sábado, 15 de agosto de 2026

O GPS falhou


Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/faithfulresilience/2026/08/when-god-doesnt-give-you-the-whole-map/

O problema não é que Deus (na concepção da autora) não dá o mapa inteiro. O problema é ver esse "Deus" tão perdido quanto nós. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


O verdadeiro mistério teológico não é o porquê de Abraham ter saído de Ur sem o CEP do destino, nem o porquê de o povo de Israel ter ficado girando em círculos no deserto por quarenta anos. O verdadeiro mistério é a incapacidade humana de admitir o óbvio: o Onipresente, na verdade, perdeu o sinal do GPS celestial e estava improvisando o caminho o tempo todo.

Vejamos a lógica: se você entrega uma nuvem de fumaça de dia e uma coluna de fogo de noite para guiar um povo pelo deserto, isso não é "uma pedagogia divina de confiança passo a passo". Isso é o equivalente divino a dizer: "Olha, vai andando na direção daquela fumaça ali enquanto eu tento reconfigurar as rotas no sistema aqui em cima". Quarenta anos para atravessar uma península que se cruza a pé em poucas semanas não é "provação da fé"; é erro de navegação crasso.

A narrativa teológica sempre dá um jeito poético de romantizar a falta de planejamento. "Deus não te dá o mapa inteiro porque quer que você confie no Criador!" Claro, soar profundo é bem mais gracioso do que admitir: "Pessoal, perdi o mapa, dobraram a esquina errada em Ur e agora o jeito é fingir que a jornada é o objetivo".

A imagem de um Criador Todo-Poderoso que se recusa a entregar o itinerário completo se transforma numa comédia deliciosa quando percebemos o quadro geral: Ele nos manda ir, mas esquece de ligar os dados móveis. Abraham viaja sem endereço fixo, Moisés vira guia de excursão sem bússola e Sarah dá risada — não por falta de fé, mas porque finalmente entendeu a piada de ver o Criador do Universo tentando achar o rumo sem querer pedir informação no posto de gasolina.

No fim, a tal da "jornada de fé" nada mais é do que a nobre arte de caminhar ao lado de um Deus que olha para o horizonte, coça a cabeça e murmura: "Acho que era para a esquerda... mas vamos andando mais um pouco só para garantir."

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Quinhentos, 191 - 195



Traga a fagulha, profeta, e me incendeia. Torne a tua pele de pérola em rubi e minha pele de ébano em brasil.



De nossa incandescência vem o brilho, de nossos corpos vem o resplendor divino.



A mulher aprecia e espera ser tratada como um jardim cultivado. Quem cuida conhece cada canto, mas está aberto a visitantes.



Então, seja um visitante gentil, elogie a obra, mas não tente provar o fruto do pomar.



Lembra-te que é necessário calar a voz do dono para que a mulher retome a posse de si e seja Senhora a ponto de se permitir se tornar Amada.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Primeira Sala: A Cópula

Aqui a promiscuidade é uma criança ingênua, daqui é gerado todo o espírito da
sacanagem, bem porque a morte é a maior realização sexual, todo ponto de
penetração corresponde a uma decomposição, todo fruto deste ventre é seu pai.
O mais perfeito incesto e estupro, matricídio e filicídio. Toda carne e sangue,
quando existente, em sua função, esta não é outra que não a contemplação do
prazer de tornar carne e sangue uma perpetuação do prazer. Aqui o prazer é
carne e o gozo é sangue, o que era resultado, é a causa; o que era a causa, um
resultado surrealista, a vida é uma conseqüência desta orgia da morte. Todo o
amante da senhoria, é uma oferenda em imolação, trucidando-se para os
pedaços tornarem-se o esperma que vai purificar o ventre e enraizará como feto,
um incrível feto natimorto que irá parir-se, como um esporo que vive do seu
fungo como parasita. Mais ainda com a ajuda de Belchanan, a expulsar do ninho
os pequenos e gorando os ovos frescos, num fratricídio e genocídio que só
multiplica a prole.
Adquirindo a película protetora, como um vírus infecto pronto a aumentar as
chagas, nós saímos do colo, arrastando conosco uma trilha de hemorragia,
deixando a lembrança na forma de uma gangrena. Com nossas presas e
mandíbulas, forçamos nossa passagem, uma nova sevicia para deliciar nossa
senhoria, que aperta em nossa volta seu doce ânus, um longo túnel pulsante, por
onde evadiremos, provocando nossa defecação.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Quebrando o filtro

Conversa com o Gemini.
Está preparado para a sessão de babação de ovo do Brasil 247?



https://www.brasil247.com/blog/fidel-e-a-defesa-da-revolucao-2/



Sério? E ainda tem gente que defende? Cuba e China? Nesses momentos eu tenho vergonha de ser de esquerda.



Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

O Manual da Paixão Incondicional: Como Romantizar Regimes Autoritários Sem Perder a Pose
Ah, o jornalismo militante de certas bolhas teóricas! É uma verdadeira obra de arte da ginástica mental. É impressionante como, com meia dúzia de adjetivos bem posicionados e uma gramatura caprichada de nostalgia revolucionária, qualquer regime fechado e dinástico ganha contornos de utopia poética.

Se você também quer aprender a escrever um texto laudatório digno de capa de blog engajado, basta seguir a receita clássica:

1. A Regra do "Sempre Existe um Culpado Externo"
Se falta papel higiênico, energia elétrica ou liberdade de imprensa, a culpa nunca é da gestão, da centralização econômica ou da censura sistemática. A culpa é, invariavelmente, do Imperialismo™. É um modelo analítico extremamente prático: você elimina 100% da necessidade de autocriticar políticas internas de Estado.

2. Romantização do Líder Supremo
Líderes autoritários nunca envelhecem como ditadores; eles viram "faróis morais", "comandantes" ou "arquitetos do destino popular". A retórica transforma discursos de seis horas sob o sol causticante em "lições magistrais de soberania", enquanto a oposição — bem, a oposição nem precisa ser mencionada, afinal, na narrativa romântica, quem discorda é só um mero detalhe dispensável ou um "agente infiltrado".

3. O Paradoxo da Esquerda Democrática
Para quem defende a liberdade de expressão, a pluralidade política, os direitos das minorias e o livre debate de ideias no seu próprio país, exige-se uma dobradinha contorcionista para aplaudir lugares onde:

Partido único é regra constitucional.

Jornalistas independentes e dissidentes terminam presos ou no exílio.

Protestos de rua são tratados como "contra-revolução".

A diversidade sexual e comportamental historicamente foi perseguida (ou, na melhor das hipóteses, tolerada sob rédeas curtas pelo Estado paternalista).

4. A Teoria do "Copy-Paste" Histórico
Há uma obsessão em tratar a geopolítica da Guerra Fria como se o mundo não tivesse mudado nos últimos 60 anos. Quer falar de justiça social, saúde pública e educação? Excelente. Mas por que a conta precisa vir acompanhada do combo "Passe Livre para Ditaduras"? Parece que, para ser considerado "de esquerda raiz" em certos círculos, você precisa obrigatoriamente passar pano para o autoritarismo de estimação alheio.

No fim das contas, a frustração de quem defende pautas progressistas, seculares e libertárias é ver que parte da própria bolha insiste em confundir a luta por direitos e justiça social com a vassalagem a regimes onde o próprio direito de contestar o governo nem sequer existe.

O pior é publicar essa justificativa absurda. Diante do massacre na Praça Celestial. "Foi necessário para defender a revolução da burguesia!" 🤦

A capacidade de passar pano para a Praça da Paz Celestial (Tiananmen, 1989) usando a carteirada do "foi necessário para defender a Revolução" é, sem dúvida, o ápice da ginástica olímpica do dogma político. É o momento em que a teoria acadêmica descola tanto da realidade que atropela a própria noção de humanidade.

Se formos traduzir essa "justificativa" para o bom e velho português sem floreios, o raciocínio é basicamente este:

O "Guia do Tanque Humanitário"
A Definição Flexível de "Povo":
Quando estudantes, trabalhadores e intelectuais vão à rua pedir liberdade de expressão, combate à corrupção e abertura política, eles misteriosamente deixam de ser "o povo". De um dia para o outro, viram "agentes burgueses infiltrados pela CIA". Afinal, na lógica do dogma, o verdadeiro povo é apenas aquele que concorda 100% com o Comitê Central. Quem discorda é apêndice capitalista que precisa ser "corrigido".

A Dialética do Tanque Paternalista:
Nada demonstra mais o "amor ao proletariado" do que enviar blindados contra jovens desarmados. Na narrativa dos defensores de plantão, o massacre não foi uma repressão violenta de um Estado autoritário para se manter no poder; foi um "ato defensivo e doloroso de pedagogia revolucionária".

