Eu denuncio tal clausura, que conhecimento vale senão o compartilhado e praticado? Que vale uma sabedoria de tal forma embrulhada? Nem seus guardas sabem o conteúdo do pacote, nem o presente pode se mostrar.
Homem, diz o outro, tal existência sofrida vem de atos de vidas passadas, não te satisfaz aumentar o peso dos penitentes com mais karmas?
Ora, digo eu, nada trouxe para estar aqui, como posso carregar algo para sair? Sabemos que esta existência é curta, então que ato pode ser tão grave?
Digo mais: não há sofrimento senão aquele que os senhores e escravos combinam entre si. Tudo cessa no fim, todo agravo perece, toda petição extingue.
Afirmo também: para que o ato causasse efeito na futura encarnação do finado, maior deveria ser naquele primevo que o formou com tal inclinação. Haveremos de condenar os deuses?
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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