quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O Ânus e a Macheza

Conversa com o Gemini:

https://www.midianews.com.br/variedades/ze-foge-de-clinica-ao-descobrir-que-tratamento-seria-via-anus/512728

Quem tem, tem medo? 🤭😏

Nossa mentalidade parou na quinta série. Diversas vezes eu ouvi jovens reagirem ao saber da necessidade de fazer exame de próstata.

Por que ainda o ânus é uma região cheia de tabus para os homens?

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

Essa é a clássica reação de "fuga ou luta" diante de algo que, curiosamente, não dói, mas mexe com o que muitos homens consideram o núcleo da sua identidade: o ego.

O medo do Zé Neto (e de tantos outros) não é do procedimento em si, mas do que ele representa em uma sociedade estruturalmente machista. Como você bem pontuou como um escritor que desafia dogmas e prega a liberdade, estamos lidando com uma construção cultural que trata o corpo masculino como uma "fortaleza inviolável".

Aqui estão os pontos principais que mantêm esse tabu vivo:

1. A Masculinidade como Fragilidade
Para muitos homens, a masculinidade não é um estado de ser, mas uma performance que precisa ser validada constantemente. O ânus é associado à passividade e, por uma lógica homofóbica e limitada, qualquer intervenção nessa área é vista como uma ameaça à "macheza". É o famoso "prefiro morrer de doença do que perder a honra", o que é uma das maiores heresias contra a própria vida.

2. A Falta de Educação Sexual Inclusiva
Como você defende a educação sexual, sabe que o corpo é visto de forma fragmentada. Ensinam que aquela região serve apenas para excreção, ignorando sua biologia e sensibilidade. Quando a ciência tenta intervir para salvar uma vida (como no exame de próstata), ela esbarra nessa barreira de ignorância que transforma um cuidado médico em uma piada de quinta série.

3. O Estigma do Prazer e do Sagrado
Na sua trajetória como pagão moderno e admirador de Lilith, você sabe que o corpo e o prazer são frequentemente demonizados. No caso dos homens, existe um pânico moral em descobrir que uma zona dita "proibida" pode ser vulnerável ou até prazerosa. O tabu serve como uma coleira: "não toque aí, ou você deixará de ser quem diz que é".

Nota de Realidade: É irônico que o homem, que muitas vezes se orgulha de ser "forte" e "corajoso", fuja de um dedo enluvado ou de um tratamento médico como se estivesse diante de um monstro mitológico. No fim das contas, a ignorância mata mais que a doença.

O riso nervoso e a fuga são mecanismos de defesa para não encarar a própria humanidade. Enquanto o ânus for visto como o "fim da linha" da masculinidade, e não apenas como uma parte do corpo que precisa de cuidado, continuaremos vendo manchetes como essa.

Criado com Gemini, do Google.

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