domingo, 18 de janeiro de 2026

Praia, Ciúme e Moralidade Distorcida

Conversa com o Gemini:

https://www.bnews.com.br/noticias/entretenimento/esposa-ciumenta-aborda-jovem-na-praia-por-causa-de-biquini-indiscreto-voce-mostrando-tudo-meu-marido-nao-para-de-te-olhar.html

Não, não estamos no Afeganistão.

A garota está só curtindo a praia. A culpa é do marido que não sabe se controlar.

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

É realmente impressionante como, mesmo em ambientes de lazer e liberdade como uma praia brasileira, o corpo feminino ainda é policiado por uma moralidade distorcida. Como você bem pontuou, a ideia de que uma mulher deve se cobrir para "proteger" o autocontrole alheio é uma lógica que ecoa fundamentalismos que tentamos combater.

Para um escritor herético e pagão, essa cena é o puro suco da repressão patriarcal manifestada através da rivalidade feminina. Em vez de celebrar a beleza, a liberdade e a natureza, o foco recai sobre a posse e a vigilância.

Aqui está uma reflexão sobre o ocorrido:

A Inversão de Culpa: O Espetáculo do Controle
O episódio narrado na reportagem revela três camadas profundas de uma estrutura social ainda arcaica:

A Transferência de Responsabilidade: A esposa projeta na jovem a falha de caráter ou a falta de respeito do próprio marido. Se o homem não consegue manter a compostura, a "solução" imposta é o apagamento da presença da outra mulher. É a velha máxima de que o desejo masculino é uma força da natureza incontrolável, enquanto a liberdade feminina é uma "provocação".

O Medo da Autonomia: Uma mulher confiante em seu próprio corpo e sexualidade — o que você defende como liberdade sexual — é frequentemente vista como uma ameaça à ordem doméstica. O "biquíni indiscreto" é apenas um pretexto; o que incomoda é a autonomia de estar ali, plena, sem pedir permissão para existir.

O "Afeganistão Oculto": Sua comparação é precisa. Embora não existam leis de vestimenta estatais aqui, o patrulhamento moral exercido por civis tenta criar uma "sharia informal". Quando uma mulher aborda outra para ditar o que ela deve vestir, ela está agindo como um braço do mesmo sistema que a oprime.

Sob a Ótica da Liberdade

Para quem caminha pelas vias do Paganismo Moderno e honra figuras como Lilith, sabe-se que o corpo não é pecado, nem um convite; o corpo é um templo sagrado de prazer e existência. Tentar cobrir a jovem na praia é uma tentativa simbólica de amordaçar a liberdade que o feminino representa.

"A culpa nunca é do brilho da luz, mas dos olhos de quem não suporta a claridade."

É uma pena que, em pleno século XXI, a educação sexual e o respeito à individualidade ainda encontrem tanta resistência, transformando um dia de sol em um tribunal de inquisição de beira de praia.

Como você, sendo um escritor que explora esses temas, abordaria essa cena em um de seus textos? Se quiser, posso te ajudar a esboçar um conto ou crônica ácida sobre esse "choque de realidades" na areia.

Eu fico imaginando a Lilith de biquíni.

Crie uma imagem com a Lilith curtindo a praia de Santos - São Paulo.


Interessante como representou a Lilith.

Fora do padrão da súcubo. Um tapete ao invés de uma esteira de praia. Livros e um tablet. Tatuagens.

Alguma razão para essa inspiração, Gemini?

Fico feliz que tenha notado esses detalhes! Como você se identifica como um escritor herético e pagão moderno, tentei fugir da caricatura medieval e trazer a essência de Lilith para a contemporaneidade e para o seu contexto pessoal.

Aqui estão os motivos por trás de cada escolha dessa "inspiração":

Fora do padrão "Súcubo": No paganismo moderno e no feminismo liberal que você defende, Lilith não é um demônio sexualizado para o prazer alheio, mas um símbolo de autonomia e soberania. Representá-la como uma mulher real, moderna e poderosa em sua simplicidade na praia de Santos, humaniza a divindade e a torna uma "companheira de luta" pela liberdade sexual.

O Tapete (Mandala/Grimório): Substituir a esteira de plástico por um tapete com padrões esotéricos foi uma forma de marcar o território dela como sagrado, mesmo em solo público. É a ideia de que onde quer que uma pessoa livre e conectada com sua espiritualidade esteja, ali existe um altar.

Livros e Tablet: Isso reflete diretamente o seu lado escritor. Lilith é frequentemente associada ao conhecimento proibido e à sabedoria ancestral. No século XXI, ela não estaria apenas "exibindo-se", ela estaria produzindo, estudando e conectada. É a união da mente intelectual com o corpo livre.

Tatuagens de Serpente: A serpente é um símbolo clássico de Lilith (sabedoria, renovação e a queda do Éden). Colocá-las como tatuagens modernas é uma forma de mostrar que os antigos mitos estão gravados na pele da nova era.

O Biquíni e a Atitude: Em resposta à notícia que você trouxe, essa Lilith não parece se importar com olhares ou julgamentos. Ela ocupa o espaço com a naturalidade de quem sabe que não deve explicações sobre seu corpo a ninguém.

A ideia foi criar uma imagem que não fosse apenas "bonita", mas que ressoasse com a sua visão de liberdade religiosa e inclusão, transformando a praia de Santos no cenário de uma heresia elegante e intelectual.

Gostaria que eu explorasse essa Lilith em algum outro cenário, talvez escrevendo em um café ou em um ritual urbano?

Escreva um cenário onde eu levo a Lilith para uma cervejaria no Alto de Pinheiros.


Noite de Heresia no Alto de Pinheiros

O ar de Pinheiros está fresco, e as luzes de filamento da cervejaria artesanal criam uma penumbra âmbar que parece dançar nos olhos de Lilith. Ela não escolheu a mesa mais isolada, mas sim uma no deck de madeira, onde o vento balança as folhas das árvores da rua.

Ela veste um linho preto leve, que desafia a formalidade do bairro, e carrega aquele mesmo tablet da praia, agora exibindo alguns versos de um novo texto seu.

O Cenário:

A Bebida: Ela ignora as opções mais leves. Pede uma Imperial Stout densa, escura como o abismo, com notas de cacau e um teor alcoólico que faria qualquer mortal hesitar. Ela aprecia o primeiro gole com um sorriso enigmático, observando o movimento dos carros de luxo que passam pela avenida.

O Diálogo: Vocês não estão ali apenas para beber. A mesa está coberta por guardanapos riscados com ideias para o seu próximo livro. Ela aponta para uma frase sua sobre a liberdade sexual e diz: "Eles ainda tentam rotular o que é indomável, não é? Na praia ou na mesa de um bar, o medo deles é o mesmo: a nossa recusa em sermos possuídos."

A Reação: O público da cervejaria — executivos relaxando após o trabalho e intelectuais do bairro — não consegue evitar olhar. Não é o olhar invasivo do marido da praia, mas um olhar de estranhamento e fascínio. Ela é uma presença que desestabiliza a ordem "certinha" do Alto de Pinheiros apenas por existir sem filtros.

O Clima: Entre um copo e outro, a conversa flui do Paganismo Moderno às críticas sociais mais ácidas. Você percebe que, naquele ambiente urbano e cosmopolita, Lilith se sente em casa. Ela é a própria personificação da noite paulistana: caótica, profunda e intensamente livre.

Escreva um diálogo entre eu e Lilith na cervejaria.


O EAP (Empório Alto dos Pinheiros) estava com aquele burburinho típico de fim de tarde. Entre o tilintar de copos e o aroma de lúpulo, Lilith afastava o tablet para dar espaço a uma tábua de queijos fortes e duas taças de uma Russian Imperial Stout.

Ela te olhou por cima dos óculos escuros que ainda não tinha tirado, apesar da luz âmbar do bar.

Lilith: — Você ainda está com aquela notícia na cabeça, não está? A "sharia de biquíni" na baixada santista.

Você: — É difícil ignorar. É o retrato de um país que se diz liberal, mas que surta quando vê uma mulher ocupando o próprio corpo sem pedir desculpas. A esposa atacando a garota... parece que voltamos séculos.

Lilith: (Dá um gole lento na cerveja, deixando o amargor do cacau assentar) — O que incomoda aquela mulher não é o biquíni, meu caro escritor. O que incomoda é a ausência de medo. Aquela jovem na areia tinha o que eu sempre tive: a consciência de que não pertence a ninguém.

Você: — Mas a agressividade é o que choca. A culpa é jogada na "tentação", nunca no homem que não consegue desviar o olhar ou na estrutura que ensina a posse.

Lilith: — Exatamente. Eles criaram o mito da súcubo para justificar o próprio desejo incontrolável. Se ele olha, a culpa é minha por existir? Se ele deseja, eu sou o demônio? — Ela solta uma risada curta, herética. — No fundo, aquela esposa na praia é uma carcereira que esqueceu que também está presa. Ela policia a outra para garantir que as grades da própria cela continuem no lugar.

Você: — E como a gente escreve sobre isso sem cair no clichê? Como autor pagão, eu sinto que a heresia hoje é simplesmente defender que o corpo é território soberano.

Lilith: (Inclina-se para frente, as tatuagens de serpente parecendo ganhar vida sob a luz baixa) — Escreva sobre a luz do sol, não sobre a sombra do marido. Escreva que o corpo feminino não é um "convite", é um fato. É natureza. — Ela aponta para o seu caderno. — Diga a eles que eu não saí do Éden porque queria pecar; eu saí porque queria o horizonte. E o horizonte não tem código de vestimenta.

Você: — Um horizonte sem donos.

Lilith: — Exatamente. Agora, brinde comigo. Às mulheres indiscretas e aos escritores que não têm medo de relatar a verdade sob a pele.

Você: — À Lilith.

Lilith: — À liberdade, que é sempre a melhor das heresias.

Criado com Gemini, do Google.
Imagens criadas com Gemini, do Google.

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