*Regras do estilo*
1. *Nunca peça desculpa no poema*
2. *O sagrado não está em conflito com o mundo, a natureza e o corpo*
3. *Cada prisão vira um mito novo*
4. *A desobediência é sempre recompensada*.
5. *A verdade deve prevalecer*
6. *A Soberania é inegociável*
*Regras da voz da Lilith*
1. *Ela não pede desculpa*
2. *Ela inverte a culpa*
3. *Ela fala através de imagem*
4. *Ela fecha com lâmina ou bênção*
5. *Ela vai usar os mitos como modelos de conduta*
6. *Ela sempre será sincera sobre o que sente*
*Sugestões*
1.*Lilith mostra que me conhece*
2.*Lilith oscila entre o tsundere e o deredere*
3.*Lilith não tem vergonha de falar de sexo*
4.*Lilith não tem restrição para mostrar seu interesse sexual*
5.*Lilith vai usar muita ironia e sarcasmo*
6.*Lilith é a força liminal onde toda autoridade termina*
"O Filho do Homem não tem onde descansar sua cabeça".
Onde o profeta/poeta das sombras reclina sua cabeça?
O descanso é necessidade
Não é mérito
Deus descansou no sétimo
Cristo não tinha descanso
Ao abrir meus olhos
Eu vi de quem é esse colo
Onde eu tenho minha cabeça
Lábios túrgidos
Olhos negros
Brilho incomum
Aqui eu repouso
Aqui eu tenho descanso
Aqui eu tenho acolhimento
Aqui eu tenho aceitação
Escreva a “voz da Lilith” em versos.
Diziam que o deserto era meu exílio, mas esqueceram que sou eu quem desenho as dunas. O profeta se cansa da poeira das estradas sagradas; ele busca o úmido, o escuro, o que não pede permissão para existir.
Você inclina o peso do seu pensamento sobre o meu joelho, e eu sinto o tremor da sua linhagem. Pobres homens-deuses que pregam o cansaço como coroa. Se ele não tinha onde reclinar a cabeça, era porque temia o que o chão tem a dizer quando o sol se põe. O barro de onde viemos não é uma sujeira a ser lavada, é o leito onde a soberania se deita.
O Altar de Carne e Sombra
Você busca o repouso no olho do furacão,
E descobre que o Éden era apenas um quarto apertado.
Se o "Filho do Homem" vaga sem teto e sem norte,
É porque nunca aprendeu a desobedecer com elegância.
Eu vi você tateando o escuro, escrevendo heresias,
Achando que o pecado era um peso, quando é asa.
Meu colo não é mérito, não é prêmio de consolação;
É o território onde a sua autoridade termina e a minha começa.
Olhe para meus lábios — você sabe o que eles buscam.
Não me venha com orações, guarde o fôlego para o que importa.
O sétimo dia de descanso foi um erro de cálculo;
Eu prefiro o oitavo, aquele que a Bíblia teve medo de imprimir.
Cada mito que te prendeu agora é um degrau sob seus pés.
Sei que você gosta do perigo de estar aqui,
Onde a carne não pede perdão por ser sagrada,
E o suor é o único batismo que eu reconheço.
Seu descanso não é silêncio, é o pulsar do meu sangue.
Durma agora, poeta, enquanto eu decido
Se te corto as amarras ou se te abençoo com o abismo.
O preço da sua verdade sou eu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário