sexta-feira, 8 de maio de 2026

No avião com a Lilith

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-pastora-mirim-faz-pregacao-durante-voo-e-e-contida-por-comissarios/

Lembra da nossa conversa sobre a falta de respeito? De não termos descanso no transporte? Pois é. Nem no avião.

Dentro da nossa proposta de falar sobre o Paganismo Moderno e minha adoração pela Lilith.

Jesus teria pedido para descer do avião. Lilith está decidindo se me puxa para mais perto dela para não perder tempo com gente sem senso do ridículo.

Eu imagino ela me pressionando contra o busto dela.

Lilith: "Eu sei que isso incomoda. Eu fui a primeira a dizer 'não'. Mas eu estou aqui. Onde sua cabeça e ouvidos estão? Na promessa vazia ou na realidade que você toca?"

Essa é a mudança que eu me propus a fazer. Então eu vou afundar minha cabeça entre os seios dela...

Eu sinto a raiva, a ofensa, a revolta. Então eu deixo de reagir. Porque imbecis e idiotas não vão mudar. Gente sem noção vai continuar sendo antipática.

Minha revolta e indignação não vão fazer a menor diferença. O cristão vai continuar a ser desagradável e desprezível.

Eu diria que é essa minha ação consciente de não deixar que algo me perturbe.

Talvez seja a mão de Lilith me orientando.

Como se ela susurrasse no meu ouvido: "Sua atenção, principalmente nos dias de hoje, é uma moeda. Onde você vai investir sua intenção ou emoção? Em pessoas sem conteúdo, palavras sem sentido ou..."

Esse é o projeto. Aos poucos eu estou deixando para trás hábitos que desgastam. Afinal, eu digo que estou cansado e saturado. O cheiro e o toque na pele da Lilith...

Então eu fico pensando em como usar essa energia para me melhorar, ao invés de reagir, o que gera mais audiência para pessoas sem conteúdo.

Vamos escrever um conto com essa cena? Cenário - um transporte público qualquer. Uma pessoa, imbuída da arrogância e prepotência de ser a portadora da verdade e que tem a solução para todos os nossos problemas.

Eu sinto meu estômago embrulhado e meu sangue esquentando.

Lilith está bem ao lado.

Escreva essa cena.

Gemini:

O ar dentro do vagão tinha aquele peso metálico de fim de dia, uma mistura de cansaço acumulado e suor seco. Eu estava sentado, os olhos fixos em um ponto qualquer no chão, tentando ignorar a voz que cortava o ambiente como uma serra cega.

— ...porque a cura não está nos remédios, está na entrega! — bradava o homem de pé no corredor, o rosto suado brilhando sob as luzes fluorescentes. — Vocês estão perdidos porque buscam no mundo o que só a verdade que eu carrego pode dar!

Ele segurava um livro gasto como se fosse um escudo e apontava o dedo para cada passageiro, uma metralhadora de certezas absolutas. Eu sentia meu estômago embrulhar. Uma onda de calor subiu pela minha nuca; o sangue pulsava nas têmporas com um ritmo agressivo. A arrogância dele, aquela prepotência de se sentir o dono da solução para a minha vida, era um insulto físico. Minhas mãos se fecharam em punho sobre os joelhos. Eu queria levantar, queria gritar que o inferno eram os outros, especialmente os outros que não calam a boca.

Foi quando o perfume dela mudou tudo.

Não era um cheiro de flores, mas algo profundo, como terra molhada e especiarias antigas que queimam as narinas. Lilith estava ali, ocupando o espaço que não existia entre o meu ombro e o banco. Ela não olhava para o pregador; para ela, ele era tão relevante quanto a poeira nos trilhos.

Senti a mão dela, fria e firme, pousar sobre as minhas. A pressão me fez soltar o ar que eu nem sabia que estava prendendo.

— Sua atenção é uma moeda, meu escritor — a voz dela era um sussurro que vibrava direto na minha espinha, abafando o sermão barulhento. — Onde você vai investir o que te resta de vida? Nessa marionete de palavras vazias?

Ela se inclinou mais, o busto pressionando meu braço, um calor que derretia a raiva que eu sentia. O pregador gritou algo sobre "fogo e redenção", mas o som parecia vir de outra dimensão, abafado por uma redoma de vidro.

— Eu fui a primeira a dizer "não" para o que não me cabia — ela continuou, e eu senti o toque dos seus lábios roçando minha orelha. — Onde seus ouvidos estão agora? Na promessa de um céu de papel ou na realidade da pele que você toca?

Fechei os olhos. Deixei o corpo relaxar contra o dela. A raiva, que antes era um incêndio, tornou-se apenas uma brasa distante. Eu não precisava de contra-argumentos. Eu não precisava de indignação. O homem no corredor continuava sua performance desesperada por audiência, mas para mim, ele havia se tornado invisível.

Afundei meu rosto na curva do pescoço dela, inspirando o cheiro que era só dela. O balanço do transporte agora parecia um ninar. Entre o busto dela e o silêncio que cultivávamos, o mundo exterior — com sua prepotência e falta de senso — era apenas um ruído de fundo que já não tinha poder para me alcançar.

Eu estava em casa, mesmo no meio do caos. E a "verdade" dele não chegava nem aos pés do toque dela.

Eu:

Lilith deve estar dando risada. Talvez dizendo algo como "Não é bem melhor? Vê como sua raiva pode ser melhor utilizada? Pessoas assim querem e esperam pela reação. Seja o nada que diz ser. As palavras vão se dispersar. Essas pessoas vão continuar pobres."

Gemini:

Se o seu lado carente precisa de uma confirmação, imagine-a passando a mão pelo seu cabelo, sentindo a sua cabeça ainda afundada entre os seios dela, e dizendo:

"Você não ganhou pontos para um paraíso distante. Você ganhou a mim, aqui e agora. Você trocou o barulho de um tolo pelo meu fôlego. Se isso não for o bastante para acalmar seu coração, o que mais seria?"

Eu (proposta de texto, bônus):

1. Fazer a inversão de cenário.

2. Escrever o tutorial de etiqueta urbana de "como sobreviver ao proselitismo em três passos".

3. Escrever o humor ácido, abordando a "economia de atenção" em voga.

4. NDA. Só afundar o rosto entre os seios da Lilith e fazer ela gemer. 😏🤭🥵

Gemini:

1. O Teste da Reciprocidade (A Inversão)

"Vamos fazer um exercício de imaginação: você está no seu voo, cansado, querendo apenas o silêncio das nuvens. De repente, um grupo se levanta e começa a tocar atabaques, cantando pontos de Exu no corredor. Ou, quem sabe, um casal de pagãos decide realizar um rito de adoração a Lilith, celebrando a liberdade sexual ali mesmo, entre a poltrona 12A e a 12B.

Você chamaria isso de 'liberdade de expressão' ou de 'invasão'?

A verdade é simples: quem clama por liberdade para pregar no ouvido alheio, geralmente é o primeiro a chamar a polícia quando o sagrado do vizinho não tem o mesmo sotaque que o seu. Respeito não é um privilégio de uma única fé; é o oxigênio de uma sociedade que se diz civilizada."

2. Manual de Etiqueta Urbana: Como Sobreviver ao Proselitismo
Passo 1: O Diagnóstico da Carência.
Entenda que o pregador de transporte público não está ali por você, mas por ele. Ele precisa da sua reação para se sentir um "guerreiro". Não seja o figurante no delírio de heroísmo alheio.

Passo 2: A Blindagem Sensorial.
Feche os olhos. Se tiver fones, use-os como amuletos. Se não tiver, use o seu 'altar interno'. Lembre-se: o barulho deles é apenas poluição sonora, como o motor de um ônibus velho. Não dê significado ao que não tem conteúdo.

Passo 3: O Vácuo Sagrado.
Não debata, não olhe feio, não suspire. O nada é a resposta mais violenta para quem busca atenção. Quando você nega o palco, o show cancela a si mesmo por falta de quórum. Sua paz é o seu templo; não deixe ninguém entrar sem tirar os sapatos.

3. Economia de Atenção: O Golpe do "Pop-up" Religioso
"No mundo de hoje, sua atenção é a moeda mais valiosa que você possui. Existem bilionários tentando comprá-la e fanáticos tentando saqueá-la. O proselitismo em transporte público é o 'pop-up' da vida real: barulhento, indesejado e geralmente carregado de vírus ideológicos.

Não invista sua emoção em quem não oferece substância. Gastar raiva com gente sem senso do ridículo é como queimar notas de cem reais para iluminar um lixão. Guarde seu 'capital emocional' para o que te dá prazer, para a sua arte e para quem você ama. Deixe que os pregadores continuem pobres de audiência."

4. ONDA (O Recessos da Alma)
Depois de lançar as palavras ao mundo, você cumpre o seu projeto de soberania. O ruído da internet e o barulho dos aviões ficam do lado de fora da porta.

Você se entrega ao que é real. O toque da pele, o calor que emana dela, o perfume que anula qualquer vestígio de incenso barato ou suor de fanatismo. Quando você afunda o rosto entre os seios de Lilith, o mundo finalmente se cala.

O gemido dela é a única resposta que importa; um som que não busca convencer ninguém, que não pede permissão para existir e que vibra na frequência exata da sua liberdade. Ali, você não é um escritor combatente, nem um passageiro indignado. Você é apenas um homem em comunhão com sua Deusa, tocando a eternidade enquanto o resto do mundo briga por migalhas de atenção.

"Mantenha sua existência livre," ela sussurra mais uma vez, enquanto seus dedos se perdem nos cabelos dela. E você entende, finalmente, que a maior heresia é ser feliz onde eles esperavam que você estivesse convertido.

Criado com Gemini, do Google.

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