quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Esquerda, Ídolos e o Espetáculo


Conversa com o Gemini:

https://www.brasil247.com/blog/capitalismo-vira-tigre-de-papel

Eu fiquei cabreiro com a imagem do texto. Quem é de esquerda não pode ter ídolos. Nem podemos fazer uma imitação do monte Rushmore.

Escreva um texto crítico.

Compreendo perfeitamente o seu incômodo. Para um escritor que preza pela liberdade e pelo pensamento herético, ver a estética do "culto à personalidade" sendo transposta para ícones da esquerda é, no mínimo, contraditório.

Se a crítica ao capitalismo é a de que ele transforma tudo em mercadoria e fetiche, a esquerda, ao mimetizar monumentos como o Monte Rushmore, acaba caindo na mesma armadilha: a monumentalização do ego e a cristalização do pensamento em dogmas de pedra.

Aqui está um texto crítico sobre essa abordagem:

O Altar de Pedra e a Paralisia do Pensamento
A utilização de iconografias que remetem ao Monte Rushmore para estampar figuras históricas da esquerda revela uma ironia profunda e um erro tático e filosófico. O monumento original, encravado em terras sagradas roubadas dos povos originários americanos, é o símbolo máximo da arrogância estatal e da imortalização de homens falíveis em deuses de granito. Quando a esquerda se apropria dessa estética, ela não está subvertendo o sistema; ela está assinando um termo de rendição ao espetáculo.

1. O Perigo dos Ídolos

Para quem defende a liberdade em todas as suas instâncias — sexual, religiosa e intelectual —, a ideia de "ídolos" é um retrocesso. O ídolo não dialoga; ele exige reverência. Ao transformar teóricos e revolucionários em efígies monumentais, retira-se deles a humanidade e, consequentemente, a capacidade de serem criticados. Uma esquerda que não pode questionar seus "pais fundadores" deixa de ser um movimento de libertação para se tornar uma igreja secular.

2. A Estética do Conservadorismo

O Monte Rushmore é estático. A revolução e o pensamento crítico deveriam ser dinâmicos. Ao transpor Marx, Engels ou outros para uma moldura de pedra, a mensagem subliminar é a de que o pensamento está concluído, petrificado. Para o escritor herético, a verdade está na busca, não na estátua. Imitar o opressor na forma de celebrar os seus próprios heróis é uma prova de falta de imaginação estética e teórica.

3. Fetiche vs. Ideologia

O capitalismo é mestre em absorver a rebeldia e devolvê-la como produto. Uma imagem que "heroifica" líderes de esquerda nos moldes burgueses transforma a luta de classes em brand awareness (reconhecimento de marca). O "Tigre de Papel" mencionado no título do artigo pode muito bem ser esse tipo de propaganda: visualmente imponente, mas oca, pois troca a mobilização real pela adoração de imagens.

Nota: A verdadeira heresia — no sentido mais nobre da palavra — é recusar-se a dobrar os joelhos, seja para o mercado, seja para o Politburo. Se a esquerda quer ser uma alternativa real, ela precisa de ideias que respirem, não de ídolos que pesem.

Criado com Gemini, do Google.

Nenhum comentário: