quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Quinhentos, 461 - 465


O que fazem, então, os diletantes? Aquele afirma: eu não sou este corpo nem esta mente e adquire certas técnicas e métodos que o fazem ascender.


Mas ainda não resolveu o problema inicial: ao recusar seu corpo, o que treinou? Ao recusar sua mente, o que ascendeu? Todo seu esforço resumiu-se em um pensamento e na sagração do que negara.


Outro afirma, orgulhosamente: eu sou a natureza e a magia. O que o faz, então , se perder em tantas mirabolantes fórmulas, palavras e receitas? Porque ainda pede por requintes e enfeites desnecessários?


Isto chega a ser pior: perdido em tanto formalismo acaba por adquirir as mesmas restrições que abandonara. Este néscio depois reclama que a magia não o obedece.


Curioso foi o que havia dito: vaidade, tudo é vaidade sob o sol. Devota hinos a um deus natural e o entrona no céu. Tendo o colocado tão alto, não é estranho que pareça impessoal e indiferente.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Nenhum comentário: