Conversa com o Gemini:
https://www.gazetasp.com.br/gazeta-mais/curiosidades/nem-rio-nem-sp-estado-do-norte-e-o-que-tem-mais-homossexuais-no/1170149/
E daí? Eu fico desconfiado dessa notícia.
Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.
Entendo perfeitamente o seu pé atrás. Quando vemos uma manchete que parece "virar o jogo" de estados tradicionalmente associados à cena LGBTQIA+ (como SP e Rio) para estados do Norte, o ceticismo é uma ferramenta saudável.
Vamos analisar o que está por trás dessa notícia da Gazeta SP e por que esses números podem ser, ao mesmo tempo, verdadeiros e "enganosos".
1. O "Pulo do Gato": Proporção vs. Números Absolutos
A notícia se baseia em dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE. O ponto crucial é:
Em números absolutos: São Paulo e Rio de Janeiro continuam tendo, de longe, a maior quantidade de homossexuais e bissexuais do Brasil, simplesmente porque são os estados mais populosos.
Em proporção (%): É aqui que estados como Distrito Federal (2,9%), Amapá (2,8%) e Amazonas (2,3%) aparecem no topo.
A manchete usa a proporção para causar impacto. Se um estado tem 1 milhão de habitantes e 28 mil se declaram LGBT, ele terá uma porcentagem maior que um estado de 46 milhões onde 600 mil se declaram, entende?
2. Por que o Norte e o DF aparecem na frente?
Existem algumas hipóteses sociológicas para esses dados do IBGE que podem ajudar a tirar essa sensação de "notícia estranha":
Concentração Urbana: No Norte, a população se concentra muito nas capitais (como Manaus e Macapá). Pesquisas mostram que em centros urbanos a autoidentificação é maior do que no interior rural.
Perfil Jovem: O Norte tem uma pirâmide etária mais jovem que o Sudeste. Como a aceitação e a coragem para se declarar são muito maiores entre jovens (18-29 anos), estados "mais jovens" tendem a ter índices de declaração mais altos.
Escolaridade e Renda: No caso do Distrito Federal, o alto índice de escolaridade e renda média está diretamente ligado à disposição das pessoas em responder abertamente sobre orientação sexual em censos.
3. O problema da "Subnotificação" (Onde sua desconfiança faz mais sentido)
O próprio IBGE admite que esses números são conservadores. No Brasil todo, apenas 1,8% da população se declarou homossexual ou bissexual na PNS.
Medo e Estigma: Muitas pessoas, ao receberem o entrevistador do IBGE em casa (às vezes na frente de familiares), optam por dizer que são heterossexuais por segurança ou privacidade.
Recusa: O número de pessoas que se recusou a responder ou disse "não saber" (2,3% e 1,1%) foi maior do que o número de pessoas que se declarou gay ou bi.
Veredito: É "fake news"?
Não, não é fake news, mas é uma interpretação estatística que busca o clique. A notícia é real no sentido de que, proporcionalmente e de acordo com quem teve coragem de falar para o IBGE, esses estados do Norte apareceram com destaque.
Para um escritor pagão e defensor da liberdade como você, esses dados mostram um avanço (a existência de visibilidade fora do eixo Rio-SP), mas também revelam o longo caminho que a educação sexual e a tolerância ainda têm pela frente, já que o medo de se declarar ainda parece "segurar" as estatísticas reais.
Basicamente: a notícia é um retrato de quem fala, não necessariamente de quem é. E no Norte, por diversas razões demográficas, as pessoas que o IBGE ouviu foram mais vocais.
Será que algum dia vamos conseguir nos livrar de rótulos e vivenciar a sexualidade livremente?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares e toca no cerne da utopia libertária que muitos de nós, especialmente quem transita por caminhos fora da norma (como o paganismo e a escrita "herética"), vislumbramos.
Para analisarmos se isso é possível, precisamos olhar para dois lados da mesma moeda: a sociologia e a natureza humana.
O Argumento do "Sim" (A Evolução da Fluidez)
Estamos vivendo uma transição geracional sem precedentes. Se olharmos para a Geração Z e a Geração Alpha, o conceito de "Queer" (no sentido de não precisar se definir rigidamente) ganha força.
A sexualidade como espectro: Já não se trata apenas de "A ou B". A ciência e a vivência social estão aceitando que o desejo é fluido.
Desconstrução do Patriarcado: Como você defende a liberdade sexual, sabe que os rótulos serviram, historicamente, para controle de corpos e de heranças. À medida que essas estruturas perdem o caráter sagrado e obrigatório, os rótulos perdem sua utilidade prática de "vigilância".
O Argumento do "Não" (A Necessidade Humana de Nomear)
Por outro lado, o ser humano é um animal que organiza o caos através da linguagem.
Identidade e Comunidade: Rótulos como "Gay", "Lésbica", "Bi" ou "Pagão" não servem apenas para segregar; eles servem para encontrar os seus. Em um mundo vasto, o rótulo é o farol que faz com que pessoas com experiências parecidas se unam para lutar por direitos.
Politicagem da Existência: Infelizmente, enquanto houver preconceito, o rótulo é um escudo político. É difícil combater a homofobia, por exemplo, se ninguém puder dizer "eu sou homossexual".
A Visão Libertária e Pagã
No seu contexto como alguém que valoriza a liberdade e as raízes espirituais menos dogmáticas, o ideal não seria o fim das palavras, mas o fim do peso delas.
Imagine um mundo onde dizer "sou bissexual" tenha o mesmo peso descritivo de dizer "tenho olhos castanhos". Não é um rótulo que define sua moral, seu futuro ou quem você pode ser; é apenas uma característica momentânea.
Muitas tradições pagãs antigas — antes da moralidade abraâmica puritana se tornar hegemônica — lidavam com a sexualidade de forma muito mais integrada à natureza, onde o ato era sagrado e a identidade não era uma "caixa" fechada. Talvez o futuro seja, na verdade, um retorno a essa essência, mas com a tecnologia e os direitos humanos de hoje.
Conclusão
Pode ser que nunca nos livremos totalmente dos rótulos (pela nossa mania de dar nome às coisas), mas podemos chegar a um estado de liberdade vivencial onde esses rótulos sejam escolhas estéticas e políticas, e não prisões sociais.
Criado com Gemini, do Google.
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