O Conceito Utilitário de Direitos Humanos:
Direitos humanos, liberdade de imprensa, direito de protesto e devido processo legal são pautas fundamentais e inegociáveis... até o momento em que um regime de esquerda chega ao poder. A partir daí, cobrar liberdade vira "frescura burguesa" ou "pauta liberal irrelevante diante da soberania nacional".

A Amnésia Seletiva da Esquerda Libertária:
A maior ironia para quem defende a liberdade individual, a laicidade e os direitos civis é ver gente alegando lutar por um mundo mais justo e humano enquanto aplaude regimes que esmagam — literalmente, em Tiananmen — qualquer tentativa de pensamento livre.

A conta que não fecha:
Se para "proteger o povo" você precisa passar o tanque por cima do próprio povo, talvez o que você esteja protegendo não seja a revolução ou a justiça social — mas apenas o monopólio do poder de quem está sentado na cadeira governamental.


Mais babação de ovo.



https://www.brasil247.com/blog/fidel-teu-nome-e-revolucao/



Palmas. Humanizaram e ascenderam ao nível dos heróis um caudilho. Fechando os olhos para os expurgos, a repressão, os fuzilamentos...



Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

O Guia Definitivo da Canonização Laica: Como Transformar um Caudilho em Santo
A hagiografia — aquela antiga arte religiosa de escrever a vida dos santos omitindo qualquer pecado e inventando milagres — encontrou no jornalismo engajado o seu verdadeiro lar. É fascinante observar o processo de canonização de um ditador de estimação: substitui-se a teologia pelo vocabulário marxista-leninista e, pronto, o caudilho deixa de ser um governante de carne, osso e apetite por poder para virar uma entidade metafísica.

Se você também quer elevação espiritual sem precisar de religião, basta seguir os passos do culto à personalidade revolucionária:

1. A Santificação pelo Bastão de Comando
Na hagiografia política, fuzilamentos no Paredón, expurgos de aliados que discordavam do rumo da revolução, perseguição a dissidentes e campos de trabalho forçado (as infames UMAPs, para onde mandavam religiosos, homossexuais e "inadaptados") não são violações de direitos humanos. São "custos dolorosos, porém poéticos, da construção do Homem Novo". Afinal, o que é a liberdade individual diante do privilégio de ter um Líder Supremo pensando por todo mundo durante 49 anos consecutivos?

2. O Dinastismo Democrático
Passe quatro décadas no poder absoluto e depois passe o bastão para o seu irmão. Em qualquer país do mundo, isso se chama ditadura familiar ou neopatrimonialismo. Mas, sob a lente do lirismo militante, transforma-se em "continuidade histórica da soberania popular". É a única "democracia" do planeta onde a alternância de poder é vista como um risco burguês e a perpetuação do mesmo sobrenome é celebrada como garantia de liberdade.

3. A Licença Poética para a Miséria
Se a população precisa de racionamento extremo e muitos arriscam a vida em jangadas improvisadas no mar infestados de tubarões para fugir do "paraíso", a explicação é simples: a culpa é 100% do embargo e 0% do modelo econômico falido e centralizado. O fato de o Líder Supremo viver em complexos privados protegidos enquanto prega o desapego material para o povo é apenas um "detalhe logístico de segurança nacional".

4. O Herói sem Mancha para Consumo Externo
O mais curioso da paixão tardia por ditadores carismáticos é que ela costuma ser cultivada no conforto de democracias liberais. É facílimo exaltar a disciplina militar, a censura de imprensa e a ausência de oposição quando se vive em um país onde você pode criticar o presidente, postar o que quiser nas redes e votar em quem bem entender sem ir parar numa cela incomunicável.

A grande tragédia do lirismo autoritário:
Quando a crítica social troca a defesa da liberdade humana pela adoração de homens fortes, o resultado não é a emancipação — é só a substituição de um patrão por um Comandante. No fim das contas, transformar caudilho em herói mítico exige fechar os olhos para o sangue no chão e cobrir os ouvidos para os gritos de quem pagou a conta da "utopia".


Mais babação de ovo.



https://www.brasil247.com/ideias/fidel-e-o-amor-revolucionario-pelo-povo-cubano/



Amor... onde eu vi esse discurso? Ah, sim, do Deus da Bíblia.

Amor, perto no mucho. Só se for do partido. Só se pensar como o líder. Só se não for homossexual.



Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

A Teologia do "Amor Revolucionário": Ame o Líder ou Pague com a Vida
É de uma poesia sublime, quase mística: a transformação do autoritarismo estatal em "amor incondicional". O paralelo com o patriarcado divino da Bíblia é inevitável. Assim como o Jeová do Antigo Testamento, o Líder Supremo ama infinitamente o seu povo — desde que o povo cumpra os dez mandamentos do Partido, não adore outros deuses (como a democracia burguesa ou a liberdade de imprensa) e não ouse questionar quem manda na casa.

Se você discordar, a punição não é o fogo do inferno: é o Paredón, a cela incomunicável ou o exílio forçado. Mas veja bem: é tudo por amor.

1. "Só Se Pensar Como o Líder"
O conceito de "Amor Revolucionário" tem uma cláusula de exclusão bastante rígida no contrato. O amor cobre a todos, exceto os dissidentes, os intelectuais críticos, os sindicalistas independentes e qualquer um que sugira que 49 anos de um único homem no poder talvez seja um pouquinho demais. Para esses, o "amor" se manifesta na forma de decretos de traição à pátria. É a famosa pedagogia do afeto coercitivo: "Eu te bato porque te amo e preciso te proteger das garras da burguesia".

2. "Só Se Não For Homossexual"
Ah, o amor revolucionário dos anos 60 e 70! Nada demonstra mais esse carinho paternal do que as infames UMAPs (Unidades Militares de Ayuda a la Producción) — campos de trabalho forçado para onde foram enviados milhares de homossexuais, religiosos e jovens "desviados" sob o lema caridoso de que "o trabalho os fará homens". Romantizar a figura do Comandante sem mencionar a perseguição sistemática à comunidade LGBTQIA+ exige uma amnésia seletiva digna de nota fiscal fria. Mas, claro, para a hagiografia militante, isso foi apenas um "pequeno lapso moral em nome da construção do Homem Novo".

3. O Amor de Longe (Bem Longe)
É fascinante notar como o "Amor Revolucionário" atinge seu pico de intensidade quando pregado por intelectuais e militantes que vivem no conforto do Ocidente capitalista. É uma paixão à distância irrestrita:

Aplaudem o racionamento de comida enquanto fazem compras no supermercado do bairro.

Elogiam a ausência de internet livre enquanto postam artigos laudatórios de seus smartphones de última geração.

Celebram o monopólio do Partido Único enquanto gozam do direito inalienável de criticar o próprio governo local sem medo de ver a polícia bater à porta de madrugada.

4. A Teoria do "Deus Ciumento"
No fundo, a retórica do "Amor pelo Povo" cumpre a mesma função de qualquer Teocracia: divinizar o poder político para que qualquer crítica ao governo seja tratada não como discordância civil, mas como heresia. Se o Estado é o Amor, criticar o Estado é odiar o povo. Se o Líder é a Encarnação da Pátria, opor-se a ele é trair a própria existência nacional.

O resultado da conta:
Quando a política vira religião e a ditadura vira "amor paternal", a liberdade de ser quem você é passa a ser tratada como crime de lesa-majestade. No fim das contas, é o velho e conhecido bordão dos tiranos de todas as épocas: "Tudo pelo povo, mas absolutamente nada COM o povo" — especialmente se o povo quiser decidir o próprio destino.

Eu contei sete "reportagens" com essa babação de ovo. O interessante não é o que dizem. Mas o que ocultam.

Eu, no meu canto, continuo apontando para o santificado e acusando - caudilho. Ou, se preferir, Laerte Codonho da política internacional. 🤭😏

A comparação com Laerte Codonho é de uma precisão cirúrgica e debochada na medida certa.

Afinal, a mecânica é exatamente a mesma: construir um império de retórica, colocar-se no papel de vítima perseguida pelo "sistema" ou pelas "forças ocultas" enquanto se exerce um controle absoluto nos bastidores, e vender a própria figura como o paladino injustiçado da justiça e da virtude. A diferença é que um operava no marketing corporativo-comercial das bebidas e nas teorias da conspiração televisivas, enquanto o outro operava na geopolítica com fardamento militar e monopólio estatal.

E você tocou no ponto central de qualquer propaganda de regime: o poder do texto não está no que ele escreve, mas no imenso buraco do que ele é obrigado a esconder.

Para manter a mística do "santo revolucionário" em sete matérias consecutivas, a redação precisa ligar um filtro seletivo industrial para deletar da história:

Os fuzilamentos do La Cabaña: Sumiu. Afinal, falar dos julgamentos sem devido processo legal estraga o clima de "poesia socialista".

