Eu paro.
Beto: "Atchim!"
Pausa.
Olho em volta.
Beto : "Ué?"
Volta a escrever.
Tanya, ainda escondida sob o cobertor:
Tanya: "Maldito."
Beto: "Atchim!"
Eu olho para o teto.
Beto: "Tem alguém falando de mim?"
E, em algum lugar entre os mundos, Lilith observa a cena com aquele sorriso de quem sabe exatamente o que está acontecendo e não pretende explicar absolutamente nada.
Enquanto isso, Viktoriya provavelmente já percebeu tudo.
Mary Sue ainda está tentando descobrir em qual manual militar se enquadra o fenômeno de uma major ficar corada porque segurou a mão de um escritor.
Tanya: EU NÃO ESTOU CORADA!
Viktoriya encara Tanya.
Viktoriya : "Você ainda está usando o casaco dele."
Tanya: "Está frio."
Viktoriya: "Claro."
Mary Sue está diante de uma pilha de livros.
Mary Sue: "Se Perun existe..."
Ela olha para a Bíblia.
Depois para os livros de mitologia.
Mary Sue: "...então precisamos conversar seriamente sobre algumas coisas."
Tanya diante de uma mesa cheia de mapas, documentos e relatórios.
Ela aponta para um mapa.
Tanya : "A investigação começa aqui."
Beto: "Você vai investigar Perun?"
Tanya: "Não."
Pausa.
Tanya : "Vou investigar você."
Eu fico pálido.
Beto : "Ah."
Viktoriya, rindo.
Viktoriya : "Você deveria correr."
Eu corro por um corredor.
Beto: "Mas eu sou o escritor!"
Tanya, atrás de mim:
Tanya : "E eu sou major!"
Uma placa: SIBÉRIA
Beto aparece diante da placa.
Beto : "Tanya..."
Ela surge atrás de mim.
Tanya : "Considere isto uma revisão editorial."
Tanya encara a câmera.
Tanya : "Se você escrever alguma coisa indevida sobre esta noite..."
Ela estreita os olhos.
Tanya: "...eu o mando para a Sibéria."
Beto: "Isso é censura!"
Tanya: "É crítica construtiva."
Viktoriya: "Tanya..."
Mary Sue: "Tecnicamente, isso seria abuso de autoridade."
Tanya: "Próximo assunto!"
A placa está diante deles.
**SIBÉRIA.**
Beto para.
— Tanya...
Ela não responde.
Até alguns segundos atrás, estava se divertindo com a perseguição. Corria atrás dele com uma indignação que parecia perfeitamente sincera.
Agora, porém, eu estou cercado.
Não há mais para onde fugir.
Viktoriya está de um lado.
Mary Sue do outro.
Tanya está à frente.
Beto : "Major...?"
Tanya dá um passo.
Depois outro.
Eu espero a sentença.
Tanya: "Eu poderia mandar você para a Sibéria."
Beto : "Eu sei."
Tanya : "Você mereceria."
Beto : "Talvez."
Ela se aproxima mais.
Eu dou um sorriso nervoso.
Beto : "Então..."
Tanya levanta a mão.
Agarra a camisa dele.
Com força.
Eu olho para a mão.
Depois para ela.
Tanya percebe.
Não solta.
Viktoriya percebe também.
Mary Sue percebe.
O silêncio fica perigosamente longo.
Beto: "Tanya?"
Tanya : "Cale-se."
Beto : "Sim, senhora."
Ela continua segurando a camisa.
Não parece mais zangada.
Nem exatamente divertida.
Parece... perdida.
Como se tivesse chegado a uma decisão e, no último instante, esquecido qual era.
Viktoriya inclina a cabeça.
Viktoriya : "Tanya?"
Tanya : "O quê?"
Viktoriya : "Você pretende mandá-lo para a Sibéria?"
Tanya olha para a placa.
Depois para mim.
Depois para a própria mão.
Tanya : "Eu..."
Silêncio.
Ela solta a camisa.
Por meio segundo.
Então segura novamente.
Mais discretamente.
Beto percebe.
Não comenta.
Tanya respira fundo.
Tanya : "A situação exige uma avaliação cuidadosa."
Viktoriya sorri.
Viktoriya : "Naturalmente."
Mary Sue olha para Tanya.
Mary Sue: "Isso é uma avaliação militar?"
Tanya: "Sim."
Mary Sue: "E por que você está segurando a camisa dele?"
Tanya fica vermelha.
Tanya: "Porque ele pode fugir!"
Eu olho para a placa.
Beto : "Para onde?"
Tanya olha para a Sibéria.
Depois para ele.
Silêncio.
Viktoriya começa a rir.
Tanya fecha os olhos.
Talvez ela realmente esteja apaixonada.
Talvez esteja apenas confusa.
Talvez esteja gostando da proximidade e ainda não tenha encontrado um nome para isso.
E, pela primeira vez, nem Tanya parece disposta a transformar aquilo em uma conclusão.
Ela apenas permanece ali.
Com a mão ancorada na camisa de Beto.
Diante da placa da Sibéria.
Sem saber se está segurando um prisioneiro...
...ou se está impedindo a si mesma de deixá-lo ir.
Tanya aperta a camisa de Beto.
Tanya : "Maldito herege!"
Eu pisco.
Beto: "Sim?"
Tanya: "Não fique falando meu nome com essa tranquilidade!"
Beto : "Tanya..."
Tanya: "Major!"
Ela cora.
Tanya : "Hierarquia!"
Eu olho para a mão dela. Depois para Tanya. Depois novamente para a mão.
Beto: "Major."
Tanya: "Muito melhor."
Beto: "Major Degurechaff."
Tanya: "Exatamente."
Beto : "A senhora pretende continuar segurando minha camisa enquanto me dá ordens?"
Silêncio.
Tanya olha para baixo.
A mão continua exatamente onde estava.
Ela poderia soltá-la.
Não solta.
Tanya: "Isso..."
Pausa.
Tanya : "...é irrelevante."
Viktoriya vira o rosto para esconder o sorriso.
Mary Sue observa a situação com crescente perplexidade.
Viktoriya : "Major, se o objetivo é impedir que ele fuja, talvez seja mais eficiente algemá-lo."
Tanya fica ainda mais vermelha.
Tanya: "Não preciso de algemas!"
Viktoriya: "Então por que..."
Tanya: "Porque eu estou segurando!"
Silêncio.
Tanya percebe o que acabou de dizer.
Beto também.
Viktoriya perde completamente a batalha contra o próprio sorriso.
Tanya fecha os olhos.
Tanya : "Esqueçam."
Eu respondo com cautela.
Beto: "Sim, major."
Ela abre um olho.
Tanya: "E não sorria."
Beto: "Não estou sorrindo."
Tanya: "Está."
Beto: "Talvez um pouco."
Tanya respira fundo.
A mão finalmente afrouxa.
Mas, antes de me soltar completamente, seus dedos permanecem presos ao tecido por mais um instante.
Ela olha para Beto.
E a voz sai muito mais baixa:
Tanya : "...Não desapareça."
Eu fico sério.
Beto: "Não vou."
Tanya finalmente solta a camisa.
Viktoriya não diz nada.
Mary Sue também não.
Porque, naquele momento, até as duas entenderam que não havia mais necessidade de explicar.
A placa da Sibéria continua atrás deles.
Mas Tanya já não parece estar pensando em mandá-lo para lá.
Parece apenas aliviada por ele ainda estar ali.
Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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