Algumas coisas ou situações acontecem no meu dia e eu tenho que lembrar que não existe coincidência. Como por exemplo ontem, enquanto eu via Naruto (ou outro anime) no Youtube e um personagem entrou com um discurso sobre seu "propósito de vida". Os animes, tirando os duelos sem sentido e absurdos, divulgam muitos valores que são considerados básicos, senão na sociedade japonesa, para toda a humanidade como amizade, honra, família.
Considerando que existem alguns tópicos na tarjeta "valores" que falam em honra e família no Paganismo, eu resolvi escrever sobre o "propósito de vida", simplesmente porque em algum momento eu me surpreendi ao ver uma mulher (que se dizia satanista) me acusar de não ter esse tal "propósito de vida" e imagino que deve ter muita gente se perguntando o mesmo e se pondo a busca-lo, como pude perceber ao digitar "propósito de vida" no grande oráculo virtual Google e encontrei 12 milhões de resultados.
Vamos começar com a idéia que constantemente somos bombardeados: "Todos nós temos um propósito na vida". Para começar, eu tenho que definir o que é esse "propósito de vida": "Um sentido profundo de que estão aqui para fazer ou aprender algo. Todos nós vivemos nossas vidas tentando incessantemente descobrir, compreender ou vislumbrar quem somos afinal de contas: quem deveríamos ser, o que estamos nos tornando, o que não deveríamos ser, o que nossos pais dizem que somos". O porque parece que temos tal "necessidade": "Descobrir do que precisamos para nos sentirmos completamente felizes". E qual vantagem existe em tal busca: "As pessoas que elegem determinados objetivos em suas vidas, sejam eles quais forem, vivem uma vida mais intensa e feliz."
Agora que temos um ponto de partida, eu pergunto aos leitores se efetivamente precisamos ter esse tal "propósito de vida". Eu escrevi há um bom tempo sobre a diferença entre necessidades reais ou ideais. Tudo que se pode ler sobre tal "propósito de vida" se encaixa no item "necessidade ideal" ou, se me permitem a piada, um despropósito.
Aparentemente estamos em busca de um foco, de um objetivo, de uma direção, mas mesmo todas estas questões se resumem em uma só: escolha. Desde o início, está em nossas mãos inúmeras alternativas, simplesmente pelo fato de estarmos vivos. cabe a nós, portanto querer ou não que nossa vida tenha esse tal "propósito de vida", para início de conversa. A própria questão de termos que escolher ou não é também uma opção. Nesse caso, nascemos com três coisas mais importantes do que o "propósito de vida" que são a própria vida, a liberdade de escolha que a vida nos dá e - por fim, mas não por último - nós mesmos.
Podemos escolher em questionar ou não se a vida tem um significado maior, podemos escolher qual seria esse significado maior e podemos escolher a forma em como podemos adquirir ou seguir esse significado maior. Esse é basicamente o sentido que existe no "propósito de vida" que, curiosamente, só tem significado se nós concedermos isso para ele. Muitas alternativas são oferecidas à granel pelas religiões, mas novamente a crença não deveria ser um acessório ou uma base do "propósito de vida", afinal muitos são os descrentes que tem seus próprios "propósitos de vida". Aliás, seria reduzir e empobrecer demais a religião se a colocarmos como sendo um mero caminho para preencher os nossos "propósitos de vida".
Resumindo, o "propósito de vida" é um assessório, algo que nós escohemos agregar à nossa vida para dar um certo tempero nela e com isso agregar à nossa personalidade os valores que adquirimos e observamos ao exercitar nosso "propósito de vida", muito embora o possamos fazer tudo isso pelos valores em si mesmos, sem que haja a necessidade de querer atingir esse "propósito de vida". A vida em si mesma tem muitos sabores para que sejam limitados ou restritos a modelos de "propósitos de vida". Nós mesmos somos mais importantes do que ter ou escolher em ter um "propósito de vida", nossa liberdade de escolha, a vida, devem ser matidas acima dessa "necessidade" de ter ou escolher em ter um "propósito de vida", do contrário a busca se torna uma obcessão que pode nos levar à ansiedade e frustração. Nesses casos, o "propósito de vida" se tornou um despropósito, porque se tornou um obstáculo à nossa felicidade e às respostas que supostamente tanto procuramos.
Nossa vida pode ser uma constante busca por respostas, realizações e felicidade. Mas cabe a nós escolher se existe uma pergunta, se há algo a realizar e o que é felicidade, para começar. Na maior parte das vezes, nós temos mais felicidade que muitos não tem, apenas não percebemos; nós buscamos por realizações fugazes que em nada nos acrescentam e - por fim - basta apenas viver e aproveitar a vida ao máximo, sem ter que nos preocuparmos em questionar os motivos de nossa existência.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Iniciativa interessante
A Igreja Madonna do Orgasmo, que tem centenas de seguidores, deu um importante passo em direção ao reconhecimento oficial na Suécia, quando uma corte disse que ela tinha o direito de registrar-se como uma comunidade de fé.
Inicialmente um órgão público da Suécia recusou o registro alegando que o nome da igreja poderia ofender os cristãos. Mas o fundador da igreja, Carlos Bebeacua, ganhou a apelação na corte administrativa local.
O órgão público ainda pode apelar contra a decisão, do contrário será obrigada a registrar a igreja que foi fundada no início dos anos 90 e tem Carlos como Cardeal auto-proclamado.
Carlos teve a idéia de criar a igreja depois que a sua pintura “A Madonna do Orgasmo” levou a protestos na Feira Mundia de Sevilha, na Espanha, em 1992.
Para Carlos “O orgasmo é Deus, o orgasmo deve ser adorado”. “O orgasmo é o principal sentimento de luxúria e não deve ser limitado à ejaculação. Você pode alcançá-lo através da arte ou ao olhar uma paisagem enquanto pensa ‘Uau!’”
A igreja tem apenas sacerdotes mulheres e suas escrituras são chamadas de Catequismo do Orgasmo. O livro pregado é o do sexo.
Durante as cerimônias as sacerdotes lêem versos, comem frutas e bebem suco. Sexo não é o foco, mas também não é proibido. “Nunca aconteceu e eu não sei como nós reagiríamos se acontecesse.”
Ele diz que as alegações de que a igreja só se interessa por orgias e sexo alegando que o propósito é ajudar as pessoas a ver orgasmos como uma metáfora de amor pela vida.
“Não há nada perigoso sobre o que dizemos, somos inofensivos. Nós apenas temos as nossas dúvidas com relação às religiões estabelecidas”, ele disse.
Autora: Alessandra Nogueira, coletado na Hypescience [link morto]
Na concepção deste pagão, uma igreja que encoraja e estimula a humanidade a perceber seu corpo, sua sexualidade, seu prazer, seu desejo e o ato sexual como sagrados é infinitamente melhor que uma igreja que reprime e condena tudo isso.
Inicialmente um órgão público da Suécia recusou o registro alegando que o nome da igreja poderia ofender os cristãos. Mas o fundador da igreja, Carlos Bebeacua, ganhou a apelação na corte administrativa local.
O órgão público ainda pode apelar contra a decisão, do contrário será obrigada a registrar a igreja que foi fundada no início dos anos 90 e tem Carlos como Cardeal auto-proclamado.
Carlos teve a idéia de criar a igreja depois que a sua pintura “A Madonna do Orgasmo” levou a protestos na Feira Mundia de Sevilha, na Espanha, em 1992.
Para Carlos “O orgasmo é Deus, o orgasmo deve ser adorado”. “O orgasmo é o principal sentimento de luxúria e não deve ser limitado à ejaculação. Você pode alcançá-lo através da arte ou ao olhar uma paisagem enquanto pensa ‘Uau!’”
A igreja tem apenas sacerdotes mulheres e suas escrituras são chamadas de Catequismo do Orgasmo. O livro pregado é o do sexo.
Durante as cerimônias as sacerdotes lêem versos, comem frutas e bebem suco. Sexo não é o foco, mas também não é proibido. “Nunca aconteceu e eu não sei como nós reagiríamos se acontecesse.”
Ele diz que as alegações de que a igreja só se interessa por orgias e sexo alegando que o propósito é ajudar as pessoas a ver orgasmos como uma metáfora de amor pela vida.
“Não há nada perigoso sobre o que dizemos, somos inofensivos. Nós apenas temos as nossas dúvidas com relação às religiões estabelecidas”, ele disse.
Autora: Alessandra Nogueira, coletado na Hypescience [link morto]
Na concepção deste pagão, uma igreja que encoraja e estimula a humanidade a perceber seu corpo, sua sexualidade, seu prazer, seu desejo e o ato sexual como sagrados é infinitamente melhor que uma igreja que reprime e condena tudo isso.
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EUA criminalizam a homofobia
Foi aprovado na quarta-feira (29/03) a lei federal de Prevenção aos Crimes de Ódio, também conhecida como lei Matthew Shepart (jovem vítima de crime brutal e homofóbico) pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A partir de agora todo o território norte-americano passa a punir crimes motivados pela identidade de gênero, orientação sexual e deficiência. O projeto será apresentado ao Senado pelo democrata Edward Kennedy, que é senador pelo Estado de Massachusetts. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoia o projeto. Pouco tempo antes da votação da lei na Câmara dos Representantes, o presidente Obama soltou nota oficial, onde pedia aos "membros de ambos os lados (Democratas e Republicanos) a pensarem bem e votarem pela proteção dos cidadãos de quaisquer atos violentos e de intolerância". Uma congressista republicana da Carolina do Norte, Virginia Foxx, que se opunha à lei, foi obrigada a pedir desculpas públicas, pois disse que o assassinato do jovem foi trote para justificar a criação da lei. Ela também defendia que o menino havia sido assassinado em um assalto. Posteriormente, a Republicana disse ter feito uma "má escolha de palavras" e defendeu prisão perpétua aos assassinos de Mathew Shepard.
Além dela, há outros opositores à lei, em sua maioria líderes religiosos. Eles dizem que a lei vai dividir a América. Em um argumento muito semelhante ao usado pelos fundamentalistas brasileiros, a bancada religiosa norte-americana se diz contra a lei, pois entende que agora líderes religiosos não mais poderão criticar o estilo de vida gay e para eles isso é censura. O líder da bancada fundamentalista, o republicano e texano Lamar Smith, disse que a "lei é inconstitucional e não será aprovada".
Símbolo da intolerância
Em 1998, no mês de outubro, Matthew Shepard foi encontrado por ciclistas em estado de coma num poste de madeira. As pessoas que o encontraram disseram na época que o menino estava desfigurado. O crime brutal ganhou destaque nacional, com direito a uma fala pública do presidente à época, Bill Clinton.
Matthew foi abordado na saída do bar Fireside Lounge por Aaron McKinney e Russel Henderson, 22 e 21 anos respectivamente, dizendo para ele que também eram gays, porém, o encurralaram e o espancaram até a morte. Os assassinos foram condenados a prisão perpétua.
Além dela, há outros opositores à lei, em sua maioria líderes religiosos. Eles dizem que a lei vai dividir a América. Em um argumento muito semelhante ao usado pelos fundamentalistas brasileiros, a bancada religiosa norte-americana se diz contra a lei, pois entende que agora líderes religiosos não mais poderão criticar o estilo de vida gay e para eles isso é censura. O líder da bancada fundamentalista, o republicano e texano Lamar Smith, disse que a "lei é inconstitucional e não será aprovada".
Símbolo da intolerância
Em 1998, no mês de outubro, Matthew Shepard foi encontrado por ciclistas em estado de coma num poste de madeira. As pessoas que o encontraram disseram na época que o menino estava desfigurado. O crime brutal ganhou destaque nacional, com direito a uma fala pública do presidente à época, Bill Clinton.
Matthew foi abordado na saída do bar Fireside Lounge por Aaron McKinney e Russel Henderson, 22 e 21 anos respectivamente, dizendo para ele que também eram gays, porém, o encurralaram e o espancaram até a morte. Os assassinos foram condenados a prisão perpétua.
Original perdido.
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Dominação e racismo
As "raças" e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade. O conceito de que existem diferentes "raças humanas" foi criado pelo próprio homem e ganhou força com base em interesses de determinados grupos, que necessitavam de justificativas para a dominação sobre outros grupos.
A afirmação é do geneticista Sérgio Pena, autor do livro "Humanidade Sem Raças?" (Publifolha, 2008), da Série 21.
O título tem formato de ensaio e aborda o conceito de "raças" e o racismo de forma sintética.
O autor examina a questão sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. E propõe a necessidade da "desinvenção" imediata do conceito de "raças".
"Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros", afirma o autor. "Assim, a sobrevivência da ideia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor."
Leia abaixo o trecho de introdução de "Humanidade Sem Raças?".
O texto mantém a ortografia original do livro, publicado em 2008:
A Bíblia nos apresenta os Quatro Cavaleiros do Apocalipse: Morte, Guerra, Fome e Peste. Com os conflitos na Irlanda do Norte, em Ruanda e nos Bálcãs, no fim do século passado, e após o 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e do Iraque e os conflitos de Darfur no início do século 21, temos de adicionar quatro novos cavaleiros: Racismo, Xenofobia, Ódio Étnico e Intolerância Religiosa.
Neste livro vamos examinar um desses: o racismo, com o seu principal comparsa, a crença na existência de "raças humanas". Proponho demonstrar que as raças humanas são apenas produto da nossa imaginação cultural. Como disse o epidemiologista americano Jay S. Kaufman, as raças não existem em nossa mente porque são reais, mas são reais porque existem em nossa mente.
Acredito que a palavra devia ser sempre escrita entre aspas. Como isso comprometeria demais a apresentação do texto, serão omitidas aqui, mas gostaria de sugerir que o leitor as mantivesse, imaginariamente, a cada ocorrência do termo. No passado, a crença de que as raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades.
Ao longo dos tempos, esse infeliz conceito integrou-se à trama da nossa sociedade, sem que sua adequação ou veracidade tenham sido suficientemente questionadas.
Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros. Assim, a sobrevivência da ideia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor.
Essa persistência é tóxica, contaminando e enfraquecendo a sociedade como um todo.
Henry Louis Gates Jr. (1950), professor da Universidade de Harvard e diretor do Instituto W.E.B. Du Bois de Pesquisa Sobre Africanos e Afro-Americanos, é um brilhante intelectual norte-americano da atualidade. Em um artigo intitulado "A Ciência do Racismo", recentemente publicado online na revista The Root, Gates faz a seguinte afirmativa: "[...] a última grande batalha sobre o racismo não será lutada com relação ao acesso a um balcão de restaurante, a um quarto de hotel, ao direito de votar, ou mesmo ao direito de ocupar a Casa Branca; ela será lutada no laboratório, em um tubo de ensaio, sob um microscópio, no nosso genoma, no campo de guerra do nosso DNA. É aqui que nós, como uma sociedade, ordenaremos e interpretaremos a nossa diversidade genética".
Vou seguir a sugestão de Gates e examinar toda a questão das raças humanas e do racismo sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. Assim, contrasto três modelos estruturais da diversidade humana.
O primeiro, com base na divisão da humanidade em raças bem definidas, foi desenvolvido nos séculos 17 e 18 e culminou no racismo científico da segunda metade do século 19 e no movimento nazista do século 20. Esse equivocado modelo tipológico definiu as raças como muito diferentes entre si e internamente homogêneas. E foi essa crença de que as diferentes raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas que contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades.
O segundo foi o modelo populacional. Incorporando novos conhecimentos científicos, ele surgiu após o final da Segunda Guerra Mundial, e fez a divisão da humanidade em populações, que passaram a ser corretamente percebidas como internamente heterogêneas e geneticamente sobrepostas. Infelizmente ele se degenerou em um modelo "populacional de raças" e tem sido compatível com a continuação do preconceito e da exploração.
O que proponho para o século 21 é a substituição desses dois modelos prévios por um novo paradigma genômico/individual de estrutura da diversidade humana, que vê essa espécie dividida não em raças ou populações, mas em seis bilhões de indivíduos genomicamente diferentes entre si, mas com graus maiores ou menores de parentesco em suas variadas linhagens genealógicas.
Este terceiro e novo modelo genômico/individual valoriza cada ser humano como único, em vez de enfatizar seu pertencimento a uma população específica, e está solidamente alicerçado nos avanços da genômica, especialmente na demonstração genética e molecular da individualidade genética humana e na comprovação da origem única e recente da humanidade moderna na África.
Ele é fundamentalmente genealógico e baseado na história evolucionária humana - enfatiza a individualidade e a singularidade das pessoas e o fato de que a humanidade é uma grande família. Nele, a noção de raça humana perde totalmente o sentido e se desfaz como fumaça.
A mensagem principal deste livro é que se deve fazer todo esforço em prol de uma sociedade desracializada, que valorize e cultive a singularidade do indivíduo e na qual cada um tenha a liberdade de assumir, por escolha pessoal, uma pluralidade de identidades, em vez de um rótulo único, imposto pela coletividade.
Esse sonho está em perfeita sintonia com o fato demonstrado pela genética moderna: cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta, que interage com o ambiente para moldar uma exclusiva trajetória de vida.
A Invenção das Raças
Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável consequência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da "natureza humana". Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade.
Desde os primórdios da humanidade houve violência entre grupos humanos, mas só na era moderna essa violência passou a ser justificada por uma ideologia racista. De fato, nas civilizações antigas não são encontradas evidências inequívocas da existência de racismo (que não deve ser confundido com rivalidade entre comunidades). É certo que havia escravidão na Grécia, em Roma, no mundo árabe e em outras regiões. Mas os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra e não havia a idéia de que fossem "naturalmente" inferiores aos seus senhores. A escravidão era mais conjuntural que estrutural - se o resultado da guerra tivesse sido outro, os papéis de senhor e escravo estariam invertidos.
A emergência do racismo e a cristalização do conceito de raças coincidiram historicamente com dois fenômenos da era moderna: o início do tráfico de escravos da África para as Américas e o esvanecimento do tradicional espírito religioso em favor de interpretações científicas da natureza.
Diversidade Humana
Antes de prosseguirmos, proponho ao leitor um simples experimento. Dirija-se a um local onde haja grande número de pessoas - uma sala de aula, um restaurante, o saguão de um edifício comercial ou mesmo a calçada de uma rua movimentada. Agora observe cuidadosamente as pessoas ao redor.
