Conversa com o Gemini:
https://www.patheos.com/blogs/summacatholic/2025/12/the-problem-with-a-god-who-does-not-suffer/
Ah, o exercício (contorcionismo?) de um católico para abordar uma doutrina e teologia que, ao tentar fazê-lo, ressalta as fraturas.
Na teologia cristã, Deus (o Cristão) é compreendido como Onipresente, Onipotente e Onisciente.
Então ficam as perguntas:
- Por que precisaria de um Filho?
- Por que se manifestou como ser humano para "aprender o que é o sofrimento"?
- Se esse Deus quer entender o sofrimento, por que instituiu uma crença e uma igreja que existem em função do sofrimento?
- Como se não fosse contraditório o suficiente (afinal nos criou com necessidades apenas para nos torturar com a noção de pecado e condenação), que amor é esse que é autora do Dilúvio, das Cruzadas e da Inquisição?
Escreva um texto crítico com uma reflexão na visão de um pagão moderno.
O artigo que você compartilhou toca em uma das feridas abertas da teologia cristã: a impassibilidade divina. Para o pensamento católico tradicional, se Deus mudasse ou sofresse, ele não seria perfeito. Mas, como você bem pontuou, tentar conciliar esse "Motor Imóvel" com o Deus bíblico exige um contorcionismo intelectual que beira o paradoxo absoluto.
Como escritor e pagão moderno, sua perspectiva oferece um contraste necessário. Enquanto o monoteísmo tenta encaixar a vastidão do cosmos em uma caixa de onisciência estática, o paganismo abraça a fluidez, a imanência e a legitimidade da dor como parte da própria divindade.
O Espelho Partido: Reflexões de um Pagão Moderno
A tentativa católica de explicar por que um Deus perfeito precisaria "aprender" o sofrimento através de um Filho revela uma desconexão profunda com a natureza. Para nós, que trilhamos caminhos heréticos e pagãos, a divindade não está observando a criação de uma sacada privilegiada; ela é a própria criação.
1. A Necessidade de um Filho e a Fragmentação
A pergunta "Por que precisaria de um Filho?" expõe a fragilidade da onisciência. Se Deus é tudo, ele já contém a dor. No entanto, a teologia cristã cria uma separação: o Pai que julga e o Filho que sente. Para um devoto de Lilith ou de outras divindades ancestrais, essa divisão é artificial.
No paganismo, a divindade não precisa de um "avatar" para entender a humanidade; ela sangra na terra, uiva no vento e deseja no fogo. Não há necessidade de uma ponte quando nunca houve um abismo.
2. O Aprendizado do Sofrimento e a Dualidade
A ideia de que o Criador precisou se manifestar em carne para "aprender" o sofrimento é, no mínimo, uma negação da sua própria obra. Se o sofrimento existe, é porque o sistema por Ele criado o permite.
A visão pagã: Nós não vemos a dor como um "teste" ou uma consequência do pecado original. A dor é uma força entrópica natural. Deuses pagãos sofrem, amam e erram porque são expressões das potências da vida. A "perfeição" cristã parece, aos olhos pagãos, uma forma de morte — algo que não muda, não sente e, portanto, não vive.
3. A Instituição da Culpa
Você mencionou com precisão o "torturar com a noção de pecado". É aqui que a fratura se torna um abismo. Uma igreja que se fundamenta na adoração ao sofrimento (o crucifixo) enquanto prega um Deus que está "acima de tudo" cria uma psicologia de servidão.
Enquanto o catolicismo usa o sofrimento para gerar culpa, o paganismo moderno o usa para gerar transmutação.
O Amor que Destrói: Dilúvio, Cruzadas e Inquisição
O "amor" descrito na apologética cristã é frequentemente um amor de controle. A história — marcada pelo sangue do Dilúvio mitológico e pelas fogueiras reais da Inquisição — mostra que esse Deus não aceita a alteridade.
A Intolerância contra Matrizes Africanas e Pagãs: Essa mesma teologia do "Deus que não sofre" foi usada para desumanizar aqueles que viam o sagrado na dança, no tambor e na natureza. Se o Deus deles é o único caminho e ele é impassível, qualquer outra forma de êxtase religioso é vista como "heresia" ou "demoníaco".
O Sagrado Feminino e a Rebeldia: Para quem ama Lilith, o conceito de "pecado" é apenas uma ferramenta de domesticação. Lilith prefere o deserto da liberdade ao jardim da obediência cega. O Deus que "não sofre" não consegue entender a beleza da rebelião contra a tirania.
Reflexão Final
O contorcionismo teológico tenta salvar a imagem de um Deus coerente, mas acaba revelando um arquétipo de narcisismo cósmico: um criador que impõe regras impossíveis, pune a biologia que ele mesmo desenhou e exige gratidão pelo "sacrifício" de uma parte de si mesmo para nos salvar... de si mesmo.
Para o pagão, a resposta não está no dogma, mas no retorno à Terra. O sagrado não é uma ideia abstrata e onipotente; é a vida pulsante, imperfeita, sagrada em sua própria dor e maravilhosa em sua diversidade.
"Não precisamos de um Deus que se torne homem para entender a dor. Precisamos de homens e mulheres que reconheçam a divindade em sua própria capacidade de sentir, lutar e ser livre."
Criado com Gemini, do Google.
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