sábado, 13 de agosto de 2011

Estão querendo fechar o meu lojinha

Um total de 182 animais foi resgatadas por agentes federais do popular mercado de Sonora, na capital mexicana, especializado na venda de produtos de medicina tradicional, santeria e bruxaria.
A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta segunda-feira em comunicado que vários dos animais silvestres resgatados estão em perigo de extinção. Na operação, realizada em coordenação com fiscais da Procuradoria Federal de Proteção ao Ambiente (Profepa), foram detidas cinco pessoas.
Entre os bichos resgatados estão 170 tartarugas, uma coruja, um crocodilo do pântano, duas serpentes, uma jiboia-constritora e sete iguanas negras.
Além disso, foram confiscados 17 carapaças de tartaruga de orelha vermelha, 12 peles de diversos animais, entre eles lince, tamanduá, jaguar e iguana negra, e peles dissecadas de cascavéis, disse a PGR.
O mercado de Sonora é um tradicional ponto de venda de animais, amuletos, loções e ervas utilizados por curandeiros e bruxos contra o mau-olhado, para atrair o amor e a sorte, e desfazer feitiços.
A ação fez parte de uma operação realizada do da última quinta até este domingo em nível nacional através da qual foram confiscadas 5.571 plantas e animais, de acordo com a Procuradoria.
O diretor da Profepa, Hernando Guerrero Cázares, informou nesta segunda que, com apoio da PGR, foi realizada a terceira Operação Nacional Contra o Tráfico de Vida Silvestre, que permitiu a detenção de 27 pessoas, entre elas as cinco no mercado de Sonora.
Além dos animais resgatados no mercado de Sonora, os agentes confiscaram em mercados e estradas de todo o país 165 orquídeas de espécies diferentes, 108 psitacídeos (como periquitos e papagaios), 854 aves canoras e de ornato, 672 répteis, 129 mamíferos e 2.998 insetos, 61 veados, 51 rãs e sapos e quatro primatas (macacos aranha e saraguatos).
Nota da casa: Alô, Tribunal de Haia? Como fica nossos direitos de liberdade de religião?

2 comentários:

Douglas Phoenix disse...

A atividade religiosa não pode ter restrições quanto ao uso de materiais, porém desde que não acabe por interferir em outros fatores como sociais, ambientais, políticos e econômicos. Matar animais, em sua maioria, com risto de extinção não deve ser permitido nem para as formas religiosas. Isso seria a mesma coisa que tapar o sol com a peneira.

Beto disse...

Muito bom, mas na prática não é isso que acontece, veja o caso da Holanda.
Animais que são usados em cerimônias religiosas são domesticados e criados para esse fim.