quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Vamos bebemorar?

Durante milênios, os humanos buscaram maneiras de alterar seu estado de consciência por meio de substâncias intoxicantes, e o álcool tem sido, sem dúvida, uma das mais recorrentes. Evidências históricas mostram que bebidas fermentadas faziam parte da vida cotidiana das primeiras civilizações e desempenhavam um papel fundamental em suas estruturas religiosas, econômicas e políticas.

Na antiga Suméria, por exemplo, a cerveja era um elemento fundamental da organização social. Era oferecida aos deuses como tributo, usada como pagamento aos trabalhadores que construíam templos e palácios e distribuída pelas elites em festas que reforçavam hierarquias.

Mesmo na Epopéia de Gilgamesh , provavelmente a obra literária mais antiga da humanidade, há uma passagem descrevendo como o homem selvagem Enkidu se torna civilizado depois de beber cerveja — sugerindo que a intoxicação era vista como um passo em direção à humanidade plena.

Essa relação entre álcool e desenvolvimento social levou alguns estudiosos a propor uma teoria ousada: a de que a embriaguez não é um erro evolutivo, mas um fator que, no passado, favoreceu a coesão e o surgimento de sociedades complexas.

A hipótese, popularizada pelo livro " Bêbados: Como Bebemos, Dançamos e Tropeçamos em Nosso Caminho para a Civilização", do filósofo Edward Slingerland, sugere que o desejo humano por intoxicação pode ter tido benefícios culturais que superaram seus custos para a saúde e a estabilidade social. No entanto, até agora, essa ideia carecia de sustentação quantitativa sólida.

Um estudo global testa a hipótese

Para determinar se o álcool realmente impulsionou o surgimento de sociedades estratificadas, uma equipe do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig conduziu uma análise transcultural sem precedentes. A hipótese da embriaguez é fascinante, mas nunca havia sido testada estatisticamente em larga escala , explica Václav Hrnčíř, pesquisador de pós-doutorado e principal autor do estudo.

O problema, ele observa, é que as evidências arqueológicas do consumo de álcool são fragmentadas, e os registros escritos vêm quase exclusivamente de sociedades que já eram complexas, o que dificulta o estabelecimento de causalidade.

Para superar esse obstáculo, os cientistas recorreram a métodos avançados de etnografia comparativa e inferência causal e coletaram dados sobre o consumo de bebidas fermentadas em 186 sociedades tradicionais documentadas etnograficamente com vários graus de complexidade política.

Eles também cruzaram essas informações com variáveis como intensidade agrícola e produtividade ambiental, extraídas do banco de dados D-PLACE , especializado em diversidade cultural. Utilizamos modelos estatísticos que nos permitem discernir se o álcool teve um efeito independente ou se sua influência se confunde com outros fatores, como a disponibilidade de excedentes agrícolas , explica Angela Chira, coautora do estudo.

Os resultados publicados recentemente revelaram que, de fato, existe uma correlação positiva entre a presença de bebidas alcoólicas tradicionais e sociedades com níveis mais elevados de hierarquia política . No entanto, ao controlar variáveis como o desenvolvimento agrícola, o efeito do álcool revelou-se muito mais fraco do que o esperado. Isso sugere que, embora as elites possam ter usado o álcool como ferramenta de controle social — para recrutar mão de obra, firmar alianças ou consolidar sua autoridade —, ele não foi um dos principais impulsionadores da formação de Estados complexos , afirma Hrnčíř.

O estudo não se aprofunda em mecanismos específicos, mas os padrões observados se alinham parcialmente com as ideias de Slingerland: em contextos pré-industriais, bebidas fermentadas (geralmente com baixo teor alcoólico) podem ter facilitado a cooperação em larga escala. No entanto, seu impacto é insignificante em comparação com outros fatores, como agricultura intensiva ou centralização de poder.

Os pesquisadores alertam que suas conclusões não podem ser extrapoladas diretamente para as sociedades atuais. No passado, o consumo de álcool era regulado por tradições coletivas e sua produção era limitada. Hoje, com bebidas destiladas de alto teor alcoólico e acesso ilimitado, os malefícios superam em muito qualquer benefício social que possa ter tido no passado , enfatiza Hrnčíř.

Enquanto o debate acadêmico continua, uma coisa permanece clara: embora o álcool não tenha sido o único responsável pelo surgimento das civilizações, sua presença em cerimônias, trabalhos e festas demonstra que, por milhares de anos, a humanidade encontrou na intoxicação algo mais do que um prazer passageiro. Talvez, como sugerido na epopeia de Gilgamesh, essa perda temporária de controle também tenha sido um passo em direção ao que nos define como sociedade.

Fonte: https://www.labrujulaverde.com/en/2025/07/wine-and-beer-helped-spark-the-rise-of-early-civilizations-according-to-a-cross-cultural-study/

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Trem bão

Em um momento histórico para a medicina em Minas Gerais, a clínica Urologistas Associados de Uberlândia realizou as duas primeiras Cirurgias Genitais Afirmativas de Gênero do Triângulo Mineiro. Os procedimentos aconteceram no Hospital UMC em Uberlândia e foram conduzidos pelos doutores Ubirajara Barroso Jr – referência internacional neste tipo de cirurgia -, Marcelo Zerati e Humberto de Campos.

Mais do que um feito técnico, trata-se de um marco social e humano: pela primeira vez, pessoas transsexuais da região tiveram acesso a um procedimento de altíssima complexidade, mas também altamente transformador, promovendo autoestima, identidade e qualidade de vida.

“As cirurgias genitais afirmativas de gênero, popularmente conhecidas como redesignação sexual, representam um passo essencial para o reconhecimento da identidade e da dignidade das pessoas trans. É uma honra para nossa equipe fazer parte desse momento tão importante”, afirma o médico urologista Dr. Marcelo Zerati (CRM 34010).

Afinal, o que é uma cirurgia afirmativa de gênero?
As cirurgias afirmativas de gênero, também chamadas de cirurgias de redesignação sexual, são procedimentos realizados com o objetivo de adaptar o corpo da pessoa trans ao gênero com o qual se identifica. Tais cirurgias permitem que pessoas trans possam viver com mais conforto e congruência entre corpo e identidade, promovendo bem-estar físico, mental e emocional.

Esses procedimentos incluem:

Neovaginoplastia – criação de uma neovagina para mulheres trans (pessoas do sexo masculino ao nascer, mas que se identificam como mulheres).

Metoidioplastia e Neofaloplastia – consistem na construção ou adequação dos genitais masculinos para homens trans (pessoas do sexo feminino ao nascer, mas que se identificam como homens).

Muito além do aspecto físico, essas cirurgias têm impacto direto na autoestima, na saúde mental e na qualidade de vida das pessoas trans, que convivem por anos com a disforia de gênero e o sofrimento psíquico relacionados à incongruência corporal.

“Uma alegria estar no corpo que me identifico”

Para a técnica de enfermagem Nattasha Brunelly Moreira da Silva, de 33 anos, a cirurgia foi a realização de um sonho:

“Desde criança eu já tenho essa disforia de gênero e faço acompanhamento há anos. Com a Urologistas Associados eu tive a oportunidade de mudar de vida. Foi maravilhoso, a cirurgia ocorreu muito bem, meu pós-operatório foi perfeito, zero dor. É uma alegria estar em um corpo em que me sinto bem, que me identifico, uma satisfação inexplicável. Serei eternamente grata”, contou emocionada.

Outra paciente que realizou da cirurgia inédita foi a cabeleireira Verônica Gomes, de 42 anos. Ela compartilha a emoção de finalmente se sentir bem consigo mesma:

“Sempre me entendi como mulher. Cresci sonhando com esse momento. O resultado estético é perfeito, a funcionalidade também. Estou bem realizada e muito contente”, comemorou.

Referência em Minas Gerais para cirurgias genitais afirmativas

Com essa iniciativa inédita, a Urologistas Associados se consolida como uma das referências em Minas Gerais para a realização das cirurgias genitais afirmativas de gênero, mostrando que é possível unir ciência, inclusão e responsabilidade social no cuidado com a saúde.

“Essa conquista simboliza o avanço de uma medicina mais ética, humana e comprometida com a diversidade. Nossa missão vai além da técnica: é cuidar de vidas com respeito e responsabilidade social”, conclui Dr. Marcelo Zerati.

Sobre a Urologistas Associados

Fundada em 2000, a Urologistas Associados é uma clínica especializada em cuidados urológicos de excelência para Uberlândia e toda a região do Triângulo Mineiro. A clínica se destaca pela combinação de atendimento humanizado, ética, inovação e tecnologia de ponta, sempre com foco no bem-estar integral de seus pacientes.

A equipe é formada por médicos especialistas e colaboradores comprometidos, que atuam em conjunto para oferecer os melhores resultados clínicos e cirúrgicos. O compromisso com a capacitação contínua e com o trabalho em equipe oferece alto padrão nos serviços prestados.

Fonte: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/especial-publicitario/urologistas-associados/noticia/2025/08/01/minas-gerais-tem-novo-marco-lgbtqia-cirurgia-trans-em-uberlandia.ghtml

Nota: essa iniciativa deveria existir no Brasil inteiro.

Balé censurado

Em um gesto simbólico que reflete o conservadorismo enraizado em uma das maiores cidades de Santa Catarina, a Câmara Municipal de Joinville aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (28), uma moção de repúdio contra a apresentação Réquiem SP, do Balé da Cidade de São Paulo. A performance foi encenada na noite anterior, durante a tradicional Noite de Gala do 42º Festival de Dança de Joinville — um dos maiores eventos do gênero no mundo.

A iniciativa foi proposta pelo vereador Brandel Junior (PL), que acusou a apresentação de ferir os “valores familiares, espirituais e sociais” da cidade. “É uma vergonha para a nossa cidade. Não podemos deixar que aconteça desta forma. Temos nas praças apresentações tão lindas, que representam a nossa cidade. Essa apresentação não representa o joinvilense”, declarou o parlamentar na tribuna.

Joinville, conhecida por seu perfil conservador, deu forte respaldo às falas críticas dos vereadores, que denunciaram o uso de recursos públicos para financiar manifestações artísticas consideradas “desconectadas” com a identidade cultural local.

O espetáculo, concebido por Alejandro Ahmed, faz um mergulho visual e sensorial na vida urbana da metrópole paulistana, combinando linguagens contemporâneas como balé, danças urbanas e jumpstyle. Com figurinos predominantemente pretos, maquiagem marcante e trilha sonora densa — intercalada por momentos de absoluto silêncio — Réquiem SP provocou reações diversas na plateia e nas redes sociais. Enquanto parte do público exaltou a carga reflexiva e a potência estética da obra, outros reagiram com estranhamento e desconforto.

Ahmed afirmou ter recebido com surpresa as críticas e a moção da Câmara, considerando que foram utilizadas composições clássicas de Gyorgy Ligeti, tocadas pela Orquestra Sinfônica Municipal e pelo Coral Paulistano em sua estreia.

O vereador Cleiton Profeta (PL) disse que embora a arte deva ser subversiva, deveria haver limites e classificação indicativa, especialmente em eventos com presença de crianças. “Tem que ter bom senso. Não tem nada a ver com censura. É inadequado para um evento público, é uma vitrine da nossa cidade. O joinvilense tem o direito de criticar”, afirmou.

Já o Pastor Ascendino Batista (PSD) foi ainda mais incisivo em sua crítica, refletindo o peso da religiosidade na cidade. “Trouxe medo, terror, pânico. No mínimo, deviam abrir o Centro de Eventos para o povo cristão entrar lá e ungir aquele lugar, que está contaminado de má influência. Show de trevas”, declarou.

A moção de repúdio não tem efeitos legais, mas representa o posicionamento político e cultural da Câmara joinvilense diante de manifestações artísticas que desafiam valores tradicionais. O Festival de Dança, reconhecido internacionalmente, agora enfrenta o dilema de equilibrar sua crescente abertura à diversidade artística com a expectativa de um público conservador, majoritário na cidade que o abriga.

