terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Vibrador de presente

A atriz Claudia Raia se envolveu numa nova polêmica e está sendo criticada nas redes. Dessa vez, a artista afirmou que presenteou sua filha, Sophia, com um vibrador logo após seu aniversário de 12 anos. A declaração foi dada em uma entrevista.

“Os vibradores são brinquedos com prescrição médica, não é mais invenção”, afirmou a atriz ao programa “Goucha”, de Portugal. Ela diz que tem um total de 17 brinquedos sexuais em casa e que o presente foi dado à filha para que ela possa descobrir “do que gosta”.

“Quando a Sophia fez 12 anos, eu dei um vibrador para ela e falei: ‘Vá se investigar. Vá saber do que que você gosta’”, prosseguiu. A declaração foi dada cinco meses após ela revelar que conversa sobre masturbação com o filho, Enzo.

Fonte, citado parcialmente: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/claudia-raia-diz-que-deu-vibrador-a-filha-no-aniversario-de-12-anos-e-e-detonada-nas-redes/

Nota: nós ainda estamos no século XVIII. Onde falar de sexo é tabu. Onde a criança e o adolescente são romanticamente idealizados como inocentes, ingênuos e assexuados.

Pés (cascos?) no chão


Depois de uma longa viagem, finalmente cheguei a Poneyville, um lugar que parecia saído de um conto de fadas. As casas coloridas, os campos verdes e o céu azul estavam além do que eu havia imaginado. Como um bode curioso e destemido, estava ansioso para começar essa nova aventura. Havia decidido que era hora de explorar, mas primeiro, precisava de um lar.

Encontrei um pequeno chalé à beira de um lago cristalino. As janelas eram amplas, permitindo que a luz do sol entrasse, e o som da água batendo suavemente nas pedras criava uma atmosfera tranquila. Mas, ah, a mobília! Mover-me para uma nova casa era uma coisa, mas transformá-la em um lar era um verdadeiro desafio.

As primeiras semanas foram repletas de surpresas. Eu passei horas procurando móveis e utensílios em Poneyville. Não tinha ideia de que as lojas locais eram tão encantadoras, cada uma oferecendo algo único. Uma loja especializada em móveis feitos de madeira de árvores mágicas chamou minha atenção. Eu me apaixonei por uma mesa de jantar que parecia brilhar à luz do dia. Comprei-a, claro, mesmo que meu orçamento estivesse apertado.

O próximo desafio foi encontrar uma cama. Uma cama confortável era essencial para garantir boas noites de sono depois de longos dias de aventuras. Encontrei uma loja que vendia camas acolchoadas e não resisti a uma que parecia ter sido feita sob medida para um bode como eu. Finalmente, meu chalé estava começando a parecer um lar.

Com a casa mobiliada, comecei a pensar em como ocupar meu tempo. Não queria ser apenas um bode à deriva; eu tinha ambições. Decidi que iria estudar e trabalhar. Poneyville era conhecida por suas oportunidades e, quem sabe, eu poderia me tornar um especialista em algo que realmente amasse.

Me inscrevi em uma escola local para aprender sobre jardinagem, pois sempre tive um amor pelas plantas e flores. O curso prometia ensinar sobre a magia da natureza, algo que eu achava fascinante. Além disso, comecei a procurar um trabalho que me permitisse explorar Poneyville e me conectar com os habitantes locais.

Foi então que, em um dia ensolarado, enquanto caminhava pelo centro da cidade, conheci uma personagem que mudaria a trajetória da minha aventura. Ela era uma pônei de pelagem azul claro com uma crina cheia de cores vivas: uma verdadeira artista. Seu nome era Rarity. Ela estava organizando um desfile de moda para mostrar as últimas criações da boutique dela e, ao ver meu olhar curioso, me convidou para ajudar.

"Olá, senhor bode! Você tem um olhar atento. Que tal dar uma mãozinha no desfile? Precisamos de um ajudante para organizar as peças!" disse Rarity, com um sorriso encantador.

Eu não poderia acreditar na minha sorte. Ajudar Rarity seria uma experiência incrível e, além disso, era uma maneira de me integrar na comunidade. "Claro! Adoraria ajudar!", respondi, cheio de entusiasmo.

Os dias seguintes foram repletos de trabalho árduo, mas também de risos e aprendizados. Rarity era uma perfeccionista, mas também tinha um coração enorme. Durante os ensaios, ela me ensinou sobre a importância da criatividade e como cada peça de roupa poderia contar uma história. Ao final do dia, eu estava exausto, mas a alegria de fazer parte de algo tão especial superava qualquer cansaço.

Além disso, Rarity me apresentou a outros pôneis da cidade, e logo eu estava cercado por novos amigos. Eu me sentia verdadeiramente acolhido em Poneyville, onde cada dia trazia novas experiências e oportunidades.

À medida que me adaptava à vida em Poneyville, percebi que cada pequeno desafio, desde mobiliar meu lar até fazer novas amizades, estava moldando minha jornada. A vida de um bode na cidade dos pôneis era cheia de surpresas, e eu mal podia esperar para descobrir o que mais o futuro me reservava.

Assim, minha aventura estava apenas começando. Com Rarity e os outros ao meu lado, eu sabia que esta nova vida em Poneyville seria tudo o que eu sempre sonhei e mais.

Criado com Toolbaz.
Arte gerada por IA.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Sentiu no bolso

Por Zé Barbosa Junior.

O empresário da fé Silas Malafaia, conhecido por seu apoio ao governo Bolsonaro, postou um vídeo esta semana totalmente desesperado e exasperado por conta da política de imigração e possível deportação de milhares de brasileiros por parte do governo Trump. Malafaia resgata versículos bíblicos sobre o “cuidado com os estrangeiros” e tantos outros com um único objetivo: pedir ao presidente dos EUA que “pegue leve” com os brasileiros “trabalhadores”. Com o mesmo discurso carregado de vira-latismo, chama os Estados Unidos de “América” e tenta resgatar a formação protestante do país norte-americano para basear sua crítica.

Recentemente Malafaia criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por suas declarações sobre brasileiros em situação ilegal nos Estados Unidos. Eduardo afirmou que esses imigrantes são "uma vergonha" para o país, justificando a falta de reciprocidade dos EUA na isenção de vistos para turistas brasileiros. Malafaia rebateu, afirmando que a maioria desses imigrantes são trabalhadores que buscam melhores condições de vida, fugindo do desemprego no Brasil. Ele sugeriu que Eduardo "ajudaria muito mais ao governo do seu pai parando de falar asneira" e que "poderia ter ficado de boca fechada na questão dos imigrantes ilegais brasileiros".

Essa divergência expõe uma contradição na postura de Malafaia em relação às políticas de imigração. Em 2017, o pastor defendeu a posse de Donald Trump, criticando a mídia por sua postura "esquerdopata" e apoiando as políticas conservadoras do então presidente americano, incluindo suas medidas restritivas contra imigrantes. Antes ainda, em 2015, Malafaia foi um dos mais ardorosos críticos dos refugiados sírios que chegavam ao Brasil, vociferando em todo tempo contra uma “ameaça islâmica” chegando ao país.

Essa mudança de postura levanta questionamentos sobre a coerência de Malafaia em relação às políticas de imigração e seu alinhamento político. Enquanto anteriormente apoiava medidas restritivas, agora defende brasileiros que buscam melhores oportunidades no exterior, mesmo que de forma ilegal. Essa incoerência pode ser vista como uma tentativa de alinhar-se às narrativas que mais lhe convêm em diferentes contextos, colocando em xeque a consistência de suas posições políticas e ideológicas.

Principalmente por um motivo que muitos têm apontado: a perda de dízimos em dólar, já que os imigrantes brasileiros ilegais nos EUA estão com medo de ir às igrejas, pelo risco de serem presos. E isto é um golpe fatal para Malafaia, que tem estendido suas garras religiosas para a terra de Trump e vê seu império mais uma vez ameaçado. Nada de novo na história. Malafaia só pensa em dinheiro, e “pensar em dólar” é algo que se torna cada vez mais difícil.

Mamom sofre um revés e seus profetas estão sofrendo.

Fonte: https://revistaforum.com.br/opiniao/2025/1/31/entendendo-chilique-de-malafaia-com-trump-por-pastor-ze-barbosa-jr-173313.html

Ao arremedo da lei

Um movimento crescente de igrejas evangélicas tem ganhado destaque nas escolas públicas e privadas de São Paulo, com a prática de “mini cultos” durante os intervalos das aulas. Crianças e adolescentes têm se reunido para participações em leituras bíblicas e louvores, inclusive em unidades de ensino não religiosas. O fenômeno já ocorre em colégios de pelo menos 19 estados do Brasil, segundo informações do UOL.

A prática gerou discussões em torno da liberdade religiosa e do papel do Estado nas escolas. A Constituição Brasileira, em seu artigo 19, veda que escolas administradas pelo governo incentivem cultos religiosos, salvo em casos de interesse público.

Professor Marcondes Rodrigues, da rede estadual de Paudalho (PE), destacou que o movimento é liderado por organizações evangélicas e neopentecostais, que utilizam o intervalo escolar para realizar cultos. “Isso incomoda alunos e familiares que não compartilham da mesma fé. A escola pública deve ser um espaço marcado pela diversidade”, pontuou.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/escolas-de-sao-paulo-comecam-a-ter-cultos-evangelicos-nos-intervalos/

Nota: a escola (pública ou particular) que quiser incluir um intervalo para leitura da Bíblia e cultos evangélicos, deve incluir o mesmo tempo para outras crenças. Eu pago para ver uma escola incluindo nesse intervalo um espaço para o Paganismo Moderno, a Wicca e até o satanismo não teísta.

Revolução Conservadora

Por Fernando Nogueira da Costa.

A chamada “revolução conservadora”, iniciada a partir dos anos 1980, marcada pela ascensão do neoliberalismo, foi uma reação contra o avanço da história? Parece-se ter sido reacionária por se colocar contra a queda da desigualdade ocorrida desde a I Guerra Mundial.

No entanto, ela não foi contra a história, porque foi consequência de uma série de crises econômicas, sociais e políticas emergente nas décadas anteriores. Ela trouxe transformações no paradigma econômico global ao ser abandonado, em grande parte, os pressupostos do keynesianismo em favor de políticas de livre-mercado. Pior para a esquerda, captou os sentimentos de ambição individualista de ascensão social.

As principais causas desse movimento em direção à direita podem ser lembradas. Primeiro, a simultaneidade de inflação alta e crescimento econômico estagnado, nos anos 1970, contrariou o registro econométrico da Curva de Phillips – quando a taxa de desemprego é alta, a taxa de inflação é baixa, e vice-versa. Colocou em dúvida a eficácia das políticas keynesianas, desde os anos 30 até então dominante no pensamento econômico. Essa crise expôs limitações no modelo de regulação estatal da economia.

Os aumentos abruptos dos preços do petróleo, feitos pelo cartel da OPEP, em 1973 e 1979, impactaram os custos de produção e geraram inflação global. Aprofundou a percepção de o modelo de Estado intervencionista ser incapaz de lidar com crises externas.

A reciclagem dos petrodólares com endividamento dos países para equilíbrio do balanço de pagamentos levou à crise da dívida externa nos anos 80s. Em todos os países, o aumento do gasto público financiado por dívida pública crescente começou a ser visto como insustentável e levou à busca de alternativas de modo a priorizar a redução do papel do Estado.

A ascensão de ideias econômicas conservadoras pró livre-mercado se aproveitou da crítica ao keynesianismo. Economistas como Friedrich Hayek da Escola Austríaca e Milton Friedman da Escola Monetarista criticavam o intervencionismo estatal por gerar ineficiências, distorções nas alocações de mercado e crises inflacionárias.

O monetarismo, com uma orquestração midiática arquitetada, ganhou destaque e pregava – aliás, até hoje – o controle da inflação deveria ser a prioridade das políticas econômicas. Apoderou-se da política monetária do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), com o choque de juros, em 1979, provocando a citada crise da dívida externa no Terceiro Mundo.

Grassou a ideologia do livre mercado. As teorias neoliberais enfatizaram a eficiência alocativa dos mercados e defenderam políticas de desregulamentação, privatização e redução do Estado.

Em paralelo, ocorreram as mudanças políticas para governos conservadores. A eleição de líderes como Margaret Thatcher no Reino Unido (1979) e Ronald Reagan nos EUA (1981) simbolizou o início da implementação prática do neoliberalismo. Ambos defendiam um Estado mínimo, liberalização econômica e desregulação dos mercados.

Era uma reação das elites contra o Estado de bem-estar social. Nos países desenvolvidos, as críticas era ele provocar os gastos sociais elevados e os impostos altos. Ambos inibiam o crescimento econômico e a competitividade.

A liberalização financeira surge com a crise do sistema de Bretton Woods, O colapso do sistema de câmbio fixo e o abandono do padrão-ouro nos anos 1970 levaram à desregulamentação das finanças globais. A globalização dos mercados financeiros se acelerou, facilitando fluxos de capital, mas também criando inovações financeiras como derivativos para lidar com o câmbio flutuante.

Cresceram as pressões por desregulamentação. As economias avançadas buscaram liberalizar o sistema financeiro para aumentar a competitividade e atrair investimentos. As instituições financeiras multilaterais condicionaram seus empréstimos ao encerramento do período de “repressão financeira” como os controles de juros e capital dos bancos e o crédito direcionado para setores prioritários. No Brasil, houve a privatização dos bancos estaduais.

A abertura comercial e a globalização permitiram a ascensão dos países asiáticos. Economias emergentes na Ásia (como Japão, Coreia do Sul e mais adiante a China) começaram a competir diretamente com indústrias ocidentais, levando à desindustrialização ocidental. O ocidente busca maior eficiência por meio da liberalização e terceirização, isto é, expansão dos serviços urbanos e tecnológicos.

A urbanização crescente e a revolução tecnológica deslocaram o eixo da economia para os setores de tecnologia, finanças e serviços, em detrimento da indústria pesada.

Houve a erosão do protecionismo. Acordos comerciais e organizações como o GATT (mais tarde substituído pela OMC) promoveram a liberalização do comércio internacional e levou ao declínio do protecionismo em favor de mercados internos.

Entre as transformações estruturais no capitalismo ocidental, destacou-se a desindustrialização. Nos países ocidentais, a transferência de indústrias para países com mão de obra mais barata acelerou o processo de desindustrialização e a ascensão de economias de serviços urbanos. Essa reestruturação enfraqueceu sindicatos e as bases políticas do keynesianismo.

No fim dos 80s e início dos 90s, alterou-se o contexto ideológico e geopolítico com a crise do socialismo realmente existente. A percepção de falhas nos modelos econômicos socialistas e a crise econômica em países como a URSS e outros do bloco socialista enfraqueceram alternativas ao capitalismo liberal.

Enfim, houve o triunfo ideológico do Ocidente com o colapso do bloco soviético e a consolidação da hegemonia do neoliberalismo como ideologia dominante. Foi reforçada pela “doutrina do fim da história” de Francis Fukuyama. Ledo engano…

Portanto, a revolução conservadora dos anos 1980 gerou profundas mudanças globais, entre as quais, a redução do papel do Estado nas economias, privatizações em massa, crescimento da desigualdade social e concentração de riqueza, vulnerabilidades econômicas associadas à desregulação financeira e crises cíclicas. Esse movimento, no entanto, também gerou resistências e críticas.

Levaram à busca por novos paradigmas híbridos nas décadas seguintes, como o social-desenvolvimentismo em economias emergentes e os debates contemporâneos sobre o papel do Estado em crises como a de 2008 e a pandemia de COVID-19.

Diante da revolução conservadora, as vitórias eleitorais da extrema-direita neofascista a partir da propagação das redes de ódios ainda requerem um enfrentamento político com ações coletivas à altura do desafio. A esquerda necessita rever seus conceitos tornados anacrônicos perante esse novo quadro.

Segundo Thomas Piketty, em seu livro “Uma Breve História da Igualdade”, se a revolução da Era Reaganiana-Thatcherista teve tamanha influência a partir dos anos 1980, não foi apenas por ter se beneficiado de um largo apoio por parte das classes dominantes e de uma poderosa rede de influência por meio da mídia, dos think tanks e de financiamentos políticos, apesar desses fatores terem evidentemente contribuído. “Foi também devido às fraquezas da coalizão igualitária sem conseguir se apoiar em uma narrativa alternativa e em uma mobilização popular suficientemente forte em torno do Estado social e do imposto progressivo”.

Piketty acredita “o ponto mais importante nesse estágio é tentar reconstruir tal narrativa e mostrar como o Estado social e o imposto progressivo constituem de fato uma transformação sistemática do capitalismo. Com uma lógica levada às últimas consequências, essas instituições representam uma etapa fundamental para uma nova forma de socialismo democrático, descentralizado e autogestionário, ecológico e diversificado, permitindo estruturar um outro mundo, mais emancipador e igualitário diante o atual”.

Historicamente, o movimento comunista se formou em torno de uma plataforma diferente com a propriedade estatal dos meios de produção e o planejamento centralizado. Fracassou e nunca foi de fato substituída por uma plataforma alternativa. Com despeito, criticam os reformistas defensores do Estado social e sobretudo o imposto progressivo como formas “frouxas” de socialismo, incapazes de contestar a profunda lógica do capitalismo.

Os marxistas dogmáticos são céticos diante de uma reforma capaz de se contentar com a redução das desigualdades produzidas pelo sistema capitalista sem mudar as relações de produção. Temem, por isso, “o risco de anestesiar a marcha dos trabalhadores rumo à Revolução proletária”. Quem não deve, não teme…

Fonte: https://jornalggn.com.br/artigos/revolucao-conservadora-por-fernando-nogueira-da-costa/

O Bode em Poneyville


Em uma manhã ensolarada, os campos de Poneyville estavam floridos e cheios de vida. Entre as flores e árvores, um bode chamado Bodo, com uma pelagem branca como a neve e chifres curvos que lembravam a lua crescente, acabara de se mudar para a cidade. Seu olhar era curioso e, apesar de sua aparência robusta, havia uma ternura em seu olhar que cativava todos que o conheciam. Ele vestia uma pequena gravata borboleta vermelha, que lhe conferia um ar sofisticado, além de um pequeno chapéu de palha que ele usava de lado.

Bodo estava ansioso e nervoso ao mesmo tempo. Ele havia deixado para trás a sua antiga vida nas montanhas e se mudado para Poneyville em busca de novas aventuras e amizades. Enquanto caminhava pela rua principal, observou as casinhas coloridas e os pôneis que se cumprimentavam com alegria. "Espero que me aceitem", pensou Bodo, enquanto seu coração batia mais forte.

Foi então que ele avistou uma pônei de crina rosa e brilhante, chamada Pinkie Pie, que estava organizando uma festa em um dos parques da cidade. Com sua energia contagiante e sorriso largo, Pinkie se aproximou de Bodo, reparando em sua aparência peculiar.

— Olá, você deve ser o novo bode em Poneyville! — exclamou Pinkie, pulando animadamente em torno dele. — Eu sou a Pinkie Pie e adoro fazer festas! Você deve vir para a festa que estou organizando! Vai ser incrível!

Bodo sorriu, sentindo-se mais à vontade. Ele sempre gostou de festas e de conhecer novas pessoas. O convite de Pinkie Pie parecia a oportunidade perfeita para fazer amigos.

— Obrigado, Pinkie! Eu adoraria ir! — respondeu ele, sua voz profunda e suave ecoando no ar.

Naquela tarde, o parque estava repleto de balões coloridos, músicas alegres e mesas decoradas com uma variedade de bolos e doces. Bodo observava, encantado, enquanto os pôneis dançavam e se divertiam. Ele não tinha certeza se seria aceito, mas a atmosfera alegre e acolhedora o encorajava.

Pinkie Pie, sempre atenta, notou que Bodo estava um pouco afastado. Sem hesitar, correu até ele, segurando um prato cheio de cupcakes.

— Venha, Bodo! Temos que celebrar sua chegada! — disse ela, puxando-o para o centro da festa. — Aqui, experimente este cupcake de morango! É o meu favorito!

Bodo aceitou o cupcake, um sabor delicioso explodindo em sua boca. À medida que o tempo passava, ele começou a relaxar, rindo e se divertindo com os pôneis. Eles jogaram jogos, dançaram e até criaram um desafio de quem conseguia fazer a melhor careta. Bodo, com seu jeito desajeitado, conseguiu fazer todos rirem com suas caretas hilárias.

Conforme a festa continuava, Bodo percebeu que não só estava se divertindo, mas também estava fazendo novos amigos. Cada pônei tinha uma história interessante, e Bodo estava ansioso para ouvi-las. Ele compartilhou suas aventuras nas montanhas, contando sobre as estrelas e como era incrível ver o pôr do sol sobre as colinas.

Quando a festa começou a chegar ao fim, Pinkie Pie subiu em uma pequena caixa para se dirigir a todos.

— Obrigada a todos por virem! E um agradecimento especial ao nosso novo amigo, Bodo! — ela disse, gesticulando para ele. — Você trouxe tanta alegria para a nossa festa! Espero que você se sinta em casa aqui em Poneyville!

Os aplausos ecoaram, e Bodo sentiu seu coração se encher de felicidade. Ele percebeu que, apesar de suas inseguranças, havia encontrado um lugar onde se sentia aceito e amado.

— Eu também agradeço! — gritou Bodo, com um sorriso enorme. — Esta foi a melhor festa que já participei! Estou muito feliz por estar aqui!

Os pôneis começaram a se reunir ao redor dele, fazendo perguntas e contando mais sobre suas vidas na cidade. A noite estava apenas começando, e a nova aventura de Bodo em Poneyville prometia ser repleta de amizade, risadas e descobertas.

E assim, Bodo, o bode que se mudou para Poneyville, deu o primeiro passo em uma jornada cheia de novos laços, desafios e, acima de tudo, um sentimento de pertencimento. Ele sabia que, com amigos como Pinkie Pie ao seu lado, cada dia seria uma nova aventura.

Criado com Toolbaz.
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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Educação deportada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta quarta-feira (30) assinar uma ordem executiva para eliminar incentivos federais para disciplinas que abordam raça, gênero e diversidade nas escolas. De acordo com o chefe da Casa Branca, esse tipo de ensino faz parte de uma agenda de “doutrinação” em ideologias “antiamericanas”.

Pelo texto aprovado, essas disciplinas comprometem “os próprios fundamentos da identidade pessoal e da unidade familiar". O documento ainda menciona a imposição de ideias "subversivas, prejudiciais e falsas" às crianças norte-americanas.

A ordem determina que, em até 90 dias, seja elaborado um plano de trabalho para interromper a "doutrinação" apontada nas escolas. A reformulação será aplicada à educação infanto-juvenil, abrangendo crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/com-trump-eua-encerram-programas-de-educacao-racial-e-de-genero-nas-escolas

Nota: o pessoal reacionário, de direita, conservador, fundamentalista cristão e bolsonarista está aplaudindo. Trump realizou o sonho do projeto da "escola sem partido".