quarta-feira, 6 de maio de 2009

EUA criminalizam a homofobia

Foi aprovado na quarta-feira (29/03) a lei federal de Prevenção aos Crimes de Ódio, também conhecida como lei Matthew Shepart (jovem vítima de crime brutal e homofóbico) pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A partir de agora todo o território norte-americano passa a punir crimes motivados pela identidade de gênero, orientação sexual e deficiência. O projeto será apresentado ao Senado pelo democrata Edward Kennedy, que é senador pelo Estado de Massachusetts. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoia o projeto. Pouco tempo antes da votação da lei na Câmara dos Representantes, o presidente Obama soltou nota oficial, onde pedia aos "membros de ambos os lados (Democratas e Republicanos) a pensarem bem e votarem pela proteção dos cidadãos de quaisquer atos violentos e de intolerância". Uma congressista republicana da Carolina do Norte, Virginia Foxx, que se opunha à lei, foi obrigada a pedir desculpas públicas, pois disse que o assassinato do jovem foi trote para justificar a criação da lei. Ela também defendia que o menino havia sido assassinado em um assalto. Posteriormente, a Republicana disse ter feito uma "má escolha de palavras" e defendeu prisão perpétua aos assassinos de Mathew Shepard.
Além dela, há outros opositores à lei, em sua maioria líderes religiosos. Eles dizem que a lei vai dividir a América. Em um argumento muito semelhante ao usado pelos fundamentalistas brasileiros, a bancada religiosa norte-americana se diz contra a lei, pois entende que agora líderes religiosos não mais poderão criticar o estilo de vida gay e para eles isso é censura. O líder da bancada fundamentalista, o republicano e texano Lamar Smith, disse que a "lei é inconstitucional e não será aprovada".
Símbolo da intolerância
Em 1998, no mês de outubro, Matthew Shepard foi encontrado por ciclistas em estado de coma num poste de madeira. As pessoas que o encontraram disseram na época que o menino estava desfigurado. O crime brutal ganhou destaque nacional, com direito a uma fala pública do presidente à época, Bill Clinton.
Matthew foi abordado na saída do bar Fireside Lounge por Aaron McKinney e Russel Henderson, 22 e 21 anos respectivamente, dizendo para ele que também eram gays, porém, o encurralaram e o espancaram até a morte. Os assassinos foram condenados a prisão perpétua.

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