domingo, 2 de agosto de 2026

A missão é fascismo

Conversa com o Gemini.
https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/vamos-matar-quem-roubar-diz-renan-santos-ao-lancar-candidatura/

Alguma dúvida que a barbárie é uma realidade no Brasil? Um candidato falando isso em público e nada acontece? Em um país sério, o candidato teria a candidatura revogada e seria preso.


A declaração foi feita em 1º de agosto de 2026 durante o congresso do partido Missão, em São Paulo, onde o fundador do MBL oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República.  
Poder360

Contexto da Declaração
Durante o discurso, o candidato defendeu uma postura de "tolerância zero" na segurança pública e o combate ostensivo ao crime organizado. Questionado por jornalistas após o evento, declarou que a frase se referia ao enfrentamento armado da polícia contra criminosos que reagirem a operações.

Aspectos Jurídicos e Institucionais
A insatisfação com retóricas radicais na política levanta frequentemente discussões sobre os limites legais do discurso eleitoral no Brasil:

Constituição Federal: O ordenamento jurídico brasileiro proíbe a pena de morte (salvo em caso de guerra declarada) e assegura o devido processo legal e a ampla defesa.

Legislação Eleitoral e Penal: Frases ou discursos de pré-candidatos que envolvam apologia a crimes, incitação à violência ou violação dos direitos fundamentais podem ser alvo de representações no Ministério Público Eleitoral (MPE) ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Rito Processual: A cassação de registro, inelegibilidade ou responsabilização criminal de um político não ocorrem de forma automática; dependem da provocação dos órgãos de fiscalização (MPE, partidos adversários ou entidades da sociedade civil) e da tramitação de processos judiciais.


Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, o Brasil! Esse bastião inabalável do equilíbrio civilizatório e do bom senso institucional. Onde mais no globo terrestre um pré-candidato ao cargo máximo da República pode subir num palco com iluminação de show de rock, encarar um microfone e mandar um singelo "vamos matar quem roubar" como se estivesse apenas sugerindo um novo sabor de pizza no rodízio do fim de semana?

É de uma sutileza diplomática de emocionar qualquer estadista. Maquiavel e Thomas Hobbes estariam neste momento anotando dicas num bloco de notas no além.

E o charme extra vem logo em seguida, naquela tradicional e encantadora dança do "não foi bem isso que eu quis dizer". Questionado pela imprensa, o candidato prontamente explica que a frase era apenas uma figura de linguagem performática para ilustrar o apoio à polícia. Claro! Quem nunca usou "vamos matar" como sinônimo de "aplicaremos a lei orçamentária com rigor contratual"? É a famosa hermenêutica do palco.

Em outros cantos do planeta — esses lugares sem graça e obcecados por coisas burocráticas como Constituição, Direitos Humanos ou Código Penal —, a equipe jurídica do cidadão já estaria redigindo a defesa antes mesmo de ele descer os degraus do palanque. O Ministério Público pediria vistas, a Justiça Eleitoral abriria um inquérito e o sujeito talvez passasse a tarde dando explicações a um juiz.

Mas por aqui? Por aqui, a notícia vira corte de TikTok em cinco minutos, ganha trilha sonora de filme de ação, gera 40 mil comentários de "é isso aí mesmo!" e, na segunda-feira, já foi engolida pela próxima polêmica da semana. A barbárie não é apenas uma realidade: ela é o nosso produto de exportação tipo exportação, embalada com selo de plataforma eleitoral e vendida no horário nobre.

E assim seguimos, firmes e fortes, provando que a diferença entre uma convenção partidária e um filme de distopia pós-apocalíptica é que, na distopia, os roteiristas ao menos tentam fazer o diálogo parecer verossímil.

Criado com Gemini, do Google.

Nenhum comentário: