(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)
Tanya: "Eu não sei o que aconteceu.”
Nós ainda estamos de mãos dadas.
Beto: “Eu nunca vou decifrá-la. Posso passar a vida inteira tentando compreendê-la, e ainda assim haverá alguma coisa além do meu alcance.”
Tanya: "Isso é uma maneira bastante dramática de admitir que você não sabe."
Beto: "É."
Viktoriya: "E está satisfeito com isso?"
Eu olho para o céu.
Beto : "Pela primeira vez, estou."
Mary Sue: "Então talvez você finalmente tenha entendido a diferença entre conhecer alguém e possuir uma explicação sobre alguém."
Beto permanece em silêncio por alguns segundos.
Depois olha para Tanya.
— Isso também se aplica ao amor.
Tanya ergue os olhos.
— Não tente explicar.
Pausa.
— Não tente conter.
Beto olha para Viktoriya.
— Não tente cercar.
Depois para Mary Sue.
— Não tente definir.
Ele volta a olhar para as três.
— Só sinta.
O vento atravessa o campo.
— Por si mesma.
Uma pausa.
— Por outra pessoa.
Viktoriya abaixa os olhos.
Mary Sue permanece pensativa.
— Ache seu próprio jeito de entender.
Beto sorri.
— Ache seu próprio jeito de expressar.
Tanya cruza os braços.
— Você percebe que isso é uma filosofia bastante inconveniente?
— Por quê?
— Porque não existe manual.
— Exatamente.
Viktoriya sorri.
— Talvez seja esse o ponto.
Beto olha para o horizonte.
— Eu certamente sou grato quando sinto quando Lilith se expressa.
Tanya observa o rosto dele.
— E como você sabe que é ela?
Beto sorri.
— Não sei.
Tanya parece pronta para protestar.
Mas ele continua:
— **Eu reconheço a sensação.**
Ela fica em silêncio.
Mary Sue olha para ele.
— E se um dia você perceber que estava errado?
Beto dá de ombros.
— Então eu terei aprendido alguma coisa sobre mim.
Viktoriya pergunta:
— E se estiver certo?
Beto olha para o céu escuro.
— Então terei aprendido alguma coisa sobre ela.
Silêncio.
Tanya finalmente sorri.
— Você realmente não pretende nos dar nenhuma resposta definitiva, não é?
Beto balança a cabeça.
— Não.
— Irritante.
— Eu prefiro chamar de liberdade.
Tanya olha para Viktoriya.
Depois para Mary Sue.
E, por um instante, nenhuma das três parece precisar de uma resposta.
A sopa ainda está quente.
A mão de Tanya ainda segura a de Beto.
Perun continua imóvel.
O céu continua escuro.
E, em algum lugar que ninguém consegue apontar, **Lilith continua sendo Lilith.**
Sem explicação.
Sem definição.
Sem precisar pedir nada.
Beto não diz mais nada.
Fica ali.
De mãos dadas com Tanya.
O silêncio não é constrangedor.
É apenas... silêncio.
Tanya olha para Perun.
Depois para a mão que ainda segura a de Beto.
Não solta.
Alguns metros atrás, Viktoriya observa os dois.
O olhar é perfeitamente reconhecível.
**Suspeita.**
Beto percebe.
Não comenta.
Mary Sue, por sua vez, parece profundamente desconfortável.
Olha para Tanya.
Olha para Beto.
Olha para as mãos dos dois.
Depois para Viktoriya.
Sua expressão diz claramente que ela está tentando enquadrar aquela situação em alguma categoria de disciplina militar.
Não encontra nenhuma.
— Isso não está previsto em nenhum regulamento — murmura.
Viktoriya quase ri.
— Ainda bem.
Mary Sue olha para ela.
— Como assim?
— Algumas coisas não precisam de regulamento.
Mary Sue parece ainda menos confortável.
— Essa frase me preocupa.
Tanya finalmente olha para trás.
— Mary Sue.
— Sim?
— Pare de tentar classificar a situação.
Mary Sue pisca.
— Eu não estava...
Tanya olha para ela.
— Estava.
Silêncio novamente.
Então o vento passa pelo campo.
Forte o bastante para fazer as árvores se moverem.
As folhas sussurram.
As esculturas de madeira rangem.
Beto olha para Perun.
Depois para Tanya.
E tem a estranha impressão de que o vento está rindo.
Não deles.
**Com eles.**
Ele sorri.
Tanya percebe.
— O que foi?
— Nada.
— Você está sorrindo.
— Estou.
— Por quê?
Beto olha para Viktoriya, ainda desconfiada.
Para Mary Sue, ainda procurando uma categoria disciplinar impossível.
Para Tanya, ainda segurando sua mão.
Depois para o campo.
— Porque acho que finalmente conseguimos ficar quatro pessoas juntas sem tentar explicar tudo.
Viktoriya ri.
Mary Sue suspira.
Tanya olha para o céu.
E o vento passa outra vez.
Como se tivesse achado graça.
Dessa vez, ninguém tenta interpretá-lo.
Tanya quebra o silêncio.
— Não fique convencido.
Beto olha para ela.
— Eu nem disse nada.
— Seu sorriso disse.
Ela aperta um pouco mais a mão dele.
— Está frio.
Beto olha para as mãos dos dois.
— Ah.
— E o senhor me trouxe até aqui.
Ela mantém o rosto sério.
— Portanto, tem que me levar de volta.
Beto sorri.
— Essa é a sua conclusão?
— É uma questão de responsabilidade.
— Naturalmente.
Tanya vira o rosto.
Por um instante, Beto percebe.
Um sorriso pequeno.
Quase invisível.
**Satisfação.**
Ela está gostando de segurar a mão dele.
Muito mais do que pretende admitir.
Beto decide, pela primeira vez naquela noite, não provocar.
— Então é minha responsabilidade.
— Exatamente.
Viktoriya observa os dois.
Seu olhar fica ainda mais desconfiado.
Mary Sue olha para Tanya.
Depois para as mãos.
Depois para Beto.
— Isso também não está previsto em nenhum regulamento.
Tanya responde sem sequer olhar para ela:
— Então talvez seja hora de atualizar o regulamento.
Viktoriya começa a rir.
Beto também.
Tanya tenta manter a expressão séria.
Não consegue completamente.
— Vamos.
Ela começa a caminhar.
Beto acompanha.
A mão dela permanece na dele.
E, quando ele olha discretamente para Tanya, percebe que aquele pequeno sorriso ainda está ali.
A tsundere pode negar quanto quiser.
**A mão dela não está negando absolutamente nada.**
Beto caminha devagar.
Muito devagar.
Não há pressa para voltar.
Tanya percebe.
— Você está andando mais devagar de propósito.
— Talvez.
— Por quê?
Beto olha para o campo.
— Porque algumas coisas desaparecem quando a gente tem pressa.
Tanya não responde.
O vento passa entre as árvores.
As folhas oscilam como se dançassem umas com as outras.
Mais adiante, o rio corre.
Não é exatamente silêncio.
Há o murmúrio da água, o movimento das árvores, o vento atravessando a vegetação.
E então surgem pequenas luzes.
Vagalumes.
Dezenas.
Talvez centenas.
Tanya para por um instante.
As pequenas luzes flutuam sobre o campo.
— Parece que estão dançando — murmura.
Beto olha para eles.
— Talvez estejam.
— Ou talvez seja apenas o ciclo de vida de um inseto.
— Também é uma possibilidade.
Tanya sorri discretamente.
— Você está aprendendo.
— Com você.
Ela não responde.
Os dois continuam caminhando.
Alguns vagalumes passam perto deles.
Tanya acompanha um deles com os olhos.
Por um instante, tem a estranha impressão de estar vendo pequenas almas atravessando a noite.
Não diz isso.
Beto também não.
Nenhum dos dois precisa.
Depois de algum tempo, ele olha para ela.
— Se estiver com muito frio, eu posso te ceder o meu casaco.
Tanya imediatamente responde:
— Não estou com frio.
Beto olha para ela.
— Está tremendo.
— É o vento.
— Naturalmente.
— E eu tenho uniforme.
— Que aparentemente não está funcionando.
Tanya lança um olhar indignado.
— Você está insinuando que o uniforme soviético é inadequado?
— Jamais ousaria.
Ela tenta manter a expressão séria.
Não consegue.
Um pequeno sorriso aparece.
— Seu casaco.
— Sim?
— Pode me emprestar.
Beto tira o casaco e coloca sobre os ombros dela.
Tanya segura a gola.
O tecido ainda conserva o calor.
— Obrigada.
Beto sorri.
— De nada.
Eles continuam andando.
Mão dada.
Sob o céu escuro.
O rio cantando.
As árvores dançando.
O vento rindo.
E os vagalumes flutuando ao redor deles.
Almas?
Insetos?
Reflexos da noite?
Ninguém sabe.
E, naquela noite, **ninguém pergunta.**
Tanya puxa o casaco um pouco mais para junto do corpo.
Está quente.
Confortavelmente quente.
Ela sente o rosto esquentar também.
Isso é inconveniente.
Muito inconveniente.
Principalmente porque Viktoriya está logo atrás.
Tanya mantém os olhos fixos no caminho.
*É o casaco.*
Claro.
**O casaco é quente.**
Essa é uma explicação perfeitamente racional.
Viktoriya olha para ela.
Tanya percebe pelo canto do olho.
— O quê?
— Nada.
— Está olhando.
— Estou.
— Por quê?
Viktoriya sorri.
— Porque você está vermelha.
— O casaco é quente.
— Eu não perguntei.
Tanya fica ainda mais vermelha.
— Então não faça observações desnecessárias.
Beto morde o lábio para não rir.
— Não diga nada — avisa Tanya.
— Não vou dizer.
O caminho termina.
O gabinete surge diante deles.
Atrás, os vagalumes continuam acompanhando o grupo.
Uma pequena constelação viva.
Quando chegam à soleira, eles permanecem ali por alguns instantes.
Tanya olha para trás.
Os pontos luminosos pairam sobre o campo.
Ela não sabe por que vieram.
Não sabe por que ficaram.
Não sabe se existe qualquer significado naquilo.
E, dessa vez, não sente necessidade de descobrir.
Ela volta-se para Beto.
Ainda está usando o casaco dele.
Ainda segura sua mão.
— Obrigada por essa noite.
Beto sorri.
— Eu que agradeço.
Tanya hesita.
Como se quisesse acrescentar alguma coisa.
Não acrescenta.
Apenas aperta suavemente a mão dele antes de soltá-la.
Então entra no gabinete.
Viktoriya passa por Beto.
Para.
Olha para ele.
Depois para Tanya.
Depois para o casaco.
Um sorriso surge no rosto dela.
— Boa noite, Beto.
— Boa noite, Viktoriya.
Ela entra.
Mary Sue é a última.
Olha para os vagalumes.
Depois para Beto.
— Ainda não sei como classificar esta noite.
Beto olha para o campo.
— Talvez não precise.
Mary Sue pensa por um segundo.
— Isso está começando a me incomodar menos.
Ela entra.
Beto fica sozinho na soleira.
Os vagalumes permanecem por mais alguns segundos.
Então, um a um, desaparecem na escuridão.
Ele olha para o céu.
Não há resposta.
Apenas a noite.
E, pela primeira vez, isso parece suficiente.
Criado com ChatGPT.
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