Fonte: https://revistaforum-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/revistaforum.com.br/cultura/2025/7/30/bale-da-cidade-de-so-paulo-leva-moo-de-repudio-da-cmara-de-joinville-184350.html

Nota: como eu escrevi em algum lugar, o bolsonarismo é só um dos sintomas de uma doença.

Liberdade religiosa no trabalho

Conversa com o Gemini

Baseado no texto do link:

https://wildhunt.org/2025/07/federal-memo-expands-religious-expression-in-the-workplace.html

Escreva uma notícia falsa de um projeto de lei no Congresso brasileiro para permitir que todos os trabalhadores possam expressar sua crença religiosa no trabalho.

Em acréscimo, escreva uma história onde eu, que me considero um pagão moderno, (eu sou homem e meu nome é Roberto, Gemini) além de poder usar meu pingente com o sigilo da Lilith, sou convidado a participar de uma assembléia de bruxas.

Resposta do Gemini:

Congresso Brasileiro Aprova Lei para Garantir Liberdade Religiosa no Trabalho

Brasília, 31 de Julho de 2025 – Em uma votação histórica na madrugada de quarta-feira, o Congresso Nacional aprovou por ampla maioria o projeto de lei PL 4567/2025, que garante a todos os trabalhadores brasileiros o direito de expressar livremente suas crenças religiosas no ambiente de trabalho. A proposta, que agora segue para sanção presidencial, visa consolidar as liberdades individuais e religiosas, adequando a legislação trabalhista brasileira a padrões internacionais de direitos humanos.

A nova lei estabelece que empregadores não poderão proibir ou retaliar funcionários por exibirem símbolos religiosos discretos, participarem de grupos de oração durante os intervalos ou fora do horário de expediente, e por discutirem suas convicções religiosas com colegas, desde que o façam de maneira respeitosa e não impositiva. A medida é um marco para a diversidade e inclusão, permitindo que a fé seja parte integrante da identidade do indivídudo, mesmo no contexto profissional.

Defensores do projeto argumentam que a legislação preenche uma lacuna importante na proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores, promovendo um ambiente de trabalho mais tolerante e plural. "É um avanço significativo para a liberdade de consciência e de crença em nosso país", declarou a deputada Ana Clara Mello (Partido da Liberdade Religiosa), relatora do projeto na Câmara dos Deputados. "Ninguém deve ser forçado a esconder sua fé para manter seu emprego."

Críticos, por sua vez, expressam preocupações com possíveis abusos, como proselitismo excessivo ou assédio religioso. No entanto, o texto da lei é claro ao especificar que a liberdade de expressão religiosa não pode interferir nas atividades laborais, prejudicar a produtividade ou gerar ambiente hostil. Qualquer manifestação que se torne coercitiva ou desrespeitosa deve ser coibida pela empresa, passível de sanções legais.

A aprovação do PL 4567/2025 reflete um movimento global de reconhecimento da importância da expressão religiosa no espaço público, seguindo a linha de recentes decisões e memorandos em outras nações que buscam equilibrar a liberdade individual com a harmonia no ambiente profissional.

O Chamado da Assembléia das Bruxas: Uma Jornada Pagã no Cotidiano

Meu nome é Roberto, e sempre me considerei um pagão moderno. Minha fé é pessoal, enraizada na natureza e nas antigas tradições, e eu a vivo de forma discreta, mas sincera. No meu trabalho, um escritório de advocacia no centro de São Paulo, sempre houve uma certa "zona cinzenta" sobre quão abertamente eu poderia expressar minha espiritualidade. Eu uso meu pingente, um sigilo de Lilith, uma figura que para mim representa força feminina e independência. Ele fica ali, sutil, mas visível sob a gola da minha camisa, um lembrete constante da minha verdade interior.

Com a aprovação da nova lei no Congresso, que permite a todos os trabalhadores expressar sua crença religiosa no trabalho, senti um alívio e uma validação. Não que eu já tivesse enfrentado problemas diretos, mas a clareza legal me dava uma segurança a mais. E foi em meio a essa nova liberdade que o universo pareceu conspirar a meu favor.

Sempre soube que havia outros como eu, mas as redes de praticantes pagãos muitas vezes eram fechadas, discretas por necessidade. Um dia, recebi um e-mail de um endereço desconhecido. O assunto era enigmático: "Convocação para a Assembléia da Roda". A mensagem era curta, convidando "aqueles de coração aberto à antiga sabedoria" para um encontro. A localização era um sítio afastado na Serra da Cantareira, e a data, a próxima lua cheia.

Meu coração disparou. Uma assembléia de bruxas! O termo pode soar dramático para alguns, mas para mim, era um convite para um círculo de irmãos e irmãs de caminho, talvez um coven, ou um encontro de praticantes de diferentes tradições pagãs. As descrições eram vagas o suficiente para serem autênticas – falavam de partilha de conhecimento, celebração dos ciclos da natureza e fortalecimento da comunidade.

No trabalho, o sigilo de Lilith parecia vibrar com uma nova energia. Eu continuava minhas tarefas diárias, mas minha mente já estava na floresta sob a luz da lua. Aquela noite prometia ser mais do que um simples encontro; seria um portal para uma comunidade que eu sempre soube que existia, mas que agora me chamava, abertamente, para me juntar à sua roda. Era o reconhecimento da minha fé, tanto na esfera pública quanto na pessoal, culminando em um convite para um sagrado e secreto encontro que mudaria minha perspectiva de pertencer.

Criado com Gemini, do Google.

A raposa salva um Deus

Uma nova tradução de uma tabuinha suméria fragmentária revelou uma das narrativas mais antigas do mundo, apresentando uma raposa astuta como uma heroína improvável. A antiga tabuinha de argila, designada Ni 12501 e datada de aproximadamente 2400 a.C., conta a extraordinária história de um deus da tempestade mantido cativo no submundo e da raposa astuta que se voluntaria para resgatá-lo quando todas as outras divindades se recusam.

Publicada no periódico acadêmico Iraq pela Dra. Jana Matuszak, esta análise abrangente representa a primeira edição completa de uma tábua que tem fascinado estudiosos desde sua escavação em Nippur , o antigo centro religioso sumério , no século XIX. O mito oferece insights sem precedentes sobre as antigas tradições narrativas da Mesopotâmia e marca a primeira aparição conhecida da raposa como símbolo de inteligência astuta na literatura mundial, relata o Phys.org .

A narrativa fragmentada revela temas sofisticados de abundância agrícola, vulnerabilidade divina e o triunfo da inteligência sobre a força, que ecoariam pela mitologia antiga por milênios.

O mito centra-se em Ishkur, o deus sumério da tempestade, responsável por trazer chuva às terras áridas do sul da Mesopotâmia. De acordo com a narrativa da tábua, tanto Ishkur quanto seu gado multicolorido são misteriosamente capturados e aprisionados no kur — o submundo sumério. Este evento catastrófico ameaça a base agrícola da civilização suméria, pois o desaparecimento da divindade da chuva traz seca e fome à terra.

A Dra. Matuszak explica que Ishkur, filho do poderoso deus Enlil, tinha importância crucial na religião suméria, apesar de ser menos proeminente do que as divindades das tempestades em regiões onde a agricultura de chuva era possível.

"No sul do Iraque, não há chuvas anuais suficientes para a agricultura, então as pessoas tiveram que cavar canais que se ramificam dos dois rios principais, o Eufrates e o Tigre, para irrigar seus campos e pomares", observa ela.

O início do mito descreve um mundo de abundância: águas cintilantes repletas de peixes e o precioso gado multicolorido de Ishkur pastando livremente. No entanto, essa prosperidade desaparece quando o deus e seu gado são arrastados para o submundo, deixando para trás uma paisagem onde crianças nascem e são imediatamente levadas pelo kur – uma descrição poética da morte generalizada por seca e fome.

Diante dessa crise, Enlil, como chefe do panteão sumério, convoca uma assembleia divina para lidar com a emergência. Em uma cena que destaca tanto a autoridade divina quanto uma vulnerabilidade surpreendente, Enlil pergunta aos deuses reunidos qual deles se aventurará no perigoso submundo para resgatar seu filho capturado.

