sexta-feira, 20 de março de 2026

Feminismo de Ocasião

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/rejeitado-pelas-mulheres-eleitoras-campanha-faz-flavio-virar-feministo-de-ocasiao/

Efeitos previsíveis em ano eleitoral. O pior é quem tem quem compre.

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.

O Gemini disse
O transformismo político em épocas de eleição é uma das facetas mais cínicas da nossa democracia, e o caso de Flávio Bolsonaro, agora travestido de defensor das causas femininas, é um exemplo acabado dessa hipocrisia. Como você bem pontuou, os efeitos são previsíveis: quando a rejeição no eleitorado feminino aperta e os números das pesquisas ameaçam o projeto de poder, o discurso agressivo e misógino é rapidamente substituído por uma máscara de "feminismo de ocasião".

Abaixo, apresento um texto crítico focado na denúncia dessa manobra:

A Máscara do Oportunismo: O Feminismo de Conveniência da Família Bolsonaro
Não é preciso ter memória longa para recordar o histórico da família Bolsonaro em relação às mulheres. Do "não te estupro porque você não merece" à "fraquejada" no nascimento da única filha, o projeto político que Flávio representa sempre se sustentou em uma masculinidade tóxica, na desqualificação da luta feminista e na retirada de direitos fundamentais. Mas, como num passe de mágica eleitoral, o senador agora tenta operar uma metamorfose: surge o Flávio "feministo", o defensor das creches e das leis de proteção, o pai de "duas princesinhas" que subitamente se descobriu sensível à dor das famílias vítimas de feminicídio.

Essa mudança não é fruto de uma evolução ética ou de uma epifania humanista; é puro cálculo de marketing. A denúncia que precisa ser feita é contra a instrumentalização da dor e da segurança das mulheres para fins estatísticos. Flávio Bolsonaro não se tornou um aliado; ele está apenas tentando estancar a sangria de votos de um segmento que, historicamente, é quem mais impõe barreiras ao avanço do bolsonarismo.

O uso político da pauta feminina por quem sempre a combateu é uma ofensa à inteligência do eleitor e, sobretudo, à memória das lutas de milhares de mulheres que ocupam as ruas há décadas. É fácil falar em "abraçar e proteger" sob os refletores de um palanque quando o objetivo é o Palácio do Planalto. Difícil é sustentar esse discurso quando as câmeras se desligam e as políticas públicas de verdade — aquelas que não se limitam a slogans vazios — são sistematicamente negligenciadas em prol de uma agenda conservadora que prefere a mulher submissa ao Estado e ao patriarcado.

Aqueles que "compram" essa mercadoria avariada ignoram que o lobo não muda sua natureza apenas por vestir a pele de cordeiro. O "feminismo de ocasião" de Flávio Bolsonaro é uma fraude eleitoral a céu aberto. Denunciar esse transformismo é um exercício necessário de autodefesa democrática. Não se enganem: o respeito que ele diz ter hoje pelas mulheres tem data de validade — o dia seguinte à apuração dos votos.

Criado com Gemini, do Google.

2 comentários:

A Marreta do Azarão disse...

Não precisa publicar, se não quiser.
Que legal você e o Laerte serem primos.
Não entendi a confusão mental a que se referiu. Eu só teci elogios (mais que merecidos) à sua grandiosa obra.
O que quis (ou tentei) dizer com crossdresser político, seria alguém que se "veste" de esquerda, mas que de repente pode ser de direita.
Julga que ficou ofensivo, de mau gosto? Se sim, não tenho problemas em excluir essa parte.
Minha intenção é divertir (ao menos tentar), e não ofender ninguém.
Ainda mais alguém cujo trabalho eu tanto admiro.

betoquintas disse...

Não estou falando da Laerte, mas da falsa simetria entre a prisão de Maduro e Bolsonaro.