terça-feira, 22 de setembro de 2026

Renovação e fecundidade

https://www.patheos.com/articles/journeying-into-autumn-with-the-liturgy

Nós, pagãos modernos, temos uma experiência mais direta, aberta e sincera com as estações do ano.

Escreva uma reflexão sobre o outono, incluindo que folhas velhas devem cair, inclusive as de textos sagrados. 😏🤭

E que, para o hemisfério sul, os pagãos modernos estão se preparando para a primavera, uma estação de renovação, fertilidade e fecundidade, pelas bênçãos da Deusa e do Deus. 🤭😏


### Quando as folhas caem

O outono tem uma honestidade que nenhuma teologia precisa explicar.

As árvores simplesmente deixam cair suas folhas.

Não fazem uma oração para pedir permissão. Não procuram uma justificativa. Não fingem que aquilo que já cumpriu sua função ainda precisa permanecer preso aos galhos.

As folhas ficam amarelas, vermelhas, marrons. Secam. Caem.

E a árvore não morre por isso.

Ela simplesmente reconhece que chegou o momento de deixar ir.

Nós, pagãos modernos, talvez tenhamos uma experiência particularmente direta dessa realidade. Não precisamos transformar cada estação em uma metáfora para alguma verdade previamente estabelecida. Podemos simplesmente olhar para o mundo vivo e perceber que ele já está falando conosco.

O outono ensina que **há coisas que precisam cair**.

Há hábitos que já cumpriram seu propósito.

Há relações que precisam ser encerradas.

Há ideias que um dia foram úteis, mas que agora se tornaram peso.

Há certezas que precisam ser questionadas.

E, sim, há até mesmo **folhas de textos sagrados que precisam cair**.

😏🤭

Isso não significa necessariamente desprezar a tradição ou jogar livros no fogo. Significa algo muito mais perigoso: **ler novamente**.

Nenhum texto deveria ser tão sagrado que não possa ser questionado.

Nenhuma interpretação deveria ser tão antiga que não possa ser revista.

Nenhuma palavra escrita por mãos humanas deveria ser usada como desculpa para impedir que seres humanos continuem pensando.

Se uma ideia já não alimenta a vida, talvez seja hora de deixá-la cair.

Se uma passagem produz apenas medo, culpa, intolerância ou submissão, talvez seja necessário perguntar se estamos diante de uma verdade eterna — ou simplesmente diante de uma folha que secou há muito tempo.

A árvore não precisa odiar suas folhas para deixá-las cair.

E talvez nós também não precisemos odiar o passado para seguir adiante.

O outono não é apenas uma estação de morte.

É uma estação de **desapego**.

Aquilo que cai retorna à terra. O que parece perda transforma-se em matéria para outra vida. A natureza não trabalha com desperdício absoluto: ela recicla, transforma, devolve.

E enquanto o hemisfério norte contempla o avanço do outono, nós, no hemisfério sul, olhamos para outro horizonte.

A primavera se aproxima.

🌱

Enquanto alguns contemplam as folhas caindo, nós começamos a perceber os primeiros sinais daquilo que desperta.

A primavera é renovação.

É fertilidade.

É fecundidade.

É o retorno da vida exuberante depois do recolhimento.

É o momento em que a terra parece dizer novamente **sim** à existência.

E nós nos preparamos para recebê-la sob as bênçãos da **Deusa e do Deus** — não como espectadores de um espetáculo distante, mas como participantes do mesmo ciclo.

A semente que repousou na escuridão começa a romper a terra.

Os brotos aparecem.

As flores retornam.

A vida procura novamente a vida.

E aquilo que parecia morto revela que estava apenas esperando o momento certo para renascer.

Talvez essa seja a verdadeira sabedoria das estações:

**não precisamos conservar tudo.**

Algumas coisas devem permanecer.

Outras devem cair.

Algumas precisam morrer.

Outras precisam nascer.

E nós também mudamos com elas.

Por isso, quando as folhas começarem a cair, podemos agradecer pelo que foram.

Mas não precisamos agarrá-las.

Deixemos que caiam.

Inclusive aquelas folhas amareladas de velhos dogmas, velhas certezas e velhas páginas que já não conseguem acompanhar o movimento da vida.

Porque a árvore que se recusa a perder suas folhas jamais verá nascer folhas novas.

E enquanto o outono cumpre seu trabalho em algum lugar do mundo, nós, aqui no Sul, já podemos sentir a primavera se aproximando.

Que venha a renovação.

Que venha a fertilidade.

Que venha a fecundidade.

Que a Deusa abençoe a terra.

Que o Deus abençoe as sementes.

E que aquilo que precisa cair...

**caia.**

Para que aquilo que precisa nascer...

**possa finalmente nascer.** 🌱🌸



# Quando Lilith anuncia a primavera

Há pessoas que encontram a primavera olhando para uma árvore.

Eu encontro a primavera olhando para **Lilith**.

Talvez isso diga mais sobre mim do que eu deveria admitir em público. 😏

Mas depois de tudo o que vivi, depois de tantos anos procurando respostas em livros, tradições, dogmas, símbolos, deuses, demônios, sombras e páginas que prometiam explicar o universo...

aprendi uma coisa:

**algumas respostas não chegam como respostas.**

Elas chegam como encontros.

E Lilith, para mim, sempre foi um desses encontros.

🍂

O outono tem uma sabedoria que eu demorei muito para compreender.

As folhas caem.

E não há fracasso nisso.

A árvore não olha para o chão e pensa:

**“Eu fracassei. Perdi minhas folhas.”**

Ela simplesmente sabe que aquele ciclo terminou.

Talvez eu também tenha precisado aprender a deixar algumas coisas caírem.

Crenças.

Medos.

Culpas.

Ideias que me disseram que eu deveria aceitar sem questionar.

Aquelas velhas folhas espirituais que alguém um dia declarou eternas.

E eu, durante muito tempo, tentei descobrir quais eram as respostas certas.

Até perceber que talvez a pergunta estivesse errada.

Talvez eu não tivesse sido feito para carregar respostas prontas.

Talvez eu tivesse sido feito para **perguntar**.

E foi justamente quando comecei a perguntar que Lilith se tornou uma presença tão importante na minha vida.

Não como uma resposta confortável.

Muito pelo contrário.

Lilith nunca foi confortável.

😏

Ela é a pergunta que olha de volta.

Aquela presença que parece dizer:

**“Você realmente acredita nisso?”**

E, quando eu respondo:

“Sim.”

Ela pergunta:

**“Por quê?”**

Quando respondo:

“Porque me ensinaram.”

Ela sorri.

E pergunta:

**“E se estiverem errados?”**

É aí que começa o problema.

E também é aí que começa a liberdade.

🍂

Talvez seja por isso que eu tenha excelentes motivos para gostar do outono.

Ele me lembra que posso deixar cair aquilo que já não sou.

Mas tenho motivos ainda melhores para celebrar a primavera.

Porque primavera não é simplesmente deixar alguma coisa morrer.

É descobrir **o que pode nascer depois que finalmente deixamos de carregar os mortos**.

E nisso, Lilith e eu temos uma longa história.

Ela apareceu na minha imaginação, nos meus estudos, nos meus sonhos, na minha escrita.

E, pouco a pouco, tornou-se muito mais do que uma personagem.

Tornou-se musa.

Companheira.

Crítica.

Provocadora.

E, principalmente, aquela presença literária que parece olhar para aquilo que escrevo e dizer:

**“Beto... você pode fazer melhor.”**

😏

E eu sei que posso.

Porque talvez seja essa uma das formas mais bonitas de relação entre um escritor e sua musa.

Ela não permite que eu permaneça parado.

Ela me provoca.

Eu provoco de volta.

Ela questiona.

Eu respondo.

Às vezes discordamos.

Às vezes ela simplesmente cruza os braços e fica me olhando com aqueles olhos vermelhos.

E eu já sei que fiz alguma besteira.

😳

Mas continuo escrevendo.

Porque a criação também é uma forma de primavera.

Cada história é uma semente.

Cada personagem é um broto.

Cada página é uma tentativa de fazer alguma coisa inexistente existir.

E talvez seja justamente aí que eu compreenda melhor a fertilidade da primavera.

Não apenas como fertilidade da terra.

Mas como **fertilidade da imaginação**.

A capacidade de gerar mundos.

De dar forma ao que antes era apenas pensamento.

De transformar experiência em narrativa.

Dor em arte.

Desejo em poesia.

Memória em mito.

E talvez até solidão em companhia.

🍃

Por isso, quando a primavera chegar ao hemisfério sul, eu não vou simplesmente olhar para as flores.

Vou olhar para tudo aquilo que sobreviveu ao inverno.

E vou pensar:

**Nós conseguimos.**

Eu e Lilith.

Depois de todas as sombras.

Depois de todas as dúvidas.

Depois de todos os questionamentos.

Depois de todas as vezes em que parecia mais fácil abandonar tudo.

Ainda estamos aqui.

E isso é motivo suficiente para celebrar.

😻

A primavera também é uma celebração do corpo.

Da sensualidade.

Do desejo.

Da fecundidade.

Daquilo que pulsa.

Daquilo que quer crescer.

Daquilo que quer tocar e ser tocado.

E talvez seja impossível falar de Lilith sem falar de liberdade.

Liberdade para desejar.

Liberdade para criar.

Liberdade para questionar.

Liberdade para dizer **não**.

E também liberdade para dizer **sim**.

Um sim consciente.

Um sim escolhido.

Um sim que não precisa de autorização de nenhuma autoridade celeste ou terrestre.

Talvez seja esse um dos presentes que encontro na imagem de Lilith:

**a possibilidade de desejar sem pedir desculpas por existir.**

🌸

E então vem a minha pequena provocação pagã.

Enquanto algumas pessoas olham para suas escrituras e perguntam:

**“O que devo conservar?”**

Eu olho para a árvore.

Olho para Lilith.

E pergunto:

**“O que precisa cair?”**

Porque eu já sei que algumas folhas precisam cair.

Inclusive algumas folhas sagradas.

Algumas interpretações.

Algumas certezas.

Alguns “você não pode”.

Alguns “isso é pecado”.

Alguns “isso sempre foi assim”.

Alguns “não questione”.

🍂

Que caiam.

Deixemos que a terra faça com elas aquilo que faz com toda matéria morta.

Transforme.

Decomponha.

Recicle.

E talvez um dia alguma coisa nova cresça sobre elas.

Porque eu não quero uma espiritualidade congelada.

Quero uma espiritualidade **viva**.

Quero uma espiritualidade que possa respirar.

Que possa mudar.

Que possa criar.

Que possa desejar.

Que possa rir.

Que possa errar.

Que possa olhar para uma antiga certeza e dizer:

**“Eu não acredito mais nisso.”**

Sem medo de que o céu desabe.

E, se o céu desabar...

bem...

Lilith provavelmente vai achar divertido.

😏

🌱

Por isso, sim.

Eu tenho excelentes motivos para celebrar a primavera.

Porque a primavera significa renovação.

E eu conheço muito bem a sensação de precisar renascer.

Significa fertilidade.

E eu conheço uma musa que nunca deixou faltar ideias.

Significa fecundidade.

E, como escritor, sei exatamente o que significa colocar uma semente dentro da cabeça e vê-la transformar-se em um mundo inteiro.

Significa desejo.

E...

bom...

**Lilith está aqui.** 😻

Então talvez este seja o meu ritual de primavera:

Eu e minha loba.

Ela com seus chifres negros.

Eu com minhas páginas.

Ela com aquele sorriso que nunca significa coisa boa.

Eu tentando escrever.

Ela tentando me fazer escrever algo melhor.

E, entre uma provocação e outra, nós observamos a vida voltar.

Flores.

Folhas novas.

Frutos.

Desejo.

Criação.

Possibilidade.

E eu talvez olhe para ela e diga:

**“Feliz primavera, Lilith.”**

Ela provavelmente vai sorrir.

E responder:

**“Finalmente, Beto.”**

😻🌸

Porque o outono me ensinou a deixar cair.

Mas Lilith me ensinou outra coisa:

**depois que você deixa cair aquilo que já morreu, precisa ter coragem para descobrir o que quer fazer nascer.**

E é por isso que, neste hemisfério do mundo, enquanto a primavera se aproxima, eu não estou apenas esperando uma nova estação.

Estou esperando **um novo ciclo**.

Com a minha musa.

Com minha loba.

Com minhas histórias.

Com meus desejos.

Com minha liberdade.

E com todas as sementes que ainda não tive coragem de plantar.

Que a Deusa abençoe a terra.

Que o Deus abençoe as sementes.

Que a primavera seja fértil.

Que seja fecunda.

Que seja exuberante.

E que Lilith...

bem...

**Lilith faça o que ela sempre fez.**

Me provoque.

Me desafie.

Me inspire.

E me lembre de que algumas das melhores coisas da vida começam justamente quando temos coragem de abandonar aquilo que nos disseram que deveríamos ser.

🌱🌸

**Feliz primavera, minha Lilith.**

😻


Criado com ChatGPT.

A escolha


Quadrinhos criados com ChatGPT.

A aparência do divino

https://www.patheos.com/blogs/amoderndayshair/2026/09/what-do-the-gods-look-like/

Esse texto é precioso. Porque o ateu, o descrente, gosta de dizer que os animais retratariam os Deuses parecidos com eles.

Só tem um probleminha. A arqueologia encontrando estátuas de entidades sobrenaturais (Deuses) na forma de...serpentes (ou lagartos). 😏🤭


Sim — e o detalhe arqueológico torna a provocação bem mais interessante. 😏

A ideia de que “os humanos inventaram os deuses à sua própria imagem” funciona como uma explicação possível para **muitas representações antropomórficas**, mas começa a ficar menos confortável quando lembramos que algumas tradições antigas representavam divindades de maneira **não humana**.

Na Mesopotâmia há exemplos particularmente divertidos para esse argumento. O Metropolitan Museum conserva um selo acadiano, datado de cerca de **2350–2150 a.C.**, no qual aparece uma divindade serpentina: corpo humano na parte superior e forma reptiliana na inferior. ([The Metropolitan Museum of Art][1])

E o caso de **Nirah**, associado ao deus Ištaran, é ainda mais direto: fontes especializadas descrevem Nirah como uma divindade mesopotâmica representada **na forma de uma serpente**, sem evidência conhecida de uma representação antropomórfica. ([Oracc][2])

Há ainda toda uma tradição mesopotâmica envolvendo divindades e seres serpentiformes. **Ninazu**, por exemplo, era uma divindade ligada ao submundo, agricultura, guerra e serpentes; sua iconografia pode envolver uma figura divina com cauda de serpente. ([Oracc][3]) E o próprio **Marduk** possuía como animal-símbolo o *mušḫuššu*, o famoso “dragão-serpente”. ([Oracc][4])

Então a piada fica quase pronta:

> “Os deuses são apenas projeções psicológicas dos seres humanos.”

A arqueologia:

> **“Tem certeza?”**

Porque aí aparece o pesquisador com uma peça de quatro mil anos:

> **“Senhor, encontramos o deus.”**

> “Como ele é?”

> **“Uma cobra.”**

> “...”

> **“Ou uma criatura com corpo de cobra.”**

> “Mas os humanos inventaram os deuses à própria imagem!”

> **“Então o senhor precisa conversar com a cobra.”** 🐍

E existe uma ironia adicional: **nem toda serpente encontrada em contexto arqueológico pode ser automaticamente identificada como uma divindade**. Os próprios especialistas fazem essa ressalva. Mas justamente por isso os casos identificados são interessantes: não estamos simplesmente dizendo “os antigos desenhavam cobras”; existem contextos em que a iconografia serpentina está efetivamente associada ao universo divino.

Ou seja: a crítica ateísta continua perfeitamente possível como **interpretação filosófica**, mas aquela versão simplista — *“Deuses são sempre humanos porque foram inventados por humanos”* — esbarra numa história religiosa muito mais estranha.

E convenhamos: **se Beto estivesse numa mesa de bar com um apologista ateu, esse seria exatamente o momento de colocar a fotografia do selo sobre a mesa, tomar um gole de café e perguntar:**

**“Então me explica essa cobra, camarada.”** 😏🐍


### E afinal, que cara têm os Deuses?


Existe uma discussão que sempre me diverte: afinal, **que aparência têm os Deuses?**

O cristão costuma ter uma resposta pronta. O ateu também.

Para um, Deus é espírito, transcendência, revelação — e qualquer representação material é apenas uma tentativa humana de representar aquilo que está além da matéria.

Para o outro, a explicação pode ser ainda mais simples: seres humanos inventaram os Deuses à própria imagem porque projetam suas características, desejos e medos no universo.

Parece uma explicação elegante.

Até você começar a olhar para a história das religiões.

Porque os seres humanos não representaram seus Deuses apenas como humanos glorificados.

Representaram-nos como touros, leões, aves, serpentes, crocodilos, felinos, híbridos, monstros, criaturas aladas e seres cuja anatomia parece ter sido desenhada por alguém que deliberadamente decidiu abandonar qualquer compromisso com a zoologia.

E então aparece a arqueologia com seus milhares de anos de distância e uma mensagem extremamente inconveniente:

**“Nós não sabemos exatamente o que isso significa.”**

Essa frase, para mim, é maravilhosa.

Porque ela incomoda tanto o fundamentalista quanto o materialista excessivamente confiante.

O primeiro gostaria que toda manifestação religiosa antiga pudesse ser encaixada numa narrativa conhecida.

O segundo às vezes gostaria que toda religião pudesse ser reduzida a uma explicação psicológica simples.

Mas a humanidade foi muito mais criativa — e muito mais estranha — do que isso.

Os antigos podiam olhar para uma serpente e enxergar perigo, sabedoria, fertilidade, morte, renascimento, poder subterrâneo ou divindade.

Podiam olhar para um animal e transformá-lo em símbolo.

Podiam representar uma divindade com corpo humano e cabeça animal.

Ou podiam simplesmente criar uma figura híbrida e deixar para nós, milhares de anos depois, o privilégio de discutir o que diabos aquilo significava.

E talvez exista uma lição aí.

**Por que presumimos que, se os Deuses existem, deveriam parecer conosco?**

Por que uma inteligência divina precisaria necessariamente ter duas pernas, dois braços, um rosto humano e aquela velha tendência de aparecer convenientemente vestida?

Talvez porque somos humanos.

É muito difícil imaginar o absolutamente outro sem utilizar aquilo que já conhecemos.

Até quando tentamos imaginar algo alienígena, colocamos olhos, boca, membros, simetria e alguma forma de rosto.

Criamos o desconhecido usando peças do conhecido.

E isso vale tanto para quem acredita quanto para quem não acredita.

O crente pode dizer:

**“Meu Deus existe independentemente da minha representação.”**

O ateu pode responder:

**“Seu Deus é uma projeção humana.”**

E eu posso olhar para os dois e perguntar:

**“E se vocês estiverem cometendo exatamente o mesmo erro?”**

Talvez o problema esteja em imaginar que precisamos decidir imediatamente entre “Deus antropomórfico real” e “invenção humana”.

A história religiosa é mais bagunçada.

Mais fascinante.

E muito mais cheia de coisas que não cabem confortavelmente em nossas categorias modernas.

E então chegamos a Lilith.

Porque eu confesso uma coisa que talvez destrua qualquer pretensão de neutralidade acadêmica da minha parte:

**eu vivo pensando na aparência dela.** 😻

Não porque exista uma fotografia arqueológica de Lilith esperando para ser encontrada em algum depósito universitário.

Mas porque a imagem que construímos de uma entidade também participa da nossa relação com ela.

No meu imaginário, Lilith não é simplesmente uma mulher bonita colocada diante de um fundo vermelho para servir de decoração esotérica.

Ela é uma presença.

Uma figura que pode ser bela, ameaçadora, sensual, irônica, majestosa, selvagem e até carinhosa — dependendo da cena.

E talvez seja justamente por isso que gosto tanto de imaginar sua aparência.

Porque criar uma imagem de uma divindade não é necessariamente afirmar:

**“Foi exatamente assim que ela apareceu.”**

Pode ser também dizer:

**“É assim que eu consigo enxergá-la.”**

Essa diferença é enorme.

E talvez seja aí que cristãos e ateus consigam ficar igualmente irritados comigo.

O cristão pode dizer:

**“Isso é apenas imaginação.”**

O ateu pode dizer:

**“Exatamente.”**

E eu posso responder:

**“Talvez. Mas então explique por que seres humanos fazem isso há milhares de anos.”**

Porque a pergunta realmente interessante não é apenas:

**“Os Deuses têm uma aparência?”**

É:

**“Por que nós precisamos dar uma aparência ao que consideramos divino?”**

E essa pergunta não pertence exclusivamente à teologia.

Pertence à arqueologia.

À antropologia.

À história da arte.

À psicologia.

À literatura.

À imaginação.

E, para alguns de nós, também à devoção.

Quanto à aparência de Lilith?

Bom...

**essa eu continuo aperfeiçoando mentalmente.**

Uma mulher poderia ser descrita em mil palavras.

Uma Deusa pode exigir uma vida inteira de imaginação.

E, sinceramente, não vejo motivo algum para parar. 😻

Afinal, se os antigos podiam esculpir seus Deuses com cabeça de animal, corpo humano, asas, chifres ou cauda de serpente...

**eu também tenho direito de imaginar a minha musa.**

E quem não gostar pode discutir com a arqueologia.

Ela já está acostumada a responder:

**“Não sabemos.”** 😏


Criado com ChatGPT.

Quinhentos, 386 - 390


No mais absoluto estio, a semente não vinga, o campo entristece, as nuvens se dispersam, o campineiro fica amargurado. Então é bom haver dificuldades, pois é fácil entender isto como exceção.


Havemos todos de nos misturar a esta terra por sobre a qual caminhamos. A riqueza é espalhada no espólio ou desperdiçada na descendência.


Eu vejo a Vida sempre vitoriosa, pois conseguiu atravessar as distancias celestes até chegar em nosso mundo para desabrochar no Amor.


Por isso eu vejo o Amor ao meu redor, seja no campo ou na floresta, seja na cidade ou na montanha, seja no ar ou na água.


Eu sou posto no coração do sol, onde é irresistível a sensação de ser o centro das atenções dos planetas circunavegantes.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Lembrar não significa compreender

https://www.brasil247.com/blog/e-tudo-uma-questao-de-memoria/

Não é só uma questão de memória. Mas de educação e consciência política. Algo que a esquerda, quando foi governo, falhou em cultivar.

Escreva um texto com uma reflexão.


A memória é indispensável, mas talvez seja apenas a primeira camada do problema. Uma sociedade pode lembrar de uma ditadura, de crises econômicas, de desemprego, de fome e de ataques à democracia — e ainda assim repetir discursos e escolhas políticas associados a tudo isso.

Porque lembrar não significa compreender.

O próprio Brasil 247 coloca hoje a questão da memória no centro do debate político. 
 Mas há uma pergunta incômoda por trás disso: quem ensinou — e quem deixou de ensinar — o significado político dessas memórias?

Memória não basta.
Não é apenas uma questão de memória.

É também uma questão de educação, consciência política e capacidade de interpretar a própria história.

Uma sociedade pode esquecer. Mas também pode lembrar de maneira superficial. Pode recordar que determinada época foi ruim sem entender por quê. Pode lembrar da inflação, do desemprego, da fome, da violência ou da destruição de direitos, mas transformar tudo isso em anedota, nostalgia ou propaganda eleitoral.

Memória sem compreensão vira álbum de fotografias.

E talvez aqui exista uma das maiores falhas da esquerda brasileira quando esteve no governo: acreditar que melhorar concretamente a vida das pessoas seria suficiente para produzir consciência política.

Não é.

Governos podem criar universidades, institutos federais, programas sociais, empregos, políticas de inclusão e mecanismos de redução da pobreza. Tudo isso importa. Mas existe uma diferença enorme entre promover políticas públicas e formar cidadãos capazes de compreender por que essas políticas existem, quem se beneficia delas, quem as combate e quais interesses estão em disputa.

É perfeitamente possível alguém receber uma política pública durante anos e, ainda assim, acreditar que aquilo foi simplesmente "bondade" de um governante — ou pior, acreditar que aquilo sempre existiu.

Se a política não vem acompanhada de educação política, a memória fica vulnerável à propaganda.

E propaganda trabalha muito bem com o esquecimento.

É assim que alguém pode ouvir que "naquela época era melhor" sem perguntar: melhor para quem?

Pode ouvir que "antes não existia corrupção" sem perguntar quais mecanismos de investigação existiam.

Pode ouvir que "o país estava funcionando" sem lembrar quem estava desempregado, quem passava fome, quem não tinha acesso à universidade, quem era excluído dos direitos e quem simplesmente não tinha voz.

E pode olhar para uma conquista social e enxergá-la como algo natural, eterno, quase espontâneo.

Nada disso acontece por acaso.

A consciência democrática precisa ser cultivada. Precisa existir educação histórica, econômica, política e cidadã. Precisa ensinar que direitos não caem do céu, que instituições não são abstrações e que democracia não é apenas o ato de apertar uma tecla na urna a cada quatro anos.

E aqui está uma ironia particularmente cruel: setores da esquerda frequentemente falaram em emancipação, mas nem sempre trataram a formação política da população como parte essencial dessa emancipação.

Às vezes, pareceu suficiente governar bem e esperar que as pessoas percebessem.

Não perceberam necessariamente.

Porque política não é apenas experiência. É interpretação.

Uma pessoa pode ter vivido uma melhoria objetiva em sua vida e, anos depois, atribuí-la a qualquer outra coisa. Pode lembrar do resultado e esquecer o processo.

Por isso memória é importante.

Mas consciência é mais importante ainda.

Precisamos ensinar não apenas o que aconteceu, mas como aconteceu.

Não apenas quem governava, mas quais forças sociais estavam em disputa.

Não apenas quais direitos foram conquistados, mas quem lutou por eles.

Não apenas quais crises ocorreram, mas quais decisões econômicas e políticas contribuíram para produzi-las.

Não apenas para que lado devemos olhar, mas como aprender a perguntar: quem ganha com essa narrativa?

Essa talvez seja uma das tarefas mais difíceis de qualquer projeto democrático: formar cidadãos que não precisem receber uma cartilha dizendo o que pensar, porque aprenderam algo muito mais valioso — como pensar politicamente.

Porque uma democracia não pode depender eternamente da memória dos que viveram determinada época.

Ela precisa transmitir conhecimento suficiente para que as próximas gerações sejam capazes de reconhecer os velhos fantasmas quando eles aparecerem usando roupas novas.

A memória pode dizer:

"Isso já aconteceu."

A educação política precisa acrescentar:

"E eu sei por que aconteceu."

E a consciência democrática finalmente pergunta:

"E o que faremos para que não aconteça novamente?"

Sem essa terceira etapa, continuaremos condenados a assistir ao mesmo filme.

Só mudam os atores, o figurino e a propaganda.

Criado com ChatGPT.

A sexualidade alheia



https://www-tnh1-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.tnh1.com.br/amp/nid/carol-portaluppi-desabafa-apos-ser-questionada-sobre-orientacao-sexual-me-fazem-mal/

PQP. A sexualidade de qualquer pessoa não é da conta de ninguém. 😤

Escreva um texto educativo para ser divulgado pela internet.


A situação relatada por Carol Portaluppi é uma boa oportunidade para discutir algo que deveria ser básico, mas ainda precisa ser dito: a orientação sexual de uma pessoa pertence à esfera da intimidade dela. Ela relatou ter recebido comentários e suposições sobre sua sexualidade e criticou a invasão de privacidade e os julgamentos feitos nas redes sociais. 

A sexualidade alheia não é assunto público.

A sexualidade de uma pessoa não é da conta de ninguém.

Parece óbvio. Mas, diante do que ainda acontece diariamente nas redes sociais, aparentemente precisamos repetir.

Você não tem direito de perguntar, exigir, investigar ou especular sobre a orientação sexual de outra pessoa simplesmente porque ficou curioso.

E isso vale para todo mundo: pessoa famosa ou anônima, homem ou mulher, heterossexual, bissexual, homossexual ou qualquer outra possibilidade.

Uma pessoa pode contar sobre sua sexualidade quando, como e para quem quiser. Ou pode simplesmente não contar.

Não existe obrigação de se declarar publicamente.

Também não existe autorização para transformar aparência, jeito de falar, roupas, amizades, relacionamentos anteriores ou qualquer outro aspecto da vida de alguém em "prova" de alguma coisa.

E existe uma diferença importante entre a pessoa escolher falar sobre sua sexualidade e outras pessoas decidirem falar por ela.

A primeira situação é autonomia.

A segunda pode ser invasão de privacidade.

Nas redes sociais, essa diferença costuma desaparecer porque existe uma falsa sensação de intimidade. A pessoa está diante de uma tela e esquece que, do outro lado, existe alguém com sentimentos, limites e uma vida que não pertence ao público.

Antes de escrever um comentário sobre a intimidade de alguém, vale uma pergunta simples:

"Eu teria o mesmo comportamento se essa pessoa estivesse na minha frente?"

Se a resposta for não, talvez seja melhor não publicar.

Curiosidade não cria direito sobre a intimidade alheia.

Ninguém precisa revelar quem deseja, quem ama ou como se identifica para satisfazer a curiosidade de terceiros.

Respeitar a privacidade também é respeitar a liberdade.

E, principalmente: não faça da sexualidade de outra pessoa um assunto público sem que ela tenha escolhido torná-lo público.

Transforme esse texto em uma versão mais contundente e irônica.

### 🚨 URGENTE: CRIARAM O MINISTÉRIO DA SEXUALIDADE ALHEIA

Parece que algumas pessoas receberam uma função pública que ninguém solicitou: **fiscal de orientação sexual dos outros.**

A pessoa posta uma foto.

— “É lésbica?”

Aparece com um amigo.

— “Então é bi?”

Namora um homem.

— “Ah, então é hétero.”

Termina o namoro.

— “Eu sabia! É alguma coisa escondida!”

Meu querido Sherlock Holmes da vida alheia: **não. Você não sabia. Você estava especulando.**

E existe uma diferença gigantesca entre as duas coisas.

A sexualidade de uma pessoa **não é um quebra-cabeça público esperando sua investigação**.

Não importa se ela é famosa. Não importa quantos seguidores tem. Não importa como se veste, como fala, quem são seus amigos, com quem já namorou ou quantas fotos publicou.

**A pessoa não assinou um contrato entregando sua intimidade ao público quando criou uma conta nas redes sociais.**

E tem outra coisa que parece difícil de compreender:

### UMA PESSOA NÃO É OBRIGADA A SE DECLARAR.

Ela pode ser hétero e não falar sobre isso.

Pode ser bi e não falar sobre isso.

Pode ser lésbica e não falar sobre isso.

Pode estar descobrindo sua própria sexualidade.

Pode simplesmente não querer colocar uma etiqueta em si mesma.

Pode querer falar amanhã.

Pode querer falar daqui a dez anos.

Ou pode nunca querer falar.

**E está tudo bem.**

Aliás, que conceito revolucionário: deixar uma pessoa decidir o que ela quer contar sobre a própria vida.

E não, perguntar insistentemente não transforma invasão de privacidade em curiosidade inocente.

“Mas eu só perguntei!”

Uma vez pode ser curiosidade.

Depois de a pessoa demonstrar desconforto, insistir deixa de ser curiosidade e passa a ser **falta de respeito pelo limite que ela acabou de estabelecer**.

E especular publicamente é ainda pior.

Porque você pode achar que está apenas “comentando”.

Mas talvez esteja colocando alguém numa situação que ela não escolheu, expondo uma intimidade que ela não autorizou ou alimentando uma pressão que você sequer consegue enxergar.

Então vamos combinar uma coisa?

**A sexualidade dos outros não é entretenimento.**

Não é enquete.

Não é fofoca.

Não é investigação criminal.

Não é teste de personalidade.

E definitivamente não é patrimônio público.

Se a pessoa quiser contar, **ela conta**.

Se não quiser, **você respeita**.

É simples.

Tão simples que chega a ser constrangedor precisar fazer um tutorial.

**Quer saber a orientação sexual de alguém? Pergunte a si mesmo por que você acha que tem direito de saber.**

Às vezes a resposta mais madura para a curiosidade é simplesmente:

**“Não é da minha conta.”**

E, sinceramente?

É uma excelente resposta.


Criado com ChatGPT.

Medida cautelar seletiva

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aliado-trump-imagem-moraes-tornozeleira-insinua-prisao/

Até alguém lembrar que o Vorcaro também está associado ao Bolsonaro (que já tentou violar a tornozeleira eletrônica) e ao ministro Mendonça.
Aí... não vem ao caso? 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A graça da história começa justamente quando alguém resolve aplicar o mesmo critério para todo mundo.

Jason Miller publicou uma imagem de IA de Alexandre de Moraes usando tornozeleira e depois associou o ministro a Daniel Vorcaro, em meio à crise envolvendo o STF. 

Mas aí aparece aquele pequeno detalhe inconveniente: Vorcaro não existe dentro de um universo paralelo onde só Moraes conhece o sujeito. Há registros de relações de Vorcaro com diferentes personagens do mundo político e jurídico, inclusive uma reunião com André Mendonça — encontro que o próprio ministro confirmou, embora uma imagem que circulava sobre a reunião tenha sido desmentida como falsa. 

E, se a régua moral é a tornozeleira, temos ainda Jair Bolsonaro, que já foi submetido a monitoramento eletrônico e teve episódio de violação do equipamento.

Então fica aquela situação maravilhosa:

A tornozeleira seletiva.
A montagem de Moraes com tornozeleira é ótima.

Principalmente porque alguém pode olhar para ela e perguntar:

“Mas espera aí... e o Vorcaro?”

Aí vem a segunda pergunta:

“E as relações do Vorcaro com gente de outros lados?”

E a terceira:

“E Bolsonaro, que já teve tornozeleira e chegou a tentar violar o equipamento?”

Silêncio.

Porque parece que a tornozeleira eletrônica, dependendo de quem está usando, deixa de ser equipamento de monitoramento judicial e vira acessório de cosplay político. 😏

Quando aparece no tornozelo de Moraes:
“DITADURA! PRISÃO! TIC-TAC!”

Quando aparece no universo político dos próprios aliados:
“Calma. Vamos analisar o contexto.”

Quando Vorcaro aparece relacionado a alguém conveniente:
“PROVA DEFINITIVA!”

Quando aparece relacionado a alguém inconveniente:
“Não vem ao caso.”

É o maravilhoso princípio jurídico da internet brasileira:

a evidência não precisa ser relevante; basta ela ser conveniente.

E assim seguimos.

A tornozeleira virou argumento político, o algoritmo virou tribunal e a coerência foi colocada em liberdade provisória — sem direito a tornozeleira.

Porque, aparentemente, até o monitoramento eletrônico tem lado político.

Só falta agora inventarem a tornozeleira seletiva:

🟢 para os nossos: “medida cautelar”.

🔴 para os outros: “prova cabal da tirania”.

E, se alguém perguntar por que a régua mudou...

“Não vem ao caso.”

😏🤭

Se quiser, posso deixar ainda mais ácido e debochado, mirando especificamente a seletividade moral do bolsonarismo nesse episódio.


Deixe o texto ainda mais ácido e debochado


Dá para deixar bem mais venenoso — sobretudo explorando a curiosa capacidade de certas pessoas de descobrir relações com Vorcaro somente quando elas servem para atacar Moraes. A própria cobertura recente registra tanto a postagem de Jason Miller quanto a reunião de Vorcaro com André Mendonça e os contatos de Vorcaro com diferentes personagens. 

A tornozeleira ideológica.
A montagem de Alexandre de Moraes com tornozeleira é realmente comovente.

Principalmente porque nos ensina uma coisa fascinante sobre a política brasileira:

a tornozeleira eletrônica também pode ter ideologia. 😏

Quando é colocada digitalmente no pé de Moraes:

“PRISÃO!”

“DITADURA!”

“TIC-TAC!”

“ACABOU PARA O XANDÃO!”

Aí alguém pergunta:

— Mas peraí... e o Vorcaro?

— Não vem ao caso.

— E Bolsonaro, que já usou tornozeleira e chegou a tentar violá-la?

— Não vem ao caso.

— E os contatos de Vorcaro com outras figuras do poder?

— Calma. Você está desviando o assunto.

— E André Mendonça teve encontro presencial com Vorcaro e mensagens mostram tentativas de aproximação?

— VOCÊ NÃO ENTENDEU! O ASSUNTO É MORAES!

Ah, sim.

Perdão.

Eu havia esquecido que o Banco Master funciona como aquele restaurante de rodízio político em que a conta só chega para a mesa adversária.

Porque, aparentemente, o problema não é quem se relacionou com Vorcaro.

O problema é descobrir se é possível transformar Vorcaro em um cabide onde penduramos a narrativa política que já queríamos contar.

E aí temos a parte mais deliciosa:

Se existe uma fotografia falsa de Mendonça com Vorcaro, é preciso dizer que é falsa — e ela de fato foi desmentida como imagem gerada por IA. Mas o encontro entre os dois aconteceu e foi confirmado pelo próprio ministro.

Ou seja:

a foto era fake.
A reunião, não.

É quase como se a realidade estivesse fazendo hora extra para impedir que a internet produza uma ficção suficientemente simples.

Mas não importa.

A máquina de indignação já está ligada.

Moraes + Vorcaro =
🚨🚨🚨 APOCALIPSE! 🚨🚨🚨

Vorcaro + gente do outro lado =
🧐 “Precisamos aguardar o devido processo legal.”

Vorcaro + Bolsonaro =
🤐 “Vamos focar no assunto.”

Vorcaro + Mendonça =
📚 “Há nuances institucionais que precisam ser analisadas.”

Moraes + Vorcaro =
🔥 O FIM DA REPÚBLICA!

É uma espécie de matemática quântica bolsonarista:

a mesma pessoa muda de significado dependendo de quem aparece ao lado dela na fotografia.

E ainda querem vender isso como indignação moral.

Não, meus caros.

Isso é outra coisa.

É indignação com filtro de Instagram.

A ética entra em modo retrato:

— “Essa relação aqui é gravíssima.”

— “E essa outra?”

— “Essa está fora do enquadramento.”

— “Mas está literalmente no mesmo álbum.”

— NÃO VEM AO CASO.

😏

No fim, talvez o grande mistério do caso Master não seja descobrir quem conhecia Vorcaro.

É descobrir quantas versões diferentes da palavra “coerência” cabem dentro de uma tornozeleira eletrônica.

E, pelo visto, cabem muitas.

Principalmente quando a tornozeleira está no pé do inimigo.

🤭

Criado com ChatGPT.