https://www.brasil247.com/diario-do-povo/premie-chines-defende-internet-centrada-nas-pessoas-frente-aos-avancos-da-ia/
A pergunta que o jornal Brasil 247 não faz no seu puxa saquismo do governo chinês. Tem internet livre na China? 😏🤭
Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.
A internet centrada nas pessoas... desde que as pessoas não façam perguntas inconvenientes! 😏🤭
Existe uma certa ironia em ver o governo chinês defender uma internet centrada nas pessoas diante dos avanços da inteligência artificial. Afinal, estamos falando de um país que parece ter uma relação bastante peculiar com o conceito de liberdade na internet.
Segundo a narrativa apresentada, o premiê chinês está preocupado com o futuro da humanidade diante da inteligência artificial. Que bonito! Que preocupação humanista! Quase dá vontade de aplaudir de pé.
Mas há uma pergunta que parece ter escapado ao entusiasmo editorial do Brasil 247: e a liberdade de quem usa a internet na China?
A China possui uma estrutura de censura conhecida como Grande Firewall. Serviços como Google, YouTube, Facebook e X são bloqueados ou fortemente restringidos. Além disso, conteúdos considerados politicamente sensíveis podem ser removidos, e cidadãos podem sofrer punições por suas manifestações na internet. A Freedom House atribui ao país apenas 9 pontos em 100 no índice de liberdade na internet de 2026.
Mas vamos à crônica.
A internet centrada nas pessoas... mas com o botão de censura ao alcance do governo
O governo chinês descobriu uma preocupação nobre: a internet precisa ser centrada nas pessoas, especialmente agora que a inteligência artificial está avançando a passos largos.
O primeiro-ministro Li Qiang fez um discurso bonito sobre tecnologia a serviço da humanidade, ampliação de escolhas, bem-estar e construção de um futuro compartilhado no ciberespaço.
Maravilha! Palmas! Flores! Só faltou uma pequena pergunta, daquelas inconvenientes que estragam uma cerimônia diplomática: os chineses podem navegar livremente nessa internet centrada nas pessoas?
Porque, convenhamos, falar em internet a serviço da humanidade é muito bonito. Mas seria interessante saber se essa humanidade pode acessar o Google, o YouTube, o Facebook e outras plataformas sem precisar de um curso de contorcionismo tecnológico.
Na China, existe um pequeno detalhe chamado Grande Firewall. Não se trata de uma parede decorativa para separar a sala da cozinha. É um gigantesco sistema de bloqueios, filtros e controles que restringe o acesso a conteúdos e plataformas estrangeiras.
E não para por aí. Publicações consideradas inconvenientes podem desaparecer, críticas ao governo podem trazer consequências e determinados assuntos parecem ter uma misteriosa dificuldade para sobreviver no ambiente digital.
É quase como oferecer uma biblioteca gigantesca aos cidadãos, desde que o bibliotecário tenha autorização para decidir quais livros podem ser lidos, quais páginas podem ser consultadas e quais perguntas não devem ser feitas.
Mas, evidentemente, tudo isso deve ser em nome do bem-estar coletivo. Afinal, quem precisa de liberdade de expressão quando se tem uma internet organizada?
E aqui entra a curiosidade editorial: o Brasil 247 reproduz com entusiasmo a defesa chinesa de uma internet humanizada, mas não parece tão interessado em discutir as contradições entre esse discurso e a realidade da censura digital chinesa.
Não seria interessante perguntar ao premiê Li Qiang como funciona essa tal internet centrada nas pessoas quando uma pessoa resolve pesquisar algo que desagrada ao Partido Comunista Chinês?
Será que aparece uma mensagem dizendo: "Desculpe, este conteúdo não está disponível na sua região"?
Ou talvez: "Sua pesquisa foi considerada inadequada para o desenvolvimento integral da sua personalidade"?
Quem sabe a inteligência artificial chinesa já esteja preparada para responder:
— Posso falar sobre tecnologia, economia, culinária e desenvolvimento sustentável. Sobre determinados acontecimentos históricos, infelizmente, preciso consultar minha equipe de censura.
O problema não é a China investir em tecnologia, desenvolver inteligência artificial ou defender que as grandes empresas tecnológicas respeitem os direitos humanos. Tudo isso merece debate sério.
O problema é transformar qualquer discurso oficial chinês em uma espécie de manifesto humanista, esquecendo convenientemente que o país mantém um dos ambientes digitais mais restritivos do planeta.
E não precisamos comprar a propaganda de Washington para reconhecer isso. Criticar a censura chinesa não significa defender a vigilância americana, o monopólio das big techs ou a manipulação das redes sociais ocidentais. Liberdade não deveria ser uma exclusividade geopolítica.
Aliás, se a internet precisa ser centrada nas pessoas, talvez o primeiro passo seja permitir que essas pessoas decidam o que querem ler, pesquisar, publicar e questionar, sem precisar da autorização prévia do governo.
Porque uma internet na qual o governo escolhe o que os cidadãos podem conhecer pode até ser centrada nas pessoas.
Só precisamos descobrir de quais pessoas estamos falando.
E fica a pergunta para o Brasil 247: existe internet livre na China ou a liberdade também precisa passar pelo controle de qualidade do Partido Comunista?
Afinal, uma internet verdadeiramente humanizada não deveria ter medo de uma pergunta inconveniente. 😏🤭
Eis a ironia central: defender uma internet centrada nas pessoas é fácil; difícil é aceitar que essas pessoas possam discordar de quem governa. 😹
Criado com ChatGPT.

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