Deverá logo saltar aos olhos que somos todos muito parecidos e, ao mesmo tempo, muito diferentes.
Podemos ver grandes similaridades no plano corporal, na postura ereta, na pele fina e na falta relativa de pelos, características da espécie humana que nos distinguem dos outros primatas.
Por outro lado, serão evidentes as extraordinárias variações morfológicas entre as diferentes pessoas: sexo, idade, altura, peso, massa muscular e distribuição de gordura corporal, comprimento, cor e textura dos cabelos (ou ausência deles), cor e formato dos olhos, formatos do nariz e lábios, cor da pele etc.
Essas variações são quantitativas, contínuas, graduais.
A priori, não existe absolutamente qualquer razão para valorizar uma ou outra dessas características no exercício de perscrutação. Mas logo se descobre que nem todos os traços têm a mesma relevância. Alguns são mais importantes; por exemplo, quando reparamos que algumas pessoas são mais atraentes que outras.
Além disso, há características que podem nos fornecer informações sobre a origem geográfica ancestral das pessoas: uma pele negra pode nos levar a inferir que a pessoa tenha ancestrais africanos, olhos puxados evocam ancestralidade oriental etc.
Mas isso é tudo: não há nada mais que se possa captar à flor da pele.
Pense bem. Como é possível que o fato de possuir ancestrais na África faça o todo de uma pessoa ser diferente de quem tem ancestrais na Ásia ou Europa? O que têm a pigmentação da pele, o formato e a cor dos olhos ou a textura do cabelo a ver com as qualidades humanas singulares que determinam uma individualidade existencial? Tratar um indivíduo com base na cor da sua pele ou na sua aparência física é claramente errado, pois alicerça toda a relação em algo que é moralmente irrelevante com respeito ao caráter ou ações daquela pessoa.
Fonte (citando da Folha): Alagoas Online [link morto]
sábado, 2 de maio de 2009
Se Obama fosse Papa
O Presidente Barack Obama conseguiu num curto período de tempo retirar os Estados Unidos de um ambiente desânimo e apoiar reformas, apresentando uma visão credível de esperança e introduzindo uma mudança estratégica na política interna e externa deste grande país.
Na Igreja Católica as coisas são diferentes. O ambiente é opressivo, a pilha de reformas é paralisante. Após quase quatro anos no cargo, muitas pessoas vêem o Papa Bento XVI como outro George W. Bush. Não foi nenhuma coincidência que o Papa celebrasse o seu 81º aniversário na Casa Branca. Bush e Ratzinger não conseguem aprender nada em matérias de controlo de natalidade e aborto, não são propensos a realizar quaisquer reformas sérias, arrogantes e sem transparência na forma como exercem os seus cargos restringindo liberdades e direitos humanos.
Tal como Bush no seu tempo, o Papa Bento também sofre de uma crescente falta de confiança. Muitos católicos já não esperam nada dele. Pior ainda, com a retirada da excomunhão a quatro bispos tradicionalistas que consagravam ilegalmente, incluindo um que notoriamente nega o Holocausto, Ratzinger confirmou todos os receios que se levantaram quando foi eleito Papa. O Papa favorece pessoas que ainda rejeitam a liberdade de religião afirmada pelo Vaticano II, o diálogo com outras igrejas, a reconciliação com o Judaísmo, uma elevada estima pelo Islão e outras religiões mundiais e a reforma da liturgia.
Com o objectivo de promover a “reconciliação” com um pequeno grupo de tradicionalistas arqui-reaccionários, o Papa arrisca perder a confiança de milhões de Católicos em todo o mundo que continuam a ser leais ao Vaticano II. Por ser um Papa alemão que está a dar passos errados, acentua o conflito. As desculpas após o evento não conseguem juntar as peças.
O Papa teria um trabalho mais fácil do que o Presidente dos Estados Unidos ao adoptar uma mudança de rumo. Não tem ao seu lado nenhum Congresso como corpo legislativo, nem um Supremo Tribunal como magistratura. É chefe absoluto do Governo, legislador e juiz supremo na Igreja. Se quisesse, poderia autorizar imediatamente a contracepção, permitir o casamento dos padres, tornar possível a ordenação de mulheres e permitir a eucaristia partilhada com as Igrejas Protestantes. O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?
Claramente, tal como Obama, ele:
Afirmaria claramente que a Igreja Católica está numa crise profunda e identificaria a origem do problema: muitas congregações sem padres, ainda insuficiente número de novos recrutas para o sacerdócio, e um colapso oculto de estruturas pastorais como consequência de fusões impopulares de paróquias, um colapso que frequentemente se desenvolveu ao longo de séculos;
Proclamaria a visão da esperança de uma Igreja renovada, um ecumenismo revitalizado, entendimento com os Judeus, Muçulmanos e outras religiões mundiais e uma avaliação positiva da ciência moderna; Reuniria ao seu redor os colegas os mais competentes, e não os “yes-men” mas mentes independentes, apoiados por peritos competentes e destemidos;
Iniciaria imediatamente as medidas reformadoras mais importantes por decreto (“ordem executiva”); e convocaria um concílio ecuménico para promover a mudança de rumo.
