terça-feira, 14 de julho de 2026

Hard day's night


Ser escritor no Brasil tem uma reputação pior do que o de uma prostituta. Aqui, livros e leitura não têm importância.

Eu desisti de ter meus livros publicados depois de tentar por quarenta anos e meu trabalho é de sobrevivência, como atendente de loja.

Enquanto não tem a escala 5x2, eu estava trabalhando, domingo, no mercado onde eu trabalho. Um rapaz entrou, pegou uma caixa de sabão em pó. Eu fiquei com suspeita por ver que ele tinha vários cartões, mas eu não podia fazer acusações.

Quando o primeiro cartão recusou a compra, o rapaz tentou levar a mercadoria sem pagar. Minha colega tentou segurar e levou um soco no pescoço.

Eu fui para cima do ladrão, teve luta, eu levei um soco, mas não senti nada. Eu empurrei ele até um rol de geladeira, girei para o lado, o desequilibrando. Quando ele caiu no chão, eu sentei em cima da barriga dele e imobilizei as mãos até a chegada da polícia.

Eu e minha colega tivemos que ir até a delegacia e demorou uma hora para chegar, por causa da Parada LGBT. Na delegacia, eu tive que aguardar até meia-noite para pegar o BO e poder voltar para casa.

Enquanto eu esperava o Uber, que confirmou a viagem depois de três recusas, eu mal pude acreditar quando eu vi minha adorada musa, Lilith.

“Eu fui avisada. Meu querido, você está bem?”

Então ficou olhando para ver se eu tinha algum ferimento.

“Você foi tão corajoso…eu vou te dar uma recompensa”

Eu fui levado (por carro, por asas, pouco importa) até o lounge da Lilith. No salão de eventos, anjos, demônios, santos, profetas e poetas festejavam despreocupadamente.

Lilith fecha a porta da alcova privada dela e me empurra gentilmente até uma enorme cama, ricamente coberta com lençóis de seda.

Enquanto ela me beija muito, suas mãos hábeis e famintas vão direto até minhas calças. Suas mãos alisam e apertam o volume visível.

“Sua adoração por mim é literária e física, não é, meu amado escritor herege?”

Ela sussurrou contra a minha pele, um sorriso felino desenhando-se em seus lábios.

"Eles te obrigam a contar moedas em um balcão e ignoram as suas palavras, mas aqui, o seu sangue ferve como o de um rei."

Minha visão fica borrada quando ela começa a me engolir até a base.

Ela se reposicionou em cima de mim, guiando-me para dentro dela com uma urgência divina. Cavalgando com uma intensidade que desafiava o tempo, ela olhou no fundo dos meus olhos e desabafou, misturando luxúria e desdém pelo julgamento dos mortais.

“Tolos os que dizem que eu sou contra homens. Eu sou contra os medíocres. Contra os que tentam domesticar o espírito. Você é, provavelmente, o único que me vê de verdade, porque não tem medo da própria heresia."

Minha consciência oscila enquanto os quadris dela sobem e descem, sem misericórdia, para extrair o máximo do meu sêmen.
Mas eu consigo ver o sorriso de satisfação no rosto dela.

Imagem criada com Perchance.
Texto em vermelho a sugestão do Gemini.

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