segunda-feira, 25 de março de 2024

A "educação" de Nicholas

O presidente da Comissão de Educação da Câmara, o deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), abordou uma série de requerimentos da oposição durante a sessão da última quarta-feira (20) no colegiado.

Um dos pedidos mais controversos aprovados na reunião, proposto pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP), é um debate sobre casos de violência ocorridos em universidades ou em eventos acadêmicos devido à intolerância à diversidade de pensamento.

Na justificativa, a parlamentar afirma que há uma cultura de “fascismo de esquerda” nessas instituições. Para a audiência, Ventura sugere a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Movimento Brasil Livre (MBL), entre outros grupos e entidades.

“A violência contra pessoas com opiniões divergentes impede o livre fluxo de ideias e prejudica a missão fundamental da academia. No entanto, percebe-se, nos dias atuais, uma cultura do ‘fascismo de esquerda’, um autoritarismo por parte daqueles que defendem os pensamentos de esquerda contra quem não os adota”, diz.

Fonte, citado parcialmente: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/comissao-de-educacao-nickolas-ferreira-fara-debate-sobre-fascismo-de-esquerda-em-faculdades/

Nota: combater o Bolsonarismo pode ser inócuo se não combatermos o Olavismo.

Primeira pessoa intersexual registrada

Após quase três anos de espera, a pernambucana Céu Albuquerque conseguiu o reconhecimento na certidão de nascimento como intersexo. O processo judicial foi iniciado em julho de 2021 e foi concluído com a expedição do documento corrigido na última quinta-feira (7). A jornalista e ativista é a primeira pessoa no país a conseguir o reconhecimento oficial da condição de intersexo, segundo a Associação Brasileira Intersexo (Abrai).

Céu tem hiperplasia adrenal congênita, condição genética que afeta a produção de cortisol e influencia o desenvolvimento sexual e a formação dos órgãos genitais externos. Ao nascer, Céu tinha uma genitália ambígua e foi submetida a uma cirurgia de redesignação sexual, considerada pela comunidade intersexo como uma forma de mutilação. A partir do teste, Céu foi registrada com o sexo feminino. A decisão pelo procedimento cirúrgico e registro com sexo feminino foram baseados em um exame de cariótipo, que avalia estrutura de cromossomos da pessoa.

No entanto, a jornalista luta há dez anos pelo reconhecimento das pessoas intersexo, que não se encaixam nos padrões tradicionais de sexo divididos entre masculino e feminino. Essa situação é causada por diversas variações, como cromossomos atípicos, genitais ambíguos e produção hormonal fora do padrão.

“Quando eu nasci em 1991, fiquei seis meses sem registro de nascimento, esperando o exame de cariótipo sair para verem qual a prevalência de gênero o meu corpo possuía, vejo isso como a primeira violação de direitos humanos que sofri”, conta Céu.

Segundo a Abrai, as pessoas nessa situação são frequentemente estigmatizadas e discriminadas. Entre as violações, a associação destaca a falta de acesso a documentos e as intervenções médicas desnecessárias.

A retificação do registro é para a ativista uma conquista de toda a comunidade intersexo. “O resultado deste processo era muito aguardado, não apenas como uma realização pessoal, mas também como um marco significativo para toda a comunidade intersexo em geral. Muitas vezes, uma conquista coletiva é o fruto de uma luta individual, e essa batalha foi travada por meio de mim, com a esperança de um futuro melhor para essas crianças”, acrescentou a jornalista.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-03/pernambucana-e-primeira-do-pais-ter-obter-registro-intersexo

domingo, 24 de março de 2024

Palavra imposta é tortura

Publicado no X do Jean Wyllys.

Acabo de mandar uma real para um taxista. Quando entrei em seu carro ele aumentou o rádio com um programa proselitista neopentecostal.

Pedi que desligasse. Ele relutou em silêncio uns 10s. Repeti o pedido e ele então desligou.

“Mas por quê?”, ele me perguntou.

“Porque não sou evangélico. E porque acho esse proselitismo de vocês desrespeitoso e arrogante. Nós somos um país com muitas religiões e com pessoas ateias. Não somos obrigados a ouvir pregações e exorcismos em rádios de sua religião quando estamos pagando pelo seu serviço. Quando o senhor estiver só no carro, o senhor ouve sua pregação”.

“Quando entrar um passageiro, tenha a educação de ao menos perguntar se ele quer ou não ouvir essa pregação gritada ou prefere ouvir música. Isto é viver em democracia e respeitar o direito do outro”, respondi firme e pacientemente.

“Ah, mas é A Palavra”, ele me disse.

E eu respondi: “Palavra imposta é tortura, meu senhor! E a única palavra que que me interessa agora é silêncio”. Estamos em silêncio desde então. Ah, que chatice!

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/palavra-imposta-e-tortura-a-licao-de-jean-wyllys-a-um-taxista-evangelico/

Nota: eu continuo com a campanha de criminalizar o proselitismo.

Crítica contra a manipulação religiosa

Roberto Barroso, presidente do STF, criticou nesta 6ª feira (8) o que denominou de “manipulação política” da religião para obtenção de votos e campanhas contrárias aos adversários. De acordo com o magistrado, a fé precisa ocupar um espaço na vida particular das pessoas, que não se torne em “uso abusivo” do tema por suas lideranças.

Durante sua intervenção, Barroso destacou a importância de preservar a fé como uma questão privada e não instrumentalizá-la para objetivos políticos momentâneos. Ele enfatizou que a exploração da religião por líderes públicos para ganhar votos e demonizar oponentes é uma prática antiética e não condizente com os valores cristãos.

O ministro relembrou os incidentes ocorridos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, onde observou pessoas que, após cometerem atos de vandalismo, se ajoelharam para rezar. Ele destacou a contradição entre o uso da religião como veículo de ódio e violência, ressaltando que a verdadeira religião preconiza o entendimento e a compaixão.

Além disso, mencionou os desdobramentos da operação Tempus Veritatis da Polícia Federal, que investiga a existência de um gabinete do ódio no governo anterior, responsável pela disseminação de fake news e supostos planos de golpe de Estado.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/barroso-critica-manipulacao-religiosa-na-politica-e-preciso-combater/

sábado, 23 de março de 2024

Helênicos celebram Dionísio

ATENAS, Grécia – Estamos reunidos, vestidos de preto, à sombra dos restos do templo de Dionísio. O antigo altar está decorado com flores silvestres, coroando uma efígie do Deus da Primavera. Flores de acácia amarelas brilhantes pontuadas por flores brancas de achillea (yarrow) e bagas vermelhas de aroeira evocam a primavera em tempo real: colhidas na área circundante, sua beleza é uma oferenda aos deuses e um lembrete de sua conexão com os ciclos da Terra. Ando até lá e coloco as flores silvestres que colhi no altar, junto com as oferendas dos outros participantes. O altar de mármore envelhecido é encimado por um labrys, ou machado de duas cabeças, símbolo do grupo politeísta Labrys, que acolhe o ritual de hoje. Braseiros de incenso perfumado de livani (olíbano) decoram o espaço e, quando começam as invocações a Dionísio, o grande braseiro queima videiras secas, planta sagrada ao deus da Folia e do Êxtase.

Mas o verdadeiro ritual extático ainda está por vir na lua nova. Em vez disso, estamos reunidos no dia 18 de fevereiro para celebrar o terceiro e último dia da Anthestiria. Ao mesmo tempo um mês no calendário ateniense e um ciclo de feriados dedicado a Dionísio, é uma preparação gradual para a primavera, uma forma de dar as boas-vindas à primavera em sua própria chegada lenta. Este dia é conhecido como Chytroi e celebra as memórias dos falecidos com a chegada da primavera. Pode parecer incomum para os politeístas ocidentais, pagãos, bruxos e praticantes espirituais celebrar os mortos nesta época de nova vida, mas essa era exatamente a conexão que os antigos viam. Porque tanta vida estava surgindo nesta época – a primavera está em pleno andamento aqui na Grécia – acreditava-se que era um festival onde os mortos caminhavam entre os vivos. Para homenageá-los, convocamos Hermes Ctônico, um psicopompo (guia) do Submundo, bem como Perséfone, Rainha do Submundo, em conjunto com Dionísio.

Chytroi significa 'os Potes', referindo-se ao prato de luto oferecido como oferenda. Este prato é muito semelhante ao prato de luto ainda feito nas igrejas ortodoxas gregas em memória dos mortos, chamado coliva . Inclui romãs, símbolo do ciclo de vida e morte, cevada e salsa, entre outras coisas (geralmente nozes). Também era oferecido leite, como símbolo de vida; e uma romã foi esmagada ritualmente. Todas as ofertas foram enterradas como composto. Também servimos vinho aos nossos falecidos e escrevemos seus nomes para serem queimados no braseiro com o incenso.

Avançando para a lua nova: 9 de março de 2024. Agora é a hora da liberação extática e catártica que é o Desfile de Falliforia. Os mortos foram homenageados – a primavera foi convidada – e só resta uma coisa a fazer. Este é um desfile para homenagear Dionísio através da loucura ritual. No ano passado, participei timidamente neste festival, olhando mais para o significado histórico e as implicações espirituais do renascimento deste festival nos tempos modernos . Mas este ano, comprometi-me totalmente com o êxtase e a excitação.

Esta é uma procissão para invocar Dionísio para participar da folia. Enquanto nos tempos antigos esta celebração era um evento catártico, orgíaco, que durava a noite toda, a nossa era, em vez disso, um desfile espetacular convidando todos a participar. Desde turistas desavisados que deixaram suas mesas de jantar para se juntar a nós enquanto passávamos, até devotos que fizeram suas próprias máscaras e fantasias (como eu), nos reunimos em uma bela procissão de 400 pessoas. Apresentados novamente por Labrys, um grupo politeísta helênico inclusivo, iniciamos a procissão de 3 horas na base da Acrópole. Começou com uma bênção liderada por Christos Pandion Pannopoulos, o líder de Labrys, servindo vinho diante da efígie de Dionísio e convidando-o a juntar-se a nós na nossa procissão. Ele veio prontamente: fiquei impressionado com sua presença e só senti seu fortalecimento à medida que o festival avançava.

Vestidos como mênades e sátiros – os seguidores femininos e masculinos de Dionísio – caminhamos pelas partes mais antigas da cidade seguindo um falo vermelho brilhante de 1,80 metro de altura e 60 centímetros de largura. Carregado verticalmente por quatro devotos e seguido de perto por uma efígie de Dionísio de 3 metros carregada por outro, dá a impressão de um… Dionísio fértil liderando a multidão. Muitos de nós carregamos imitações do cajado do tirso de Dionísio, um longo bastão com uma pinha amarrada no topo, representando a fertilidade, e vinhas e tênias (fitas sagradas, geralmente vermelhas) decorando seu comprimento.

Gritamos, gritamos e cantamos, os gritos agudos e animalescos soando como sirenes ao longo das batidas dos tambores, alalala. Os cantos que pronunciamos são conhecidos como invocações de Baco: “eví, evá, Io Bacchus!” Alguns podem ver uma semelhança na invocação “Io, Pan”, popular no paganismo ocidental, e isso não é um erro: Pan e Dionísio estão profundamente conectados como deuses da floresta, e em diferentes fontes mitológicas há implicações de que Dionísio é um posterior, Visão helênica do deus popular mais antigo, Pã.

Paramos diversas vezes para homenagear o falo através de canções e danças sagradas. As canções cantadas eram contos obscenos e lascivos, tradicionalmente apresentados em celebrações folclóricas. Essas canções muitas vezes também trazem uma mensagem radical contra a opressão política, como aquela que foi cantada sobre um homem pedindo para não ser enterrado no cemitério de uma igreja, mas em vez disso ser enterrado na encruzilhada com seu falo ereto saindo do chão como um poste de amarração para o rei e um... assento... para a rainha. Outra fala sobre as atividades orgíacas envolvendo três freiras que passavam. E outra canção folclórica (mais suave) incentiva os participantes a beber e a passar o cálice de vinho uns aos outros.

A dança é uma oferenda, uma oração, um ato sagrado incluído na maioria dos rituais antigos. Quando parávamos, muitas vezes em frente a um templo antigo, os portadores do falo colocavam-no na vertical, e depois dançávamos a antiga e sagrada dança da fertilidade em torno do falo ereto. O desfile também terminou, bem em frente à Acrópole, no sopé do morro, com uma dança extasiante de 30 minutos.

O êxtase, a liberdade, a excitação e a pura libertação são difíceis de expressar em palavras. Como um espectro movendo-se no meio da multidão, a energia de Dionísio era palpável: uma alegria pura e não adulterada que inspirava até os participantes mais quietos e reservados a torcer e gritar conosco. Espalhando sua energia estridente, parecia a energia mais pura do masculino divino. Sua presença não era o que alguns poderiam esperar. Ele é seguro e convidativo, com prazer e auto-expressão na vanguarda da sua mensagem para nós. Dançar continuamente em um desfile com centenas de pessoas durante 3 horas parece exaustivo para mim em um dia normal: mas neste dia foi uma experiência extracorpórea e puramente feliz. Enquanto aguardamos a chegada oficial da Primavera com o regresso de Perséfone do Submundo no Equinócio da próxima semana, é seguro dizer: a energia da fertilidade está no ar, e a Primavera está certamente a caminho.

Fonte: https://wildhunt.org/2024/03/hellenic-polytheists-celebrate-dionysus-and-the-coming-of-spring.html
Traduzido com Google Tradutor.

Mais um na conta

Em diversas postagens eu deixo bem claro minha posição contra a liberação do porte e posse de arma por civis. Inúmeras notícias demonstram o quanto isso é errado. Nós tivemos muitos ataques contra escolas, tiroteios, como acontecem nos EUA. Também tem notícias de discussões de trânsito e rixas de torcedores sendo "resolvidas" na bala.

Então vale a pena reforçar a denúncia que os CACs apenas serviram de fornecedores de armas ao crime organizado. Quando os próprios não deveriam ter tal licença.

Citando:

Nos últimos anos, o Exército brasileiro emitiu autorizações para Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) a indivíduos condenados por crimes graves, como tráfico de drogas e homicídio, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme informações do Estadão..

Segundo um relatório confidencial do Tribunal de Contas da União (TCU), entre 2019 e 2022, mais de 5.000 pessoas em situação penal conseguiram obter, renovar ou manter os certificados de registro (CR) para possuir armas de fogo.

Mais de 1.500 delas estavam em processo de execução penal quando solicitaram as autorizações. Além disso, a Força liberou armas de fogo para 2.690 pessoas com mandado de prisão em aberto, ou seja, que eram foragidas da Justiça.

“A concessão, a revalidação e o não cancelamento de CRs vinculados a pessoas inidôneas possibilita o acesso delas a armas de fogo e munições, representando um risco à segurança pública”, afirma o relatório.

De acordo com o relatório, essa concessão indiscriminada representa um risco à segurança pública, indo contra o disposto na Lei 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento, que condiciona o acesso a armas apenas a pessoas consideradas idôneas, ou seja, que não estejam respondendo a inquérito policial ou processo criminal.

O relatório do TCU aponta que a legislação tem sido descumprida, destacando a falta de uma declaração de antecedentes nacional e unificada como um dos motivos. Um decreto assinado por Bolsonaro em 2019 restringiu a documentação ao local atual de domicílio da pessoa que solicita o registro de CAC.

O documento elenca os crimes mais comuns que renderam condenações aos CACs. Entre eles, homicídio, tráfico de drogas, lesão corporal dolosa, direção sob efeito de álcool, roubo, receptação e ameaça.

“A gravidade das condutas, por si só, já reforça indicadores de criminalidade e abala a sensação de segurança, sobretudo daqueles impactados de algum modo pelos delitos. Contudo, quando se leva em consideração que parcela significativa desses indivíduos ainda possui CRs ativos e acesso a armas, entende-se haver disponibilidade de meios para: a reincidência de práticas criminosas; a progressão da gravidade das condutas – por exemplo, a ameaça evoluir para um homicídio ou a lesão corporal contra a mulher evoluir para um caso de feminicídio; e a obstrução das investigações ou dos processos criminais – afinal, a arma pode ser utilizada para fuga, intimidação ou assassinato de testemunhas, entre outros”, diz o TCU.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/cacs-exercito-liberou-armas-para-assassinos-e-traficantes-durante-governo-bolsonaro/

Nota: pode colocar na conta do Inominável a morte de toda pessoa morta por arma de fogo por uma discussão trivial.

sexta-feira, 22 de março de 2024

Censura e pânico moral

Primeiro a notícia.
Citando:

A diretora de uma escola de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, publicou um vídeo em uma rede social criticando o livro “O Avesso da Pele”, escrito por Jeferson Tenório e vencedor do Prêmio Jabuti 2021. Ela alega que a obra traz “vocabulários de tão baixo nível”.

Na mensagem, ela solicita que o governo federal retire os exemplares.

Em nota, o Ministério da Educação afirma que a “aquisição das obras se dá por meio de um chamamento público, de forma isonômica e transparente” e que as obras são avaliadas por profissionais inscritos no banco de avaliadores.

O MEC ainda destaca que “os livros aprovados passam a compor um catálogo no qual as escolas podem escolher, de forma democrática, os materiais que mais se adequam à sua realidade pedagógica, tendo como diretriz o respeito ao pluralismo de concepções pedagógicas”.

A pasta reforça a relevância do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e a adesão de mais de 95% das redes de ensino do Brasil.

A Companhia das Letras, editora que publicou o livro, disse repudiar qualquer ato de censura. A empresa argumenta que, “para chegar ao colégio em questão, ainda precisou passar por aprovação da própria diretora, que assinou o documento de ‘ata de escolha’ da obra e agora contesta o conteúdo do livro. Esses dados são transparentes e públicos”.

(https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/diretora-critica-livro-o-avesso-da-pele-e-alega-vocabularios-de-tao-baixo-nivel/)

Detalhe que ficou faltando na reportagem da CNN (citando):

Porém, o tiro, obviamente no governo Lula, acabou acertando no governo de seu mito Bolsonaro, que autorizou tecnicamente em 2019 a distribuição do livro, que agora Leite – governador do partido de Zaffa – corretamente não vai permitir que seja censurado.

(https://seguinte.inf.br/a-censura-do-livro-antirracista-vereador-de-gravatai-atirou-em-lula-acertou-bolsonaro-e-vai-ter-que-agasalhar-decisao-de-leite-autorizando-obra-no-ensino-medio-a-linguagem-da-hipocrisia/)

Mas evidente que os jornais dessa bolha, conservadores, fundamentalistas cristãos e bolsonaristas, vão omitir e esconder esse detalhe. Querem ganhar audiência com o cultivo do pânico moral.