Mas que contraste deprimente: Enquanto o Presidente Obama, com o apoio do mundo inteiro, olha para a frente e está aberto às pessoas e ao futuro, este Papa encaminha-se o mais para trás possível, inspirado por um ideal de igreja medieval, céptico sobre a Reforma, ambígua sobre os direitos modernos de liberdade.
Enquanto o Presidente Obama se preocupa com uma nova cooperação com parceiros e aliados, o Papa Bento XVI, tal George W. Bush, está preso num raciocínio em termos de amigo e inimigo. Despreza os companheiros cristãos nas Igrejas Protestantes ao recusar reconhecer estas comunidades como Igrejas. O diálogo com os Muçulmanos não foi mais além do que uma mera confissão verbal de “diálogo”. As relações com o Judaísmo dizem-se profundamente danificadas.
Enquanto o Presidente Obama irradia a esperança, promove actividades cívicas e apela a uma nova “era de responsabilidade”, o Papa Bento XVI está encarcerado nos seus medos e quer limitar a liberdade humana tanto quanto possível, com o propósito de restabelecer uma “era de restauração”.
Enquanto o Presidente Obama se lançou na ofensiva usando a Constituição e a grande tradição do seu país como base para passos corajosos na reforma, o Papa Bento interpreta em direcção contrária os decretos do Concílio da Reforma de 1962, tendo em mente o Concílio conservador de 1870.
Mas porque, com toda a probabilidade, o Papa Bento XVI não será nenhum Obama, para o futuro imediato precisamos:
Primeiro: um episcopado que não oculte os problemas manifestos da Igreja mas mencione-os abertamente e aborde-os de forma enérgica a nível diocesano;
Segundo: teólogos que colaborem activamente numa visão futura da nossa Igreja e não tenham receio de falar e escrever a verdade;
Terceiro: pastores que opor as cargas excessivas impor constantemente pela fusão de muitas paróquias e que tomam corajosamente a responsabilidade como pastores;
Quarto: em particular as mulheres, sem as quais muitas paróquias entrariam em colapso, que com confiança empregam as possibilidades da sua influência.
Mas podemos nós realmente fazer isto? Sim, conseguimos.
Autor: professor Hans Kung, tradução: Marco, capturado do blog: Povo de Bahai
Na Igreja Católica as coisas são diferentes. O ambiente é opressivo, a pilha de reformas é paralisante. Após quase quatro anos no cargo, muitas pessoas vêem o Papa Bento XVI como outro George W. Bush. Não foi nenhuma coincidência que o Papa celebrasse o seu 81º aniversário na Casa Branca. Bush e Ratzinger não conseguem aprender nada em matérias de controlo de natalidade e aborto, não são propensos a realizar quaisquer reformas sérias, arrogantes e sem transparência na forma como exercem os seus cargos restringindo liberdades e direitos humanos.
Tal como Bush no seu tempo, o Papa Bento também sofre de uma crescente falta de confiança. Muitos católicos já não esperam nada dele. Pior ainda, com a retirada da excomunhão a quatro bispos tradicionalistas que consagravam ilegalmente, incluindo um que notoriamente nega o Holocausto, Ratzinger confirmou todos os receios que se levantaram quando foi eleito Papa. O Papa favorece pessoas que ainda rejeitam a liberdade de religião afirmada pelo Vaticano II, o diálogo com outras igrejas, a reconciliação com o Judaísmo, uma elevada estima pelo Islão e outras religiões mundiais e a reforma da liturgia.
Com o objectivo de promover a “reconciliação” com um pequeno grupo de tradicionalistas arqui-reaccionários, o Papa arrisca perder a confiança de milhões de Católicos em todo o mundo que continuam a ser leais ao Vaticano II. Por ser um Papa alemão que está a dar passos errados, acentua o conflito. As desculpas após o evento não conseguem juntar as peças.
O Papa teria um trabalho mais fácil do que o Presidente dos Estados Unidos ao adoptar uma mudança de rumo. Não tem ao seu lado nenhum Congresso como corpo legislativo, nem um Supremo Tribunal como magistratura. É chefe absoluto do Governo, legislador e juiz supremo na Igreja. Se quisesse, poderia autorizar imediatamente a contracepção, permitir o casamento dos padres, tornar possível a ordenação de mulheres e permitir a eucaristia partilhada com as Igrejas Protestantes. O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?
Claramente, tal como Obama, ele:
Afirmaria claramente que a Igreja Católica está numa crise profunda e identificaria a origem do problema: muitas congregações sem padres, ainda insuficiente número de novos recrutas para o sacerdócio, e um colapso oculto de estruturas pastorais como consequência de fusões impopulares de paróquias, um colapso que frequentemente se desenvolveu ao longo de séculos;
Proclamaria a visão da esperança de uma Igreja renovada, um ecumenismo revitalizado, entendimento com os Judeus, Muçulmanos e outras religiões mundiais e uma avaliação positiva da ciência moderna; Reuniria ao seu redor os colegas os mais competentes, e não os “yes-men” mas mentes independentes, apoiados por peritos competentes e destemidos;
Iniciaria imediatamente as medidas reformadoras mais importantes por decreto (“ordem executiva”); e convocaria um concílio ecuménico para promover a mudança de rumo.
Mas que contraste deprimente: Enquanto o Presidente Obama, com o apoio do mundo inteiro, olha para a frente e está aberto às pessoas e ao futuro, este Papa encaminha-se o mais para trás possível, inspirado por um ideal de igreja medieval, céptico sobre a Reforma, ambígua sobre os direitos modernos de liberdade.
Enquanto o Presidente Obama se preocupa com uma nova cooperação com parceiros e aliados, o Papa Bento XVI, tal George W. Bush, está preso num raciocínio em termos de amigo e inimigo. Despreza os companheiros cristãos nas Igrejas Protestantes ao recusar reconhecer estas comunidades como Igrejas. O diálogo com os Muçulmanos não foi mais além do que uma mera confissão verbal de “diálogo”. As relações com o Judaísmo dizem-se profundamente danificadas.
Enquanto o Presidente Obama irradia a esperança, promove actividades cívicas e apela a uma nova “era de responsabilidade”, o Papa Bento XVI está encarcerado nos seus medos e quer limitar a liberdade humana tanto quanto possível, com o propósito de restabelecer uma “era de restauração”.
Enquanto o Presidente Obama se lançou na ofensiva usando a Constituição e a grande tradição do seu país como base para passos corajosos na reforma, o Papa Bento interpreta em direcção contrária os decretos do Concílio da Reforma de 1962, tendo em mente o Concílio conservador de 1870.
Mas porque, com toda a probabilidade, o Papa Bento XVI não será nenhum Obama, para o futuro imediato precisamos:
Primeiro: um episcopado que não oculte os problemas manifestos da Igreja mas mencione-os abertamente e aborde-os de forma enérgica a nível diocesano;
Segundo: teólogos que colaborem activamente numa visão futura da nossa Igreja e não tenham receio de falar e escrever a verdade;
Terceiro: pastores que opor as cargas excessivas impor constantemente pela fusão de muitas paróquias e que tomam corajosamente a responsabilidade como pastores;
Quarto: em particular as mulheres, sem as quais muitas paróquias entrariam em colapso, que com confiança empregam as possibilidades da sua influência.
Mas podemos nós realmente fazer isto? Sim, conseguimos.
Autor: professor Hans Kung, tradução: Marco, capturado do blog: Povo de Bahai
Celebração, Paganismo e 1º de Maio
A respeito do significado religioso pagão do Primeiro de Maio, já neste blogue se disseram umas quantas palavras, que podem ser lidas aqui, texto que fala maioritariamente da tradição romnana, por um lado, e da tradição céltica mais bem conhecida, a da Irlanda, por outro. No caso de Portugal, não há, até agora, registo do que fariam nesta data os Celtas e/ou Lusitanos que viveram em território português. Perante tal escassez de fontes religiosas lusitanas e/ou célticas hispânicas, muitos pagãos portugueses têm, compreensivelmente, ligado a sua prática ao rito e mito da Irlanda, isto é, dos parentes conhecidos mais próximos.
Mas, porque no folclore nacional se encontram vestígios do Paganismo indígena, pode o estudo das tradições folclóricas ser proveitoso para quem queira reconstruir, ou recriar, um caminho religioso para o culto das antigas Deidades deste extremo ocidente europeu.
Quanto à tradição, ainda hoje, no dia 3 de Maio, rapazes e raparigas das povoações próximas do Cabeço das Fráguas sobem ao alto daquele monte, dançam, cantam e merendam um cabrito ou um borrego assado. Virá desses tempos este hábito? Não nos repugna aceitar que sim, pois é o único monte onde tal prática existe, embora seja hábito na região da Guarda fazer uma merenda, no campo, nesse dia.
