quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Entre reconhecimento e opressão

Divulgado pelo Caturo no Gladius:
[1]
Nos EUA, várias universidades têm já calendários que reconhecem os feriados pagãos. O caso mais recente é o da Universidade de Vanderbilt, em Nasghville, Tenessee, que no seu calendário adicionou quatro dias feriados pagãos, o que significa que nestes dias os alunos pagãos poderão ser dispensados de testes, aulas e outras actividades académicas, tal como sucede já com os estudantes muçulmanos e judeus.
Outros exemplos de carácter universitário foram o da Marshall University, em West Virginia, o que na altura deu muito que falar em todo o país, e também o Departamento de Educação do Estado de Nova Jersey, que adicionou oito feriados pagãos à sua lista «oficial» de feriados; o Estado da Carolina do Norte, por seu turno, aprovou uma lei que garante dois feriados religiosos por ano nas universidades locais.
Para já, os feriados em causa são os do calendário Wicca/Celta - ver a imagem acima - , mas, à medida que o Paganismo cresce, outras correntes pagãs poderão igualmente ver reconhecidos os seus dias sagrados.
[Original: Patheos]

[2]
Na República da Carélia, actualmente integrada na Comunidade de Estados Independentes (antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), as autoridades proibiram o Halloween nas escolas públicas. Uma carta de 8 de Julho deste ano, da parte do Ministério da Educação da Carélia, foi enviada às escolas para proibir qualquer forma de celebração do Halloween. A justitificação oficial é de que se trata de uma celebração pagã, não cristã, que contradiz o «carácter laico da educação» e promove «o satanismo e o extremismo». De acordo com o Ministério da Educação, «é necessário criar novas formas de feriados escolares que correspondam aos valores básicos da cultura russa». Uma vez que o Halloween tem as suas raizes na História antiga irlandesa e escocesa, a ministra da Educação, Irina Kuvshinova, sugeriu que os professores se deveriam limitar a fornecer aos estudantes descrições factuais dos feriados goidélicos associados, tais como o Samhain e o Beltaine, ao ensinar a História doutros países. A ministra propôs também que se ensinasse «o papel especial do Cristianismo na cultura e nas tradições», citando como exemplos o Boxing Day no Reino Unido, o Dia de S. Patrício na Irlanda, bem como o Natal, a Páscoa e o Dia de Acção de Graças nos EUA (que por acaso nem é uma celebração cristã).
A carta diz ainda que a questão da celebração do Halloween nas escolas é uma questão da jurisdição do Procurador da Carélia, e que os administradores escolares têm por isso de enviar ao Ministério da Educação a informação a confirmar que as recomendações foram enviadas até ao Primeiro de Novembro.
Nos últimos tempos, as autoridades russas têm aplicado o rótulo de «extremismo» como pretexto para proceder contra seja o que for que pareça oposição ou protesto: contra um poeta, contra as famílias das vítimas do massacre de Beslan, contra o líder da oposição Garry Kasparov, contra muitos jornais, contra um canal televisivo que transmite a série «South Park», e até contra a subcultura juvenil «emo».
[Original: The Other Russia]

Nenhum comentário: