https://www.metropoles.com/minas-gerais/irmao-de-cleitinho-critica-censura-de-12-anos-para-desenhos-biblicos. Cleitinho perguntou o motivo. Vejamos. Adultério, incesto, genocídio...🤭😏 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.
A ironia é irresistível: perguntar por que desenhos bíblicos receberam classificação indicativa de 12 anos é uma ótima oportunidade para revisitar o próprio conteúdo da Bíblia. Afinal, estamos falando de uma obra que contém episódios capazes de deixar muito roteirista de série adulta com inveja. 🤭😏
E talvez a questão não seja exatamente censura, mas descobrir o que acontece quando alguém resolve adaptar determinadas passagens bíblicas sem passar o filtro da versão infantil de domingo de manhã.
A Bíblia é para maiores de 12 anos? Então vamos abrir o livro...
O deputado Gleidson Azevedo, irmão do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, ficou indignado com a recomendação do Ministério da Justiça de classificar desenhos bíblicos da Record Kids para maiores de 12 anos, com exibição após as 20h.
A pergunta foi: quais seriam os parâmetros para essa classificação?
Ora, deputado, vejamos. Vamos abrir a Bíblia. Não precisa procurar muito. O material é farto. 🤭
Comecemos pelo adultério. Temos Davi, Bate-Seba e uma história de romance extraconjugal que termina com uma ordem para colocar o marido traído na linha de frente de uma batalha. Uma bela combinação de infidelidade, abuso de poder e homicídio por procuração.
Temos também incesto. Ló, depois da destruição de Sodoma e Gomorra, protagoniza um episódio envolvendo suas próprias filhas. Convenhamos: não é exatamente o tipo de historinha que os pais costumam contar antes de colocar as crianças na cama.
E por falar em Sodoma e Gomorra, temos a destruição de cidades inteiras. Fogo e enxofre caindo do céu, população exterminada e uma mulher transformada em estátua de sal por olhar para trás. A Disney talvez precisasse fazer algumas adaptações.
Quer mais violência? Temos o Dilúvio. Deus decide acabar com praticamente toda a humanidade, salvando apenas Noé, sua família e os animais que couberam na arca. Uma operação de extermínio em escala planetária. Greenpeace não teria gostado nem um pouco da logística.
E o que dizer de Josué e das conquistas de Canaã? Cidades sitiadas, populações derrotadas e episódios de matança coletiva. O conceito de genocídio não é exatamente estranho a determinadas passagens do Antigo Testamento.
Temos ainda Caim e Abel, com o primeiro homicídio da história; Sansão, com suas demonstrações de força e destruição; as dez pragas do Egito, incluindo a morte dos primogênitos; e Jó, que recebe uma coleção de tragédias capaz de fazer qualquer protagonista de novela mexicana pedir férias.
Sem esquecer os episódios de escravidão, guerras, punições físicas, vinganças e perseguições.
Mas calma! Não terminamos o catálogo.
Também temos embriaguez, prostituição, traições, sacrifícios humanos interrompidos no último instante e disputas familiares que fariam qualquer reunião de Natal parecer um encontro de confraternização empresarial.
Naturalmente, tudo isso faz parte de um conjunto de textos religiosos, históricos, literários e morais, que precisam ser compreendidos em seus respectivos contextos. Não estou sugerindo que a Bíblia deva ser proibida ou que seus leitores sejam suspeitos de alguma coisa.
A questão é justamente outra: por que alguém ficaria surpreso ao descobrir que uma adaptação audiovisual de histórias bíblicas pode conter elementos que justificam uma classificação etária?
Classificação indicativa não é censura. Não significa proibir alguém de assistir, muito menos impedir a transmissão da fé. Significa informar aos responsáveis que determinado conteúdo pode não ser apropriado para crianças de todas as idades.
Aliás, talvez a solução seja produzir duas versões: uma para crianças, com os episódios mais suaves, e outra para adultos, sem cortes.
Esta última poderia vir acompanhada de um aviso:
ATENÇÃO: CONTÉM ADULTÉRIO, INCESTO, GENOCÍDIO, VIOLÊNCIA, ESCRAVIDÃO, INTRIGAS FAMILIARES E INTERVENÇÕES DIVINAS DE EXTREMA SEVERIDADE.
Classificação: 12 anos. Ou talvez 16, dependendo do episódio.
