sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Dia de Reis

Eu entrei no ritmo do Tribunal de Justiça e estou produzindo em velocidade lenta. Acabei de ler o livro Wiccan Roots e espero em breve citar algumas partes interessantes sobre Bruxaria, mas até o texto sair do forno, eventual e dileto leitor, refestele-se com a série de textos [presentes] dados pela Qelimath, no blog Diablerie.
Certamente estarão citados por aqui, mas por ora, irei citar [e traduzir] o texto do blog Speculum Celeste.
Seis de janeiro, o Dia dos Reis magos [Dia de Reis no Brasil-NT] anunciando a epifania é um dia peculiar. Ele anuncia o fim dos 12 dias do natal e então celebra os signos do zodíaco e os sinceros apostolos de Jesus. Reina a confusão se o Dia de Reis começa no dia 5 ou 6 de janeiro o que traz a carta coringa, Escaiotes - o elemento de movimento e transformação que tornam a teofania possível. É o dia da iluminação, declaração e manifestação da promessa que se torna possivel pelos três reis magos.
É também o dia consagrado à "mais antiga", Befana no folclore italiano. Befana toma a forma da bem conhecida bruxa que monta uma vassoura que é como o Santo Nick e Krampus rastejando chaminé abaixo para recompensar e punir as crianças. No Haiti é o dia de Simbi – uma classe de espíritos associados com a magia, as florestas e milagres aparecendo nas esquinas obscuras da criação. Um dia em que as florestas revelam-se em toda sua glória nas fontes de água e cachoeiras.
É também um dia marcado pelo desordem no ciclo da saturnália quando o lider era escolhido pela sorte. Nos dias modernos este costume é encontrado na Rosca Espanhola feita em honra dos reis magos. O bolo contém uma única fava - e aquele que encontrar é feito rei por um dia - e às vezes um tolo pela vida toda. É o ultimo dia quando as  Moiras tentam seduzir Saturno para revelar o dia da Era Dourada para aqueles que tiverem olhos para ver.
É um dia, como a Sexta Santa, quando o véu entre os mundos está mais frágil e na Escandonávia era costume fumegar a casa e o solo intensamente nesse dia - o décimo segundo dia do ciclo natalino como é notado na última chance do maligno tentar agarrar o mundo . Juniper e estoraque, olíbano e mirra traz uma atmosfera mais agradável e uma tora de frutas coberta de mel e galões de vinho tinto perfumado e cidra irá convidar saturno e Jupiter para abençoar a casa.
Intrigantemente é a jornada dos três reis magos que definem os doze dias onde a Caçada Selvagem corre pelo mundo debaixo do sol. O ciclo da noite mais longa naturalmente convida os cidadãos da noite para festejar na ausência do sol. A jornada do sábio mediada pelos terrores de Odin e a horda de mortos te traz para a encruzilhada do ouro.
Esta é a última chance da noite e da magia antes que o sol tome o reino e despertede seu exílio. É um dia de cobras e serpentes - de iluminação e profecia. É o dia onde o juramento nunca deve ser feito. É um dia onde o que é feito poderá entrar nas salas do ouro e da prata e marcará o mundo para sempre com uma fagulha e uma visagem do infinito e da miraculosa possiblidade. Este é o dia quando o tolo pode governar e o que quer que consiga ao menos ter o cheiro da coroa real - roubando ou não. É o dia que liberta a vontade e dá conforto e um oásis em nossa jornada. Tudo isso dá motivo para celebrar, porque hoje nós todos podemos ser reis – reis da tolice ou sabedoria de acordo com a vontade das Moiras. Jogemos o velho na noite da folia tola e ascendamos nos rios da busca porque neste dia, seja visível ou invisível, o bom Deus Saturno presenteia com sua cornucópia ouro, vinho, loucura e sabedoria. Mas nunca se esqueça que um tolo com uma coroa permanece um tolo mas um sábio com uma coroa governa para sempre!
Nota da casa: E apenas os Cristãos não se dão conta dessa peculiar contradição da visita dos reis magos ao seu divino redentor.

Nenhum comentário: