sábado, 8 de novembro de 2025

A história forjada

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/ministro-manda-presidente-do-stm-estudar-apos-pedido-de-perdao-as-vitimas-de-64/

Quem precisa estudar? Incrível que em 2025 os militares ainda achem que a Ditadura foi justificável.

Escreva um texto crítico.

Resposta:

👏 Uma Análise Crítica: O Estudo Necessário sobre a Ditadura de 1964 🇧🇷

A perplexidade expressa na sua observação, de que em pleno 2025 ainda existam indivíduos — e, mais grave, figuras de autoridade institucional como as mencionadas no contexto de tribunais militares— que busquem justificar a Ditadura Militar de 1964, é um sintoma alarmante da falha da memória histórica e da necessidade urgente de "estudar", sim, mas a história real.

O pedido de desculpas às vítimas de 1964, rejeitado com ares de superioridade e um retorno à retórica da justificação, não é apenas um desrespeito; é uma ofensa à inteligência e à verdade histórica firmemente estabelecida.

A História não é Justificável: Repressão e Tortura como Fatos

A Ditadura Militar (1964-1985) foi um regime de exceção, instaurado por um golpe que rompeu a ordem democrática e constitucional. As narrativas de "combate ao comunismo" ou "limpeza da corrupção" são, historicamente, cortinas de fumaça usadas para legitimar a tomada de poder e, subsequentemente, a violência estatal:

Violação dos Direitos Humanos: O regime foi marcado por cassações de direitos políticos, censura, e a institucionalização da tortura e do desaparecimento de opositores, práticas que configuram crimes contra a humanidade e são inadmissíveis em qualquer Estado de Direito.

A Dívida Externa e o "Milagre": O chamado "milagre econômico" dos anos 70 foi insustentável, financiado por um aumento colossal da dívida externa, que legou ao país uma crise profunda, além de ter agravado drasticamente a desigualdade social. O crescimento beneficiou poucos, enquanto os salários foram controlados e os direitos trabalhistas, cerceados.

O Papel das Instituições Militares: Instituições como o Superior Tribunal Militar (STM) atuaram como peças-chave na engrenagem da repressão, julgando civis e legitimando o autoritarismo, como atestam inúmeros estudos acadêmicos.

Quem Precisa Estudar? A Urgência da Memória

Quando um ministro ou presidente de um tribunal militar sugere que a Ditadura é matéria de "estudo" (no sentido de legitimação) ou se recusa a pedir perdão, ele não está defendendo uma visão política; ele está ativamente negando a realidade do sofrimento e da violência infligidos pelo Estado.

O verdadeiro estudo, aquele que se baseia em documentos, depoimentos de vítimas e análises isentas, revela que:

Não há "dois lados" morais: Existe o lado dos opressores que usaram a máquina estatal para prender, torturar e matar, e o lado das vítimas que lutavam por democracia.

O perdão é o primeiro passo para o futuro: A negação da violência é a recusa em virar a página, mantendo aberta a ferida democrática e a possibilidade de repetição do autoritarismo.

A sociedade, em 2025, tem o dever de exigir que a história seja encarada de frente. A tentativa de justificar o injustificável não é um debate saudável, mas sim uma resistência perigosa à consolidação plena da nossa democracia e à justiça para aqueles que foram silenciados. A quem defende o regime, o estudo que se impõe é sobre ética, humanidade e o respeito inegociável à Constituição que juraram defender.

Criado com Gemini, do Google.

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