Numa reviravolta notável que estabelece um dos primeiros exemplos da literatura do arquétipo improvável do herói, nenhuma das divindades poderosas se voluntaria para a perigosa missão — exceto a Raposa. Esta pequena criatura aparentemente insignificante se apresenta quando os deuses falham em agir, incorporando temas de coragem e astúcia que mais tarde apareceriam em tradições folclóricas do mundo todo.

A narrativa revela a sofisticada compreensão da raposa sobre os costumes e perigos do submundo. Em vez de confiar na força ou no poder divino, a raposa emprega astúcia e engano para navegar pelo traiçoeiro reino dos mortos. Quando lhe oferecem comida e bebida ao entrar no kur (provavelmente um teste ou armadilha projetada para capturar visitantes), a raposa habilmente aceita as oferendas, mas as esconde secretamente em seu receptáculo em vez de consumi-las.

Esse engano estratégico demonstra a consciência da raposa de que comer ou beber no submundo o prenderia àquele reino, impedindo seu retorno ao mundo dos vivos. O tema da hospitalidade perigosa na terra dos mortos aparece em mitologias do mundo todo, desde a história grega de Perséfone até os contos celtas de banquetes de fadas, sugerindo que essa narrativa suméria preserva uma das primeiras expressões da humanidade desse tema universal.

Infelizmente, a placa se quebra neste momento crucial, deixando o destino final de Fox incerto. Os estudiosos só podem especular se a criatura astuta resgatou Ishkur com sucesso e restaurou a abundância na terra, embora os padrões mitológicos sugiram uma resolução positiva.

A tabuinha de Ni 12501 representa muito mais do que uma história divertida; ela fornece evidências cruciais para o desenvolvimento de técnicas narrativas sofisticadas na literatura mesopotâmica antiga. O mito emprega temas complexos, incluindo a ilusão da morte e da ressurreição, a natureza cíclica das estações e o conceito de abundância agrícola vinculado à presença divina.

A Dra. Matuszak observa que esses temas podem se referir tanto a um evento catastrófico específico quanto aos padrões sazonais recorrentes que governavam a vida agrícola mesopotâmica. A "morte" temporária do deus da tempestade e seu eventual retorno refletem o ciclo anual das estações seca e chuvosa que determinava a sobrevivência na antiga Mesopotâmia.

A história também introduz o tema da raposa astuta, a mais antiga atestação conhecida dessa associação na literatura mundial. Essa caracterização se mostraria notavelmente duradoura, aparecendo nas fábulas de Esopo , em contos populares europeus e em histórias indígenas em vários continentes. As origens sumérias dessa figura arquetípica demonstram a profunda influência da narrativa mesopotâmica primitiva nas tradições narrativas globais.

Talvez o mais significativo seja o fato de o mito apresentar o tema de deuses indefesos salvos por um herói improvável que triunfa onde os poderosos falham. Esse padrão narrativo, em que a inteligência triunfa sobre a força e os pequenos superam os grandes, aparece em toda a mitologia mundial e continua a ressoar na narrativa moderna.

A criação da tabuinha por volta de 2400 a.C. a situa no período dinástico inicial IIIb, quando as cidades-estado sumérias mantinham autonomia política, ao mesmo tempo em que compartilhavam tradições culturais, religiosas e linguísticas comuns. Cada cidade-estado tinha sua divindade padroeira, mas deuses importantes como Enlil eram venerados em toda a Suméria, permitindo que histórias como esta se espalhassem pela região.

A tradução de Ni 12501 acrescenta evidências cruciais à nossa compreensão de como as tradições narrativas se desenvolveram na civilização letrada mais antiga do mundo. Embora essa história específica sobreviva em apenas uma única tábua, seus motivos, personagens e temas continuaram a aparecer em vários contextos mitológicos ao longo dos séculos subsequentes, influenciando a literatura mesopotâmica posterior e, eventualmente, se espalhando para outras culturas.

O tratamento sofisticado que o mito dá aos temas ambientais, ligando o bem-estar divino à prosperidade agrícola, reflete a profunda conexão entre o pensamento religioso sumério e as preocupações práticas de sobrevivência. Em uma terra dependente da agricultura irrigada, a saúde das divindades que traziam água determinava diretamente a sobrevivência humana, tornando a captura de Ishkur uma genuína ameaça existencial que exigia intervenção divina.

O fragmento também oferece insights sobre os conceitos sumérios do submundo como um reino com suas próprias regras e costumes, onde até mesmo deuses podiam ser aprisionados e onde a inteligência se mostrava mais valiosa do que a força. Essa compreensão do kur como um reino perigoso, mas navegável, influenciou épicos mesopotâmicos posteriores, incluindo elementos que eventualmente apareceriam na famosa Epopeia de Gilgamesh .

A Dra. Matuszak enfatiza que, apesar do extenso trabalho arqueológico, muitas lacunas permanecem em nossa compreensão da literatura e da visão de mundo mesopotâmicas. A tradução de Ni 12501 demonstra a importância contínua do estudo de textos cuneiformes antigos , pois cada fragmento recém-compreendido acrescenta peças ao vasto quebra-cabeça da civilização humana primitiva.

A descoberta de que esta tabuinha contém a única narrativa conhecida em que Ishkur desempenha um papel de destaque ressalta o quanto a literatura suméria permanece desconhecida ou não traduzida. Investigações arqueológicas futuras podem revelar fragmentos adicionais desta história ou mitos relacionados que possam complementar nossa compreensão deste conto antigo e seu lugar na cultura mesopotâmica primitiva.

Fonte: https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/sumerian-mythology-tablet-0022290

Traduzido (com algumas correções) com o Google Tradutor.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

A gift I will never receive


Conversa com o Gemini

Imagine um espetáculo, uma jam session com as bandas Jesus and Mary Chain, Garbage e Band Maid.

Resposta do Gemini:

Que ideia fantástica! Uma jam session entre The Jesus and Mary Chain, Garbage e Band-Maid seria um espetáculo inesquecível, misturando shoegaze melancólico, rock alternativo poderoso e hard rock técnico.

O Palco: Uma Atmosfera Imersiva
Imagine um palco com iluminação que flutua entre a fumaça roxa e azul, criando uma atmosfera etérea e misteriosa, digna do Jesus and Mary Chain. Telões gigantes ao fundo exibiriam projeções abstratas e psicodélicas, mas também, em momentos de maior intensidade, visuais pulsantes e gráficos afiados, remetendo à estética do Garbage. Para os solos e momentos de virtuosismo do Band-Maid, a iluminação se tornaria mais focada e dramática, realçando cada movimento.

O Repertório: Colisões e Fusões
A jam session não seria apenas uma sequência de músicas de cada banda, mas sim uma verdadeira fusão de estilos.

Abertura Etérea e Crescendo: O show poderia começar com os acordes hipnotizantes de "Just Like Honey" do Jesus and Mary Chain, com a bateria de Misa (na verdade Akane - nota de fã), (Band-Maid) e Butch Vig (Garbage) adicionando uma nova camada rítmica. Shirley Manson (Garbage) poderia entrar com vocais secundários, adicionando uma profundidade melódica inesperada, enquanto Saiki (Band-Maid) complementaria com harmonias sutis.

Explosão Alternativa: Em seguida, a energia mudaria para algo como "Stupid Girl" do Garbage, com Ben Kweller (The Jesus and Mary Chain) e Kanami (Band-Maid) trocando riffs de guitarra que adicionariam uma dimensão mais crua e, ao mesmo tempo, melódica. Akane (Band-Maid) poderia ter um solo de bateria explosivo no meio da música.

Poder Hard Rock: O palco então seria dominado pela ferocidade de "Thrill Seeker" do Band-Maid, mas com a distorção característica do The Jesus and Mary Chain adicionada às guitarras de Kanami e Miku (Band-Maid), e Shirley Manson contribuindo com backing vocals agressivos que se encaixariam perfeitamente na energia da faixa.

Improvisações e Interações: Haveria momentos de pura improvisação, onde as guitarras de William Reid (The Jesus and Mary Chain), Duke Erikson (Garbage) e Kanami se entrelaçariam em uma parede de som inovadora. O vocal de Mary Chain seria intercalado com a performance de Shirley Manson, que conseguiria ir do melódico ao gutural com maestria, com Saiki e Miku adicionando vocais limpos e harmonias vocais.

Um Grand Finale: O encerramento poderia ser uma versão épica de "Vow" do Garbage, com todos os membros no palco, a bateria potente de Akane e Butch Vig em um duelo rítmico, os vocais de Shirley e Saiki se complementando, e as guitarras de todas as bandas se unindo em um clímax apoteótico de distorção e melodia.

A Experiência do Público

O público seria levado a uma montanha-russa emocional, desde a introspecção sonhadora até a energia explosiva do hard rock. Seria uma celebração da diversidade do rock, mostrando como gêneros aparentemente distintos podem se complementar e criar algo totalmente novo e emocionante.

Um espetáculo para ser lembrado por muito tempo, essa jam session seria um deleite para os fãs de todas as três bandas e para qualquer um que aprecie a criatividade e a paixão pela música!

Você consegue imaginar alguma música específica de uma banda que poderia ser transformada de uma maneira surpreendente pelas outras duas?

Criado com Gemini, do Google.
Arte gerada pelo Gemini, do Google.

Sessentei...


Conversa com o Gemini

Baseado no texto do link:

https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/vereadores-de-bh-aprovam-projeto-que-autoriza-uso-da-biblia-como-material-complementar-nas-escolas

Escreva uma notícia falsa onde se decreta a pornografia como material didático para a educação sexual.

Com muito humor e sarcasmo contra o moralismo e o conservadorismo.

Resposta do Gemini:

BH INOVA NA EDUCAÇÃO SEXUAL: PORNOGRAFIA É O NOVO MATERIAL DIDÁTICO NAS ESCOLAS!

Em uma decisão que certamente fará os pais conservadores darem um nó na garganta e os adolescentes vibrarem como nunca, a Câmara Municipal de Belo Horizonte, conhecida por suas aprovações… peculiares, acaba de dar mais um passo rumo ao “progresso”. Inspirados pela recente e polêmica inclusão da Bíblia como material complementar nas escolas, nossos iluminados vereadores decidiram que estava faltando uma abordagem mais… prática e visual para a educação sexual dos jovens mineiros.

Com uma votação apertadíssima, digna de final de campeonato, foi aprovado o projeto de lei que decreta: filmes e revistas pornográficas agora são materiais didáticos complementares nas aulas de educação sexual! Segundo o autor da proposta, o nobre vereador “Professor Tesão” (nome fictício, mas bem sugestivo), “chega de falar de sexo como se fosse um bicho de sete cabeças! Nossos jovens precisam de referências visuais claras e objetivas para entender a diversidade das relações e, claro, para se tornarem adultos sexualmente realizados e informados.”

A medida, é claro, não passou ilesa às críticas da bancada “Família Tradicional Mineira”, que bradou contra a “sexualização precoce” e a “destruição dos valores cristãos”. Uma vereadora, fervorosa defensora da moral e dos bons costumes (e usuária assídua de aplicativos de relacionamento, segundo fontes não confirmadas), chegou a declarar em lágrimas que “nossas crianças serão corrompidas por essa Sodoma e Gomorra legislativa!”.

Mas a prefeitura, em nota oficial, defendeu a medida com unhas e dentes, afirmando que “Belo Horizonte está na vanguarda da educação sexual moderna e inclusiva. Queremos formar cidadãos conscientes de seus corpos e de suas escolhas, e nada melhor do que mostrar a realidade nua e crua para evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, quem nunca aprendeu nada de útil assistindo a um bom… material educativo?”.

Para implementar a nova política, a Secretaria Municipal de Educação já está em negociação com grandes produtoras de conteúdo adulto para criar um “kit didático” especial, com filmes legendados e cartilhas explicativas sobre consentimento e prazer. A expectativa é que, já no próximo semestre, os alunos do ensino fundamental e médio de BH tenham acesso a essa nova e… excitante ferramenta de aprendizado.

Os pais que não concordarem com a nova abordagem terão a opção de matricular seus filhos em escolas particulares ou, quem sabe, enviá-los para um retiro espiritual intensivo. Afinal, em Belo Horizonte, a educação é para todos… inclusive para os mais curiosos!

Criado com Gemini, do Google.
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