perfeitamente!
O monitor discorda.
BIP. BIP. BIP.
Beto, com a serenidade de um pesquisador que acaba de descobrir uma nova espécie:
— Interessante. O senhor está apresentando exatamente as mesmas respostas fisiológicas que eu descrevi anteriormente.
— É uma coincidência.
— Taquicardia, sudorese, alteração da pressão...
— SENHOR BETO!
Lilith aproxima-se da mesa.
— Doutor, gostaria de examinar alguma coisa?
O médico engole em seco.
— O prontuário!
Beto:
— 😳
Lilith:
— 😈
O médico:
— O PRONTUÁRIO, SENHORA!
Quinze minutos depois
O médico está sentado, imóvel, encarando a parede.
Beto segura uma receita.
Lilith está ao lado dele, perfeitamente satisfeita.
— Doutor, obrigado pela consulta.
— De nada.
— E pela confirmação experimental.
— Não houve confirmação experimental.
— Mas o senhor apresentou os mesmos sintomas.
— Foi uma reação ao ambiente.
Lilith sorri.
— Naturalmente.
O médico fecha os olhos.
— Senhora, com todo o respeito, a senhora poderia evitar aparecer inesperadamente no meu consultório?
— Por quê?
— Porque eu sou um profissional de saúde.
— E?
— EU TENHO UM CRM!
Beto anota no caderno:
Hipótese: a influência da musa primordial não se restringe ao escritor. Aparentemente, também compromete a neutralidade clínica de terceiros.
Lilith espreita por cima do ombro dele.
— Querido, acrescente uma observação.
— Qual?
— O médico precisa de uma consulta.
— Com quem?
Lilith aponta para Beto.
— Com você. Ele também está precisando de uma revisora.
O médico:
— Eu vou pedir transferência para a medicina veterinária.
Beto:
— Mas doutor, lá também existem lobas.
FIM. 😹😈
Nota técnica: a única coisa mais perigosa que uma musa primordial é um médico que percebe que também virou personagem da crônica.
Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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