A data de 3 de Maio pode também ligar-se a cultos pagãos indo-europeus e célticos, que sobrevivem no Dia das Maias. É costume, nas festividades beirãs e transmontanas, ofertar borregos aos santos festejados, arrematando-os depois no bazar de oferendas. Também é frequente os pastores levarem o rebanho a cumprir novenas em torno de certas capelas de santos ou santas da sua devoção, obrigando os animais a dar nove voltas, práticas que, pelo seu carácter supersticioso e pagão, muitos sacerdotes católicos, normalmente, contrariam. Em Trás-os-Montes ainda se conserva, em alguns lugares, no Felgar, por exemplo, o hábito de incorporarem na grande procissão do ano, juntas de bois, levando sobre as hastes sacos com cereal.
Mas, porque no folclore nacional se encontram vestígios do Paganismo indígena, pode o estudo das tradições folclóricas ser proveitoso para quem queira reconstruir, ou recriar, um caminho religioso para o culto das antigas Deidades deste extremo ocidente europeu.
Quanto à tradição, ainda hoje, no dia 3 de Maio, rapazes e raparigas das povoações próximas do Cabeço das Fráguas sobem ao alto daquele monte, dançam, cantam e merendam um cabrito ou um borrego assado. Virá desses tempos este hábito? Não nos repugna aceitar que sim, pois é o único monte onde tal prática existe, embora seja hábito na região da Guarda fazer uma merenda, no campo, nesse dia.
A data de 3 de Maio pode também ligar-se a cultos pagãos indo-europeus e célticos, que sobrevivem no Dia das Maias. É costume, nas festividades beirãs e transmontanas, ofertar borregos aos santos festejados, arrematando-os depois no bazar de oferendas. Também é frequente os pastores levarem o rebanho a cumprir novenas em torno de certas capelas de santos ou santas da sua devoção, obrigando os animais a dar nove voltas, práticas que, pelo seu carácter supersticioso e pagão, muitos sacerdotes católicos, normalmente, contrariam. Em Trás-os-Montes ainda se conserva, em alguns lugares, no Felgar, por exemplo, o hábito de incorporarem na grande procissão do ano, juntas de bois, levando sobre as hastes sacos com cereal.
Fonte: Gladius
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Campanha pela apostasia na Argentina
As iniciativas europeias para impulsionar o ateísmo e o afastamento da Igreja Católica chegaram à Argentina, onde membros de mais de 21 ONGs começaram nesta segunda-feira, 2 [Março], uma campanha para promover a renúncia ao catolicismo sob o lema "Não em meu nome". Os promotores da campanha, conhecida como "afastamento coletivo", pertencem a cerca de 25 organizações civis de todo o país dos mais diferentes setores, desde grupos de mulheres a favor da descriminalização do aborto até coletivos homossexuais, passando pela Associação de Ateus da Argentina, ArgAtea. Andrés Miñones, membro da ArgAtea, que promove a implantação dos valores laicos e é a única de seu tipo existente no país, explicou à Efe que o objetico é "abrir um debate na sociedade argentina para que as pessoas possam expressar sua discordância com algumas posturas da Igreja Católica". Miñones reconheceu que a Argentina é um país eminentemente católico e admitiu que os organizadores da campanha confiam em conseguir grandes deserções, embora tenha considerado que seja um passo importante lançar esse debate inédito. O gatilho para a iniciativa no país, lembrou, foi a polêmica que se iniciou em novembro passado no vizinho Uruguai sobre a descriminalização do aborto e a linha radical que a Igreja Católica uruguaia adotou com ameaças de excomunhão. A campanha se articula em torno de uma página na web (apostasiacolectiva.org) onde os interessados podem baixar uma carta de renúncia a seu batismo que devem dirigir a seus respectivos arcebispados.
Uma leitura mais profunda nos levam a afirmar que a apostasia é uma realidade.
Não celebrar os ritos, crer em dogmas e doutrinas, cumprir com os mandamentos morais ou obedecer à hierarquia eclesiástica por parte dos Católicos é um sinal que demonstra isso.
A notícia da apostasia coletiva ocorrida em diversas cidades do país [Argentina-NT] por parte de grupos agnósticos, ateus e descontentes com as religiões (especialmente a Católica), tem a ver com o direito de mudar de religião ou o de professar nenhuma.
Uma leitura mais profunda nos levam a afirmar que a apostasia é uma realidade.
Não celebrar os ritos, crer em dogmas e doutrinas, cumprir com os mandamentos morais ou obedecer à hierarquia eclesiástica por parte dos Católicos é um sinal que demonstra isso.
A notícia da apostasia coletiva ocorrida em diversas cidades do país [Argentina-NT] por parte de grupos agnósticos, ateus e descontentes com as religiões (especialmente a Católica), tem a ver com o direito de mudar de religião ou o de professar nenhuma.
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