terça-feira, 15 de março de 2016

O matemático e grão mestre

Eu estimo que meu dileto e eventual leitor está ou passou por essa tortura mental chamada escola, onde “aprendeu” sobre o Teorema de Pitágoras: “Em qualquer triângulo retângulo, o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos”. E a escola nos “ensina” mais coisas incrivelmente... inúteis. Nós assimilamos o Teorema de Pitágoras na base da decoreba e a escola não nos exige mais do que repetir o “conhecimento”.
Eu tive que ir para a faculdade, para a universidade, para perceber que tudo que aprendemos é pouco, é insuficiente e costuma estar errado em muitos aspectos. Por exemplo, se você pergunta para um estudante ou acadêmico o que ele pensa sobre a numerologia, há grandes chances dele resumir sua ojeriza descrevendo este tópico como “superstição”. Deve ser uma surpresa para muitos descrentes ao saberem que essa noção mística da matemática e dos números veio de Pitágoras.

Pitagorismo é um termo usado para as crenças esotéricas e metafísicas defendidas por Pitágoras e seus seguidores. Os pitagóricos, que foram consideravelmente influenciados pela matemática. O pensamento Pitágorico era consideravelmente dominado pela matemática, mas ele foi também profundamente místico. O ensinamento pitágorico realmente começou com os ensinamentos de Anaximander , que ensinou que a substância última das coisas é o "infinito", que Anaximander chamava de apeiron ".
A absorvição do apeiron é também o que faz o mundo matemático, não apenas possível descrever com matemática, mas na verdadeiramente matemático, uma vez que mostra os números e a realidade tem o mesmo princípio.
Pitagoras sugere que a purificação maior de uma vida se da por pura contemplação. É o filósofo que contempla sobre as ciências e a matemática, que é liberado do "ciclo de nascimento".
A vida do matemático puro é, de acordo com Pitágoras, a vida no mais alto plano de existência.
Assim, a raiz de matemática e buscas científicas no Pitagorismo também é baseada em um desejo espiritual de se libertar do ciclo de nascimento e morte. É essa contemplação sobre o mundo que constitui a maior virtude na filosofia de Pitágoras.
o Tetractys (Τετρακτύς grego) é uma figura triangular constituído por dez ponto.Era um símbolo místico muito importante para o culto secreto dos pitagóricos.
The Tetractys
Os primeiros quatro números simbolizavam a harmonia das esferas e o Cosmos
Os quatro linhas adicionadas a dez, qual era a unidade de ordem superior (em decimal).
A Tetractys representou a organização do espaço:
da primeira linha representava a dimensão zero (um ponto)
a segunda linha representava a primeira dimensão (uma linha de dois pontos)
a terceira linha representava a segunda dimensão (um plano definido por um triângulo de três pontos)
da quarta linha representava a terceira dimensão (um tetraedro definido por quatro pontos)
A oração dos pitagóricos mostra a importância da Tetractys (às vezes chamado de "Tétrade místico "), como a oração foi feita a ele.
Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números. Para eles, o número, sinônimo de harmonia, constituído da soma de pares e ímpares - os números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação -, era considerado como a essência das coisas, criando noções opostas (limitado e ilimitado) e sendo a base da teoria da harmonia das esferas.
Segundo os pitagóricos, o cosmo é regido por relações matemáticas. A observação dos astros sugeriu-lhes que uma ordem domina o universo. Evidências disso estariam no dia e noite, no alterar-se das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Por isso o mundo poderia ser chamado de cosmos, termo que contém as ideias de ordem, de correspondência e de beleza. Nessa cosmovisão também concluíram que a Terra é esférica, estrela entre as estrelas que se movem ao redor de um fogo central. Alguns pitagóricos chegaram até a falar da rotação da Terra sobre o eixo, mas a maior descoberta de Pitágoras ou dos seus discípulos (já que há obscuridades em torno do pitagorismo, devido ao caráter esotérico e secreto da escola) deu-se no domínio da geometria e se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. A descoberta foi enunciada no teorema de Pitágoras.
Segundo o pitagorismo, a essência, que é o princípio fundamental que forma todas as coisas é o número. Os pitagóricos não distinguem forma, lei, e substância, considerando o número o elo entre estes elementos. Para esta escola existiam quatro elementos: terra, água, ar e fogo.
O símbolo utilizado pela escola era o pentagrama, que, como descobriu Pitágoras, possui algumas propriedades interessantes. Um pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular; pelas intersecções dos segmentos desta diagonal, é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original exatamente pela razão áurea. [Wikipédia]

O nome iniciático de Pitágoras significa “aquele que fala (Agor-) a verdade das Pythias (Pyth-)” ou seja, Pyth-Agor. Assim como muitos outros sábios, seu nascimento foi profetizado por outras Pythias e ele nasceu de uma virgem. Seus ensinamentos nada mais eram do que os mesmos ensinados pelos Egípcios em suas Escolas dos Mistérios.
Os pitagóricos estudavam a fundo a matemática, filosofia, a geometria sagrada, proporções áureas, o pentagrama, a ligação entre religião e ciência, numerologia, astrologia, reencarnação, vegetarianismo e a música. A associação entre música e magia é muito antiga e poderosa.
O Pentagrama também possui uma relação especial com o Planeta Vênus. Observando o céu e anotando a posição da “Estrela Matutina” durante 8 anos, o traçado do chamado “período sinódico” de Vênus forma um Pentagrama (período sinódico é o tempo que um planeta leva para retornar a uma mesma posição em relação ao sol por um observador na Terra).
Portanto, desde sempre o Pentagrama representou o Planeta Vênus, ou seja, a Estrela Matutina, ou seja, Prometeus, ou seja, Lúcifer. O Planeta Vênus também está ligado ao sagrado feminino, às deusas celtas e aos Templos Lunares (Vênus-Afrodite, a deusa arquetipal feminina). Não é muito difícil imaginar como a Igreja Católica chegou a associações toscas entre “satanismo” e “pentagrama” e “adoradores do diabo” e “sacerdotisas/bruxas” e “queimem as bruxas”, não é mesmo? [Teoria da Conspiração]

Mas a Igreja não foi a única a “queimar” bruxas. O Estado e a Academia também ajudaram a “queimar” as bruxas, tanto que foi comum, a partir da Renascença, um sistemático e deliberado expurgo de tudo que era considerado “superstição” e “crendice”, para que os “sacerdotes da matéria” pudessem apresentar para o público a Ciência como se fosse uma virgem vestal, como se o conhecimento científico não viesse de pensadores, filósofos, magos, sacerdotes, templos.

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