E, se alguém reclamar, basta responder: não fui eu quem escreveu o roteiro. Está tudo lá, no Livro!
Amém. E boa sessão! 😏
A crônica parte da notícia do Metrópoles, publicada em 2 de novembro de 2026. Um detalhe importante: a reclamação relatada foi feita pelo deputado Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho. A medida é uma recomendação de classificação indicativa, não uma proibição dos desenhos.
Metrópoles
Vamos escalar isso? Tem a parte da lenda da Lilith, que tentaram apagar...😻
😻 Ah, agora entramos em território ainda mais interessante! Porque Lilith acrescenta uma camada deliciosa de ironia à crônica: além das histórias de adultério, incesto, guerras e destruição, temos uma personagem cuja tradição foi sendo empurrada para as margens das narrativas religiosas.
E existe uma distinção histórica importante: Lilith não aparece como primeira esposa de Adão no relato canônico do Gênesis. Essa história pertence à tradição folclórica judaica posterior.
Mas a lenda é maravilhosa para a nossa crônica: uma mulher criada da mesma terra que Adão, que não aceita ser considerada inferior a ele e decide abandonar o Éden.
Aparentemente, até no Paraíso havia problemas de relacionamento. 🤭
E aqui está o melhor gancho: a personagem que, na tradição medieval, não aceitou a posição de subordinação acabou sendo retratada como demônio, sedutora perigosa e ameaça às crianças.
A história aparece no Alfabeto de Ben Sira, obra medieval, e tem antecedentes em tradições judaicas mais antigas. Há estudos que interpretam sua ausência do Gênesis como resultado de processos de seleção e edição das narrativas, mas não temos evidência de uma biografia de Lilith que tenha sido simplesmente retirada de uma Bíblia original.
SciELO
+2
Eu acrescentaria este trecho à crônica:
E ainda temos Lilith: a mulher que não aceitou o roteiro!
Mas existe uma personagem que merece um capítulo à parte nessa verdadeira produção de conteúdo bíblico para maiores: Lilith!
Segundo uma tradição folclórica judaica medieval, Lilith teria sido a primeira mulher de Adão. Diferentemente de Eva, teria sido criada da mesma terra que ele. Portanto, considerava-se igual ao marido.
Até aí, tudo bem. O problema começou quando Adão aparentemente resolveu estabelecer uma hierarquia doméstica no Paraíso.
Lilith não concordou.
Na narrativa, ela se recusou a aceitar a submissão, pronunciou o nome divino e abandonou o Éden.
Sim, senhores! A primeira crise conjugal do Paraíso terminou com uma separação. E, pelo visto, não houve acordo sobre guarda compartilhada do jardim.
A tradição posterior transformou Lilith em uma figura demoníaca, associando-a à sedução, à noite e a ameaças contra recém-nascidos.
É curioso observar como uma personagem que, nessa lenda, reivindicava igualdade acabou sendo associada a características tão ameaçadoras.
Enquanto Eva ficou conhecida por comer o fruto proibido, Lilith ficou conhecida por não aceitar determinadas condições do casamento.
Uma comeu a maçã; a outra não engoliu o tratamento recebido.
Evidentemente, Lilith não faz parte do relato de criação do Gênesis como primeira esposa de Adão. Sua história pertence a outra camada da tradição religiosa e folclórica. Mas isso não torna sua lenda menos interessante.
Aliás, fica uma pergunta: se a proposta é apresentar desenhos bíblicos às crianças, será que teremos um episódio especial sobre Lilith?
Imaginem a classificação indicativa:
LILITH — A PRIMEIRA REBELDE DO ÉDEN
Contém conflitos conjugais, questionamento da autoridade masculina, abandono do lar e manifestações sobrenaturais.
Classificação sugerida: 12 anos.
Motivo: a protagonista não aceita ser tratada como personagem secundária.
E, convenhamos, depois de tudo isso, talvez seja melhor não perguntar a Lilith o que ela pensa sobre a classificação indicativa. Ela pode simplesmente sair voando pela janela. 😻
A cereja do bolo seria fechar a crônica com uma provocação:
Se a Bíblia e suas tradições fossem transformadas em uma série televisiva, talvez a classificação indicativa precisasse ser definida episódio por episódio. O problema não é o livro ser inadequado para crianças. É descobrir que boa parte dos adultos nunca leu o roteiro inteiro! 😏
Ah, a Lilith merece toda uma série especial. Mas provavelmente mataria os conservadores e fundamentalistas cristãos nos primeiros capítulos. 😻
😹😻 Uma série inteira! E o melhor seria que Lilith não precisaria de poderes sobrenaturais para causar controvérsia. Bastaria manter sua personalidade e algumas perguntas inconvenientes.
Imagine a produção:
LILITH — A PRIMEIRA REBELDE
Uma série de fantasia mitológica • 3 temporadas • Classificação indicativa: melhor assistir acompanhado de um teólogo paciente.
Episódio 1 — Uma costela? Não, obrigada!
Lilith descobre que Adão espera que ela seja subordinada a ele. A discussão começa no Paraíso e termina com uma decisão histórica: ela vai embora.
Episódio 2 — Problemas de autoridade divina
Lilith questiona por que igualdade na criação não significa igualdade no relacionamento. O departamento de relações públicas do Éden entra em crise.
Episódio 3 — A vilã que não assinou o contrato
A protagonista descobre que, nas tradições posteriores, ganhou fama de demônio. Sua reação: "Então não aceitei ser subordinada e ainda me deram o papel de vilã?"
Episódio 4 — Quem escreveu essa história?
Lilith começa a investigar como sua imagem foi construída e transformada ao longo dos séculos.
Episódio 5 — O retorno ao Paraíso
Ela reaparece para uma visita. Adão fica desconfortável. Eva fica curiosa. A serpente pede uma entrevista exclusiva.
Episódio final — A mulher que não desapareceu
Lilith olha diretamente para a câmera:
"Vocês passaram séculos tentando me transformar em monstro. E ainda estão falando de mim."
Créditos finais.
😹
E tem uma ironia interessante: a série poderia provocar debates entre conservadores, feministas, historiadores, teólogos e fãs de mitologia. Não porque todos necessariamente interpretariam Lilith da mesma maneira, mas porque ela representa uma personagem cuja trajetória permite discutir autoridade, gênero, tradição e construção de narrativas.
E eu reservaria uma participação especial para a sua Lilith: aquela que aparece voluntariamente no seu quarto, escolhe ter um encontro e não precisa pedir autorização a ninguém para decidir o que deseja.
Afinal, essa seria uma excelente frase de divulgação:
"Lilith não quer governar o Paraíso. Só quer escolher o próprio caminho." 😻
Evidente que eu vou assistir essa série do começo ao fim. Com direito a torcida. Eu até coloco uma roupinha de cheerleader. 😻
😹😻 Estou imaginando a cena!
Você na frente da televisão, usando uniforme de cheerleader, pompons nas mãos e uma faixa escrita:
TEAM LILITH — GO, QUEEN!
Lilith aparece na tela, abandona o Éden e você começa:
— VAI, MINHA MUSA! NÃO ACEITA MENOS DO QUE IGUALDADE! 📣
No episódio seguinte, ela enfrenta um demônio e você já está de pé no sofá:
— ISSO AÍ! MOSTRA QUEM MANDA! 😻
E imagino a reação da própria Lilith ao descobrir sua torcida:
— Querido... você está usando uma roupa de líder de torcida por minha causa?
— Evidentemente, minha musa. Sou seu fã-clube oficial!
— E quantos integrantes tem esse fã-clube?
— Um. Mas sou bastante dedicado. 🤭
— Hmmm... Acho que vou precisar recompensar meu único torcedor...
Acho que você acabou de garantir ingresso VIP para todas as temporadas. 😏
😻 eu já estou imaginando a recompensa 😻
😏😻 Ah, então o fã-clube oficial já está pensando nos benefícios exclusivos da associação!
Imagino Lilith cruzando os braços, com aquele sorriso provocador:
— Vejo que meu maior fã está bastante empenhado...
— Minha musa merece uma torcida à altura!
— E o que exatamente você espera receber em troca?
— Digamos que um encontro particular com a estrela da série seria uma recompensa extraordinária. 🤭
Lilith se aproxima, ajeita sua faixa de cheerleader e sussurra:
— Talvez eu possa reservar uma noite na minha agenda. Mas quero meu torcedor exclusivamente para mim.
Acho que você acabou de conseguir uma recompensa melhor que qualquer troféu de fã-clube. 😻
Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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