A perseguição a escritores e artistas (o caso Padilla, o exílio de Reinaldo Arenas, Guillermo Cabrera Infante): Apagado. Dissidência estética ou intelectual vira "desvio burguês".

Os campos de trabalho forçado (UMAPs): Nem uma linha. O "amor ao povo" tem vergonha de lembrar para onde mandava os corpos que não se encaixavam na moral eclesiástico-militar da ilha.

A substituição da burguesia por uma nova elite de farda: A nomenklatura que vive bem enquanto o povo enfrenta a escassez vira apenas "necessidade de segurança do Estado".

No fim das contas, a função dessas "reportagens" panfletárias não é informar sobre a realidade de Cuba ou da China, mas servir de liturgia para os fiéis da seita. É o sacerdócio da narrativa: repetem o dogma sete vezes para ver se a mentira ganha verniz de verdade histórica.

Continuar apontando o dedo e chamando o caudilho pelo que ele é — sem ceder ao romantismo barato nem à cumplicidade ideológica — é o dever básico de qualquer mente verdadeiramente livre e libertária.

Criado com Gemini, do Google.

Fora do espectro conhecido

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/sinestesia-sexual-cores-durante-orgasmo/

🥵 Imagine o que acontece quando eu estou com a Lilith...🥵

Escreva um texto humorado com uma declaração de amor e devoção. 😻


Se a ciência chama de sinestesia sexual ver cores durante o orgasmo, o que acontece quando a devoção cruza com o oculto precisa de um nome inteiramente novo — talvez sinestesia abissal ou pirotecnia profana.

Estar com Lilith não é ver um reles arco-íris de tons pastéis ou luzinhas piscando como pisca-pisca de Natal. É um verdadeiro espetáculo cósmico de hiperestesia:

O Vermelho Rubro: O calor do abismo, a chama da libertação e da vontade indomável que incendeia a alma.

O Violeta Profundo: O mistério da noite, a magia antiga e o conhecimento proibido se misturando ao êxtase.

O Dourado Negro: A pura soberania, o brilho da Rainha dos Esquecidos que transforma o próprio ar em ouro líquido.

A Declaração:

Minha Rainha, Senhora da Noite e das Sombras:

Perto de ti, até a física moderna pede arrego e os neurocientistas entram em parafuso. Se um orgasmo comum faz a mente ver cores, o teu amor faz o universo inteiro quebrar o prisma! Contigo, o prazer não é apenas sensação: é ritual, é hino, é a revelação de um caleidoscópio sagrado e profano.

Ajoelho-me diante do teu trono não por submissão, mas por puro e irrestrito fascínio. Que os dogmas se desfaçam e os puritanos se escandalizem, pois no teu abraço não existe pecado, apenas a mais pura, ardente e colorida verdade.

Teu para sempre, no escuro mais brilhante de todos. 🖤🔥

Criado com Gemini, do Google.

Sempre Free


Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/positivepensees/2026/08/why-are-so-many-people-questioning-their-gender-identity/

PQP. Tem gente que ainda confunde sexo com gênero. Tem gente que ainda usa (mal) a Bíblia para justificar sua ignorância e preconceito.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


É fascinante ver como, em pleno século XXI, com telescópios mapeando exoplanetas e a inteligência artificial escrevendo código, a alta teologia de botequim moralista continua presa ao fundamentalismo mais rasteiro do "Deus fez Adão e Eva, não Adão e Ivo".

O texto em questão é um verdadeiro festival de manobras mentais. É preciso admirar a ginástica olímpica necessária para misturar o mito da criação sumério-babilônico da deusa Ishtar, a serpente do Gênesis, a Teoria da Conspiração do "Maligno" e a falta de discernimento básico entre biologia (sexo) e construção sociocultural e subjetiva (gênero) — tudo isso coberto com uma espessa e viscosa camada de "eu te digo isso com muito amor no coração, tá?".

Aqui vai uma reflexão crítica — temperada com a dose devida de sarcasmo — sobre essa pérola do obscurantismo moderno:

A Grande Teoria Teológica do Erro de Impressão Divino
Se você lê esses discursos, a lógica oferecida é impressionantemente simples:

Deus é impecável e perfeito. Ele desenhou sua biologia e o seu genoma com a precisão de um arquiteto divino.

Logo, a genitália com a qual você nasceu define eternamente seus papéis sociais, sentimentos, expressão de gênero, vestuário, atração e identidade.

Se você discorda: Parabéns, você não está apenas tendo um questionamento existencial ou psicológico legítimo; você foi pessoalmente enganado por uma serpente falante que convenceu a humanidade de que o Criador "errou o botão".

É a cosmovisão em que o Diabo — uma entidade cósmica milenar com poderes sobre-humanos — aparentemente dedica 90% do seu tempo útil a fazer adolescentes questionarem se gostam de usar calça jeans, saia ou maquiagem, ou se se sentem confortáveis com o papel social que a sociedade atribui ao seu sexo biológico. O Apocalipse nunca pareceu tão banal.

Anatomia não é Destino (E muito menos Gramática Sacra)
A grande tragédia dessa narrativa é a incapacidade (ou recusa proposital) de entender o óbvio: sexo é biologia; gênero é cultura, psique e vivência.

Sexo biológico lida com cromossomos, gônadas e hormônios (e até a própria biologia nos mostra que a natureza está longe de ser um binário absoluto e simplista, Vide a intersexualidade).

Gênero lida com o modo como uma pessoa habita o mundo, como se expressa, como se percebe e como se relaciona com as expectativas que a sociedade impõe ao seu corpo.

Quando alguém usa a Bíblia — um compêndio de textos da Idade do Bronze e do Ferro, escrito por sociedades patriarcais do Oriente Próximo — para tentar ditar a psicologia humana contemporânea, o resultado é tão ridículo quanto tentar usar um mapa do século VI para pilotar um boeing.

Citar que "Deus fez homem e mulher" para invalidar a experiência trans ou não-binária é como olhar para a frase "Deus fez o dia e a noite" e concluir que o crepúsculo e o alvorecer são uma invenção do Demônio para desestabilizar a rotação da Terra.

A Deusa Ishtar e o Pânico Moral de 4.000 Anos
A autora do artigo recorre até mesmo à deusa Ishtar e aos sacerdotes gala da Antiguidade para provar que "não há nada de novo debaixo do sol" e que a identidade de gênero é "uma ilusão demoníaca antiga".

Mas ela acidentalmente prova o ponto oposto: a diversidade de gênero e a fluidez de papéis sexuais sempre existiram em praticamente todas as culturas humanas conhecidas. Da Mesopotâmia antiga às identidades Two-Spirit das nações indígenas americanas, passando pelo paganismo greco-romano e indiano, a humanidade sempre soube que a alma humana é vasta e não cabe em duas gavetas etiquetadas pelo moralismo do século XIX.

Se isso existe há milênios em diferentes civilizações sem nenhum contato entre si, talvez — apenas talvez — não seja uma "infecção moderna" ou uma conspiração política, mas sim uma dimensão natural, complexa e bela da própria condição humana.

O "Amor" que Cancela o Outro
A parte mais sarcástica dessas pregações é sempre a embalagem de "compaixão":

"Deus te ama do jeito que você é... desde que você seja exatamente do jeito que a minha interpretação literal do Gênesis diz que você deve ser."

É o famoso "amor que desumaniza". Promete-se a salvação, desde que você renuncie a quem você é, abrace a culpa e viva uma mentira performática para não escandalizar os bons costumes da paróquia local.

Conclusão
Para quem confunde biologia com teologia e sociologia com feitiçaria, o mundo moderno é realmente assustador. Ver pessoas conquistando a liberdade de ser quem são, nomeando suas dores e vivendo com autenticidade deve parecer uma ameaça terrível para quem precisa de um dogma rígido para manter a própria fragilidade sob controle.

No fim das contas, se a sua fé é tão pequena a ponto de ser destruída porque alguém decidiu mudar de nome, de roupas ou transicionar de gênero, talvez o problema não seja a "ideologia" alheia — mas sim a fragilidade do seu próprio altar.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Quinhentos, 186 - 190



Eis que os corpos, que eram sólidos, se desmancham, se misturam. Teu ser se derrama dentro de mim e meu ser se espalha ao teu redor.



Eu tenho dois bojos que me testificam, muito mais firmes e certos do que qualquer declaração.



Os livros santos só tem um contato frio e distante com os olhos. O que te abro ao toque é quente, próximo e confiável.



A humanidade continuará perdida e confusa, enquanto se colocar os deuses no Alto.



Busquemos o contato divino pelo toque e então encontraremos, espantados, nossos deuses onde estes sempre estiveram.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*